Pede pra sair ladrão pic.twitter.com/DgkbApjHhR
— Democracia Viva🗯️ (@DemocraciaBR_Ja) February 4, 2026
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Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios.
A única entre todas a quem dei os
Carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! – uma cadela
Talvez… – mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro-RJ (1913-1980)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL)
Foi instalada ontem na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que é presidida pelo senador Renan Calheiros (que já foi presidente do Senado e já foi ministro da Justiça), uma subcomissão para acompanhar as investigações do Master. Mas essa subcomissão, segundo o Renan Calheiros, tem poderes de convocar pessoas, testemunhas ou investigados, de pedir quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e de fazer diligências. Então, é quase uma CPI. Ou ele está tentando com isso criar uma alternativa para uma CPI que não fuja do controle dele. Não sei, eu estou só dando alternativas. E aí ele disse que “o caso deve ser encarado de frente”. Eita cartilha de Paulo Freire, né? Quero ver encarar de costas. É impossível, né? Encarar de frente.
Aí ele diz mais: “Não haverá retaliação contra ninguém, mas se for encontrado algum senador ou deputado com culpa, não haverá omissão”. Gente, ele está avisando: “Olha, nós vamos investigar a fundo. Quem tiver culpa que vá limpando aí os celulares, os computadores, os indícios e as provas”. Não precisava avisar, quando a surpresa é que funciona. E aí perguntaram: “E até Lula?”, porque Lula recebeu o Vorcaro. Aí eles disseram: “Não, nós vamos mandar uma carta para o presidente se explicar”. É Lula. E há ainda o caso do banco BRB, que está com reclamações dizendo que estão cobrando de gente que já pagou, porque o Master não deu baixa. Ele estava vendendo como se fosse crédito para o BRB. Ibaneis está cada vez mais cercado, e há investigações da Polícia Federal no BRB, que é o banco estatal de Brasília.
* * *
CPI mista, TCU e Banco Central em jogo
Quanto ao TCU, porque tem um ministro lá do TCU que resolveu defender Vorcaro e acusar o Banco Central. Tem o diretor de fiscalização do Banco Central que teria dado informações tendentes a fazer o Banco de Brasília ficar com boa vantagem em relação ao Master, é o que se disse aí nessas fofocalhadas todas. E aí tem um requerimento: já foi protocolado um requerimento de CPI mista, que tem 42 assinaturas de senadores e 238 assinaturas de deputados.
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Caso Master e o dinheiro da Previdência
Bom, ainda falando desse assunto, Vorcaro, nesta quinta-feira, teria que ser ouvido na CPI da Previdência. Ele está envolvido até no desvio do dinheiro dos idosos da Previdência, dos aposentados e pensionistas. Até nisso o Master estava envolvido. Mas tinha a convocação, mas decidiram: “não, vamos deixar para depois do carnaval”. Que vergonha! Será que o carnaval ainda é um marco para o país? Eu não conheço ninguém que esteja perturbado em participar de carnaval ou acompanhar carnaval. A pessoa quer trabalhar, quer produzir, quer produzir renda, riqueza. Mas, enfim, fica tudo para depois do carnaval. Pobre país, está sobrando tudo nesse país.
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Frio recorde em Cuba e a narrativa do clima
E queria falar para vocês sobre o aquecimento global, né? Como é que está? Meu sobrinho mandou, lá de Orlando, foto com água congelada: o pingo que parou na queda, congelou. Cuba está com zero grau. Nunca! Nunca, lá nessa ilha do Caribe, a temperatura foi tão baixa: zero grau Celsius. Agora, imagine Cuba terminando o combustível para se aquecer nas casas, sem uma cultura de frio, faltando cobertores, roupas de frio, né? Pobre do povo cubano.
E por falar em Cuba, para falar em frio, no Japão houve 30 mortes. O Japão tem equipamento contra o frio, 30 mortes por causa do frio, nevascas excessivas. Nos Estados Unidos também. Eu mostrei para vocês outro dia que, no verão do Hemisfério Sul, um navio de turismo ficou preso nas proximidades da Antártica, né? Um navio neozelandês foi socorrido por um quebra-gelo da Guarda Costeira americana.
E, na Venezuela, imaginem só: um sujeito que era ministro do Maduro, que era o testa de ferro, ministro da indústria, foi demitido pela presidente Delcy Rodriguez. E agora foi preso por autoridades venezuelanas e americanas, e vai ser extraditado a pedido dos Estados Unidos. Foi preso também o dono da TV Globovisión, Raúl Gorrín. O Raúl Gorrín fazia lavagem de dinheiro e estava sendo investigado nos Estados Unidos. Aí os Estados Unidos pediram e a polícia venezuelana prendeu. Vejam só.
Chegou ao Congresso Nacional a crise envolvendo servidores do IBGE e Márcio Pochmann, petista sem grande feito no partido e escolhido por Lula para chefiar o instituto.
A oposição quer apurar contaminação ideológica e passar lupa na gestão de Pochmann após massiva saída de servidores, comprometidos com a qualidade técnica do instituto, de coordenações responsáveis pela produção de estatísticas econômicas e sociais.
O TCU já foi acionado para investigar as exonerações.
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Essa nota aí de cima fala em “contaminação ideológica” no IBGE.
Não é só naquele órgão, atualmente nas mãos de um radical descerebrado petralha.
Essa contaminação atinge tudo quando é recanto da atual administração federal.
Davi Alcolumbre flagrado dançando de forma suspeita.
Isso tá igual sol das 8h, não parece, mas queima! pic.twitter.com/bnEVeqNR3m
— Ricardo Roveran (@RicardoRoveran) February 5, 2026
Era fim de tarde. Nada de épico, nada de histórico — apenas a banalidade cotidiana: a garagem, o carro, o concreto morno, o cansaço de quem já não espera grandes epifanias do convívio humano. Eis que surge uma senhora, dessas que a cidade produz em série, conduzindo um pequeno artefato peludo: um Lulu da Pomerânia, também conhecido como Spitz Alemão — criatura de porte diminuto, mas de autoestima surpreendentemente inflada. Movido por educação, curiosidade ou talvez por esse resto de humanidade que insiste em sobreviver, perguntei:
— Qual é o nome dele?
A resposta veio rápida, sem titubeios, sem ironia explícita, sem risinho nervoso:
— Luís Inácio.
Silêncio. Não um silêncio qualquer. Mas aquele silêncio espesso, metafísico, que se instala quando a realidade resolve dar uma piscadela obscena. Luís Inácio. Não “Totó”. Não “Bolt”. Não “Max”. Luís Inácio. Puta merda. Imediatamente, o pensamento crítico — esse músculo atrofiado na maioria, mas hipertrofiado nos poucos que ainda pensam — entrou em atividade máxima. O que estava acontecendo ali?
Primeira hipótese: a homenagem
Seria aquilo um gesto sincero? Um tributo canino ao mais alto mandatário da República? Um ato de devoção simbólica? Talvez a senhora visse no pequeno Spitz a encarnação perfeita de atributos presidenciais: lealdade seletiva, latidos frequentes, marcação de território, um certo gosto por holofotes e a habilidade inata de parecer maior do que realmente é. Quem sabe o cachorro, como seu homônimo humano, fosse um animal político: circula entre grupos, abana o rabo estrategicamente, rosna quando contrariado e, vez ou outra, faz suas necessidades em lugares inadequados, enquanto seus defensores garantem que “faz parte da natureza”. Nesse cenário, chamar o cão de Luís Inácio seria quase poético. Uma alegoria viva. Um presidente miniaturizado, peludo e mais simpático (que não é e que nunca será) o que, convenhamos, já seria um avanço estético considerável.
Segunda hipótese: a crítica
Mas… e se não fosse homenagem? E se estivéssemos diante de um gesto de crítica feroz, porém disfarçado de ternura? Nomear um cachorro com o nome de um presidente pode ser o mais brasileiro dos atos políticos: não grita, não escreve manifesto, não vai à praça — apenas ironiza em silêncio. Aqui surge um problema moral sério: comparar um presidente a um cachorro é uma ofensa grave aos cachorros. Cães são leais. Cães reconhecem quem os alimenta. Cães não discursam por horas sem dizer nada. Cães não prometem passeios e entregam coleiras. Portanto, se havia crítica ali, ela era dupla: ao político, reduzido à condição simbólica de animal doméstico; e à própria política, que se tornou tão rasteira que só pode ser representada no nível do rodapé da zoologia urbana.
Terceira hipótese (a mais perturbadora): a indiferença simbólica
E se não fosse nem homenagem, nem crítica? E se fosse pior? E se fosse normose? Talvez, para aquela senhora, chamar o cachorro de Luís Inácio fosse tão banal quanto chamar de “Rex”. Talvez o nome já tivesse perdido qualquer peso histórico, ético ou simbólico. Um ruído. Um rótulo vazio. Um som que se repete até perder sentido — exatamente como tantos discursos, slogans e promessas. Nesse caso, o cachorro não representa o presidente.
O presidente é que virou nome de cachorro. Não por ataque. Mas por desgaste.
O cão, o poder e a estética do absurdo
O Spitz Alemão, alheio a tudo isso, seguia sua vida canina com dignidade: focinho erguido, passos curtos, pelo impecável. Nenhuma consciência de escândalo. Nenhuma pretensão de governar. Nenhuma coletiva de imprensa. E ali estava o contraste final, quase cruel: o animal é mais íntegro que muita gente que ocupa cargos importantes. Talvez seja esse o ponto mais ácido de toda a cena: O cachorro não pediu o nome. O cachorro não fez campanha. O cachorro não prometeu nada. E, ainda assim, era conduzido com mais cuidado do que muitos cidadãos.
Conclusão
Foi homenagem? Foi crítica? Foi ironia involuntária? Foi arte conceitual urbana? Foi um lapso da linguagem política em decomposição? Não sabemos. E talvez não devamos saber. A beleza da cena está justamente na dúvida — essa entidade que a política odeia, mas que a inteligência cultiva. O que ficou claro é que, naquele fim de tarde banal, um pequeno cão de raça europeia carregava, sem saber, o peso simbólico de um país inteiro. E isso, convenhamos, é pesado demais para qualquer um inclusive para um Spitz. Não latimos sem pensar. Mas quando pensamos… mordemos.
Comentário sobre a postagem CRISE NO IBGE FURA BOLHA DA MÍDIA
João Francisco:
Desde que o Pokemon foi colocado no IBGE esta crise já estava prevista, afinal sua fama de maquiar números o precedia.
O problema é o congresso.
A Câmara e o Senado poderiam convocá-lo em suas câmaras de economia para apertá-lo.
Poderiam convocar também esta servidora de 40 anos de casa e confrontá-los.
Na Argentina o Pokemon de lá na época do ex presidente Fernandez foi preso por manipular dados.
Parece que não, mas esta manipulação de dados econômicos, além de influenciar as eleições, mexe diretamente no nosso bolso.