A PALAVRA DO EDITOR

SÁBADO DE CARNAVAL SEM CARNAVAL

Hoje, Sábado de Carnaval, seria o dia de início da magnífica festa anual pernambucana.

A grande explosão de alegria, de irreverência, de confraternização, de cores e de sons, tudo embalado pelo típico e encantado frevo aqui da nossa querida terrinha.

O dia em que o Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do Planeta Terra, tomaria as ruas do Recife.

Mas com essa babaquice, com essa viadagem, com essa insanidade de fechar tudo e de tudo proibir, por conta de uma frescura chamada “pandemia”, mais midiática do que científica, o nosso belíssimo Carnaval está suspenso.

E eu, como folião de corpo e alma, fundador e diretor do Bloco da Besta Fubana, apaixonado por esta festa mágica e cheia de brilho, me sinto triste e injustiçado com tudo isto.

Pra compensar este vazio, quero postar hoje um vídeo que gravei em fevereiro de 2018, antes de ser deflagrada esta onda ditatorial que fere profundamente a liberdade individual de cada um. 

Abraços pra toda comunidade fubânica, e um excelente Sábado de Carnaval sem carnaval!!!

* * *

E, pra fechar a postagem, sugiro a releitura de um texto que escrevi no ano passado.

E que foi publicado aqui nesta gazeta escrota.

Para acessar, basta clicar aqui .

DEU NO X

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ALFACE – Juvenal Galeno

A alface das nossas hortas
É do ópio sucedâneo:
Acalma dores e tosses,
Seu efeito é instantâneo.

Serve o chá das suas folhas
Para curar os nervosos,
E para banhar os olhos
Inflamados, dolorosos.

Quem o tomar, ao deitar-se,
Logo o sono concilia:
Galeno ceava alfaces,
Pois de insônia padecia.

As urinas facilitam,
E servem de laxativo;
Finalmente, em muitos males
Não há melhor lenitivo.

Juvenal Galeno da Costa e Silva, Fortaleza (1838-1931)

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COMENTÁRIO DO LEITOR

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