DEU NO JORNAL

IMPOSTOS PRA VOCÊ, “BRASILIDADE” PARA LULA E JANJA

Nikolas Ferreira

Lula e Janja

Presidente e a primeira-dama Janja passaram o Ano Novo na base naval da Marinha na Restinga da Marambaia

Em abril de 2022, durante um evento em São Paulo, Lula afirmava que aqui na América Latina, a classe média ostenta um padrão de vida acima do necessário. Por outro lado, antes de completar um ano de volta ao Palácio do Planalto, foi mais de R$ 1 bilhão gasto em viagens e quase R$ 27 milhões com reformas e troca de móveis em palácios presidenciais, inclusive com dispensa de licitação. O casal da eterna lua de mel literalmente esbanja.

Conforme o último levantamento divulgado, o Executivo adquiriu itens como 13 tapetes ao custo de R$ 375 mil, um sofá de R$ 65 mil e a troca do piso da Granja do Torto por R$ 155 mil. Um tapete com custo de R$ 114 mil, porém, merece destaque: segundo o edital do governo federal, o objetivo da aquisição é dar mais “brasilidade” ao ambiente, como se realmente fosse uma justificativa aceitável e lógica.

Já que hoje em dia se torna verdade não aquilo que se vê, mas aquilo que o interlocutor impõe, o novo grande segredo para ostentar sem ser criticado, além de ser de esquerda, apareceu. Lula não hesitou em falar que não é frustrado por ser pobre, mesmo tendo um patrimônio declarado de R$ 7,4 milhões. E o que aconteceria com alguém que, seguindo a lógica, atestasse que um sujeito com milhões em recursos não é um necessitado, mesmo ele afirmando que é? Cuidado. Do jeito que as coisas estão, irão te rotular de aporofóbico.

Como explicar que o mesmo que há pouco tempo criticou quem comprava mais de uma TV ao defender limites para o consumo, agora esteja adquirindo um enxoval de luxo em algodão egípcio? Simples: não há explicação. Contradições aparecem a toda hora e não registrariam um intervalo muito grande entre uma e outra se o tempo fosse cronometrado fielmente tanto em um relógio simples como em um Piaget de R$ 84 mil.

Sabendo que não existe almoço grátis, a conta chega para o brasileiro que voltou a ver a palavra “imposto” nas principais pautas nacionais, e não por um bom motivo. O impostômetro ultrapassou o marco inédito de R$ 3 trilhões em impostos em 2023. Se é fato que o brasileiro nunca foi tão taxado desde o início da contagem do painel em 2005, podemos fazer tranquilamente outra afirmação: pobre não come brasilidade.

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CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

A VIDA E O TEOREMA DE PITÁGORAS

Teorema do Mestre Pitágoras

Contabilista que sou nunca poderei esquecer que dezembro e janeiro são meses de verificação dos resultados financeiros das empresas, de aferição dos novos modos de procedimento junto à clientela, etc.

No começo do meu Curso Ginasial, equivalente hoje ao 2º grau, ainda com 12 anos, eu “corria” de Latim e da Matemática, notadamente do teorema, da hipotenusa e da raiz quadrada.

Para mim e outros coleguinhas, era verdadeiro inferno quando víamos o professor Deoclécio Ferreira demonstrar tais problemas na lousa.

Ninguém entendia bulhufas!

Se o Teorema de Pitágoras determinava que o quadrado da medida da hipotenusa (c2) é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos (a2+b2), lá vinha outra infame questão:

Uma tal de Hipotenusa: que é o cateto oposto àquele em frente a um determinado ângulo e um cateto adjacente, é aquele ao lado de um determinado ângulo.

E para complicar ainda mais nossas cabecinhas juvenis, os livros de Matemática descreviam a Hipotenusa.

Tratava-se de um caso particular de radiciação, no qual o índice do radical é igual a 2, ou seja, é a operação inversa das potências de expoente igual a 2.

Para completar vinha a miserável da Raiz Quadrada:

“Trata-se de um caso particular de radicação, no qual o índice do radical é igual a 2, ou seja, é a operação inversa das potências de expoente igual a 2”, tudo isto afirmado nos livros.

E, por fim, o Latim, matéria que formava a completa infernização de minha vida ginasial, matéria que me impediu de não optar pelo curso de Direito.

Não desejando seguir Engenharia nem Direito, pra que fundir minha cuca com tais complicações?!

E pra nós, alunos, que pouco entendíamos sobre aquelas aulas, era melhor procurar saber se nossos destinos estariam condicionados a essas fórmulas matemáticas.

Depois de tantos anos e inúmeras vivências, quando chego perto dos 88 anos de “sobrevivência”, concluo que jamais tive necessidade de aplicar tais teoremas no meu cotidiano.

O que vi foram os anos correm céleres, os fatos acontecerem e ainda estou por aqui contando histórias nada matemáticas, nada teorêmicas.

De uma coisa fiquei sabendo, nenhum professor me disse que deve existir, para cada um de nós, um plano traçado por Deus e desse esquema ninguém escapa.

O teorema serve muito nos cálculos de Engenharia.

Mas se trata de algo que também se aplicaria – se fosse o caso – para provar, nos dias atuais, que determinada informação seria a correta e não as mentiras que costumam circular pelas mídias e bocas, que nem sempre podem ser comprovadas.

Pouco sabemos, mas acreditamos que Jesus nos deixou, em palavras, vários teoremas que ainda não entendemos no todo.

Dentre eles, que a vida necessita que aprendamos a nos acercar do Teorema de Pitágoras, confirmando tudo que deveremos dizer e fazer corretamente.

Afinal, Pitágoras não foi um qualquer, e pensou bonito, estabelecendo regras numéricas, para que se confirme tudo quanto for necessário ser comprovado matematicamente, sobremodo na “engenharia da vida”.

E assim, creio que deveremos pautar nossas vidas pelo célebre Teorema do Mestre Pitágoras.

PENINHA - DICA MUSICAL

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A PALAVRA DO EDITOR

A PRIMEIRA SEXTA-FEIRA DO ANO

5 de dezembro de 2024.

Estamos na primeira sexta-feira deste ano que está começando, o belo ano de 2024, um número par que vai trazer muita sorte pra todos os nossos leitores.

A inxiridia Chupicleide, secretária desta gazeta escrota, já informou que vai comemorar a data lá no Bar da Caceta, localizado no Alto do Mandu, um aprazível recanto de mundo que fica aqui perto da redação.

E isso graças à generosidade dos leitores fubânicos, uma patota que nos ajuda a manter esta gazeta escrota avuando pelos ares.

Chupicleide manda um xêro especial para toda a comuidade fuubânica e em especial para José Claudino, Luis Gonzaga de Toledo, Violante Pimental,  João Esmeraldo de Souza, Maria Alice Lacerda e Arnaldo do Couto.

Um excelente final de semana pra todos vocês que nos dão audiência e divulgam este jornaleco safado.

E já que falamos da farra de Chupicleide, que vai tomar uma, duas, três e muitas, vamos fechar a postagem com a música “Uma Pra Mim, Uma Pra Tu”, da autoria de Luiz Gonzaga e João Silva e interpretada pela própria dupla!

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