O governo Lula (PT) contabilizou ao menos R$ 2,03 bilhões em despesas com viagens em 2025, e essa fatura ainda não está completa.
O total não inclui os gastos do petista, da primeira-dama Janja e as outras 45 autoridades que se aproveitam, sob sigilo, do luxo dos jatinhos da Força Aérea.
Até a última semana do ano, passagens aéreas do governo Lula custaram R$ 785,3 milhões aos pagadores de impostos, enquanto as diárias distribuídas aos funcionários são a maior despesa: R$ 1,24 bilhão.
O governo admite ainda R$ 10,3 milhões em “outros gastos”; restituições, taxas de agenciamento e serviços como seguros.
Viagens internacionais (passagens e diárias) custaram R$ 265 milhões aos pagadores de impostos em 2025. E tem muito mais por vir.
Em 2023, o governo Lula torrou R$ 2,3 bilhões e bateu o recorde histórico em gastos com viagens. Em 2024, renovou o recorde (R$ 2,4 bilhões).
Eu desejo uma arapuca De pegar felicidade Três caminhão de sossego Um rio de prosperidade Mil pulo de alegria Cem carnavá de folia Dez anos de mocidade.
Um Ano Novo polpudo Sem freio e sem vexação Com almoço, jantar e ceia De afrouxar cinturão Saúde da caprichosa Chei de soneca gostosa Numa redinha de algodão.
Um Ano Novo melhor Do que dinheiro achado Do que manhã de calor Tomando ponche gelado.
Melhor do que ser governo Sem precisar de eleição Do que ganhar na loteca Sem preencher o cartão Melhor de que espaguete Melhor do que toalete Na hora da precisão.
Marcel Van Hattem: “É incrível, a primeira notícia da virada é o adiamento do sorteio da Mega da Virada. O Lula conseguiu isso. Todos falam de rolo. O governo Lula é bandalheira: se não é corrupção, é incompetência. E a última e a primeira notícia do ano é incompetência.” pic.twitter.com/8MVk0l3W3z
Chega dezembro ao fim, e com ele essa curiosa suspensão da realidade que acomete a humanidade entre o dia 26 e a primeira ressaca de janeiro. É um período em que pessoas absolutamente normais — algumas até inteligentes — passam a acreditar que a simples troca de um número no calendário tem poderes metafísicos de redenção moral, reorganização existencial e milagres comportamentais instantâneos. O Ano Novo, essa entidade abstrata e injustamente responsabilizada, transforma-se no grande bode expiatório da preguiça acumulada, da falta de disciplina crônica e, sobretudo, da ausência completa de autocrítica ao longo dos últimos doze meses.
De repente, todos vão mudar. É comovente. E profundamente falso.
O sujeito que passou o ano inteiro odiando acordar cedo jura, de taça de espumante na mão, que agora “vai correr todas as manhãs”. Não porque goste de correr, claro — mas porque viu um reel de alguém correndo ao nascer do sol, com legenda motivacional e trilha épica. O corpo continua o mesmo; a ilusão é que ganhou tênis novo. A criatura que nunca abriu um livro que não tivesse capa plastificada promete que “este ano vou ler mais”. Nunca especifica o quê, quando ou por quê. Ler mais virou um conceito metafísico, não uma prática concreta. Um ideal platônico da estante: bonito de longe, intocado de perto.
Há também o clássico voto da dieta. Esse é antigo, quase litúrgico. Come-se como um romano decadente até o dia 31 à noite e, à meia-noite, ocorre o milagre da conversão nutricional. A lasanha vira pecado. O pão, um inimigo moral. O açúcar, uma traição à pátria. Tudo isso dura, com sorte, até o dia 7 de janeiro — quando alguém descobre que força de vontade não se fabrica em promoções de fim de ano. Não podemos esquecer o voto financeiro:
“Agora vou me organizar.”
Dito pelo mesmo indivíduo que não sabe onde foi parar o salário de novembro, mas que conhece perfeitamente o limite do cartão. Organização financeira, nesse contexto, significa esperar que o universo colabore.
E há, claro, a promessa mais ambiciosa de todas:
“Este ano vou ser uma pessoa melhor.”
Melhor como?
Mais paciente? Menos arrogante? Mais honesta consigo mesma?
Não importa. O conceito de “pessoa melhor” permanece convenientemente vago, porque vaguidão é o melhor esconderijo para a inércia. Sem critérios, não há fracasso — apenas uma sensação difusa de que “ainda não deu tempo”. O que ninguém admite — porque estraga a festa — é que o problema nunca foi o ano velho. Nem o signo. Nem Mercúrio. Nem a energia do universo. O problema é muito menos místico e muito mais prosaico: mudar dá trabalho, e trabalho exige constância, silêncio, repetição e desconforto — tudo aquilo que não rende postagem bonita. O Ano Novo, no fundo, virou um ritual de autoengano coletivo. Uma missa laica em que se confessa sem arrependimento real, promete-se sem intenção prática e absolve-se antes mesmo do primeiro erro. É uma forma elegante de adiar a responsabilidade para fevereiro, março… ou para “quando as coisas melhorarem”.
Mas há uma verdade inconveniente, dessas que não combinam com fogos de artifício: quem não mudou numa terça-feira qualquer de abril dificilmente mudará num domingo festivo de janeiro.
Mudança real não faz barulho. Não usa roupa branca. Não brinda à meia-noite.
Ela começa num dia comum, sem plateia, sem anúncio, sem promessa grandiosa — e, sobretudo, sem necessidade de justificar-se para ninguém.
Talvez o gesto mais revolucionário deste Ano Novo seja não prometer nada.
Ou melhor: prometer pouco, calado, e cumprir no anonimato.
Com o início de um ano eleitoral, é natural que as atenções se voltem para o pleito de outubro, em que serão escolhidos deputados federais, senadores e o presidente da República, na esfera federal; e deputados estaduais e governadores, na esfera estadual. A oposição de direita já se articula para ter um candidato capaz de derrotar Lula, que deve buscar a reeleição, e também se organiza para conseguir uma maioria qualificada no Senado, que leve a casa legislativa a acordar de seu sono profundo e exercer seu papel constitucional de contrapeso ao Supremo Tribunal Federal. No entanto, não basta olhar apenas para outubro; é preciso agir agora – até porque, se nos omitirmos nos próximos meses, veremos uma repetição de 2022.
Os tribunais superiores desequilibraram a eleição de 2022 das mais diversas maneiras. Críticos de Lula, do STF e do TSE foram censurados; alguns temas, como o abortismo do petista ou sua amizade com o ditador nicaraguense Daniel Ortega, foram transformados em tabus; documentários foram impedidos de ir ao ar por ministros que nem sequer haviam assistido ao conteúdo; emissores foram obrigadas a veicular direitos de resposta claramente mentirosos; depois da eleição, ainda houve a absurda cassação do mandato do oposicionista Deltan Dallagnol. E tudo indica que 2026 será pior.
No recente julgamento do “núcleo 4” dos “processos do golpe”, o STF mostrou que está disposto a criminalizar a “desinformação”, um conceito fluido que pode ser resumido na expressão “tudo que desagrada o governo ou o Supremo”. Na ocasião, o relator Alexandre de Moraes prometeu repressão dura contra quem andar fora da linha determinada pelo Supremo: “todos que insistem em desinformação devem saber, ficar atentos já com esse precedente do STF. Fica o alerta para que cessem essas atividades nas eleições do ano que vem”, afirmou. Quem haverá de duvidar que críticas lícitas em qualquer democracia do mundo poderão render (com a ajuda de resoluções liberticidas do TSE) censura e até mesmo cassação de candidaturas no Brasil?
Se queremos a restauração plena das liberdades democráticas – especialmente a liberdade de expressão –, a volta do devido processo legal e do equilíbrio entre os poderes da República, não há como esperar até eleger um presidente da República que nomeie bons novos ministros, ou um Senado que cumpra seu dever constitucional. É preciso aproveitar com sabedoria este momento inédito, em que a blindagem montada pela imprensa colaboracionista e por partes da sociedade civil organizada para proteger os abusos supremos começa a apresentar furos.
Com anos de atraso, aqueles que se omitiram ou endossaram o paradoxo do “estado de exceção para a defesa da democracia” começam a falar sobre as ilegalidades cometidas pelo Supremo na perseguição a direitistas, conservadores e aliados de Jair Bolsonaro – embora ainda se recusem a confessar o próprio papel na construção do estado atual de coisas. Escândalos como o do Banco Master, com a atuação sui generis de Dias Toffoli, a revelação do contrato multimilionário do banco com o escritório de advocacia da mulher de Moraes, e a possibilidade de que o próprio Moraes tenha procurado o Banco Central para falar do caso, entraram no radar da imprensa de uma forma que seria impensável tempos atrás. Nem todos compreendem como tudo isso está interligado: se hoje os ministros do Supremo podem fazer o que bem entendem, é porque receberam essa carta branca no passado, daqueles para quem a omelete da prisão de Bolsonaro exigia a quebra dos ovos das liberdades, do devido processo legal, do respeito à Constituição, do equilíbrio entre poderes.
É nossa tarefa ligar os pontos para aqueles que ainda não entenderam, e insistir. Insistir para que a imprensa investigue, denuncie, tenha a decência de mostrar os abusos, as ilegalidades, as violações, e finalmente admita sua parcela de culpa por não ter se oposto ao arbítrio quando ele ainda estava no início. Insistir para que cada vez mais deputados pressionem um pusilânime Hugo Motta a finalmente abrir a CPI do Abuso de Autoridade. Insistir para que os senadores rejeitem um liberticida (seja Jorge Messias, seja qualquer outro com perfil semelhante) para ocupar a vaga deixada no Supremo por Luís Roberto Barroso. Insistir para que as entidades da sociedade civil organizada voltem a honrar seu histórico de defesa da democracia, histórico esse que as omissões recentes estão apagando.
Tudo isso é para já; 2026 precisa começar sob o signo da mobilização popular, política, midiática e institucional em torno da verdadeira defesa da democracia – não aquela hipocritamente invocada enquanto a Constituição era atropelada e as liberdades eram suprimidas uma a uma. Falamos da democracia real, onde juízes não são autocratas onipotentes, onde críticas a pessoas e instituições não são censuradas, onde pessoas são processadas e punidas apenas pelo que realmente fizeram, onde tribunais não são “editores de um país inteiro”, nem “poder moderador”, nem têm “papel político”, nem funcionam para “derrotar” correntes políticas. Esta é nossa missão para o ano que se inicia.
A imprensa cava sempre mais fundo: fraudes somem, fake news viram método e 2026 promete mais cinismo embalado de jornalismo
A cada ano que passa, quem ainda não perdeu o juízo jura que a imprensa chegou ao fundo do poço. Mas aí vem o Ano Novo e mostra que o poço era mais fundo.
Em 2025, o escândalo da BBC explodiu com teor suficiente para dar um basta no transformismo jornalístico. Fraudar o discurso de um candidato à Casa Branca (Trump), às vésperas da eleição, com uma montagem grosseira para acusá-lo de golpe de Estado, parecia expediente de submundo mafioso. Agora chegaria o basta, pensaram os normais.
Nada disso, bobos! Basta coisa nenhuma! A fraude da BBC sumiu no éter em 48 horas. Abafa-se o eco e vamos à próxima fake news de grife.
Num ambiente assim, o que esperar de 2026? Segue uma sugestão de lista de resoluções para jornalistas e comunicadores em geral — sem exagerar no nível de ambição, porque o poço é fundo e a carne é fraca:
1 – Se for manipular a fala de alguém para enganar o seu público, use inteligência artificial. Pelo menos você não ficará com cara de fraudador do século passado;
2 – Se for discorrer sobre o embelezamento arquitetônico de Belém do Pará em situação análoga à da COP 30, oriente o espectador a aproveitar esse momento e ir à cozinha ou ao banheiro. Assim, você o previne de assistir à falta d’água na região mais úmida do mundo e a queimadas em estande construído em defesa da floresta;
3 – Se for mandar alguém ao vivo para o diabo que o carregue, cheque antes se o delivery do capeta está fazendo entrega em celebração de acordo de paz;
4 – Sempre que for convidar seu público a entender como o aumento da inflação é bom, certifique-se de que ninguém na audiência tenha ido ao supermercado nos últimos 30 dias — para não correr o risco de algum mal-humorado ficar chateado com você;
5 – Ao fazer a cobertura da situação falimentar de empresas estatais que dão patrocínios milionários a artistas famosos, evite usar a palavra “prejuízo”. Ela pode dar a impressão errônea de que você está trazendo uma notícia ruim;
6 – Se você está há anos fazendo vista grossa para a ditadura de Maduro, evite dizer que a presença militar norte-americana no Caribe é uma ameaça à paz no continente. Alguém pode achar que o seu conceito de paz é ocasional;
7 – Se você está trabalhando como comunicador, mas seu objetivo central é se eleger em 2026 pelo “campo conservador”, evite pronunciar a palavra “direita” a cada frase que você constrói. O pessoal pode ficar curioso e checar com quem você andou no verão passado;
8 – Se você passou os últimos três anos como porta-voz informal do poder, cuidado na hora de desembarcar. Certifique-se previamente de que a totalidade da sua audiência já se esqueceu de todos os absurdos que você defendeu;
9 – Comprometa-se perante si mesmo com a seguinte meta: até o dia 31 de dezembro de 2026, você tem que ter passado pelo menos um dia inteiro sem fustigar treta para caçar like;
10 – Em 2026, você pode continuar humanizando traficantes assassinos e passando pano para terroristas sanguinários em nome de um discurso “progressista”, mas não se esqueça: mande tirar todos os espelhos da sua casa. Chega de encontros desagradáveis.