DEU NO JORNAL

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

DESACOCORAMENTOS 2026

Diante de tantos rebuliços históricos acontecidos nos quatro cantos do planeta, potencializando a estupidez dos seres humanos, tornam-se indispensáveis Procedimentos Desacocorantes para um 2026 mais harmonioso e humano. Com a ajuda de amigos, elenquei uma série de iniciativas que muito facilitará a vida do planeta. Eis as mais significativas para o nosso amado Brasil:

a. Eleições pacíficas em 2026, extraindo do Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e Executivos Estaduais os incapazes de proporem/executarem/favorecerem ações e iniciativas que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico do todo nacional.

b. Instituição do Novo Código de Processo Penal, com penas austeras para os julgados por feminicídios, fraudes ao erário público, tráfico de armas e entorpecentes, formação de milícias, atentados ao INSS, fakes, falsificação de bebidas, propagandas enganosas e outras presepadas criminosas.

c. Redução para 14 anos da idade mínima criminal.

d. Multiplicação da oferta de livros digitais pelo Ministério da Educação, fortalecendo o saber cultural da população brasileira, principalmente dos segmentos menos favorecidos.

e. Ampliação da Segurança Pública em todas as regiões do país, com policiais capacitados e mais remunerados, sempre amparados por legislação específica.

f. Reestruturação do Ensino Superior Brasileiro, com cursos de três, quatro, cinco e seis anos.

g. Instituição do ensino obrigatória da disciplina Construindo o Pensar em todas as séries do Segundo Grau e nos dois primeiros semestres do Ensino Superior.

i. Estabelecimento do regime de trabalho 6 x 1 em todo território nacional.

j. Reestruturação das Audiências de Custódia, impossibilitando favorecimentos espúrios e escandalosos, bem como saídas despropositadas para riquinhos e colarinhos brancos.

k. Retorno à codificação antiga das placas dos veículos automotores, ensejando instantaneamente a identificação das suas origens estaduais.

l. Ampliação do SUS, utilizando Inteligência Artificial e plantões médicos obrigatórios auditados.

m. Obrigatoriedade de atualizados programas culturais brasileiros de 1 hora por semana, sem intervalos comerciais, em todos os canais abertos de TV do Brasil.

n. Ampliação mais severa das punições carcerárias, sem benefícios, dos culpados por desmatamentos ilegais, ocupações de terras indígenas, explorações ilegais de minérios, uso de balões, criação e venda indevida de animais.

o. Tributação financeira das instituições religiosas dotada de CNPJ.

p. Fortalecimento do Ensino da Língua Portuguesa em todo o Sistema Educacional.

q. Isenção de IR para aposentados e pensionistas maiores de 75 anos.

r. Tributação e fiscalização rigorosa das Bets Esportivas.

s. Permissão de funcionamentos de cassinos em regiões turísticas brasileiras, sob ampla auditoria da Polícia Federal.

t. Participação da iniciativa privada na reestruturação dos Correios do Brasil (EBCT).

u. Instituição de Exame Qualificação para os graduados de todos os Cursos Superiores Brasileiros.

v. Instituição da pena da castração física integral para todos os culpados em última instância por feminicídios, estupros de crianças e adolescente, assassinatos de pessoas idosas e deficientes e mortes em instituições que acolhimento geriátrico.

x. Estabelecimento das primeiras providências para a implantação, no Brasil, de um Sistema Parlamentar de Governo.

z. Legislação que facilite a extradição de brasileiros que atentarem contra a Democracia Brasileira, cessando imediatamente toda e qualquer remuneração salarial pública ou beneficiária.

No mais, torcer por um Brasil cada vez mais arretado de ótimo, hexacampeão em 2026!!!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

SEM CABIMENTO

O deputado Evair de Melo (PP-ES) solicitou ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, providências para pedir ao governo da Espanha a extradição de Lulinha, filho de Lula, suspeito de participação no roubo a aposentados e de receber mensalão de R$ 300 mil do Careca do INSS.

* * *

Que absurdo, sinhô deputado!

Extraditar o filho do chefe do poder executivo.

Uma solicitação sem qualquer cabimento.

Se ele tem nas veias o sangue do papai, não pode nunca ter participado deste rombo astronômico.

Faça isso não!

DEU NO JORNAL

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

PENSAMENTO CRÍTICO

“A sociedade desenvolverá um novo tipo de servidão que cobre toda sua superfície com uma rede de regras complicadas que as pessoas não conseguem entender. Esse estado não tiraniza, mas estupidifica um povo até transformá-lo em um rebanho de animais tímidos e obedientes, dos quais o governo é o Pastor” Alexis de Tocqueville (1805-1859)

Quando se fala em educação, uma expressão muito repetida diz “A tarefa do sistema educacional é formar pessoas questionadoras e com pensamento crítico”. A repetição dessa frase é tanta que parece até discurso decorado.

Quando escuto isso, me lembro de um outro comentário feito por uma professora da rede pública: “As aulas foram usadas para fazer cartazes sobre o 7 de setembro, sobre o outubro rosa, sobre o dia da consciência negra e sobre o novembro azul. Terminou o ano, as crianças não sabem nada de português, matemática, história ou geografia, mas sabem fazer cartaz que é uma beleza!”

O problema aí é que, como qualquer um pode constatar, os tais cartazes são justamente o oposto de “pensamento crítico” ou “cidadão questionador”. Em todas as escolas do país, os cartazes são todos iguais, todos repetindo os mesmos clichês, com o mesmo vocabulário, defendendo os mesmos mocinhos e atacando os mesmos vilões.

Isso não acontece por acaso. Para explicar, vou me repetir e citar de novo Aldous Huxley, de quem já falei em outro pitaco: “Em um estado totalitário verdadeiramente eficiente os escravos não precisam ser coagidos, porque amam a escravidão. Fazer o povo amar a escravidão é a tarefa dos ministérios, diretores de jornais e professores.”

Ao transformar a escola em um centro de repetição, onde todos pensam igual e repetem as mesmas idéias, o estado apela para o “espírito de grupo”, um instinto básico que vêm do nosso passado animal, e mostra que ficar sozinho é perigoso mas ficar junto a um grupo traz segurança. Traduzindo: as crianças são ensinadas – talvez fosse melhor dizer “adestradas” – a ter medo de discordar da maioria. Ao levar ao extremo a idéia de uniformidade, criam-se adultos que sentem um medo irracional de serem vistos como diferentes ou divergentes do grupo. Este comportamento irracional se manifesta na repetição quase mecânica de expressões vazias, palavras de ordem e clichês politicamente corretos. Alguém um dia teve a idéia de chamar o dono de cachorro ou gato de “tutor”, e em poucos dias todo mundo se esforçava para usar a nova palavra com ares de quem falava assim desde criancinha.

No método de “pintar cartaz”, o raciocínio é substituído pela reação instintiva a palavras e expressões, exatamente como funciona o adestramento de animais. Palavras como “tolerância”, “empatia”, “bondade”, “justiça”, “democracia” são designadas como positivas. “Preconceito”, “desigualdade”, “ilegal”, “desumano” e muitas outras são designadas como negativas. A reação ao encontrar qualquer palavra deve ser automática, sem jamais questionar se o uso dessa palavra faz sentido ou se é apenas um apelo emocional.

A dedicação da escola pelo método de “pintar cartaz” não é gratuita: serve para formar adultos infantilizados, porque o aluno aprende que o importante não é fazer um cartaz bonito ou bem pintado, mas fazer um cartaz que diga exatamente o que deve ser dito, com as palavras e expressões pré-determinadas. A criança aprende, e o adulto prossegue obedecendo às ordens que ele não sabe quem proferiu, mas que ele recebeu através da mídia e das redes sociais. Se para a criança as ordens são sobre o outubro rosa e o novembro azul, para o adulto serão sobre tudo o que ele enxerga e vive: obedecer às autoridades, acreditar no governo, jamais pensar em mudar qualquer coisa sem que seja pelo caminho “democrático”, acreditar que os seus direitos são favores concedidos pelos políticos, colocar as ordens desses mesmos políticos acima da sua própria noção de moral e ética. Como ironia final, uma das ordens a serem obedecidas é chamar esse comportamento submisso de “pensamento crítico”.