
Só harmonia e paz, o show não pode parar!!! pic.twitter.com/svWn23lnOG
— As Piores Brigas do Mundo (@peleasclub) December 31, 2025
Levantamento do Diário do Poder na plataforma Meta Ads, que divulga todos os anúncios feitos no Facebook e no Instagram no Brasil, mostra que só o Ministério da Saúde torrou R$ 576 mil, em 90 dias, com 14 anúncios.
É o quinto maior anunciante do Brasil nas duas redes sociais.
* * *
Se o Ministério da Saúde quiser anunciar aqui no JBF, a gente vai cobrar bem mais barato.
Só uns trocadinhos.
Sinhô ministro, use esta gazeta escrota pra fazer sua badalação.
O prestígio e a saúde da sua pasta vão subir que só a porra!!!
O governo Lula (PT) contabilizou ao menos R$ 2,03 bilhões em despesas com viagens em 2025, e essa fatura ainda não está completa.
O total não inclui os gastos do petista, da primeira-dama Janja e as outras 45 autoridades que se aproveitam, sob sigilo, do luxo dos jatinhos da Força Aérea.
Até a última semana do ano, passagens aéreas do governo Lula custaram R$ 785,3 milhões aos pagadores de impostos, enquanto as diárias distribuídas aos funcionários são a maior despesa: R$ 1,24 bilhão.
O governo admite ainda R$ 10,3 milhões em “outros gastos”; restituições, taxas de agenciamento e serviços como seguros.
Viagens internacionais (passagens e diárias) custaram R$ 265 milhões aos pagadores de impostos em 2025. E tem muito mais por vir.
Em 2023, o governo Lula torrou R$ 2,3 bilhões e bateu o recorde histórico em gastos com viagens. Em 2024, renovou o recorde (R$ 2,4 bilhões).
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Bi, bi.
2 bilhões com viagens no ano que findou ontem.
Fora o resto.
E aguardem: esse ano a avuação vai aumentar!!!
Eu desejo uma arapuca
De pegar felicidade
Três caminhão de sossego
Um rio de prosperidade
Mil pulo de alegria
Cem carnavá de folia
Dez anos de mocidade.
Um Ano Novo polpudo
Sem freio e sem vexação
Com almoço, jantar e ceia
De afrouxar cinturão
Saúde da caprichosa
Chei de soneca gostosa
Numa redinha de algodão.
Um Ano Novo melhor
Do que dinheiro achado
Do que manhã de calor
Tomando ponche gelado.
Melhor do que ser governo
Sem precisar de eleição
Do que ganhar na loteca
Sem preencher o cartão
Melhor de que espaguete
Melhor do que toalete
Na hora da precisão.
Marcel Van Hattem: “É incrível, a primeira notícia da virada é o adiamento do sorteio da Mega da Virada. O Lula conseguiu isso. Todos falam de rolo. O governo Lula é bandalheira: se não é corrupção, é incompetência. E a última e a primeira notícia do ano é incompetência.” pic.twitter.com/8MVk0l3W3z
— Pri (@Pri_usabr1) January 1, 2026
Chega dezembro ao fim, e com ele essa curiosa suspensão da realidade que acomete a humanidade entre o dia 26 e a primeira ressaca de janeiro. É um período em que pessoas absolutamente normais — algumas até inteligentes — passam a acreditar que a simples troca de um número no calendário tem poderes metafísicos de redenção moral, reorganização existencial e milagres comportamentais instantâneos. O Ano Novo, essa entidade abstrata e injustamente responsabilizada, transforma-se no grande bode expiatório da preguiça acumulada, da falta de disciplina crônica e, sobretudo, da ausência completa de autocrítica ao longo dos últimos doze meses.
De repente, todos vão mudar. É comovente. E profundamente falso.
O sujeito que passou o ano inteiro odiando acordar cedo jura, de taça de espumante na mão, que agora “vai correr todas as manhãs”. Não porque goste de correr, claro — mas porque viu um reel de alguém correndo ao nascer do sol, com legenda motivacional e trilha épica. O corpo continua o mesmo; a ilusão é que ganhou tênis novo. A criatura que nunca abriu um livro que não tivesse capa plastificada promete que “este ano vou ler mais”. Nunca especifica o quê, quando ou por quê. Ler mais virou um conceito metafísico, não uma prática concreta. Um ideal platônico da estante: bonito de longe, intocado de perto.
Há também o clássico voto da dieta. Esse é antigo, quase litúrgico. Come-se como um romano decadente até o dia 31 à noite e, à meia-noite, ocorre o milagre da conversão nutricional. A lasanha vira pecado. O pão, um inimigo moral. O açúcar, uma traição à pátria. Tudo isso dura, com sorte, até o dia 7 de janeiro — quando alguém descobre que força de vontade não se fabrica em promoções de fim de ano. Não podemos esquecer o voto financeiro:
“Agora vou me organizar.”
Dito pelo mesmo indivíduo que não sabe onde foi parar o salário de novembro, mas que conhece perfeitamente o limite do cartão. Organização financeira, nesse contexto, significa esperar que o universo colabore.
E há, claro, a promessa mais ambiciosa de todas:
“Este ano vou ser uma pessoa melhor.”
Melhor como?
Mais paciente? Menos arrogante? Mais honesta consigo mesma?
Não importa. O conceito de “pessoa melhor” permanece convenientemente vago, porque vaguidão é o melhor esconderijo para a inércia. Sem critérios, não há fracasso — apenas uma sensação difusa de que “ainda não deu tempo”. O que ninguém admite — porque estraga a festa — é que o problema nunca foi o ano velho. Nem o signo. Nem Mercúrio. Nem a energia do universo. O problema é muito menos místico e muito mais prosaico: mudar dá trabalho, e trabalho exige constância, silêncio, repetição e desconforto — tudo aquilo que não rende postagem bonita. O Ano Novo, no fundo, virou um ritual de autoengano coletivo. Uma missa laica em que se confessa sem arrependimento real, promete-se sem intenção prática e absolve-se antes mesmo do primeiro erro. É uma forma elegante de adiar a responsabilidade para fevereiro, março… ou para “quando as coisas melhorarem”.
Mas há uma verdade inconveniente, dessas que não combinam com fogos de artifício: quem não mudou numa terça-feira qualquer de abril dificilmente mudará num domingo festivo de janeiro.
Mudança real não faz barulho. Não usa roupa branca. Não brinda à meia-noite.
Ela começa num dia comum, sem plateia, sem anúncio, sem promessa grandiosa — e, sobretudo, sem necessidade de justificar-se para ninguém.
Talvez o gesto mais revolucionário deste Ano Novo seja não prometer nada.
Ou melhor: prometer pouco, calado, e cumprir no anonimato.
Isso sim seria verdadeiramente novo.
Mas, claro…
Não fica tão bonito na foto.