Os pedidos de extradição ao governo da Espanha contra Fábio Luís, o “Lulinha”, dormitam no gavetão do presidente da Câmara, Hugo Motta, a quem cabe encaminhá-los à Procuradoria Geral da República (PGR), mas, até agora, nada.
O filho de Lula (PT) é acusado de receber de Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, R$ 25 milhões e mensalão de R$ 300 mil mensais, segundo depoimento à Polícia Federal do ex-braço direito do Careca INSS Edson Claro, citado na CPMI do INSS.
Cartaz em Blu-Ray de “Meu Ódio Será Sua Vingança.”
“The Wild Bunch,” EUA, (1969), ou “Meu Ódio Será Sua Herança,” possui uma abertura intrigante onde a uniformidade com a longa e antológica sequência final do longa-metragem. O filme começa com um grupo de policiais uniformizados, montados a cavalo, entrando numa pequena cidade norte-americana decadente. O bando cruza com crianças que brincam no meio da rua, perto dos trilhos de um trem. Algumas tomadas esparsas mostram que a brincadeira infantil é um bocado cruel: os meninos jogaram escorpiões no meio de um formigueiro, e os bichos venenosos estão sendo devorados pelas formigas. Junto, há uma tenda onde um pastor exaltado prega a salvação da alma, ignorando a crueldade infantil contra os animais indefesos.
“Meu Ódio Será Sua Herança” encerra enfocando os remanescentes do mesmo grupo de homens que aparece no princípio. Eles não são policiais, e sim uma quadrilha de assaltantes de banco; aquele era apenas um disfarce, como o espectador logo vai descobrir na movimentada e sangrenta sequência que abre o filme com gosto de pólvora. Não há heróis aqui, nem vilões. Todo o longo espectro de personagens é moralmente questionável.
Na ocasião do fim do longa os foras da lei estão no México, e se dirigem para resgatar um dos membros do grupo, preso por um rebelde paramilitar chamado General Mapache (Emilio Fernandez). O violentíssimo tiroteio que se segue não apenas encerra o filme de maneira brilhante, mas fecha um círculo e explica a cena dos escorpiões da abertura; os escorpiões são uma metáfora para os bandidos.
Os escorpiões são intrigantes porque jamais estiveram no roteiro do longa-metragem. Na verdade, eles foram uma sugestão de Emilio Fernandez, que contou ao cineasta Sam Peckinpah como se divertia no deserto mexicano, quando era menino. Peckinpah percebeu a fascinante simetria e filmou o ataque das formigas aos escorpiões abusando de planos-detalhes. Ao fazê-lo, acabou concebendo uma das aberturas mais estranhas, criativas e interessantes do cinema contemporâneo.
Enquanto filmava nos sets poeirentos do México, é possível que o diretor não soubesse que estava colocando uma pá de cal no já combalido gênero western. Adepto dos chamados westerns crepusculares, que lamentavam a proximidade do fim do gênero por causa do crescente desinteresse das novas gerações de espectadores, “Meu Ódio Será Sua Herança” transportava para a história este lamento. Foi uma despedida honrosa e adequada, já que o filme não é ambientado nos anos de ouro do Velho Oeste, mas em 1913.
Às vésperas da Revolução Mexicana, o antigo código de honra dos homens violentos e beberrões já não valia mais nada. O mundo agora era urbano. Botas viravam sapatos engraxados, revólveres transformavam-se em metralhadoras. A violência migrava dos descampados empoeirados para as cidades grandes. O Velho Oeste dava os últimos suspiros. Esse é o grande tema da obra de Sam Peckinpah, e também o pano de fundo do mais controverso e impactante dos filmes que dirigiu.
Em 1969, “Meu Ódio Será Sua Herança” foi recebido da mesma forma que “Clube da Luta” foi em 1999: sob acusações pesadas de ser hiperviolento e gratuito, até mesmo fascista. Para alguns, Peckinpah glorificava a violência. Reza a lenda que o astro William Holden teve uma violenta briga com o cineasta, após ver o filme pronto e odiar o resultado final. A verdade é que o filme é tremendamente violento mesmo: somente no verdadeiro balé de sangue que é o duelo final, Peckinpah gastou doze dias e mais de 10 mil cartuchos de bala de festim.
Sim, é verdade que o filme apresentou uma nova maneira de representar a violência no cinema, utilizando pela primeira vez a câmera lenta para mostrar mortes. Caprichando no sangue e no estilo, Peckinpah enfatizava o sangue e fazia as mortes ganharem um significado simbólico e poético que ultrapassa a morte em si. No cinema dele, morrer dói pra caramba. Mas muita gente não entendeu.
A péssima recepção do filme pelas plateias no mundo foi ajudada pela estrutura narrativa incomum. Um filme tradicional enfatiza o enredo ou os personagens; “Meu Ódio Será Sua Herança” não faz nenhum dos dois. Pike (William Holden) lidera o bando de assaltantes que se encaminha para uma última missão, que é roubar um trem carregado de armas para um rebelde mexicano. Eles são perseguidos por um grupo, liderado por Deke Thornton (Robert Ryan), cujo objetivo é capturar ou matar Pike.
Os dois já foram parceiros, anos antes, mas algo separou seus caminhos. Nenhum deles é retratado com profundidade; Peckinpah só oferece fragmentos do passado. Pike e Deke são homens duros, que mostram nos rostos cansados e nos ombros caídos o peso dos anos. Ambos são melancólicos. Sabem que estão ultrapassados pelo tempo. Sabem que o fim está próximo.
O grupo de Pike bebe o tempo todo e frequentemente cai na gargalhada com piadas bobas, como se estivesse à beira da histeria. O personagem de William Holden, ruminando as palavras e com o olhar perdido no horizonte, resume perfeitamente o clima do filme: eles pertencem ao passado. Não há futuro possível para gente assim.
“Meu Ódio Será Sua Herança” documenta a melancolia do fim de uma era, a troca de guarda entre duas gerações muito diferentes. À medida que encerrou o tempo dos faroestes e inaugurou a fase da hiper-violência, representou a mesma coisa para Hollywood. Pouquíssimos filmes têm essa honra de serem marcos divisórios. Por isso, este aqui é um clássico inesquecível.
Para tentar compreender por que o western não foi mais o mesmo depois do filme do Poeta da Violência e outros clássicos que vieram depois de cineastas comprometidos com a Arte Cinematográfica, é obrigatório assisti-lo por várias vezes para absorver a ironia refinada do diretor Sam Peckinpah nas cenas de violências, pré-anunciando a morte do gênero, sem contar que a tecnologia está aí para idiotizar as histórias fascinantes dos antigos THE END westernianos. “A Mulher Rei” (2022) é um exemplo cagado e cuspido dessa idiotice tecnológica feminal. Transformou-se uma história rica de fatos bélicos, sangrentos, numa luta de porrinha de boteco na Champs-Élysées de Paris do século XIX, com Goiano Braga Horta servindo CACHAÇA TURMALINA DA SERRA, FABRICADA NA PARAÍNA DE ZÉ LIMEIRA, VESTIDO DE AGROBOY.
a) Trailer MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch), de Sam Peckinpah, WARNER, 1969
b) MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (1969) – Um dos últimos épicos do Faroeste – Minha Crítica
José Antonio Kast e a esposa, María Pía, comemoram a vitória do conservador no segundo turno da eleição presidencial chilena
Mantendo a “tradição” recente chilena, pela qual um presidente jamais passa a faixa a um sucessor do mesmo grupo político ou orientação ideológica, o conservador José Antonio Kast sucederá o esquerdista Gabriel Boric em 11 de março de 2026. Kast venceu o segundo turno contra a comunista Jeannette Jara, apoiada por Boric (as leis chilenas proíbem a reeleição para mandatos sucessivos), por 58% a 42% dos votos válidos. Agora, o grande desafio do novo presidente é não repetir os mesmos erros do antecessor: Boric foi o primeiro mandatário a romper a alternância entre centro-direita e centro-esquerda que marcou o Chile pós-Pinochet, e Kast representa a mesma tendência de afastamento do centro, mas na direção inversa.
Avisos a esse respeito não faltam. Em 2020, os chilenos decidiram, em plebiscito, que desejavam uma nova Constituição. A primeira tentativa, elaborada por uma assembleia majoritariamente de esquerda, entregou um texto que praticamente refundava o país em bases diferentes das atuais, e que foi rejeitado pela população de forma avassaladora, com 62% a 38% para o “não”. Na segunda tentativa, a composição da assembleia constituinte era radicalmente diversa: 23 das 50 cadeiras foram para o Partido Republicano, de Kast, com outras 11 para a centro-direita. A proposta oriunda dessa assembleia também foi rechaçada em referendo, desta vez por 55% a 45%, em um sinal de que os chilenos pretendiam uma nova carta magna mais equilibrada ideologicamente.
Um segundo sinal vem da própria eleição. Jeannette Jara terminou o primeiro turno na liderança, com 27% dos votos válidos, mas isso só ocorreu porque ela foi a candidata unificada da centro-esquerda e da esquerda, enquanto a centro-direita e a direita apresentaram várias candidaturas. No entanto, seu desempenho em novembro esteve longe de ser seu teto: no último domingo, ela conseguiu aumentar sua votação em 15 pontos porcentuais, significando que pouco mais de um sétimo dos eleitores fora do campo da esquerda preferiu direcionar seu voto a Jara em vez de Kast.
O imediato pós-eleição foi marcado pelo arrefecimento de ânimos. Jara foi encontrar Kast pessoalmente após a divulgação do resultado, e ele pediu respeito aos apoiadores que vaiaram a candidata. “O respeito é essencial, porque se não o conquistarmos, a divisão continuará. Ela pode ter uma ideologia diferente, mas é uma pessoa como nós. Ela aceitou um desafio muito difícil e manteve-se fiel ao seu estilo até o fim”, afirmou o presidente eleito. Kast ainda estendeu uma mão ao economista Franco Parisi, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com importantes 20%, mas pregou o voto em branco no domingo. “Você [Parisi] não precisa concordar com todas as ideias, mas pode apresentar algo”, disse Kast.
O Chile já tinha um dilema: como manter as políticas liberais que garantiram ao país um crescimento econômico expressivo, mas aperfeiçoando-as para proteger os cidadãos mais vulneráveis, que foram deixados para trás. Mais recentemente, a segurança pública assumiu protagonismo nas preocupações da população, com o aumento na taxa de homicídios e a entrada do crime organizado transnacional no país, especialmente por meio dos venezuelanos do Tren de Aragua. Cabe a Kast dar respostas a todos esses desafios sem cometer o erro de Boric, que viu a vitória eleitoral de 2021 como carta branca para fazer o que bem entendesse, atropelando todos os que não lhe haviam dado voto, e pagou um preço caro por isso.
A insegurança jurídica no país afasta investimentos e freia o crescimento; sem previsibilidade e autocontenção do Judiciário, não há futuro
A insegurança jurídica acompanha o Brasil há décadas como uma sombra persistente sobre nossas melhores intenções de desenvolvimento. Lembro-me de quando passei a frequentar debates econômicos, ainda no início dos anos 1990: já naquela época, ela era apontada como um dos maiores entraves ao investimento produtivo.
À época, muitos atribuíam o problema aos sucessivos choques de política econômica — planos que mudavam regras, alteravam contratos e surpreendiam empresas e cidadãos da noite para o dia. O país parecia incapaz de oferecer aquilo que todo investidor, pequeno ou grande, nacional ou estrangeiro, mais valoriza: previsibilidade.
Com a estabilização econômica dos anos 2000, esperava-se que esse problema fosse superado. A inflação foi domada, as contas públicas ganharam maior racionalidade e o arcabouço macroeconômico se fortaleceu.
Mas a insegurança jurídica não desapareceu; ao contrário, mudou de forma e ampliou seus endereços. Deixou de ser apenas um subproduto de políticas econômicas erráticas e passou a emanar também — e de maneira crescente — do funcionamento das próprias instituições do Estado: Executivo, Legislativo e, de modo cada vez mais relevante, do Judiciário.
Hoje, a confusão normativa e a imprevisibilidade das decisões tornaram-se temas recorrentes em qualquer conversa séria sobre crescimento econômico. Fortalecer a segurança jurídica deixou de ser um slogan elegante: tornou-se uma condição essencial para investir, empregar, inovar e planejar o futuro.
É justo reconhecer que, ao longo dos últimos anos, ocorreram avanços. O Executivo e o Legislativo, com todos os seus limites e falhas, passaram a reconhecer parte de suas responsabilidades e buscaram corrigir excessos: melhoria regulatória, marcos legais mais claros, preocupação com governança e técnica legislativa.
Esse movimento, ainda que incompleto, revela maturidade institucional. Mas houve também um fenômeno preocupante: enquanto dois Poderes passaram a exercitar a autocrítica, o Judiciário mostrou-se muito menos disposto a fazê-lo.
Em eventos públicos, é comum ver representantes do Executivo defendendo previsibilidade e segurança regulatória; é comum ver parlamentares atentos à qualidade técnica das leis. Já quando membros do Judiciário abordam o tema da insegurança jurídica, a explicação costuma ser invariavelmente a mesma: “o problema está nas leis mal elaboradas”.
Não nego essa realidade. Leis ruins existem, geram litígios e precisam ser revistas e aprimoradas. Melhorar a qualidade legislativa é, sem dúvida, parte da solução. Mas reduzir toda a insegurança jurídica a esse fator é ignorar uma dimensão importante do problema.
Minimizar o papel das decisões judiciais erráticas, das interpretações oscilantes e do ativismo jurisdicional é fechar os olhos para uma fonte concreta de instabilidade. Nos últimos anos, tornou-se evidente que parcela significativa da insegurança jurídica no Brasil decorre de leituras pouco ortodoxas da legislação vigente por parte do Judiciário e de atuações expansivas do Ministério Público.
Não se trata de isentar Executivo ou Legislativo — todos têm responsabilidades —, mas de afirmar algo elementar: reconhecer o próprio erro é o primeiro passo para corrigi-lo.
Esse ponto é crucial, porque a insegurança jurídica cobra um preço alto, silencioso e cumulativo. Ela afasta investimentos de longo prazo, encarece o crédito, reduz a produtividade e limita o crescimento potencial da economia. Projetos de infraestrutura, essenciais para elevar a competitividade do país, tornam-se apostas de alto risco.
Investidores exigem retornos maiores para compensar a incerteza ou simplesmente escolhem outros destinos. O resultado é a redução do investimento, a perda de produtividade, a queda nos empregos e na renda e, por fim, o baixo crescimento econômico — um custo pago por toda a sociedade, especialmente pelos mais pobres.
No Brasil, investimento em infraestrutura verdadeiramente seguro simplesmente não existe. Toda iniciativa relevante enfrentará juízes de primeira instância convictos de teorias próprias; enfrentará membros do Ministério Público com interpretações peculiares da lei; enfrentará tribunais regionais com padrões decisórios inconsistentes.
Depois virão o STJ e, em muitos casos, o STF. Para empresas, famílias, governos subnacionais e até para a União, o Judiciário tornou-se um fator permanente de incerteza, e não um garantidor de estabilidade.
É cada vez mais comum observar magistrados e membros do Ministério Público convencidos de que seu papel não é interpretar a lei aprovada pelo Parlamento, mas implementar princípios abstratos conforme suas próprias convicções. Nessa lógica, passam a interferir diretamente em políticas públicas, a reescrever contratos, a substituir escolhas legítimas de prefeitos, governadores e presidentes.
Não se trata apenas de políticas públicas: do direito tributário ao empresarial, do administrativo ao constitucional, o Judiciário assumiu posição relevante na geração de instabilidade jurídica no Brasil.
Instituições preservam sua autoridade não pelo alcance de seu poder, mas pelo uso responsável dele. A estabilidade de um país é maior do que qualquer protagonismo individual ou glória momentânea.
Quem julga, quem legisla e quem governa deve lembrar-se de que a lei não existe para satisfazer vontades pessoais, mas para criar ordem, previsibilidade e confiança. Quando as leis são confusas e suas interpretações acrescentam desordem, em vez de clareza, o resultado inevitável é a insegurança para toda a sociedade.
Se quisermos um Brasil que cresça de forma sustentada, que atraia investimentos, que gere empregos de qualidade e que ofereça oportunidades reais às próximas gerações, precisamos reafirmar um princípio simples e poderoso: a lei deve ser estável, clara, previsível e igualmente aplicada a todos.
Segurança jurídica não é apenas importante para os investidores; é um direito da sociedade. E, sem ela, não há crescimento econômico duradouro, não há prosperidade compartilhada, não há futuro sólido a construir.
Ambulância atende feridos após ataque terrorista na Praia de Bondi, em Sydney, durante festa judaica do Hanukkah
Um ataque terrorista a uma celebração judaica de Hanukkah na Bondi Beach, em Sydney, Austrália, matou pelo menos 15 pessoas e feriu dezenas, segundo as autoridades, marcando o ataque antissemita mais mortal desde o massacre de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas em Israel.
O tiroteio ocorreu enquanto cerca de 2.000 pessoas se reuniam para celebrar a primeira noite de Hanukkah. A polícia afirma que o ataque teve como alvo deliberado a comunidade judaica, envolveu pelo menos dois atiradores e incluiu dispositivos explosivos improvisados encontrados nas proximidades. Um dos atiradores foi morto e outro está em estado crítico.
“Um dos supostos atiradores nos ataques mortais na Bondi Beach, em Sydney, era Naveed Akram, um homem do sudoeste da cidade”, informou a ABC News, citando uma autoridade sênior das forças de segurança.
Um civil desarmado derrubou um dos terroristas enquanto ele atirava contra a celebração judaica, e é possível ver em imagens o momento em que ele luta para tirar a arma do terrorista. Trata-se de um homem chamado Ahmed al Ahmed, dono de uma frutaria local, de origem síria, que correu em direção a um dos atiradores e conseguiu arrancar a arma de suas mãos, salvando vidas. Ele foi baleado durante a ação, mas é amplamente elogiado como herói pelas autoridades australianas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, culpou o governo australiano pelo aumento do antissemitismo no país. Na paranoia da pandemia, o jogador de tênis Djokovic não pode entrar no país por falta de vacina contra a Covid, mas a entrada de muçulmanos sem o devido critério segue em alta. E o discurso inflamado contra Israel e o povo judeu também.
O antissemitismo parece em alta no Ocidente como um todo, e em países em que o próprio governo alimenta a narrativa falsa de que Israel é responsável por um “genocídio” em Gaza, isso fica ainda pior. É o caso do Brasil de Lula, que tem visto mais e mais casos de judeofobia. O presidente levou mais tempo para se manifestar sobre o ataque terrorista na Austrália do que o prefeito muçulmano eleito por Nova York. Lula escreveu:
Recebi com profunda consternação a notícia do brutal atentado terrorista ocorrido neste domingo na Austrália, que tirou a vida de 15 pessoas e deixou dezenas de feridos. É inaceitável que atos de ódio e extremismo ceifem a vida de pessoas inocentes e atentem contra valores de paz, coexistência pacífica e respeito. Manifesto a mais sincera solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade judaica, ao governo e ao povo australiano. O Brasil reitera o seu compromisso inabalável com a defesa da vida, da tolerância e da liberdade religiosa.
Faltou o presidente mencionar que foi um atentado muçulmano. Não são todos os muçulmanos que defendem o terror, claro, e basta lembrar que o civil que desarmou o terrorista também é muçulmano. Mas é inegável que a imensa maioria dos ataques terroristas, como o na Austrália, hoje vem de islâmicos que aprendem a odiar judeus desde cedo, numa intensa lavagem cerebral.
A civilização judaico-cristã está sob ataque, mas muitas autoridades se recusam a encarar o problema, falar abertamente da imigração desenfreada e do que isso representa para o Ocidente. Os judeus representam uma minoria perseguida, mas dentro do discurso esquerdista, eles nunca podem ser as vítimas. A demonização de Israel tem cobrado um alto preço e os judeus não se sentem mais seguros em vários países ocidentais.
Ou as democracias liberais do Ocidente mudam o quanto antes essa postura, ou esses países estarão irreconhecíveis em poucos anos, dominados por radicalismo islâmico e sem oferecer qualquer segurança aos judeus ou mesmo cristãos.