WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

A FÉ REMOVE MONTANHAS

A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Mote deste colunista

Por mais dura que nos seja,
A vida é abençoada!
Nunca desista de nada:
Se errou, refaça e veja.
O tempo segue e enseja
Que se conserte o errado.
Não fique aí parado,
Em frente, deixe de manhas!
A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Melchior SEZEFREDO Machado

A fé, expressão mais viva
Que nos aumenta a potência,
Nos desperta a consciência
E nos deixa a alma ativa.
Nos eleva e nos motiva
A construir um legado,
Esperança de um estado
De bonança e de façanhas.
A fé remove montanhas
Já diz o livro sagrado.

Merlanio Maia

A fé é quem nos sustenta
Na hora da aflição,
Deus segura a nossa mão
Só assim a gente aguenta.
É ela que alimenta
E deixa tudo preparado,
Nada pode dá errado,
Cura doenças estranhas.
A fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Poeta Nascimento

Na mente e no coração
Tem essa força gigante,
Pode ser principiante
Quando sente a emoção.
Se tornando um bom cristão
Que por Jesus é tocado,
Se já és abençoado
Cravado em suas entranhas.
A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Cabal Abrantes

-Jesus, filho de Davi!
(Disse o cego de nascença)
Eu sinto a tua presença,
Pena que nunca te vi!
Jesus que passava ali
Curou o necessitado,
O cego soltou um brado
Vindo das suas entranhas:
-A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Wellington Vicente

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Tom Jobim

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro, RJ. em 25/1/1927. Músico destacado como compositor, pianista, violonista, flautista, arranjador e cantor. Conhecido como o “Pai da Bossa Nova”, criou uma nova sonoridade musical e tornou a música popular brasileira reconhecida no mundo.

Filho de Nilza Brasileiro de Almeida e Jorge de Oliveira Jobim, diplomata, escritor e jornalista oriundo de uma família proeminente e a mãe parcialmente descendente de indígenas do Nordeste. Aos 8 anos perdeu o pai e a mãe casou-se com Celso da Frota Pessoa, que incentivou a carreira musical do garoto, presenteando-o com um piano. “Eu odiava piano, achava coisa de menina, gostava de jogar futebol… Tive um ótimo padrasto que me ajudou muito a me envolver com a música e me convenceu de que piano não era coisa de menina”.

Passou a tocar piano em bares e boates do Rio de Janeiro na década de 1940 e na década seguinte foi arranjador do Estúdio Continental, onde gravou sua primeira música – Incerteza – em 1953, cantada por Mauricy Moura com letra de Newton Mendonça. Em seguida, junto com Vinicius de Moraes, compôs a música da peça Orfeu da Conceição, em 1956. A parceria com Vinicius lhe proporcionou algum destaque com a música Se todos fossem igual a você, a mais popular da peça. Pouco depois, a peça foi adaptada para o cinema, e a dupla foi convocada para fazer a trilha sonora do filme Orfeu Negro. Vinicius vivia em Montevideo como diplomata e fizeram três músicas mais por telefone: A felicidade, Frevo e O nosso amor. A partir daí, Vinicius escreveu as letras de algumas das suas canções mais conhecidas.

Em 1958 João Gilberto gravou seu primeiro álbum com duas de suas canções mais famosas: Desafinado e Chega de saudade. O álbum inaugurou o movimento musical brasileiro Bossa Nova. A sofisticação das harmonias chamaram a atenção de músicos de jazz nos Estados Unidos, principalmente após sua primeira apresentação no Carnegie Hall, em 1962. Sua obra vem sendo executada por muitos cantores e instrumentistas internacionais desde a década de 1960. Em 1965, o álbum Getz/Gilberto foi o primeiro disco de jazz a ganhar o prêmio Grammy de Álbum do Ano. O single do álbum Garota de Ipanema (em parceria com Vinicius de Moraes), tornou-se uma das canções mais gravadas de todos os tempos. Teve mais de 200 gravações por outros intérpretes.

Seu álbum de 1967 com Frank Sinatra – Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim – foi indicado para o prêmio Álbum do Ano em 1968. Em Levantamento do ECAD, em 2022, consta que ele tem 8 das 15 músicas brasileiras mais regravadas na história. Sobre a criação musical, ele considera que “é preciso algo de grande influência para levar alguém a dedicar sua vida à música… as pessoas que tocam piano bem são todas deficientes”… É preciso algo muito forte para fazer você deixar a realidade para trás e começar a compor”. Estava se referindo a perda de seu pai quando ainda era uma criança.

Suas influências musicais são diversas e variadas. Inicia com Pixinguinha, pioneiro da música moderna brasileira e passa por Koellreuter, que introduziu no País a composição atonal e dodecafônica e conheceu-o quando foi aprender piano. Foi influenciado também pelos compositores Claude Debussy, Maurice Ravel, Ary Barroso e Heitor Villa-Lobos, sua influência musical mais importante. Quanto a inspiração ele mesmo já declarou: “Minha música vem deste ambiente aqui, você sabe, a chuva, o sol, as árvores, os pássaros”. Era frequentador habitual do Jardim Botânico.

Sua fama foi ampliada após a participação com Stan Getz e João Gilberto, que resultou em dois álbuns: Getz/Gilberto, vol 1 (1963) e vol. 2 (1964), tornando a bossa nova popular nos EUA e se espalhou pelo mundo. Os discos viraram sucesso internacional, tendo Astrud Gilberto como intérprete de Garota de Ipanema e Corcovado. Ganharam o Prêmio Grammy de Álbum do Ano 1965 e Garota de Ipanema ganhou o Prêmio Grammy de Gravação do Ano. Em 1972 a música Águas de março também foi um grande sucesso. Foi gravada em português e inglês e em seguida traduzida também para o francês (Les eaux de mars) por Georges Moustaki.

Outro sucesso ocorrido nos EUA se deu com a parceria de Elis Regina no álbum Elis & Tom em meados de década de 1970. A dupla criou uma simbiose perfeita representada na letra de Águas de março simulando uma brincadeira de terminar a frase um do outro. Em 1994, após concluir o álbum Antônio Brasileiro, queixou-se ao seu médico de problemas urinários. Foi submetido a uma cirurgia, em Nova Iorque, em 2/12/1994, e enquanto se recuperava teve uma parada cardíaca, vindo a falecer em 8/12/1994. O álbum foi lançado postumamente três dias após sua morte. Em 2008 seu amigo Sergio Cabral tratou de imortalizá-lo numa bela biografia e lançou Antônio Carlos Jobim – Uma Biografia, publicada pela IBEP Nacional.

O legado de Tom Jobim na música brasileira é enorme. Internacionalizou a bossa nova e muitas de suas canções se tornaram padrões de jazz, através de Frank Sinatra e Ella Fitzgerald com os álbuns Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim (1967) e Ella abraça Jobim (1981). O álbum Wave de 1996: The Antonio Carlos Jobim Songbook incluiu apresentações de suas músicas através de Oscar Peterson, Herbie Hancock, Chick Corea e Toots Thielemans. Em 2001 foi criado o Instituto Antonio Carlos Jobim para preservar e divulgar sua obra musical e poética, bem como seu cuidado com a natureza. Além disso, realiza a catalogação, conservação e digitalização do acervo de muitos de seus amigos, como Dorival Caymmi, Chico Buarque, Gilberto Gil, Paulo Moura, Milton Nascimento entre outros

Recebeu diversas homenagens, tais como seu nome dado ao Aeroporto Internacional do Galeão, em 1999; ganhou o Lifetime Achievement Award, no 54º Grammy Awards, em 2012; entrou para o Hall da Fama dos Compositores Latinos, em 2014; foi nomeado pelo “Billboard” como um dos 30 artistas latinos mais influentes de todos os tempos, em 2015; no mesmo ano a União Astronômica Internacional deu seu nome a uma cratera no planeta Mercúrio e no ano seguinte tronou-se o mascote oficial das Paraolimpíadas de Verão de 2016, no Rio de Janeiro.

DEU NO X

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

REESTRUTURAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BR

Creio que já tarda uma gigantesca reestruturação do atual 3º. Grau de Ensino brasileiro. É urgente a adoção de estratégias que reflitam novas demandas cognitivas, num contexto latino-americano cada vez mais dinâmico, mormente agora com a vigência do acordo do Mercosul com a União Europeia.

Somente por intermédio de um qualificado ensino superior, a Ciência, teórica e aplicada, desenvolverá sua missão primordial: consubstanciar uma maior solidariedade para com todo o seu derredor social, pela transmissão crítica das melhores maneiras de pescar, bem assimilada a dimensão do que seja parceria, revitalizando-se todas as faixas etárias e regiões.

O pensamento do professor Ronaldo Tavano Palaia, ex-diretor da Faculdade Trevisan, continua a se refletir como um alerta que se alastra pelos quatro pontos cardeais do país:

A sobrevivência das organizações na Nova Economia está incondicionalmente atrelada às habilidades fundamentais de seus colaboradores em todos os níveis hierárquicos, bem diferentes daquelas exigidas dos trabalhadores e dirigentes na Sociedade Industrial. Hoje, para que uma posição no mercado de trabalho da Nova Economia seja ocupada, é preciso dispor cada vez mais de capital intelectual, que não se traduz apenas pelo simples acúmulo de conhecimento, mas pela capacidade de identificar, obter, organizar e utilizar a informação necessária para alcançar os resultados pretendidos. (…) De todas as grandes organizações seculares, como o Exército e a Igreja, talvez a Universidade seja a mais conservadora em termos de valores e práticas. Neste momento, contudo, a sociedade precisa formar, em nível superior, talentos humanos com preparo adequado para a economia digital e com grande flexibilidade de adaptação a uma realidade econômica, social, cultural e tecnológica emergente.

Segundo aquele docente, estamos atravessando uma crise paradoxal: de um lado, um crescente analfabetismo funcional; de outro, um contingente cada vez maior de vagas em setores especializados, por ausência de mão-de-obra qualificada.

Na atualidade, uma Universidade que deseja se ver respeitada, deve ser possuidora de alguns Princípios Norteadores: Possuir elaboração própria; Saber melhor conjugar teoria com prática; Manter-se em contínua atualização, sem modismos pernósticos; Emular balizamentos emancipatórios; e Ampliar a qualificação formal e política de todos os seus setores técnico-científicos.

A Universidade deve ainda ser possuidora de um acurado instinto cognitivo de sobrevivência, nunca um amontoado de salas de aulas, onde impera uma caduca diferença entre aluno e professor, os primeiros sempre passivos, os segundos portadores de procedimentos apenas auleiros, sem sabor criativo, tampouco amor e contemporaneidade.

Se o diploma de nível superior se encontra em baixa, muito desgastado como reflexo do saber, o conhecimento multidisciplinar se torna cada vez mais uma exigência intelectual, inclusive para docentes. Com honestidade, verifica-se facilmente que a maioria dos nossos atuais docentes universitários não merece sequer ser diplomada. E que inúmeras escolas superiores são simples peças históricas, úteis apenas para se observar como foi a Universidade criada nos anos trinta do século passado.

Segundo o pesquisador Cláudio de Moura Castro, estamos ao limite do conserto fácil. Com a modernização econômica e a globalização cada vez mais acelerada, que sejam eliminadas as posturas meramente burocratizantes, as contemplações dos próprios umbigos e as pesquisas sobre quase-nada, que apenas favorecem os já parcos rendimentos mensais. Posto que, sem grandes saltos qualitativos, ficaremos num eterno ora-veja, vendo a banda passar, sem trombone nem clarins. Tocando apenas os bombos dos bobos.

Sem um Ensino Superior dinâmico, seguramente seremos vítimas de algumas consequências, entres as quais estratégias não implementadas corretamente; aquisições tecnológicas que não alcançam os efeitos esperados; uma estrutura organizacional lenta e dispendiosa; custos não sendo mantidos sob controle; e programas que não apresentam os resultados aguardados.

Tudo ampliando uma sempre crescente Cultura de Fingimento de 3º. Grau.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

LULA É O MADURO BRASILEIRO

Leandro Ruschel

Além de todas as evidências de que Lula foi um dos principais aliados da ditadura chavista desde sua instalação — chegando ao ponto de enviar marqueteiros a Caracas, financiados pelo propinoduto revelado pela Lava Jato — há um episódio mais recente que escancara a cumplicidade do Descondenado.

Lula é o Maduro brasileiro. E tem sangue venezuelano nas mãos.

Um dos primeiros atos de política externa do Descondenado, ainda em 2023, ao retornar ao Palácio do Planalto, foi receber com tapete vermelho o narcoditador Nicolás Maduro, hoje preso em Nova York.

Na ocasião, Lula afirmou:

“Você sabe a narrativa que se construiu contra a Venezuela, da antidemocracia, do autoritarismo.

Então, eu acho que cabe à Venezuela mostrar sua narrativa para que possa efetivamente fazer as pessoas mudarem de opinião.

(…) É preciso que você construa a sua narrativa.

(…) É efetivamente inexplicável um país ter 900 sanções porque outro não gosta dele.”

Ou seja: diante de décadas de censura, perseguição, tortura, prisões arbitrárias e assassinatos políticos, Lula reduz tudo a uma simples “narrativa” — como se as sanções fossem apenas fruto de antipatia internacional, e não consequência direta de crimes comprovados.

E ontem, o regime chavista começou a promover a soltura de presos políticos, pressionado pelos Estados Unidos — um movimento que, por si só, é admissão de que existem presos políticos, apesar da negativa oficial do regime.

São décadas de repressão, que produziu o maior desastre humanitário da história da América Latina, com a saída de mais de 8 milhões de venezuelanos do país, fugindo do inferno socialista. E mesmo assim, Lula trata os fatos como propaganda alheia — e não como violações graves de direitos humanos denunciadas por diversas organizações internacionais, incluindo a esquerdista ONU.

No Brasil, Lula também deixou ainda mais evidente seu perfil autoritário ao vetar o PL da Dosimetria, que buscava revisar penas e dar algum alívio a centenas de condenados e perseguidos políticos no país.

Para quem ainda é ingênuo — ou muito burro — é preciso dizer com todas as letras: o PT tem um projeto chavista para o Brasil.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA