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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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FESTIVAL DE TAXAÇÃO

O Congresso reagiu fortemente à medida provisória da taxação, e não sem razão.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), especialista respeitado no assunto, advertiu que taxar investimentos é “tiro no pé” do Brasil.

Ele contou que, para financiar o agronegócio, carro-chefe da economia brasileira, os bancos captaram R$ 490 bilhões em Letras de Crédito Agrícola (LCA), mais dinheiro que o Plano Safra do governo federal.

Na real, o governo Lula (PT) quer punir quem investe no Brasil.

Além de taxar LCA, Lula autorizou taxação também de Letras de Crédito Imobiliário (LCI), o que deve encarecer o financiamento da casa própria.

Os prejudicados, lembra Arnaldo Jardim, são investidores pequenos, inclusive em Fiagros, cujo tíquete médio é de R$ 15 mil por CPF.

O governo quer taxar 2,7 milhões de pessoas, que investem em média R$ 20 mil em fundos imobiliários, que geram empregos e renda.

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Tem uma frase aí em cima que resume tudo:

O governo Lula quer punir quem investe no Brasil.

E isto dito, tá dito tudo.

Não é preciso falar mais nada.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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ALEXANDRE GARCIA

DEPUTADO JOVEM LAVOU A ALMA DA OPOSIÇÃO

André Fernandes

O deputado André Fernandes (PL-CE), na sessão da Câmara de 10 de junho

O presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, já havia feito o alerta, e agora o ministro Augusto Nardes reforçou: o Brasil caminha para o caos das contas públicas. Se fosse uma empresa privada, estaria rumando para a falência. E mesmo assim o governo quer mais impostos para quem carregar papéis de crédito que garantem produção, emprego, garantem o funcionamento da economia – e garantem arrecadação também.

Fernando Haddad foi às comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara para tentar explicar o seu novo pacote. Ele viu que ninguém aceitou o aumento do IOF, onerando o crédito e o câmbio, e quis trocar por mais Imposto de Renda em operações em papéis de crédito, em ganhos de papéis de crédito, de renda fixa, etc. Na ausência dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), Haddad falou em “molecagem” dos dois parlamentares, que tinham feito suas perguntas e se retirado. Alguém avisou os dois, que voltaram. Foi então que Carlos Jordy respondeu a Haddad: “moleque é você (…) que vem aqui cantar de galo”, porque o deputado tem um mandato e o ministro não; o ministro é um auxiliar do presidente da República, não tem a mesma força de um deputado, a força que vem do poder do povo. Nikolas também quis falar, começou um bate-boca, o presidente da comissão encerrou a sessão, e Haddad foi embora.

Ainda sobre o estouro de gastos do governo, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), que é sobrinho do grande Jarbas Passarinho, disse que “o Congresso Nacional tem feito todo o possível para ajudar o governo”, mas o governo continua gastando muito e mal. Fiquei com essa frase na cabeça, porque o primeiro dever do Congresso Nacional é fazer todo o possível para ajudar o povo que ele representa. Quem tem de ajudar o governo são os governistas, talvez. A oposição ajuda o governo fazendo crítica. Fico pensando nisso para entender como é que funcionam as democracias.

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Hugo Motta não entregou o que prometeu à oposição e agora terá de ouvir verdades

Finalmente alguém está cobrando cara a cara o presidente da Câmara, Hugo Motta, pelos compromissos assumidos no passado. O deputado mais votado do Ceará, André Fernandes, do PL, foi ao microfone e disse que poderia ter votado em Marcel van Hattem, mas não votou porque Motta havia se comprometido a pautar a anistia e defender a Constituição, mas até agora a anistia não entrou na pauta. Depois, criticou Motta por ter dito a um canal de televisão que cumpriria a ordem judicial da perda de mandato de Carla Zambelli, e perguntou o que tinha sido feito do parágrafo segundo do artigo 55 da Constituição, que diz que, no caso de condenação, a deliberação de perda de mandato é do plenário da Câmara.

Houve um silêncio no plenário. E, quando o plenário faz silêncio, ouvindo um deputado, ainda mais um deputado jovem, é porque o assunto é de peso. Depois, ele foi aplaudido. Dava para notar o constrangimento de Motta, que assistiu a tudo isso. Vamos ver se ele realmente sentiu, porque ouviu o que temia ouvir; afinal, depois daquele primeiro discurso de posse, tudo o que Motta fez foi contrariar a sua própria palavra.