O uso excessivo dos jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) no governo Lula impôs a manutenção em sete das dez aeronaves da frota a serviço da mordomia de ministros de Estado e comandantes militares e, oficiosamente, de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A farra com jatinhos, muito utilizados por bilionários com o dinheiro deles, fez sobrar só três jatinhos operando, em razão do desgaste.
A briga pela regalia já provocou tentativas de furar a fila, “carteiradas” e bate-bocas.
Haddad é recordista (67 voos só este ano) e é quem mais reclama da falta de jatinhos, segundo servidor que lida com o ego de suas excelências.
Em junho, Haddad voa em média dia sim, dia não. Supera o presidente do STF, Luís Roberto Barroso (60 voos em 2025), que adora viajar.
Sonia Guajajara (Povos Indígenas) exigiu viagem de helicóptero por 11 horas. Difícil foi entender que a aeronave não tem tanta autonomia.
* * *
Esta notícia absurda está em perfeita consonância com o governo lulo-petralha.
Tudo dentro da mais perfeita normalidade e conforme a rotina do bando que atualmente comanda este nosso país surreal.
Esta farra avuadora é paga com o dinheiro do contribuinte.
Cláudio Manuel, filho do grande José Cláudio (os dois pintores), é mais conhecido como Mané Tatú. Um apelido que vem desde os tempos em que podia pegar o bicho do mato, e comer, sem cometer crime inafiançável. Foi fazer esse exame, Cintilografia do Miocárdio, para “avaliar o fluxo sanguíneo nos vasos e artérias que irrigam o coração”, e contou como foi.
Lembro de outro amigo querido, João Ubaldo Ribeiro, autor de Viva o Povo Brasileiro e cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras. Estávamos todos em Ipanema, grupo grande (Millôr e companhia), almoçando na cobertura de Eliene e Chico Caruso – gênio desenhista, da Globo. Foi a pessoa mais engraçada que conheci. E decidiu contar um exame na próstata que fez. Levantou e passou mais de uma hora explicando. O exame de Mané Tatú lembrou as agonias do João Ubaldo. Como escreveu tudo e me mandou vou dividir aqui, com os leitores, a narrativa dessa experiência.
“Foi como a maratona. Dei entrada na recepção. Uma amiga ficou nas cadeiras, depois chegou junto. Acompanhamento até pagar, de 1.900 por 1.805. Moça simpática, Cintia, colocou a pulseira para identificar pacientes em atendimento. Entramos nós três na área das salas e cadeiras e máquinas. Alaska é mais quente. Conferir nome, data nascimento, etc., pulseira.
“A amiga foi convidada a sair por causa das radiações. Ficou vindo me ver, de vez em quando, não sei como deixaram. Foi bom porque o celular fica sem sinal. Alex, o enfermeiro, me levou para colocar bata nua. Uma coisa ridícula. Depois colocar o acesso, foi dor demais, errou, veia estourou, tapei os olhos, sangue. Eu disse porra, puta que o pariu, tá doendo caralho. Tirou. Ele disse abra o olho só quando eu terminar. Tentou outra veia e, milagre, acertou. Finalmente limpou tudo, entrada na mão direita. Aplicou soro gelado. Aplicou contraste. Dez voltas no recinto, para espalhar a droga. Fui pra sala de espera, etapa A.
“Tomar três copos d’água. Uma hora de espera. Sala com seis adultos mulheres e homens, todos de bata. Todos igualmente com acessos. Das 13:00 às 16:00hs. Chamados sra. Fulana, sr. Beltrano, e assim a fila andava. Seu Cláudio. Fui lá. Banheiro, xixi. Medo. Nervoso. Primeira vez na xscam. Deitado. Imóvel. Não pode respirar fundo. Não pode tossir. Não pode mexer. Vai começar. Eu disse pare, quero tossir. Vai começar.
“Começou. Fique imóvel por 12 minutos. Pode fechar o olho. Mas não durma. Demora anos, esses 12 minutos. Terminou. Me ajuda a levantar. Sala de espera, uma hora.
“Seu Claudio, segunda etapa. Esteira com fios e contraste. Sem bata. Chega o médico, Dr. Eduardo Paixão. Olá, boa tarde, aguenta andar? Sim, pouco. Quando cansar avisa, ok. Eletrodos. Contraste novamente. Começou. Olha pra frente. Segura sem fazer força nas mãos. Tudo bem com o senhor? Sim. Acabou. Vá pra sala de espera.
“Etapa 3. Mais uma hora de espera. Terceira máquina. Deitado. Mais um copo de líquido. Doze minutos imóvel. Terminou. Tira acessos. Pode ir. 16:40hs saímos. A amiga disse que dormiu, acordou, foi lá me ver e tal. Tinha uma senhora de uns 80 anos, bem abusada. Que demora! Que demora! De três em três minutos ela dizia Mônica Brito. Disse que foi operada em Atlanta por dr. Pacífico. Pedi licença para peidar.
“Aí falei, de maneira educada, minha senhora preciso ir lá fora para rezar. Ela não entendeu e disse não pode. Reze dentro da área. Resultado. Fui rezar (digamos assim) quatro horas depois. Que sufoco. Abraços. Mané, como eu previ, teu exame foi normal. Está indo bem. Fique tranquilo. Não estou escondendo nada. Tudo está sendo feito com critérios e cuidados. Para garantir sua segurança, o médico André Valença respondeu”.
Em resumo, nosso Mané sobreviveu. Escapou, talvez seja uma descrição mais adequada. João Ubaldo, faltou dizer, não tinha nada. O exame foi inútil. A humilhação, na dedada que tomou, desnecessária. Com Mané Tatú deu-se algo semelhante. Está em plena forma. Pronto pra outra. Viva Mané!!! O risco é ter que repetir, qualquer dia desses, acontece.
P.S. No Mercado de Campo de Ourique (de Lisboa, nosso preferido), em meio a cerejas do Fundão e melões Pele-de-Sapo, apareceu agora côco. Alvíssaras. Vendido, aqui, por 14,50 euros o quilo. Maria Lectícia comprou um que tinha cerca 1,1 quilos. Traduzindo, saiu por mais de 100 reais. E a gente reclamando quando, em Boa Viagem, o barraqueiro cobra 2, 3, 5 reais por um… A explicação, para o preço, é que “vem do Brasil”. Deus do céu. Amargo côco.
A esquerda brasileira, com sua proverbial preguiça macunaímica, encontrou um aliado de peso para proclamar uma república censora em que só eles devem ter voz, ação e direção para toda a sociedade brasileira. Na prática, tanto a esquerda, seja ela a carnívora, ou a herbívora, aliou-se ao stf – assim mesmo em minúsculo, para homenagear a bagunça institucional deles -, com o claro intuito de proclamar uma “democracia relativa”, em que o povo só tem o direito de votar nos candidatos deles, voltar para casa e ficar calado.
Mas, essa estratégia deles, diga-se de passagem, é um reflexo de dois tiros nos pés que deram ao longo do século XX, e agora precisam, com urgência de leis e instrumentos para calar todos aqueles que os incomodam. Como sabem que a sua sanha censora não passa no legislativo, mesmo com a baixíssima qualidade de nossos mandatários, então buscam guarida em um supremo tribunal que adora ditadura, mandam, mesmo atropelando todas as leis e estão a um passo de proclamar uma república norte-coreana na terra de Pindorama.
O primeiro tiro, dado no pé direito foi aquele movimento que Elio Gaspari chamou de “Ilusões Armadas”, ou seja, a esquerda cultivava o ideário de tomada de poder pelas armas, pelo paredão, pelo fuzilamento, como fizeram os irmãos assassinos Castro e o genocida Che Guevara. Deram com os burros n’água com o movimento de 1964 e foram lamber as suas feridas nos infernos capitalistas da Europa. Não há um ex-asilado daquela época que, defendia o modelo cubano, ou albanês, ou chinês de Estado que foi tirar uma temporada de exílio em Cuba, na Albânia, ou mesmo na União Soviética, ou China. Foram todos para infernos como Inglaterra, Escócia, França, Suécia, Itália. Mas, deixa isso para lá… são apenas queixas.
O segundo tiro, dessa vez, dado no pé esquerdo foi a volta dos mesmos e a mudança de sua prática. Como tomar o poder pelas armas foi uma frustração, abandonaram a lorota de revolução armada e se concentraram na estratégia do carcunda tarado de Roma: Antônio Gramsci. Este dizia, nos seus famosos “Cadernos do Cárcere” a fazer a revolução comunista infiltrando-se nas estruturas do estado burguês: economia, jornalismo, sistema judiciário, executivo, produção, e, de dentro para fora apodrecer o sistema para ele cair, por si só.
Não é à toa a sintomatologia da imprensa nacional, em que há mais comunista do que jornalista, em que as posições ideológicas das redações têm mais espaço que a notícia em si. Mas esses mesmos ideólogos e executores não contavam com o avanço da tecnologia, o surgimento das redes sociais e a pulverização da fonte de notícia e informação. A internet, apesar de seus defeitos e “zonas cinzentas” teve o condão de descentralizar a notícia, a informação e a busca do fato, independente dos militantes de redação.
A esquerda investiu quase trinta anos para formar militantes e infiltrá-los em todos os cantos, tanto da administração pública, das redações de notícias e das famigeradas ONG que vivem dependuradas, como carrapatos, no bolso do pagador de imposto, sugando o suor alheio e defendendo o belo, o bom e o justo, quando na verdade sonham e escravizar uma nação inteira em seus delírios vermelhos.
Da para entender, agora a sanha censora desses cabras, ou será necessário um desenho? São quase cem anos de lutas infrutíferas que deram com os burros n’água. Agora encontraram um supremo para chamar de “seu”, a fim de, finalmente, chegarem ao poder, dar um cala boca no país inteiro e se perpetuarem no poder, até caírem de podre e deixar uma nação arrasada, afora os milhões de mortos que será o resultado inexorável de sua visão de “admirável mundo novo”.
Adoro Circo. Sempre fui fã de Juca Chaves. O seu humor inteligente e ímpar, seus poemas musicados e românticos, além da veia irônica sempre presente em suas composições, fizeram dele, para mim, um dos maiores artistas brasileiros, dono de uma inteligência ímpar e de uma verve irônica imbatível.
A ironia é uma figura de linguagem que tem suas raízes no contexto cultural e na comunicação humana. Compreender o significado de ironia e sua aplicação é essencial para qualquer pessoa que deseje se aprofundar nos meandros da língua portuguesa, seja na literatura, na arte, ou mesmo nas interações cotidianas. A ironia pode ser definida de várias maneiras, mas, em essência, refere-se a uma discrepância entre o que é dito e o que realmente se quer dizer.
Juca Chaves, nome artístico de Jurandyr Chaves, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de outubro de 1938, filho de Clarita e de um austríaco, naturalizado brasileiro, que montou a primeira fábrica de plásticos no Brasil.
Juca Chaves cresceu ouvindo música erudita em sua casa. Ainda criança mudou-se com a família para o Jardim Europa em São Paulo. Interessado por música e poesia, com seis anos compôs “Hino aos Cachorros”.
Com sete anos, começou a estudar violão. Com 12 anos, compôs “Semente Bonitinha”, sua primeira modinha de amor dedicada a Neusa, que tinha apenas 10 anos.
Juca foi matriculado no curso de piano, mas depois de cinco aulas abandonou o curso porque, dizia ele: “a professora batia em minha mão e eu batia na mão dela”.
Com 13 anos, Juca reuniu uma coletânea de onze poesias em “Meus Primeiros Versos” que falavam do amor por musas diversas. Com 16 anos frequentava o Clube Pinheiros e foi alí que conheceu Ana Maria, sua mais famosa musa e para quem fez várias canções.
Junto com Lemos Brito e Ricardo Amaral, fundou a revista “Rua Augusta Chic” na qual escrevia crônicas e versos. Ingressou no Centro de Oratória Rui Barbosa recebendo o diploma de História e Composição da Música Brasileira em 1955.
Nessa época, começou a se revoltar com a sociedade e daí nasceu o espírito satírico que o acompanhou em todas as suas modinhas.
Com 19 anos, foi reprovado no curso científico. Seu pai colocou-o num banco para trabalhar, obrigando o poeta a cortar o cabelo o que o revoltou.
As brigas com o pai culminaram com a saída da casa, indo morar com sua avó. Para se sustentar passou a dar aulas de violão, “mas só para meninas”, dizia ele.
Com mais tempo livre, realizou seu primeiro recital no Teatro Leopoldo Fróes, patrocinado por jovens da alta sociedade.
Em 1960, Juca lançou, pela RGE, com arranjo de Simonetti, o LP intitulado “As Duas Faces de Juca Chaves”, no qual gravou “Por Quem Sonha Ana Maria?” feita para sua musa:
“Por Quem Sonha Ana Maria?
Na alameda da poesia chora rimas o luar Madrugada e Ana Maria sonha sonhos cor do mar. Por quem sonha Ana Maria nessa noite de luar?… “
Foi nessa época que Juca compôs a modinha “Presidente Bossa Nova” uma sátira inspirada no presidente Juscelino Kubitschek que foi gravada em 1961:
“Presidente Bossa Nova
Bossa nova mesmo é ser presidente desta terra descoberta por Cabral Para tanto basta ser, tão simplesmente, simpático, risonho, original, depois desfrutar da maravilha de ser presidente do Brasil…”
A música ficou mais famosa depois que foi proibida pela censura.
Com um mandado de segurança, ele ganhou pela primeira vez, no Brasil, uma questão judicial com a censura.
Alguns dias depois, Juca conseguiu uma entrevista com o presidente e compareceu descalço ao encontro.
Daí para frente, diversas sátiras foram feitas com políticos, homens da sociedade, problemas urbanos etc., que continuavam incomodando muita gente.
Em 1962, Juca lançou a sátira “Caixinha Obrigado”, quando insistia em falar nas mazelas político – administrativas da época. A música causou polêmica e o autor teve que retirar da letra o nome de uma deputada.
“Caixinha, Obrigado
A mediocridade é um fato consumado na sociedade onde o ar é depravado. Marido rico, burguesão despreocupado que foi casado com mulher burra, mas bela o filho dela é político ou tarado. Caixinha… obrigado!…”
Em 1963, Juca partiu para a Europa. Esteve em Portugal onde se consagrou como ídolo dos jovens.
Na Itália, começou tocando órgão numa igreja. Pouco depois estava tocando em cabarés. Apresentou-se na televisão e gravou oito compactos e um LP.
A música “Pequena Marcha Para um Grande Amor” foi um sucesso de vendas. Em 1969, retornou ao Brasil e começou a fazer shows pelo país.
“Pequena Marcha Para Um Grande Amor
A lua vai dormir encabulada na passarela da madrugada. Meus olhos vão sonhar sob a janela dos olhos dela, dos olhos dela. Meu amor de amor se esconde se esconde aonde o teu não vê não vê porque Meu amor não é segredo morre de medo do segredo que é você.”
Juca criou o “Circus Sdruws” (S de snob, D de divino Dener, R de ralé, U de wonderful, W de Water-closed e S de souvenir), que instalou no Rio de Janeiro nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde apresentava o show “Menestrel Maldito”.
O humorista costumava contar a seguinte história sobre o Sdruws, perto do qual ficava uma favela.
Juca convidara para o circo políticos, empresários e também pessoal da alta-sociedade carioca, e antes da primeira apresentação resolveu reunir os líderes da favela para lhes falar com franqueza, indo direto ao assunto: “Vim aqui para saber como vai ficar o negócio do roubo!” – Uma mulher baixinha, morena, (líder da favela), foi logo respondendo com firmeza: “Olha aqui seu Juca, nós entendemos a sua preocupação e lhe agradecemos pela sinceridade, mas pode o senhor ficar tranquilo, porque a nossa comunidade já se garantiu, e pediu proteção à polícia!”.
Juca foi um crítico da Ditadura Militar, da grande imprensa e do próprio mercado fonográfico. Chegou a ser exilado em Portugal na década de 1970, mas, ao incomodar o regime ditatorial vigente no País com suas sátiras, que ganhavam espaço nas rádios e televisão locais, transferiu-se para a Itália.
De volta ao Brasil, apresentou programas de televisão. Na década de 1980, lançou sua gravadora independente, a Sdruws Records. O bordão mais famoso do “menestrel”, como gostava de ser chamado, era: “Vá ao meu show e ajude o Juquinha a comprar o seu caviar”.
Em 2003, outro sucesso de Juca Chaves nos anos 70 – a canção “Take me Back to Piauí” – foi editado na coletânea “Brazilian Beats Volume 4” da gravadora britânica Mr. Bongo, especializada em música popular brasileira.
Em 2006, lançou-se candidato a senador na Bahia pelo PSDC, ficando em 4º lugar, com 19.603 votos (0,35% do total). Suas propagandas em formato de poesias distinguiam-no dos demais candidatos.
Em 2015, lançou a música “Adeus em ritmo de Lava Jato“, referenciando as investigações de corrupção em curso na época e posicionando-se de forma crítica ao então governo do Partido dos Trabalhadores.
Juca Chaves residia na Bahia, com sua esposa Yara Chaves desde 1975 e teve duas filhas adotivas, Maria Morena e Maria Clara.
Juca Chaves faleceu em Salvador, Bahia, no dia 25 de março de 2023, em consequência de problemas respiratórios.
No ano de 2024, a canção “Take me Back to Piauí” foi tema de cena clássica do filme “Ainda estou aqui“, de Walter Salles, ganhador do Oscar de Melhor Filme Internacional. A música embala a família de Rubens e Eunice Paiva em uma dança envolvente, regada a risadas e coreografias, momentos antes do desaparecimento de Rubens e sua morte pela Ditadura Militar.