Nunca uma “esmola” prejudicou tanto uma nação.
A ausência de Lula (PT) em comícios deste Dia do Trabalhador é um vexame histórico.
Reprovado pela população, ele teve medo de novo fracasso de público, bem ao contrário das multidões que seu adversário Bolsonaro arrasta.
Preferiu pronunciamento na TV, longe das ruas.
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O pronunciamento de ontem do Descondenado foi um recorde.
Recorde de falta de ouvintes.
E um discurso tão bonito, tão empolgante, tão patriótico!
Ô povinho ingrato…

Ministro afirmou, no entanto, que uma instituição do tamanho do INSS não tem como fazer uma apuração em 24 horas
No meio de todo esse monstro, desse escândalo na Previdência – a Georgina de Freitas virou aprendiz perto do que estão fazendo agora –, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, parece que só descobriu agora, embora tenha sido avisado há dois anos. Agora ele está furioso contra os corruptos. Esperou dois anos para ficar furioso contra os corruptos. Esperou dois anos para ficar furioso, mas foi avisado lá atrás. TCU, CGU, reunião no conselho. E o chefe dele também, o presidente Lula, será que não sabia? Será que não levou ao presidente Lula quando ficou sabendo? Tinha de saber, tinha que dividir a informação.
Outra coisa que está todo mundo estranhando é o filho do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo, como advogado dos envolvidos nessa corrupção. Será que ele aceitou? Porque é uma questão tão básica de ética que a gente não aceita. Ontem, por exemplo, me convidaram para fazer uma palestra para um Tribunal de Contas de um estado. Eu disse “não, não fica bem”. De repente eu vou ter de criticar um Tribunal de Contas e não posso, porque eu fiz uma palestra para o Tribunal de Contas, que me pagou. Isso é uma coisa básica, que aprendemos com nossos pais ou avós.
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Fusão partidária
O PSDB agora decidiu fazer uma federação com o Podemos. Ou seja, PSDB está acabando. Está acabando um partido que nos enganou por tantos anos como se fosse o oposto do PT, os tucanos. É como se a gente dissesse: “a Pepsi Cola é o oposto da Coca-Cola”. Mas os dois são praticamente iguais. E durante muitos anos achamos que a opção contra o PT era o PSDB. Só que não. Era a mesma esquerda.
Agora o PSDB está se juntando com o Podemos para tentar salvar do ostracismo Aécio Neves. E também dar uma carona para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que quer ser presidente, quer ser candidato a presidente, mas sabe que não tem partido para isso, então vai buscar um reforço no Podemos. E eles estão falando “vamos fazer uma fusão”.
Lembrei de uma frase famosa, que principalmente nós gaúchos conhecemos, mas o Brasil inteiro conhece, do Gaspar Silveira Martins: “Ideias não são metais que se fundem”. Ou seja, para se fundir não deve ter ideia, não deve ter doutrina partidária. Isso é fácil aqui no Brasil, porque os rótulos de partidos são apenas marcas de fantasia. Eu cito aqui o União Brasil, que já é resultado de fusão do antigo partido de Bolsonaro com o DEM, que antes era a PFL, União Brasil com o Progressistas, o PP, que também antes disso foi outras coisas, agora vai ser União Progressista. O que fica divertido é que tira a palavra progressista do pessoal lá da esquerda para fazer um partido de centro-direita. Esse também já está fixado. Todo mundo se preparando para a eleição do ano que vem.
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Eleição
Outra questão que precisamos pensar a respeito são as eleições de 2026. Como vai ser a apuração? Vai ser igual à outra? Que deu toda essa confusão? Que foi a causa do 8 de janeiro? Há dúvidas sobre como o voto é contado.
Até a da Venezuela é mais clara, porque se pôde perceber que o Maduro perdeu, só que o Maduro não aceitou o resultado da eleição e continua lá. O Brasil não cobrou dele, não endureceu, não cortou relações. O Brasil é muito bonzinho quando se trata de Maduro, Ortega, China.
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Negócio da China
Lá na China estão agora, aliás, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o secretário de Ferrovia do Ministério dos Transportes, o presidente da Transpetro, tem mais alguém do Ministério da Indústria e Comércio. Estão discutindo planos para os chineses fazerem navios no Brasil, usando estaleiros brasileiros que estão ociosos, que o Brasil tem um grande mercado para a ferrovia. Aliás, você sabe que o Brasil manda minério de ferro pra China, lá do outro lado do mundo, e depois importa trilho da China? É, nós somos muito bonzinhos mesmo. A China vai gostar. Claro que a China vai aceitar se for bom negócio para ela.
Paulo Briguet

“Vocês vivem num país em que o espírito foi proibido.” (Olavo de Carvalho)
Quando recebi a notícia de que a nova camisa número 2 da Seleção Brasileira deixaria de ser azul para tornar-se vermelha, achei que era apenas mais uma pegadinha, um meme caça-cliques de internet.
Depois, pensei que se tratava de uma dezinformatsiya (desinformação), dessas que a esquerda vive plantando para gerar lucros políticos ou simplesmente medir a temperatura do público. Por fim, veio a confirmação de que a proposta era real.
Qualquer que seja o desenrolar do caso — se o escrete canarinho será doravante carmesim ou continuará ostentando unicamente as cores da bandeira — a simples cogitação da mudança no uniforme do time é uma afronta ao povo brasileiro. Mais uma!
O vermelho, como toda cor, possui um caráter simbólico, ou seja, é uma matriz de intelecções. Na liturgia católica, a cor rubra representa a Paixão de Nosso Senhor e o martírio dos primeiros cristãos; no título da obra-prima “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal, faz referência aos uniformes militares; na bandeira de Londrina, minha amada cidade, homenageia a terra norte-paranaense; nas provas escolares, destaca as correções; nos mapas atuais do Brasil, indica os recordes de queimadas e desmatamento; e assim por diante.
Mas aqui, diante dos meus sete leitores, eu gostaria de recuperar outro significado da cor vermelha: aquele que víamos nos romances antigos, quando as personagens ficavam com o rosto rubro de vergonha diante de uma situação constrangedora.
É esse tipo de associação com o vermelho que eu considero a mais adequada para representar o estado de espírito do nosso país agora.
Não é o vermelho do comunismo, embora muitos comunistas estejam no poder. Não é o vermelho do sangue, embora a esquerda tenha como prioridade arrancar o sangue de seus adversários e deixar que os bandidos vampirizem a população. Não é o vermelho do sinal de trânsito, que indica a necessidade de uma parada.
Estamos falando do vermelho do constrangimento, do vexame, da ignomínia, da desonra, do enxovalho, do descrédito, da palhaçada, do rebaixamento, da afronta, do horror, da desgraça.
Para a elite de psicopatas que tiraniza o Brasil, nada mais coerente do que substituir as cores da bandeira pelo emblema vermelho da covardia e da mentira.
Note-se que a camisa vermelha poderia substituir o uniforme azul, com o qual o Brasil ganhou sua primeira Copa do Mundo em 1958, na Suécia. Na ocasião, o dirigente Paulo Machado de Carvalho – conhecido como o Marechal da Vitória – disse que o uniforme azul era equivalente ao “manto de Nossa Senhora Aparecida”. É esse símbolo de fé que a CBF pretende tirar dos brasileiros.
Diante de tudo que vem acontecendo por aqui desde o golpe socialista de 2022, só me ocorre o bordão daquele personagem do Jô Soares:
– Fica vermelha, cara sem-vergonha!
Eis que o desfile da multidão infernal passa diante de nossos olhos fatigados… Vermelho regime PT-STF! Vermelho Inquérito do Fim do Mundo e seus filhotes! Vermelha censura! Vermelha Justiça assassinada! Vermelhos abortistas e bandidos e traficantes! Vermelho das contas públicas! Vermelhas viagens turísticas da Janja! Vermelhos bilhões desviados dos velhinhos da Previdência! Vermelhos 39 ministérios do Lula! Vermelha comitiva nos funerais do Papa! Vermelho Imperador Calvo invasor de UTI! Vermelho tribunal de exceção do golpe que nunca existiu! Manchas na parede da cela de Filipe Martins! Batom da Débora! Sangue do Clezão! Cor da dor, da mentira, da covardia, da crueldade, da morte!
Mas não é por acaso que se vestem de vermelho aqueles que gritam “Sem Anistia”. A mesma cor, paradoxalmente, representa o sentimento que eles procuram esconder a todo custo em seus corações endurecidos, sufocando aquele resquício de compaixão e amor ao próximo que existe mesmo na mais histérica alma militante. É esse peso vermelho na consciência que fez um deles dizer:
– Anistia é perdão e o 8 de janeiro é imperdoável.
Convém lembrar ao ministro, cuja cara nem ficou vermelha: serão perdoados os assassinos, os ladrões, os adúlteros, as prostitutas e os inimigos políticos — mas não será perdoado quem não perdoa.
Editorial Gazeta do Povo

A ministra do Planejamento, Simone Tebet; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e o presidente Lula
Quem quer que vença as eleições presidenciais de 2026 receberá do governo Lula um presente nada amigável: um orçamento não apenas engessado, mas perigosamente insuficiente. As primeiras projeções da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, apresentadas neste mês, escancaram a gravidade do cenário. Ainda que preliminares, os números delineiam um futuro sombrio para 2027 – o primeiro ano do próximo presidente –, com agravamento previsto para 2028 e 2029.
O principal fator dessa limitação do orçamento é a reinclusão, no teto de gastos do novo arcabouço fiscal, dos precatórios – dívidas judiciais que o governo federal é obrigado a pagar. Em 2027, o governo terá que arcar com R$ 124,3 bilhões em precatórios, o que deve reduzir drasticamente as despesas discricionárias (não obrigatórias) de R$ 208,3 bilhões em 2026 para apenas R$ 122,3 bilhões no ano seguinte. Desse montante, R$ 56,5 bilhões serão destinados a emendas parlamentares, restando meros R$ 65,7 bilhões para manter a máquina pública – valor inferior ao mínimo necessário, estimado em R$ 70 bilhões.
As projeções para os anos seguintes são ainda mais alarmantes: R$ 132 bilhões em precatórios em 2028 e R$ 144 bilhões em 2029. As despesas discricionárias cairiam para R$ 59,5 bilhões e R$ 8,9 bilhões, respectivamente, inviabilizando o funcionamento da máquina pública. O próprio secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, reconheceu que, já em 2027, “o número é bastante comprometedor”, e que não há espaço para atender sequer as necessidades mínimas do Executivo. Mesmo diante do caos anunciado, o governo admite não ter proposta alguma para o problema. E, ao que tudo indica, nem pretende apresentar.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, já admitiu que ajustes fiscais ou cortes de gastos no orçamento estão fora dos planos – pelo menos até a eleição. Em março, em entrevista à TV estatal EBC, afirmou que “a janela para grandes mudanças estruturais no ajuste acabará ficando para a pós-eleição de 2026”. Ou seja, a estratégia é empurrar a bomba adiante, manter os gastos elevados para turbinar a campanha à reeleição e fingir que o problema não existe.
Ainda que os precatórios sejam uma questão antiga, isso não exime o atual governo de responsabilidade – muito pelo contrário. Lula teve carta branca do Congresso e do STF para excluir os precatórios do limite de gastos até 2026, justamente para ganhar tempo e se preparar para o retorno ao pagamento integral dentro das regras fiscais. Mas o tempo foi desperdiçado. Nenhuma reforma relevante foi feita. Nenhuma medida de contenção foi adotada. O resultado é uma armadilha fiscal montada para o próximo presidente desarmar. A que preço, porém, não se sabe.
Essa herança maldita está sendo construída à luz do dia, com o aval de um governo que prefere o populismo orçamentário à responsabilidade fiscal. E quem pagará a conta, como sempre, será a população mais vulnerável – a primeira a sofrer com serviços públicos colapsados, cortes abruptos e a paralisia da máquina estatal. A fatura da irresponsabilidade sempre chega. E, ao que tudo indica, ela virá mais alta do que nunca.
Futuros professores do Brasil 🤡💔🇧🇷 pic.twitter.com/RXVSRHqenQ
— Desiree Rugani (@desireerugani) April 29, 2025
Guilherme Fiuza

Salvo engano, o Brasil foi o único país representado nos funerais do Papa Francisco pelos presidentes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Se essa conjunção é uma novidade para o mundo, os brasileiros já podem se dizer habituados a ela. Não há dúvidas de que o poder estatal tem sido exercido de uma forma nova no Brasil.
Fatos comuns na história do país envolvendo dissenso entre os três poderes parecem improváveis hoje. No nascedouro do processo de impeachment de Dilma Rousseff, por exemplo, o parlamento e a suprema corte tiveram alguns embates interpretativos até que o rito fosse efetivamente admitido.
No governo FHC, mesmo com o Plano Real embalado por seus bons resultados, o presidente frequentemente precisava recorrer a medidas provisórias por não ter vida fácil no Congresso.
Hoje, um anseio majoritário dentro do próprio Congresso pode ser recalcado pela cúpula, se não estiver em consonância com as outras cúpulas – a executiva e a judiciária.
Nunca se viu os três poderes tão sintonizados politicamente – e isso é uma matéria sobre a qual os jurisconsultos precisam se debruçar (certamente já estão se debruçando). O princípio da harmonia entre os poderes está na Constituição. O pressuposto da independência entre eles também está.
A harmonia hoje é facilmente constatável. E a independência? Como se faz a aferição dela – sem partidarismos ou tendências ideológicas? Pode parecer fácil, mas não é tanto assim.
Muito se fala sobre a extinção do foro privilegiado para parlamentares como forma de garantir a independência entre o Congresso e a suprema corte.
Mesmo sem ele, na forma como funciona atualmente a Justiça brasileira, processos contra parlamentares poderiam ser avocados pelo STF, como tem ocorrido em diversos casos sem a chamada prerrogativa de função.
Essa prática não está correta? Bem, de uma forma ou de outra pode-se dizer que está sendo aceita pela sociedade – não tendo sido até hoje repelida pela maioria da imprensa, das entidades representativas do direito e do parlamento. Enfim, está em vigência. E sob essa vigência, o fim do foro privilegiado não modificará nada nesse aspecto.
É possível a existência de uma democracia equilibrada com os três poderes atuando em bloco? Os jurisconsultos estão com a palavra. Primeiro, para dizer se o que se vê hoje no Brasil é, de fato, uma atuação em bloco do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
A imagem no funeral do Papa é só um símbolo do que se tem observado em outras situações: entrevistas das autoridades máximas dos poderes sempre consonantes entre si, inclusive com verbalização do presidente da República de que “nós governamos” o país – em discurso onde aludia a representantes dos outros poderes.
Em segundo lugar, a tarefa dos jurisconsultos hoje no Brasil é responder se o equilíbrio entre os poderes precisa de nova demarcação constitucional, e como seria ela.
Se os poderes não se tornaram um bloco, mas se o Judiciário passou a ser um moderador, além de uma instância política – como muitos advogam – isso precisa estar na carta magna.
O que se tem hoje é uma suposta “atualização” de atribuições, com praticamente um novo desenho institucional baseado em premissas interpretativas. A subjetividade precisa de letras que a sustentem.
A menção aqui à figura do jurisconsulto é uma tentativa de trazer os dilemas brasileiros para o crivo da técnica. Estamos em meio a vozes múltiplas, muitas delas legítimas (outras nem tanto), mas a pulverização do debate público hoje em dia faz com que tudo vire uma “guerra de narrativas” – para usar a famigerada expressão da atualidade.
O Brasil precisa de um fórum independente para se olhar no espelho – como uma constituinte informal, capaz de radiografar as práticas vigentes nos poderes e emitir um juízo sóbrio a respeito delas. Teria boas chances de guiar o debate para fora da “guerra de narrativas”.
Ainda há meia-dúzia de brasileiros com espírito público, independência intelectual e notório saber jurídico? Talvez não seja uma pergunta de fácil resposta, num país que parece não saber sequer distinguir notório de notável.