SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

A CARTA DO TRUMPÃO

A carta do governo do presidente Donald Trump ao governo do Rio de Janeiro, lamentando a morte de quatro policiais no confronto com narcoterroristas, chamou atenção para o fato de que, até agora, passados 9 dias desde o confronto no morro da Penha e Complexo do Alemão, Lula (PT) e nem Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e – valha-nos, Deus – Segurança Pública, cumpriram o papel de lastimar as mortes dos agentes da Lei ou de apresentar condolências às famílias.

A carta do governo Trump, gentilmente em português, foi assinada por James Sparks, do DEA, o departamento de combate ao narcotráfico.

A reação da esquerda, liderada por Lula, tem sido criticar policiais por reagirem ao ataque de batalhão de narcoterroristas fortemente armados.

“Especialista” dessa esquerda debiloide tingiu os cabelos de vermelho para recomendar pedradas contra bandidos armados de fuzis. 

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Vergonhoso, horroroso, deprimente. 

Não se poderia esperar atitude diferente do bando lulo-petralha.

Que os céus se apiedem desse nosso arrasado Brasil.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

NAÇÃO SÓ É CRISTÃ DE VERDADE SE FOR SOLIDÁRIA COM OS CRISTÃOS PERSEGUIDOS

Enterro coletivo de fazendeiros cristãos massacrados pelo Boko Haram em Zaabarmari, em 2020

O IBGE fez um levantamento dos nomes dos brasileiros, e descobriu que o nome mais usado para os homens é José e, para as mulheres, é Maria. Maria e José: o que significa isso? Que somos um país de raízes, pilares e fundamentos fortemente cristãos. Mas estamos realmente defendendo os princípios cristãos ocidentais, nossa cultura judaico-cristã? Temos o Velho Testamento, que é judaico, e o Novo Testamento, que é cristão. Essa herança está dentro de nós.

Digo isso porque Donald Trump, tão criticado pela esquerda aqui no Brasil, anunciou, por meio de sua brilhante porta-voz, que vai cortar todo o auxílio para a Nigéria se continuar a matança de cristãos por bandos muçulmanos. Ninguém fala disso; os jornais daqui vivem falando em racismo, denunciando racismo, reclamando de racismo, mas é uma atitude racista da parte dos jornais achar que a morte de nigerianos cristãos não é um problema, não é notícia, mesmo sendo uma tragédia imensa, gigantesca. Preferem falar do Hamas. Aliás, Trump também está incomodado com a vitória de um muçulmano socialista, do Partido Democrata, para prefeito de Nova York.

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A esquerda não quer que as facções sejam consideradas terroristas

A ministra Gleisi Hoffmann anunciou que todos os governistas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votarão contra o projeto de lei que classifica como terroristas as facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC. Gleisi diz que o presidente Lula não aceita o projeto, porque abriria um pretexto para uma intervenção estrangeira no Brasil. Mas qual seria essa intervenção? Oferta para combater o narcotráfico terrorista! Vou ler de novo a carta do DEA, o departamento antidrogas dos Estados Unidos, para o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro:

“É com profundo pesar que expressamos nossas mais sinceras condolências pela trágica perda dos quatro policiais que tombaram no cumprimento do dever. Reconhecemos o valor e a honra desses policiais que deram suas vidas na defesa da segurança pública. Nesse momento de luto, reiteramos o nosso respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado e nos colocamos à disposição para qualquer apoio que se faça necessário. Nossos votos de força e consolo diante dessa irreparável perda.”

É uma senhora oferta! A carta chegou pelo consulado americano no Rio de Janeiro, um dia depois de o presidente Lula dizer para a imprensa estrangeira que a ação da polícia do Rio de Janeiro tinha sido desastrosa. Assim vamos vendo de que lado estamos neste país cristão.

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Brasil libera arma só para bandidos, ao contrário da Argentina

Lembremos que a polícia encontrou praticamente 100 fuzis nas mãos dos traficantes. Essas armas entraram pela fronteira que devia ser cuidada pelas forças federais. Então, o governo federal tem responsabilidade nisso, sim. Mas ele tem um respeito enorme pelos bandidos, enquanto o povo de bem tem toda uma regulamentação para evitar a posse e o uso de armas. Do outro lado da fronteira, na Argentina, Javier Milei liberou praticamente tudo, baixou de 21 para 18 anos a idade para possuir arma, permitiu ter em casa fuzil, semiautomático, carabina, desde que comprove que é para uso esportivo.

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Milei troca a COP por encontros nos Estados Unidos e na Bolívia

Milei não vai nem para a COP 30, nem para aquela reunião de esquerda lá na Colômbia, para onde Lula irá depois da COP, dar apoio ao Maduro. Em vez disso, Milei chega nesta quinta nos Estados Unidos, e depois vai para a Bolívia, que tem o gás natural de que o Brasil precisa. A Argentina está se aproximando da Bolívia, que agora terá um governo afinado com Milei, assim como o outro vizinho, com quem os bolivianos já guerrearam na Guerra do Chaco, o Paraguai. O Brasil vai ficar olhando, com o presidente indo lá encontrar o Gustavo Petro.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CENÁRIO DE GUERRA

A ação deflagrada pela polícia do Rio de Janeiro, esta semana, resultou em mais de 120 mortos, incluindo 4 policiais, e 89 prisões. Od foco da ação era atacar o quartel general do comando vermelho e, ao que parece, não foi um rio que passou naquelas vidas, foi um tsunami. No fim das contas, o chefe da facção – Doca ou Urso, como é conhecido – conseguiu escapar ao cerco, mas, segundo a polícia, sua captura está bem encaminhada.

O comando vermelho tem características de hierarquia e obediência exemplar. Fernandinho Beira-Mar, por exemplo, preso há mais de 20 anos, continua ditando as ordens da prisão Marcinho VP – que não é o mesmo que tema do livro Abusado: o dono do morro da Santa Marta, de Caco Barcelos – também tem seus seguidores fora da cadeia e apesar de toda, propalada, segurança, as ordens continuam saindo da prisão para o morro.

Diante de um quadro onde a população morre de medo, da conivência maldita de autoridades sem escrúpulos que recebem propinas para “fechar” o olho sobre diversas atividades ilegais, a gente chega a conclusão de que não há, sequer, uma linha de proposta coesa, séria, exequível, que seja capaz de contornar a violência que impera em determinadas cidades brasileiras.

Os tempos são outros: morava no interior do estado e a gente costumava trancar a porta apenas com um ferrolho. As grades das casas eram sinais de embelezamento. Hoje, a gente usa grade, câmera de segurança, porteiro eletrônico e, ainda assim, somos vítimas. Em meio a isso tudo, o posicionamento do governo é um fator decisivo. Nesse sentido, cabe relembrar algumas coisas.

O cerco feito pelos Estados Unidos na costa da Venezuela já detonou algumas embarcações e, recentemente, o diretor dos Direitos Humanos da ONU criticou abertamente a ação de Trump. Não faz muito tempo, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que chamar os barqueiros que transportam drogas de “traficantes” é “linguisticamente incorreto” porque eles são “trabalhadores do tráfico”. Numa linguagem mais popular, tais pessoas são as chamadas “mulas” porque conduzem, apenas isso, a droga que é comercializada pelos chefões do tráfico. O interessante é que se uma pessoa for pega transportando drogas, nos aeroportos, isso é considerado crime, ou seja, é considerado tráfico internacional de drogas e dá 30 anos de cadeia.

Não faz muito tempo, o então governador da Bahia, Rui Costa – hoje ministro – falou da quantidade de jovens que eram empregados no tráfico de drogas. O contexto das suas palavras era no sentido de que ali estava se gerando emprego e só faltou dizer que iria lutar pelo reconhecimento da profissão que, a meu ver, é a única coisa que está faltando. Como se não bastasse, o chefe dele, soltou uma memorável: “o traficante é vítima do usuário!”.

Isso tudo mostra que estamos totalmente despreparados para tratar do problema. Vemos muitos “especialista” se posicionando e criticando essa operação, vemos repórteres se referindo ao fato como o maior dos absurdos, vejo autoridades vociferando, soltando espuma “pelas ventas” contra uma ação tão danosa. Vi Benedita da Silva alardeando que nos seus nove meses de governo prendeu Fernandinho Beira-Mar e Elias Maluco, aquele que mandou queimar o repórter Tim Lopes, vivo. Para que não se lembra disso, Tim Lopes foi preso dentro de pneus e eles tocaram foco nos pneus e ficaram assistindo sua dolorosa morte.

Essa semana, vi Anthony Garotinho desmentindo, publicamente, Benedita da Silva. Disse ele que Fernandinho Beira-Mar foi preso no seu governo e o feito de Benedita foi trazê-lo para Bangu 1. Não tem como esquecer a rebelião que ele provocou e que há relatos de que ele fez embaixadinha com a cabeça do rival Ernaldo Pinto Medeiros, conhecido como Ué.

A forma natural de imposição do comando vermelho, do PCC ou de qualquer outra facção criminosa, é se impor provocando pavor. Quanto maior o nível de crueldade, maior o respeito adquirido e tanto por seguidores quanto pela população. O comando vermelho está fincando nos morros da Penha e do Alemão e a população “protege” esse pessoal, não é pelas benesses compradas com dinheiro do tráfico. Fazem isso por puro medo. Atribui-se a Doca, por exemplo, a responsabilidade por 100 homicídios, incluindo crianças, além do desaparecimento de moradores e daqueles médicos que foram para o congresso de medicina no Rio de Janeiro e foram mortos, por engano, num quiosque. Um dos médicos era irmão da deputada Sâmia Bonfim.

É preciso entender mais os determinantes da criminologia. Essa semana, por coincidência, pesquisando sobre trabalhos e dados relacionados com criminologia, entre no site do Death Penality Information Center e, de acordo com os dados, a taxa de homicídios nos estados americanos com pena de morte é 5,5 por cem mil habitantes, enquanto em estados onde não pena de morte é 3,6 homicídios por cem mil habitantes. Isso significa que ainda não aprendemos a lidar com o problema.

Finalmente, acredito fortemente que o domínio das facções criminosas sobre a população se faz, como eu disse, pela imposição do medo. Embora alguns critiquem, inclusive amigos doutores da área da sociologia, uma pesquisa mostrou que 62% da população do Rio de Janeiro apoia a ação do governo e, no Brasil, 57%. Como eu disse, isso significa que ainda não aprendemos a lidar com o problema.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PENINHA - DICA MUSICAL