A internet tem memória curta, mas a internet não, “a invasão do amor”#8dejaneiroAverdade pic.twitter.com/DGFoQsZfsA
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) January 8, 2024
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Django e seu caixão fantasmagórico
A cena de abertura do epopeico faroeste do gênero spaghetti western, Django, é antológica: um lamaceiro escorregadio como cenário natural. A câmara focando um homem solitário, arrastando um caixão fantasmagórico pelo lamaçal caótico, acompanhado da antológica trilha sonora Django, composta pelo maestro argentino-italiano Luis Enríquez Bacalov, apropriada para o clima sinistro da história do filme.
O filme Django conta a história de um andarilho misterioso, arrastando sua poderosa metralhadora, disposto a vingar a morte de sua esposa, assassinada por uma gangue rival que agia na região fronteiriça do México. Para conseguir seu feito ele fez “acordo” com o chefe da gangue comandada pelo general Hugo Rodriguez, bandido histriônico, calculista, ambicioso, contra seu oponente, louco, o Major Jackson, da gangue rival e seus mais de quarenta facínoras, sanguinários, que aterrorizavam a fronteira do México.
É um dos melhores exemplos de filmes do gênero spaghetti western, com uma trilha sonora apropriada ao clima da história, duelos de armas e um anti-herói de poucas palavras, que arrasta um caixão mortífero. O visual magnífico do filme é devido ao trabalho do diretor de arte Carlo Simi, que já havia criado personagens e cenários para filmes anteriores do diretor Sergio Corbucci, como o “Minnesota Clay.”
Antes e depois da primeira cena antológica do confronto entre Django com a metralhadora e o mais de quarenta bandidos da gangue dos Camisas Vermelhas comandada pelo Major Jackson em frente ao Saloon do Nathaniel, ficou a impressão de que estávamos diante de mais um western lugar-comum, mas ante a competência do diretor Sergio Corbucci o que vemos é um filme com cenário de batalha expertise, épica, que até hoje fascina crítico e cinéfilo que o elogiam como uma obra-prima do spaghetti western.
Django é o primeiro, o único faroeste do western sphaghetti a conquistar público e críticas favoráveis. Projetou o ótimo ator Franco Nero ao panteão dos deuses do faroeste numa época em que o romantismo reinava no faroeste americano. Todos logo identificamos o primeiro e o melhor da franquia. Sim, o nome Django tornou-se uma franquia, pois existem muitas dezenas de filmes relacionados ao personagem famoso, talvez chegue perto de meia centena de filmes, todos com adjetivos diversos, títulos chamativos, mas nenhum chegou perto do original que permanece eterno, com a matriz intocada, sem nada que possa abalar a sua merecida fama.
No ponto de vista cinematográfico, o único filme que chegou quase a merecer comparação com a qualidade do original, foi o filme “Django Livre” do diretor Quentin Tarantino. A comparação que se faz é apenas pela qualidade do filme, seus valores cinematográficos, seu ótimo elenco, que contou acertadamente com a participação do “Django” original, Franco Nero, numa pequena atuação, mas uma grande e merecida homenagem prestada pelo cineasta Tarantino ao grande ator, criador do personagem cujo nome, até hoje impressiona os aficionados do gênero. O filme cria um clima místico e quase sobrenatural, quando o personagem aparece do nada arrastando um caixão, com uma aparição fantasmagórica deixando todos os telespectadores surpresos. O diretor Sergio Corbucci soube segurar com muita competência e profissionalismo essa atmosfera sombria.
Nada de parecido tinha sido visto antes nos filmes do gênero western, e a expectativa vai num crescendo para todos os personagens do vilarejo e muito importante, também para nós os expectadores do filme, pois o que vai ou poderá acontecer é uma incógnita.
Mas o diretor Sergio Corbucci mostrou que é um mestre, pois os fatos vão se sucedendo até que afinal o inesperado é revelado e com a sucessão dos acontecimentos, os vilões são enfrentados e como em todo bom filme de faroeste, o mocinho vence no final para satisfação de todos.
Ressalte-se ter sido lançado uma grande quantidade de filmes que levam o nome Django, com dezenas de atores que tentaram imitar o personagem-título do primeiro, mas nenhum deles possui a competência do filme e ator original. Não que não sejam bons atores, porque o personagem do primeiro é muito místico, sombrio, e o ator deu ao personagem principal uma áurea, um desempenho extraordinário que nenhum outro filme de faroeste conseguiu alcançá-lo.
Official Trailer – DJANGO (1966, Franco Nero, Sergio Corbucci, Loredana Nusciak)
Crítica RetrôDJANGO – 1966 | Crítica Retrô
Esse vídeo mexeu demais comigo. Me levou às lágrimas. Até quando famílias terão que passar por tamanho sofrimento?
Tenho gritado incessantemente por uma ampla reforma de nosso Código Penal e pelo fim das saidinhas, desde meu primeiro dia de mandato.
Inclusive, apresentei… pic.twitter.com/rp6bLtMvM7
— Damares Alves (@DamaresAlves) January 8, 2024
Leandro Ruschel
“Democracia” talvez seja o termo mais abusado da história política. Desde que os gregos inventaram a ideia de um governo de representantes eleitos pelos cidadãos, a democracia ganhou uma aura de legitimidade inquestionável. Todo mundo quer se apresentar como democrata, incluindo aí os piores ditadores.
Por isso que a ditadura comunista que os soviéticos instalaram na Alemanha foi batizada de “República Democrática Alemã”, assim como a brutal ditadura comunista da Coréia do Norte, que recebe o nome oficial de “República Popular Democrática da Coréia do Norte”.
Os comunistas são profundos conhecedores da manipulação do povo através da imposição de narrativas falsas. As palavras têm peso, e o truque barato segue em uso nos dias de hoje, como mostra a imprensa brasileira, que segue empurrando goela abaixo do público a cantilena sobre a “defesa da democracia”.
Sem entrar em debates filosóficos mais profundos, vamos definir “democracia” como um regime de organização política marcada pelo respeito aos direitos individuais, definidos por leis que são votadas por representantes do povo, respeitando crenças e tradições desenvolvidas pela maioria das pessoas ao longo do tempo.
Numa democracia, tais leis são aplicadas igualmente, sendo que os representantes do povo são eleitos de tempos em tempos, em eleições livres e justas. Mais importante, os eleitos devem agir pelo bem de todos, e não movidos em primeiro lugar pelos seus interesses pessoais, lembrando que as autoridades devem respeitar as leis vigentes.
Uma sociedade que consiga manter um arranjo desses conseguirá alcançar um maior nível de paz social e de prosperidade.
Fazendo uma análise honesta da história recente brasileira, é possível afirmar que vigorava uma democracia no país?
Levando em consideração que não há democracia perfeita, tampouco ditadura absoluta, podemos afirmar que havia, na melhor das hipóteses, uma democracia falha.
Desde a Constituição de 88, foi estabelecida, na teoria, direitos políticos mais amplos para os cidadãos, além da garantia da liberdade de expressão, entre outras prerrogativas fundamentais, em linha com outras democracias ocidentais, apesar das várias críticas que possamos fazer da Carta.