DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

UM TIQUINHO DE NADA

Com Lula sem o menor constrangimento na hora de torrar dinheiro do pagador de impostos, e avesso a cortar gastos, a dívida pública federal avançou 1,62% em outubro.

Fechou o mês acima de R$ 8,253 trilhões.

* * *

Besteira.

Ainda tá pouco.

Apenas 8 tri-trizinhos.

Aguardem: vai subir.

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

MADRUGADA EM MEU JARDIM – Jansen Filho

Um divino clarão vem do nascente
E sobre o meu jardim calmo resvala!
Na graça deste quadro reluzente,
A aragem fria os meus rosais embala!

Tudo desperta misteriosamente!
E a luz cresce e se expande em doce escala,
Avivando o Lençol resplandecente
Da brancura dos lírios cor de opala!

E o sol, doirando as franjas do horizonte,
Celebra a missa do romper da aurora
Na doce Eucaristia do levante!

Da passarada escuta-se o clarim !
E a madrugada estende-se sonora,
Na aleluia de luz do meu jardim !

Miguel Jansen Filho, Monteiro-PB, (1925-1994)

DEU NO JORNAL

ABSORVENTES, FILTRO SOLAR E POPULISMO: A MENTIRA DOS BENEFÍCIOS “GRATUITOS”

Roberto Motta

Era uma manhã de dezembro. Eu estava em um carro de aplicativo, percorrendo a Avenida Atlântica, em Copacabana, rumo ao centro da cidade do Rio de Janeiro.

O rádio do carro estava ligado e sintonizado em uma estação de notícias.

Três locutores conversavam sobre o verão que se aproximava. Eles comentavam como os dias tinham sido ensolarados.

“As pessoas não se cuidam”, disse um deles, “não se protegem contra o sol. Sol demais pode causar câncer de pele”.

“Pois é”, disse outro. “A prefeitura devia fazer alguma coisa”.

Eu, que olhava a paisagem carioca pela janela, levei um susto. Por que o gosto dos cariocas pelo sol era um problema da prefeitura? Eu não tinha ideia do que ouviria a seguir.

O que ouvi foi isso:

“Sabe aqueles painéis que borrifam água e que foram colocados nas praias para os banhistas se refrescarem?”, perguntou o primeiro locutor. Sem esperar resposta, ele completou: “A prefeitura deveria colocar painéis para distribuir filtro solar de graça aos banhistas”.

Qualquer jornalista sabe que filtro solar jamais seria “de graça”. O produto teria que ser fabricado por alguém, e isso custaria dinheiro. Depois ele precisaria ser comprado pela prefeitura – através de algum processo de licitação – e pago com o dinheiro dos impostos. Isso significa o seguinte: todos os pagadores de impostos financiariam o filtro solar que seria usado apenas por aquelas pessoas que frequentam a praia. Mas no Brasil ainda predomina, mesmo entre pessoas informadas, a ideia de que o Estado e o governo têm a capacidade mágica de dar coisas de graça ao cidadão.

Recebi as primeiras lições sobre liberalismo com Rodrigo Constantino e Hélio Beltrão. Até então eu achava – como todos os brasileiros – que o Estado é a solução para tudo. Lendo Thomas Sowell, Ludwig von Mises e Friedrich Hayek eu descobri que liberdade econômica é indissociável da liberdade política. Liberdade econômica significa usar seu dinheiro da forma que você achar melhor e manter a maior parte do que você ganha com você, sem ter que entregar uma parcela enorme ao Estado na forma de impostos ou confisco. O direito à propriedade privada – que inclui a propriedade do seu dinheiro – é tão fundamental quanto o direito de ir e vir e a liberdade de expressão.

O Estado que ambiciona satisfazer todas as necessidades do cidadão precisa de fontes infinitas de recursos – não só para pagar os benefícios mas, principalmente, para financiar uma gigantesca máquina estatal. O Estado que ambiciona dar “de graça” tudo o que o cidadão precisa será, inevitavelmente, o mesmo Estado que escolherá o que o cidadão pode pensar, dizer e consumir. Qualquer dissidência implicará no fim de todos os benefícios.

Eu aprendi com Milton Friedman que nada é “de graça”. Tudo tem um custo. Quando o Estado dá uma coisa a alguém é porque ele, o Estado, pagou por aquilo com o dinheiro que ele tirou de outra pessoa. Esses “benefícios” dados pelo Estado são, quase sempre, trocados por votos.

Não faz muito tempo uma deputada social-democrata aprovou um projeto de lei obrigando o Estado a distribuir absorventes íntimos gratuitamente. O maior apoio ao projeto deve ter vindo dos fabricantes de absorventes.

Aguardemos para breve um projeto da deputada distribuindo filtro solar.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

PROJETO PODE REDUZIR PENAS

Condenados pelo 8 de janeiro podem ter pena reduzida por projeto de lei que tramita no Senado Federal

Condenados pelo 8 de janeiro podem ter pena reduzida por projeto de lei que tramita no Senado Federal

Há no Senado um projeto de lei do senador Carlos Viana (Podemos-MG) que vai aliviar todo mundo que foi condenado pelo 8 de janeiro. Pode aliviar. Ele ganhou um requerimento de urgência do senador Rogério Marinho (PL-RN), e a notícia é que o requerimento de urgência está com o apoio de 58 assinaturas em 81 senadores.

Se as assinaturas se traduzirem por voto e se Alcolumbre seguir o requerimento de urgência, está aprovado no Senado. E, indo para a Câmara, que está relutante, Hugo Motta (Republicanos-PB) está relutante com o projeto de anistia, o que vem do Senado é um motivo para ele dizer: “Olha, vem do Senado, vamos votar”.

E qual é o resumo? O projeto elimina da lei o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Não que elimine a punição a golpe de Estado, porque o conjunto de leis ainda prevê isso, né? Mas tira a principal pena de todo mundo que foi condenado. Vai ficar todo mundo com 6 anos no máximo.

E a pena de 6 anos pode ser cumprida com prisão em regime aberto, progressão de pena, cumprimento só de um ano ou um sexto da pena. Resolve muita coisa.

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Governo anda com pouco ibope no Congresso

E o governo não está com muito ibope no Congresso. De 63 vetos naquela magnífica Lei de Licenciamento Ambiental que libera a atividade brasileira – o desenvolvimento do Brasil, não fica amarrado, dá para fazer ferrovia, minerar fosfato, coisas assim – 58 vetos foram derrubados.

Foram 268 votos na Câmara e 50 votos no Senado. O governo está fraquinho em poder político lá no Congresso.

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Cármen Lúcia se rebelou contra o Supremo?

Falando em governo, eu vejo declaração da ministra Cármen Lúcia em um evento literário. Eu disse: “Meu Deus, se rebelou contra o Supremo”. Ela disse: “A primeira vítima de qualquer ditadura é a Constituição”.

É o que a gente viu lá. Um processo de iniciativa do Supremo sem Ministério Público, não ter o devido processo legal, não ter o juiz natural, não ir para a primeira instância e ir para o Supremo, não ter amplo direito de defesa, não dar bola para o artigo 53 que diz que são invioláveis deputados e senadores por quaisquer palavras.

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Democracia é uma plantinha que se rega todos os dias

Ela, Cármen Lúcia, disse isso. Ditadura como erva daninha que precisa ser cortada. Tem que cortar. Depois ela disse que é preciso lutar todo dia pela democracia.

É aquele bordão, aquela frase já conhecida desde os tempos do almirante Pena Boto: “democracia é uma plantinha tenra que precisa ser regada todos os dias”. E é a verdade. Se a pessoa tem natureza autoritária, dificilmente ela vai suportar a democracia, o poder que vem do povo.

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No Brasil, quem dá golpes gigantescos não fica na prisão

Bom, na nossa democracia, quem dá golpes gigantescos não fica na prisão. O Daniel Vorcaro e outros quatro diretores do Master estão livres. Inclusive o Augusto Lima, que é casado com a ex-primeira-dama de Brasília, que foi secretária-geral da Presidência da República no governo Bolsonaro, que foi deputada federal, está todo mundo solto.

Pois é, e foi o maior escândalo financeiro, o Master. Vamos ver, o Master patrocinava, como o próprio jornal O Globo está lembrando, eventos com ministros do Supremo, é uma ligação muito estranha, contratou o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes. Então, são ligações que a pessoa não nota que são perigosas.

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Todo mundo queria comprar o Master

Esse negócio do Banco de Brasília que, inclusive, o Legislativo de Brasília aprovou: “vamos comprar o Master”. Todo mundo queria comprar o Master. Olha só, o Bamerindus em 1997 causou o uso daquele fundo garantidor de crédito de R$ 4,7 bilhões, equivalente a R$ 20 bilhões hoje.

Pois o Master está causando uma retirada do fundo de R$ 41 bilhões para ressarcir as pessoas. E não pensem que são os bancos que formam esse fundo assim, bonzinhos, não, é do seu rendimento na aplicação no banco, um centésimo por cento do seu rendimento.

É uma espécie de seguro para você mesmo, para garantir a sua aplicação lá. Só para a gente saber. Porque tudo vem da base, o imposto vem da base. O Bolsa Família é você que paga, a Lei Rouanet é você que paga, os 39 ministérios é você que paga.

DEU NO JORNAL

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