Um brinde!! 425 anos de cadeia, livre, leve e solto.
País de bandidos pic.twitter.com/X4uPW5Xehl
— Tumulto BR (@TumultoBR) December 4, 2025
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Rosa, Hortência e Margarida, as três, nome de flor, filhas da professora Jacira e de Seu Jeremias, funcionário público exemplar, morreu inesperadamente de um infarto em sua caminhada matinal Um grande choque para família e amigos.
Ulisses, amigo de Jeremias, inconsolável e prestativo tentou consolar a viúva desde o cemitério. Como dispõe de tempo, aposentado precocemente, tratou dos papéis da pensão da viúva. Foi um longo trabalho nos cartórios e repartições. Passaram-se quase três meses nesse vai e vem, o que consolidou uma amizade, um bem querer entre os dois. Jacira apesar de sessentona é conservada, bonita e desejável. Os dois terminaram se entendendo num motel da praia de Jacarecica. Passaram mais de um ano encontrando-se furtivamente. Até que resolveram contar à família. Afinal Ulisses é um homem livre, divorciado, sem filho. Mesmo sem a aprovação unânime da família, Ulisses juntou seus trapos e foi morar na casa da bela Jacira, viúva de seu amigo Jeremias, cujo retrato colorido enfeita a parede da sala, sorrindo aos visitantes.
As filhas mais novas, Hortência e Margarida, casadas, viviam com seus maridos e filhos. Jacira ficou morando na casa da Pitanguinha com a filha Rosa. Apesar de um corpo escultural, um traseiro atraente, Rosa é feiosa, tem a boca troncha e alguma dificuldade em falar, problema advindo de um parto complicado. Ela cresceu e estudou numa escola, sofreu humilhação, zombaria, hoje chamam de bullying. Obviamente tem complexo de inferioridade. Penou muito na escola e na rua. Durante a adolescência teve vontade de se matar. Rosa sempre aguentou calada sua amargura. Fez vestibular e formou-se em Assistente Social, a profissão que poderia ajudar aos outros, foi sua decisão.
Mesmo feia teve namorados quando descobriu um dom de nascença: enfeitiçar um homem na cama. Operária do amor, ela tem criatividade instintiva na cama; os namorados se extasiavam. Certo engenheiro propôs casamento, ela recusou, não queria ter decepção amorosa. Assim foi vivendo. Rosa fez concurso, e em pouco tempo, era uma das melhores funcionárias da Secretaria de Educação. Tem o prazer em chegar na hora e trabalhar com dedicação. Sente-se compensada com o trabalho.
Rosa tinha um quarto bem cuidado e trancado, escrevia poemas, não queria que alguém lesse. Quando soube da ligação amorosa entre Jacira e Ulisses, compreendeu a necessidade de a mãe ter um companheiro, não criou problemas como as outras filhas criaram. Jacira trouxe Ulisses para morar em sua casa. Rosa se deu bem com o “padrasto”. Ulisses lhe tem atenção e carinho especial. Ela gosta de servir uísque e preparar tira gosto para ele e amigos nos fins de semana na calçada de casa. Certo dia, Ulisses trouxe uma novidade. Contou, com certo receio, o assunto era tabu, ninguém comentava.
– Rosinha, eu conheci um doutor cirurgião plástico, mesmo sem consentimento mostrei-lhe sua fotografia. Ele afirmou convicto que poderá com uma cirurgia plástica dar um jeito em sua boca, vai melhorar bastante a aparência. Você topa?
No dia seguinte Rosa foi à consulta com o doutor, fez os exames necessários, raspou suas economias do banco e submeteu-se à operação delicada de longa duração. Dentro de um mês, foram retiradas as ataduras de seu rosto. Ela ao se olhar no espelho irradiou sua alma de felicidade. Não que estivesse bonita, havia melhorado bastante sua feição. E falava normalmente.
Rosa ficou agradecida, tornou-se amiga íntima e confidente de Ulisses. O tempo passou e a amizade entre os dois se estreitou cada vez mais, até que certo dia aconteceu o inevitável. Agora, um ou dois dias na semana eles passam momentos de amor num motel. Rosa, lascívia, ótima no serviço, capricha no que sabe fazer de melhor; deixa Ulisses extasiado, relaxado, feliz. Jacira começou a desconfiar da amizade entre Ulisses e Rosa, hoje certeza; generosa, faz que nada sabe e deixa a vida repartir seu homem com a filha sofrida, Rosa, a feiosa da Pitanguinha.
O antigo galanteio nada tem a ver com o moderno e despudorado Assédio sexual, definido no Art. 216 do Código Penal, como o ato de “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”.
Tempos atrás, não se falava em assédio sexual, como hoje. O que havia era galanteio. As cantadas “sadias”, saudáveis, galanteios e elogios despretensiosos não eram crimes e podiam até envaidecer a alma feminina, aumentando-lhe a autoestima.
As propostas indecentes sempre existiram, sem que caracterizassem, de fato, crime de assédio sexual, como nos tempos atuais.
Pois bem. Dr. Minora, um conhecido advogado, recebeu em seu escritório uma senhora, bonita e insinuante, 50 anos, que queria contratá-lo para fazer o seu divórcio.
Depois de ouvir os motivos que estavam levando a cliente a pedir a separação, o advogado elogiou a sua beleza e comentou que existia homem idiota, que não enxergava a mulher que tinha ao seu lado.
Na verdade, o advogado era galanteador por natureza e não podia ver uma mulher bonita, que tentava conquistá-la, mesmo que fosse sua cliente.
Sentia um certo fascínio por mulheres casadas, em fase de separação. Sentiu-se atraído pela cliente e os elogios eram verdadeiros.
A mulher sentiu-se gratificada, pois vinha atravessando uma fase de desprezo do marido, que há meses não tinha com ela qualquer relacionamento conjugal. As palavras do advogado massagearam seu ego..
Ao sair do escritório, o Dr. Minora foi com um amigo, Dr. Rildo, também advogado, até o café mais próximo, onde fizeram um lanche e conversaram sobre sua nova cliente. Contou ao amigo os elogios que lhe tinha feito, e se justificou, dizendo que toda mulher gosta de receber elogios, principalmente quando já está entrando na idade madura.
De repente, de surpresa, a esposa do Dr. Minora chegou ao café e sentou-se para lanchar também, junto com o marido e o amigo. Muito bonita e elegante, Rosilda despertou a atenção de quem estava por perto, e o amigo do seu marido. não conseguia deixar de admirar a sua beleza. Teceu-lhe elogios e parabenizou Dr. Minora, pela bela mulher que ele tinha. Disse, ainda, que o Dr. Minora era um felizardo, por ter se casado com uma mulher tão bonita, elegante e simpática.
Ele sempre ouviu Dr. Minora dizer que um homem educado, quando está diante de uma mulher atraente, tem o dever de fazê-la sentir-se admirada. Isso massageia o ego feminino, pois a mulher gosta de elogios.
A indiferença do homem diante de uma mulher bem vestida, perfumada e elegante é humilhante para ela, principalmente quando se trata de uma mulher na idade madura. Vem logo o complexo de velhice, que é o pavor de todas as mulheres.
Baseado no que sempre ouvia o Dr. Minora dizer, o amigo se desmanchou em elogios à sua esposa, que ficou muito envaidecida.
Entretanto, Dr. Minora ficou sério e não gostou do excesso de elogios à sua esposa. Teve uma inesperada crise de ciúme. O amigo se justificou:
– Sempre escutei você dizer que o homem educado tem que elogiar as mulheres.
– É verdade. Mas a minha mulher está fora dessa lista. Somente eu, posso elogiar!!!
Davi acordou ou tá fazendo teatro??
SOLTA O BOLSONARO pic.twitter.com/ZrmA6keJks— Freu Rodrigues (@freu_rodrigues) December 3, 2025