Lula finalmente resolveu falar sobre o roubo aos aposentados, mas, outra vez, mentiu e “culpou” o antecessor, muito embora fuja de CPI como o diabo da cruz.
Tampouco explicou a blindagem no sindicato do irmão Frei Chico, que, alvo da PF, não será incomodado na Justiça.
* * *
Essa nota aí de cima diz que o Descondenado mentiu “outra vez”.
Grande novidade.
Mentir é partea fundamental e indispensável de toda fala dele.
Cartaz de The Hurricane lançado em Blu-Ray em 2000
A cinebiografia HURRICONE – O FURACÃO (1999), conta a história de Rubin “Hurricone” Carter (Denzel Washington, numa atuação magistral), famoso pugilista estadunidense, cuja prisão por assassinato foi cercada de suspeita por perseguição racial. Em 1966, Rubin Carter foi detido junto com um amigo e acusado do assassinato de três pessoas em Nova Jersey. Após rápido julgamento, ele foi condenado à prisão perpétua por um júri composto exclusivamente por brancos por triplo assassinato. Tanto Rubin Carter como seu amigo, John Artis negaram envolvimento nos assassinatos, passaram sem problemas por um detector de mentiras e as testemunhas não os reconheceram como os executores dos disparas no bar, mas mesmo assim foram condenados. O filme mostra as pessoas que ajudaram a conseguir um novo julgamento que o inocentou. Rubin Carter ficou encarcerado por quase 20 anos e a sua esperança restringia-se aos fãs que acreditavam em sua inocência.
“Esta é a história de Hurricane, o homem que as autoridades vieram a culpar por algo que ele nunca fez. Posto na prisão, aquele que poderia ter sido campeão do mundo,” assim escreveu Bob Dylan na letra da música Hurricone, protestando pela injustiça da condenação preconceituosa do boxeador.
Em junho de 1966, Rubin “Hurricane” Carter (Denzel Washington) era um forte candidato ao título mundial de boxe. Entretanto, os sonhos de Carter vão por água abaixo quando três pessoas são assassinadas num bar em Nova Jersey. Indo para casa em seu carro e passando perto do local do crime, Carter é erroneamente preso como um dos assassinos e condenado à prisão perpétua. Anos mais tarde, Carter publica um memorial, chamado “The 16th round”, em que conta todo o caso. O livro inspira um adolescente do Brooklyn e três ativistas canadenses a juntarem forças com Carter para lutar por sua inocência.
O filme “The Hurricane – O Furacão” é baseado na história real de Rubin Carter, um famoso pugilista que após ganhar 18 lutas seguidas passou a ser conhecido como “Furacão” por seus golpes demolidores. No entanto, a carreira vitoriosa de Carter foi interrompida por uma acusação infundada de três homicídios.
A trajetória do garoto negro que aprendeu cedo a sobreviver, como o próprio se define, começa a ficar turbulenta aos 11 anos, quando tem seus direitos de cidadão violados e é condenado a cumprir sentença até completar 21 anos por atacar um pedófilo branco da alta corte americana. O detetive encarregado da investigação foi Della Pesca, um branco racista da sociedade, o mesmo que se encarregaria de reunir provas falsas para incriminar Rubin novamente em 1965.
A história de Rubin Carter comoveu artistas e fãs e ganhou propagação mundial, mas nem mesmo as inúmeras manifestações e os protestos foram suficientes para tirá-lo da prisão. Carter foi preso e condenado a prisão perpétua, junto com seu amigo John Artis, porque duas testemunhas do local do crime confirmaram os dois como autores do triplo assassinato. As testemunhas foram subornadas pelo detetive particular racista Della Pesca, que encontrou uma maneira simples e rápida de resolver o caso.
Após passar, quase 20 anos preso, e ser julgado e condenado duas vezes por um júri branco, Rubin Carter estava desacreditado de sua liberdade. No entanto, o livro escrito por ele, nos primeiros anos de cadeia, intitulado The 16th Round – De número 1 ao número 45472, caiu nas mãos de Lesra, um garoto negro que se identificou com a história do pugilista e motivou a família canadense a lutar pela liberdade de Carter. Essa amizade foi responsável por em 1985 garantir a liberdade de Hurricane. Tendo a sentença de condenação anulada por um juiz do tribunal federal que, na sentença, encontrou prova de racismo e alteração da realidade dos fatos por um detetive particular branco, racista, que o havia condenado na adolescência.
É interessante pensar em Hurricane como um campeão de boxe, afinal a sua grande vitória vem ao escrever sua biografia que encanta o jovem Vince e seus amigos canadenses, e é com a ajuda dele que Rubin (Hurricane) consegue sair da prisão após quase 20 anos preso injustamente.
O filme, além de contar com uma atuação magistral de Denzel Washington (lembrando seus momentos de glória em Duelo De Titãs e O Voo, onde esteve brilhante) também é muito bem escrito, conseguindo prender o telespectador durante as mais de duas horas e meia de exibição e consegue fazer o espectador escolher um lado, se o da polícia, ou (e obviamente) o do boxeador.
Para aqueles que pensam que Hurricane – O Furacão, é apenas mais uma biografia de um homem que conseguiu dar a volta por cima; enganam-se. O filme é sim uma verdadeira superação, é uma aula onde a pauta principal é a vida; Porque viver? Porque o racismo? Porque eu? Essas são apenas algumas das inúmeras perguntas respondidas e que estão muito bem delineadas nas entrelinhas do roteiro. É possível até mesmo uma comparação a filmes como “We Are Marshall” (2006), “The Pursuit of Happyness” (2006), “A Procura da Felicidade”, que além de superação, nos mostram a importância de aceitar as coisas e pensar, no lugar de se irritar com o destino o certo é lutar.
As considerações fáticas do Juiz Federal, Sarokin, para anular os dois processos de primeiro grau do Tribunal Estadual de Nova Jersey são um primor de contextualização jurídica. E a frase que Rubin Carter pronunciou ao jovem Lesra Martin de dentro do parlatório, o adolescente negro que abraçou a causa por puro amor à Justiça, pagam o filme: “O ódio me pôs na prisão. E o amor vai me tirar.” – concluiu Carter.
Medicamentos tiveram reajuste autorizado pelo governo no fim de março e pesaram na inflação de abril
A desaceleração da inflação em abril, na comparação com março, não foi suficiente para frear a subida do acumulado em 12 meses, que segue mais de um ponto porcentual acima do limite máximo de tolerância para a meta desde ano. Na sexta-feira, o IBGE divulgou o IPCA de abril, que foi de 0,43%, contra 0,56% em março. No entanto, o acumulado subiu ligeiramente, para 5,53%, contra um limite de 4,5% para que a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional seja cumprida. Não só isso: o acumulado de 12 meses de abril é quase dois pontos porcentuais maior que o verificado no mesmo mês do ano passado, quando era de 3,69%.
De acordo com os dados do IBGE, um terço do avanço total dos preços registrado em abril se deve ao grupo “Saúde e cuidados pessoais”, que subiu 1,18% e respondeu por 0,16 ponto porcentual do IPCA de abril. Em 31 de março, entrou em vigor um reajuste de até 5,06% nos preços dos medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O grupo “Alimentação e bebidas” não subiu tanto quanto os itens de saúde, mas a alta de 0,82% ainda está acima do índice cheio, e contribuiu para mais 0,18 ponto porcentual na composição do índice de abril. Na outra ponta, a queda de 14,15% nos preços das passagens aéreas – um item de fortíssima volatilidade – e reduções nos combustíveis fizeram o grupo “Transportes” ser o único a registrar deflação no mês passado.
Alguns fatores externos também ajudaram a gerar um alívio temporário. O dólar se desvalorizou ao longo de abril: depois de bater os R$ 6 em meio à tensão global com o “tarifaço” de Donald Trump, a moeda norte-americana fechou o mês passado em R$ 5,67. Mas que ninguém se iluda, pois este foi muito mais um movimento de perda de força do dólar globalmente, e não um fortalecimento do real graças a medidas que preservariam o valor da moeda brasileira. Internamente, continuamos mais frágeis que nunca, pois o governo federal não se moveu um único milímetro na direção de uma responsabilidade fiscal que proteja o poder de compra do brasileiro, destruído pela inflação.
Essa persistência da inflação – especialmente a manutenção do acumulado de 12 meses em patamares bem superiores ao limite máximo de tolerância da meta de inflação – acaba reforçando os motivos citados pelo Copom para a elevação de meio ponto porcentual na taxa Selic, decidida na semana passada. Naquela ocasião, o comunicado citou, como um dos riscos de alta para a inflação e as expectativas, “uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada”. Ainda que o comunicado tenha dado mais destaque às consequências da política comercial norte-americana, o que é bastante compreensível, o texto é claro ao afirmar que as políticas internas continuam a ser fator importante para a trajetória da inflação.
Ainda que o dólar continue um ciclo de enfraquecimento global como consequências das políticas tarifárias norte-americanas, não há moeda nacional que resista a políticas fiscais expansionistas como a brasileira. Enquanto o gasto público ilimitado e o estímulo irresponsável à demanda constituírem o centro da estratégia lulopetista para fomentar o crescimento do PIB, o Banco Central precisará continuando responder com políticas monetárias contracionistas para impedir que a inflação não escape totalmente do controle.
Presidente Lula e Vladimir Putin durante encontro em Moscou
A festa foi marcada para Moscou. Os líderes das democracias ocidentais relevantes não foram chamados. Os democratas de verdade que receberam convite tiveram que recusar. O anfitrião era um ditador: Vladimir Putin, da Rússia. Os convidados especiais também: Xi Jinping, da China, Miguel Díaz-Canel, de Cuba, Nicolás Maduro, da Venezuela… Correram ainda para a celebração chefes de autocracias – países sem liberdade democrática e com repressão à mídia e à oposição – na Ásia, na África… E, claro, o Brasil do PT estava lá. Lula, inclusive, pôde matar a saudade de seu grande “companheiro” Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Foi uma reunião de “gente fina”, da “melhor estirpe”, mal trabalhada em muita propaganda e aplaudida por uma corja de idiotas úteis espalhados pelo mundo.
A festança de Putin comemorou os 80 anos da vitória da antiga União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O ditador aproveitou a data para incitar o patriotismo entre os russos. Seu aparato de propaganda vende a ideia de que o regime está lutando contra o “nazismo” na Ucrânia da mesma maneira que fez na década de 1940. Putin diz que quer “desnazificar” o vizinho, que tem um judeu na presidência, Volodymyr Zelensky, que também não é nenhum santo… É quase a perpetuação de mentiras, que são a base de qualquer comunista, mesmo que ele tenha passado por metamorfoses, ou simplesmente vestido disfarces ineficientes, incapazes de enganar uma pessoa bem informada, com senso crítico preservado e mais de dois neurônios.
Um pouco de história deveria despertar pelo menos os ingênuos não tão preguiçosos e os que são manipulados, considerando que estão em transe, mas não entregues totalmente. Ora, as afinidades ideológicas e pragmáticas entre comunismo e nazismo são inegáveis. Nazismo e comunismo rezavam pela mesma cartilha. Os dois acreditavam que, para criar a “nova ordem mundial”, era necessária a eliminação de certas categorias de pessoas. Os fundadores do comunismo, Marx e Engels, “antissemitas viscerais”, sempre defenderam o genocídio… E os eslavos eram o alvo principal. Depois, vieram Hitler e Stalin, que se admiravam, tinham uma aliança. Hitler sentia “respeito incondicional” por Stalin, que ele chamou de “gênio”. Stalin só confiava em um homem, e esse homem era Hitler… Isso, claro, até a invasão nazista da União Soviética. Aliás, a ascensão militar nazista só foi possível graças à colaboração soviética.
E o fascismo? Acabou virando uma referência vaga a qualquer coisa reprovável, uma “patologia política, uma excrecência de direita, reacionária e desumana”. Pois bem, quais eram as grandes divergências doutrinárias entre o fascismo e o marxismo-leninismo? Houve, sim, uma discordância pontual sobre a participação da Itália na Primeira Guerra Mundial, mas os dois tinham uma origem revolucionária e marxista. Só que os comunistas foram hábeis. Eles procuraram, desde o início, empurrar conceitualmente os fascistas para a “direita” e o “reacionarismo” e se colocar entre os “progressistas e humanistas”, aqueles que lutam por uma “causa justa, que têm força e caráter e sensibilidade social”, mesmo promovendo a pobreza, exterminando a liberdade e tendo matado mais do que qualquer outro grupo ideológico. E por que quase ninguém se lembra de que milhões de pessoas ainda sofrem e perecem sob as garras do comunismo?
A Segunda Guerra acabou botando do mesmo lado democracias como os Estados Unidos e a Inglaterra e a ditadura soviética… Eram os aliados virtuosos contra o fascismo e o nazismo. E isso gerou uma tremenda confusão, que Vladimir Putin explora até hoje. Em sua celebração, ele quis mostrar ao mundo que não está isolado… Sim, há muita gente ruim ainda ligada a ele, aceitando sua, digamos, “liderança alternativa do Ocidente”. Putin repete Stalin, que, como escreveu o sociólogo Flávio Gordon, “usou o nazifascismo como um tapete sob o qual, brandindo sua carteirinha de ‘antifascista’, escondeu toda a sujeira do regime soviético”.
Comunismo, fascismo, nazismo, tudo isso é lixo, mas, inacreditavelmente, chegamos a um ponto em que tratar alguém como nazista ou fascista é uma ofensa grave, mas Lula pode se orgulhar de ser chamado de comunista. As narrativas, as mentiras, tratadas e usadas em propaganda, em marketing, são a base de tudo. Lula também não abre mão disso. Sua diplomacia pode até afirmar que a visita ao ditador Vladimir Putin, a quem escreveu “cartinha de amor” secreta, depois das últimas “eleições” russas, foi para “sinalizar a independência da política externa brasileira”, mas todo mundo sabe de que lado o petista está, e é sempre do lado errado.
No editorial “Lula trai a memória da Segunda Guerra”, o jornal O Globo fez críticas merecidas. O texto diz o seguinte: “É um erro a decisão de Lula de participar, ao lado do russo Vladimir Putin, das celebrações do Dia da Vitória, que marca o 80º ano do triunfo sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra. Nenhum líder de democracia ocidental relevante aceitou dar apoio público ao responsável pela invasão da Ucrânia, maior agressão militar em solo europeu desde, justamente, o fim da Segunda Guerra”. No Estadão, William Waack fez a mesma crítica. O artigo dele termina assim: “Nossos soldados lutaram e morreram pela democracia. Celebrar essa vitória ao lado de Putin é dar um tapa na cara deles”.
Lula tem a capacidade de “relativizar” quase tudo. Ele sabe muito bem que a queda do Muro de Berlim, o colapso do Partido Comunista Soviético, que nada disso foi um acidente. O comunismo simplesmente se disfarçou: saiu a “luta de classes”, entraram os “interesses universais”… Os comunistas atuais, como o petista, falam em “bem comum da humanidade, segurança ambiental, desarmamento”. Vivem alertando para “problemas globais e sistêmicos que ameaçam a humanidade”. Defendem o globalismo, um governo mundial tocado com mão de ferro por aqueles que juram defender a liberdade, a democracia, mas vivem impondo controles estatais sufocantes. São várias gangues envolvidas nisso, e o Brasil do PT resolveu fazer parte da mais perigosa, participando de festas em Moscou, em Pequim, em navios de guerra do Irã… E me dá vontade de gritar sem parar as palavras do escritor britânico George Orwell: “O mal de todo esquerdista desde 1933 foi ter querido ser antifascista sem ser antitotalitário”.