COMENTÁRIO DO LEITOR

PAPÉIS FUNDAMENTAIS

Comentário sobre a postagem ATÉ O PORTA-VOZ PERDEU A PACIÊNCIA COM A AMOSTRADA

Lindomar:

Nem dá para comparar com papel higiênico.

Nem todas as funções essenciais da vida recebem o devido reconhecimento.

Tomemos como exemplo dois elementos subestimados, mas absolutamente indispensáveis ao bom funcionamento de qualquer civilização minimamente organizada: a Primeira-Dama e o papel higiênico.

Ambos, à sua maneira, cumprem papéis silenciosos, porém fundamentais.

A Primeira-Dama, sempre presente, discreta quando necessário, firme quando exigido, cuida da imagem pública, ameniza crises com um sorriso, e muitas vezes é o elo mais humano entre o poder e o povo.

Já o papel higiênico, digamos… age nos bastidores, lidando com as consequências daquilo que o governo, com frequência, não consegue evitar.

Se o papel higiênico some, é notado na hora.

Se a Primeira-Dama se ausenta, algo também parece fora de lugar — e não é só protocolo.

Ambos evitam constrangimentos. Ambos sabem a hora certa de entrar em cena e, principalmente, quando é melhor sair calados.

E se por acaso alguém ousar pensar que a comparação é indevida, talvez falte compreender que elegância não é sinônimo de inutilidade.

Tanto a Primeira-Dama quanto o papel higiênico provam que aquilo que parece simples, ou decorativo, pode ser, na verdade, aquilo que impede a completa desordem — pública ou privada.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

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DEU NO X

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Taí. Tem que colocar a boca no trombone!

Essa tirania, esse egocentrismo tem que acabar o quanto antes.

Algum psicólogo ou psiquiatra poderia explicar que tipo de trauma essa criatura sofreu na infância para acreditar ser o todo poderoso (inescrupuloso, maquiavélico, sádico)!

Faz e desfaz e nada nem ninguém lhe puxa o tapete. Deu nenão?

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IBGE PÕE O BRASIL NO TOPO

Guilherme Fiuza

De acordo com o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a novidade tem como objetivo “ressaltar a posição atual de liderança do Brasil”

O IBGE virou o mapa-múndi de cabeça para baixo. Isso poderia ter provocado a Terceira Guerra Mundial. Só não provocou porque o Brasil ficou no topo do mundo e passou a ser respeitado por todos os países. Respeitado e temido – porque quem tem força para dar uma cambalhota no planeta é capaz de tudo.

Foi uma ideia simples e poderosa. Não dá para entender como não pensamos nisso antes. Uma vasta quantidade de problemas foram resolvidos do dia para a noite. 

Aliás, aproveitando para responder aos reclamões de sempre, que nunca estão satisfeitos com nada: o dia continua sendo dia e a noite continua sendo noite. Não mudou nada nessa parte. Você pode continuar dormindo e acordando nos horários antigos. 

O que trocou foi o verão pelo inverno. O que vai ser ótimo, porque em vez de outono estamos de volta à primavera – e em breve de volta à alta estação. Isso com certeza terá um impacto positivo no PIB. O IBGE vai divulgar tudo certinho pra você. 

A inversão do mapa-múndi, como todos já viram na demonstração do IBGE, colocou o Sul do Brasil no Norte, e vice-versa, com o nosso território plantando bananeira. 

Seremos a maior potência exportadora de bananas. 

Isso quer dizer que os aposentados empobrecidos e assaltados agora são os bilionários. Os bancos vão ter que ir até eles mendigar uma pensãozinha. Os velhinhos do INSS ainda estão decidindo se vão dar ou não consignado aos banqueiros. Sobre quem deve ser o ministro da Previdência, eles já avisaram que tanto faz.

Outra coisa boa foi na área das mudanças climáticas. A inversão do mapa-múndi mudou as mudanças e voltou tudo ao normal. A Greta já pode estudar, o DiCaprio já pode trabalhar e a Marina já pode voltar para a floresta. 

Já a inflação, que estava estourando a meta, agora ficou negativa. É importante que a população corra para consumir o máximo que puder, porque deflação não é bom para o equilíbrio macroeconômico. 

Vamos aproveitar que o café, o ovo e a picanha agora estão de graça e sair comprando tudo, para forçar os preços de volta para cima. É um certo transtorno, temos que admitir, mas toda grande mudança envolve algum sacrifício. 

O governo já iniciou uma campanha para que os pensionistas do INSS não fiquem sentados em cima dos seus bilhões e coloquem suas fortunas para girar nos supermercados e feiras livres. 

Em Brasília, o que era convexo vira côncavo e o que era côncavo vira convexo. Quem era ladrão vira herói e quem era estúpido vira gênio. Vida normal.

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