Lula diz que “povo vai voltar a comer picanha” após disparada do preço do cortehttps://t.co/v6QG8OsDGq pic.twitter.com/9G7GmzrVK5
— Gazeta do Povo (@gazetadopovo) February 21, 2025
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O Portal da Transparência atualizou os dados sobre os gastos do governo Lula (PT) com viagens em 2025 até o último dia 14 de fevereiro:
R$ 43 milhões, quase R$ 1 milhão por dia…
Por enquanto.
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Isso mesmo: por enquanto.
Estamos apenas no segundo mês do ano.
Daqui pra dezembro nosso suado dinheirinho vai ser torrado com mais intensidade.
Tudo dentro dos conformes de um gunverno isbanjanjador.
Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro, deixa a Polícia Federal, em Juiz de Fora (MG), após interrogatório em 6 de setembro de 2018
Qual é a diferença entre Adélio Bispo e o tal plano do golpe que não houve, que está na denúncia entregue ao Supremo pelo procurador-geral da República? A diferença é que o plano do golpe que não houve não passou da primeira fase. Quem estuda o “caminho do crime” sabe: primeiro a pessoa pensa, tem vontade de cometer o crime. Depois, começa a planejar, a reunir os meios. Quando sente que já tem os meios para cometer o crime, ela realiza o crime. Pensar no crime não é crime. A legislação penal não considera crime.
E o Adélio? Ele foi até o fim. Realizou o crime, enfiou a faca no abdômen do candidato que liderava as pesquisas para matá-lo, para tirá-lo da frente e abrir caminho para o candidato que estava atrás. Foi planejado, sim, porque no mesmo 6 de setembro em que ele estava em Juiz de Fora, enfiando a faca, alguém inseriu o nome dele como se estivesse presente no gabinete de um deputado do PSol na Câmara dos Deputados. Ninguém descobriu quem foi, que gabinete autorizou, ficou tudo de lado, resolveram que o Adélio é maluco e ponto final. Ninguém mais fala nisso. Mas foi a tentativa de matar um futuro presidente da República.
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Hugo Motta aparta briga na Câmara; bate-boca é costume bastante antigo
Nesta quinta houve um entrevero no plenário, entre deputados do PL e do PT, por causa da denúncia contra Bolsonaro. Quem estava presidindo a sessão interinamente era uma deputada, e alguém foi chamar o presidente da casa, Hugo Motta. Ele apareceu e disse umas verdades, que não ia mais permitir isso, e que o plenário não era jardim de infância. Eu algumas vezes comparo com a hora de recreio no grupo escolar, onde vão resolver as brigas. É falta de maturidade, falta de postura. Na Câmara se diz “falta de decoro”, mas é falta de educação mesmo. E, principalmente, falta de argumento. Quem parte para a gritaria, para a interjeição, para o adjetivo, faz isso porque não tem argumento substantivo para debater um assunto. E lá é o lugar de parlamentar, de fazer um debate civilizado, sobretudo um debate inteligente. O que houve lá não era um debate inteligente, nem sequer era um debate; era só uma gritaria burra. Motta acertou, e aproveitou para avisar que, lá dentro, “ninguém sem gravata e sem paletó”. Está absolutamente certo.
Mas isso não é de agora, não. Eu era ainda adolescente quando Juca Chaves – que depois virou um amigo de vida inteira – tinha uma modinha que dizia “dramalhão, reunião de deputado, é palavrão que só sai para todo lado”. Isso nos anos 50. Ainda antes disso, eu também lembro, era menino, o deputado Barreto Pinto se deixou ser fotografado de fraque e cueca e foi cassado, perdeu o mandato. Foi um escândalo, em uma outra ocasião, quando um deputado do PMDB do Rio Grande do Sul foi de sandália franciscana, houve fotografia nos jornais. Aquele é um lugar de respeito. Eu me choco quando vejo um deputado ou senador de chapéu, por exemplo. Existe chapelaria na entrada da Câmara e do Senado, que é justamente para deixar os chapéus, os guarda-chuvas. Não se usa chapéu em ambiente fechado; descobrir a cabeça é um sinal de respeito ao local.
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Depois da picanha e do café, ovo também vai virar artigo de luxo
Lula disse que estava comendo ovo de ema, de pata, e vai comer de jabuti. Agora vejo no noticiário que o ovo já subiu 40%. Também está fora do alcance, assim como a picanha e o café. Um amigo me procurou dizendo “recebi um presente, um presentão aqui”: eram dois sacos de café, de uma produtora de café aqui de Brasília…
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Não há palavras para descrever tragédia do menino Salomão
E, por fim, um registro do horror dos horrores: aquele caso do menino Salomão, 2 anos, numa creche lá em Nerópolis (GO). Eu não sei qual é a origem do nome da cidade, mas Nerópolis me faz lembrar Nero. E foi uma coisa de Nero mesmo: a dona da creche trouxe a criança, deixou no carro, esqueceu que tinha uma criança sentada no banco de trás, deixou o carro fechado, no sol. E o menino morreu. Não há palavras para descrever isso; eu só registro para descarregar um pouco com vocês.
Este colunista ao lado de Cacá Diegues
Cacá Diegues antes de cineasta, escritor, era um filósofo, um pensador. Sua grandeza estava na generosidade, na simplicidade, na gentileza, na inteligência e no amor. Nascemos no mesmo ano na Avenida da Paz, Maceió. Nossa infância livre, leve e solta na praia da Avenida nos marcou para sempre. De repente seu pai, o sociólogo, Manoel Diegues Júnior foi transferido, trabalhar no Rio de Janeiro. Nunca deixou de passar as férias de verão em Maceió. E sua casa passou a ser a embaixada de Alagoas na capital do Brasil. Nas vésperas de Natal era uma alegria a notícia: “Chegaram os cariocas”. Nosso ponto de encontro era a praia, jogar futebol na areia branca, jovens nos digladiávamos aos chutes. A partida só terminava com o Gol da Lua, o primeiro gol depois da lua aparecer. Meninos românticos.
Nos programas noturnos percorríamos a cidade de bicicleta, arranjando namoradas. Certa noite Cacá chegou eufórico onde se encontrava a turminha, feliz da vida, havia dado seu primeiro beijo na namoradinha no coreto da Avenida da Paz. Não perdíamos os filmes das sextas-feiras no Clube Fênix Alagoana.
Depois da adolescência ganhamos o mundo. Cacá se tornou famoso, mas, nunca nos perdemos de vista, às vezes, passavam dois ou três anos sem nos ver. Quando havia o reencontro a amizade era a mesma. Eu gostava de conversar com meu amigo, absorver sua sabedoria, tornou-se um intelectual, um homem conhecido no Brasil e no mundo. Acompanhei várias filmagens. Cacá nunca deixou suas raízes e amava Alagoas, onde ele rodou vários filmes, inclusive o último, DEUS AINDA É BRASILEIRO, no qual tive o prazer e a honra de colaborar.
Quando fui assistir à posse de Cacá na Academia Brasileira de Letras, dia seguinte almoçando em sua casa, ele me desafiou com um presente: escrever o argumento inicial do roteiro de seu novo filme. Orientou-me a escrever a história: Seria uma espécie de continuação de DEUS É BRASILEIRO. Depois de 20 anos Deus retorna ao Brasil e encontra a mesma merda. Fiquei feliz escrevi a história de minha cabeça. Ele tornou-a roteiro e fez a filmagem em Alagoas, com atores alagoanos. O filme está lindo. Tenho maior orgulho em alguns escritos de nossa amizade, como o prefácio que escreveu de meu recente romance, JEQUIÁ:
Não conheci propriamente Carlito Lima. Na verdade, explodimos juntos, na Avenida da Paz, nos anos 1940, acabados de nascer. E seguimos juntos por nossa infância afora, passando pela adolescência e chegando à juventude, mesmo se, a partir de certa idade, moramos em cidades tão distantes uma da outra. É, portanto, uma honra especial e um grave compromisso escrever este texto sobre ele e seu livro mais recente, “Jequiá”.
A história que Carlito nos conta nesse livro começa quando o jovem Pablo Márquez, um colombiano nascido em Cartagena das Índias, a mais bela cidade histórica da América do Sul, passa de navio por Maceió com sua filha pequena, Isabel, de dois anos de idade, e decide ali morar e se instalar pelo resto da vida.
O autor de “Jequiá” é, antes de tudo, um cronista da vida de seus conterrâneos, sem esquecer de onde eles vieram. Ele é capaz de fazer dessa qualidade um sólido apoio para se lançar no coração da origem de seus personagens. São eles que revelam, por sua ação, pelo que dizem ou pelas simples sombras que espalham por cada cenário, a grandeza de sua presença no mundo enquanto nordestinos e alagoanos. É com esses nordestinos e alagoanos, como ele, que Carlito Lima procura fazer sua gentil, mágica e vigorosa revolução cultural e literária.
Sinto-me orgulhoso de ser amigo de Carlito, de ter dividido com ele experiências e descobertas que só na infância e na adolescência podemos experimentar. Aprendi com ele, e ele comigo, muita coisa que só essa convivência podia inventar. Acompanhando sua carreira de escritor bem-sucedido, sinto-me homenageado; como ele deve se sentir, com qualquer de meus filmes que dê certo. Nós somos parte de extensa família cultivada na beira do cais, na Avenida da Paz.
Foi uma dor forte no coração semana passada quando Álvaro Machado me comunicou sua partida. Foi-se embora o mais antigo de meus amigos. E pedaços de minha bela vida.
Provocou nova onda de indignação mais uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, livrando corruptos confessos nas investigações da Lava Jato.
Alegando-se “parcialidade” do Ministério Púbico Federal, o beneficiado é Antônio Palocci, mas Lula (PT) celebrou, mais blindado que nunca.
Ainda não se completaram 7 anos do dia em que o ex-ministro da Fazenda relatou à Polícia Federal pagamento de propina da Odebrecht a Lula em dinheiro vivo. Agora, virou o dito pelo não dito.
Palocci contou ter sido portador de propinas “cerca de oito a nove vezes” a Lula e que o dinheiro era escondido em caixas de celular e de uísque.
Disse também que a relação de Lula com a empreiteira Odebrecht era “pacto de sangue”, envolvendo presentinhos como o sítio de Atibaia (SP).
Palocci disse à PF que Lula ganhou R$ 15 milhões na obra da hidrelétrica de Belo Monte, R$ 200 mil por palestra etc.
Tudo isso foi jogado no lixo.
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Nada de espanto.
Normal, normal, normal.
Tudo dentro dos conformes desta nossa republiqueta banânica.
Para matar as saudades, vamos rever um trecho do depoimento de Palocci.

O grande poeta paraibano Manoel Lourenço da Silva, o Manoel Xudu (1932-1985)
* * *
Dia 13 de março terça-feira
Ano mil novecentos trinta e dois
Pouco tempo depois que o sol se pôs
Mamãe dava gemidos na esteira
Numa casa de barro e de madeira
Muito humilde coberta de capim
Eu nasci pra viver sofrendo assim
Minha dor vem dos tempos de menino
Vivo triste por causa do destino
E a saudade correndo atrás de mim.
* * *
O mar se orgulha por ser vigoroso,
Forte, gigantesco que nada lhe imita
Se ergue, se abaixa, se move, se agita,
Parece um dragão feroz e raivoso.
É verde, azulado, sereno, espumoso;
Se espalha na terra, quer subir pro ar,
Se sacode todo, querendo voar,
Retumba, ribomba, peneira, balança,
Nem sangra, nem seca, nem para, nem cansa,
São esses fenômenos da beira do mar.
* * *

Analise o caju e a castanha,
São os dois pendurados num só cacho,
Bem unidos, um em cima, outro embaixo,
Porém tendo um do outro a forma estranha,
Dela, extrai o azeite, o sumo, a banha,
Dele, o suco pro vinho e o licor,
Quando ambos maduros mudam a cor
Ele fica amarelo e ela escura,
Mas o gosto dos dois não se mistura,
Quanto é grande o poder do Criador.
* * *
Não há tempestades e nem furacões,
Chuvada de pedra no bosque esquisito
Quedas de coriscos e meteorito
Tiros de granadas, obuses, canhões,
Juntando os ribombos de muitos trovões
Que tem pipocado na massa do ar
Cascata rugindo, serra a desabar,
Estrondo, ribombos, rumores de guerra,
Nuvens mareantes, tremores de terra
Que imitem a zoada na beira do mar.
* * *
Voei célere aos campos da certeza
E com os fluidos da paz banhei a mente
Pra falar do Senhor Onipotente
Criador da Suprema Natureza
Fez do céu reino vasto, onde a beleza
Edifica seu magno pedestal
Infinita mansão celestial
Onde Deus empunhou saber profundo
Pra sabermos nas curvas deste mundo
Que ele impera no trono divinal.
* * *
Os astros louros do céu encantador
Quando um nasce brilhando, outro se some
E cada astro brilhante tem um nome
Um tamanho, uma forma, brilho e cor
Lacrimosos vertendo resplendor
Como corpos de pérolas enfeitados
Entre tronos de plumas bem sentados
Vigiando as fortunas majestosas
Que Deus guarda nas torres luminosas
Que flutuam nos paramos azulados.
* * *
Quando eu segurei a tua mão
Foi achando que ela estava fria
Ela tava tão quente e tão macia
Igualmente um capucho de algodão
Vou mandar repartir meu coração
Pra fazer-te presente da metade
Pra gente ficar de igualdade
Tu me dá teu retrato eu dou o meu
O retrato me serve de museu
Pra eu guardar meu romance de saudade.
* * *
O nome da minha amada
Escrevi com emoção
Na palma da minha mão,
No cabo da minha enxada
No batente da calçada
E no fundo da bacia
Na casca de melancia
Mais grossa do meu roçado
Pode ir lá que tá gravado
O nome Ana Maria.
* * *
Eu admiro um caixão
Comprido como um navio
Em cima uma cruz de prata
No meio um defunto frio
E um cordão de São Francisco
Torcido como um pavio.
* * *
O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranquilo
A lua fica chorosa
Por não poder mais ouvi-lo.
* * *
Sou igualmente a pião
saindo de uma ponteira
que quando bate no chão
chega levanta a poeira
com tanta velocidade
que muda a cor da madeira.
* * *
Tristeza é a do peruzinho
Beliscando essa maniva
Correndo atrás da galinha
A sua mãe adotiva
Como quem está dizendo
Ah se mamãe fosse viva !
* * *
A mulher que eu casei
Além de linda é brejeira
Daquelas que vai à missa
No domingo e terça-feira
Das que faz uma sombrinha
Com um pé de carrapateira.
* * *
Estou como um penitente
Que não possui um barraco,
Dorme à-toa pela rua,
Um guabiru fura o saco,
Quando recebe uma esmola
Ela cai pelo buraco.
* * *
Judas pegou uma corda,
Morreu com ela enforcado,
Não estava arrependido,
Estava desesperado,
E o desespero da culpa
Nunca redime o pecado.
* * *
Com você canto apertado
Que só cobra de cipó.
Que, com três dias de fome,
Tenta engolir um mocó,
De tanto forçar a boca,
Finda estourando o gogó.
🚨URGENTE: Alexandre de Moraes se irrita com vídeo onde Jair Bolsonaro aparece dizendo “caguei para prisão”. pic.twitter.com/tyt7b9jN1W
— Primeiro Front (@PrimeiroFront) February 20, 2025
As histórias do Lobo Mau nasceram na Europa, onde o lobo sempre foi um animal incompreendido e temido.
O Lobo Mau é um personagem que aparece em inúmeras fábulas folclóricas, incluindo as Fábulas de Esopo, e nas histórias dos Irmãos Grimm. É a personificação de um lobo mal-intencionado, famoso pelo seu apetite.
Pois bem. Um lobo mau estava pondo olhos grandes sobre um rebanho de carneirinhos que descansava à sombra amiga das grandes árvores. Como o lobo é feroz, os carneirinhos o temem.
O lobo preparou um plano para se aproximar dos mansos cordeiros, sem intimidá-los. Assim, envolveu-se com um manto e pôs um bastão às costas, querendo passar por um pastor que bem apascenta as suas ovelhas. Para completar o disfarce, colocou um chapéu na cabeça, onde escreveu uma mensagem para os cordeirinhos:
Tão astucioso era o lobo, que passou a usar um manto e um chapéu, onde escreveu: “Meus carneirinhos, eu sou Pedro, o pastor de vocês todos.” O lobo era mesmo muito sabido.
Pé ante pé, o falso Pedro foi se aproximando do rebanho, até chegar bem perto. Todos os carneirinhos estavam dormindo profundamente.
O lobo preparou o “bote”, tentando falar imitando a voz de um pastor. Foi aí que se perdeu.
A voz do lobo saiu horrenda e cavernosa. Voz de lobo mau mesmo. Uma voz que apavora o mundo todo.
O pastor e os carneirinhos acordaram todos, aterrorizados.
Descoberto no seu plano macabro, o lobo malvado não pôde fugir, nem se defender, atrapalhado pelos disfarces que estava usando.
O rebanho escapou ileso e o lobo mau.
Há sempre um pequeno imprevisto que põe a perder os planos de um malfeitor.