DEU NO X
PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS
UMA DUPLA EM CANTORIA

A grande dupla de cantadores Sebastião Silva e Moacir Laurentino glosando o mote:
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
Sebastião da Silva:
Essa minha viola é companheira,
que dá tudo o que quero em minha vida,
é a deusa total e tão sentida,
que me serve de amiga a vida inteira,
essa minha viola é padroeira,
é a deusa que dorme no meu leito,
é a força que causa grande efeito,
é a deusa divina idolatrada.
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
Moacir Laurentino:
Eu sem esse pedaço de madeira,
já não tinha alegria em minha vida,
minha face seria entristecida,
porque falta a legítima companheira,
ela toca comigo a noite inteira,
eu com ela decanto satisfeito,
da maneira dum caboco do eito,
arrastando no cabo da enxada.
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
Sebastião da Silva:
Com a minha viola em minha mão,
penso, toco, divirto, bebo e canto,
vou com ela feliz pra todo canto,
pra exercer muito bem a profissão,
é com ela que eu tenho inspiração,
o meu verso no ato sai direito,
no repente que faço eu aproveito
caminhando feliz na minha estrada.
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
Moacir Laurentino:
Essa minha viola é ganha pão,
misturada com minha cantoria,
sacrifício, talento e melodia,
e um pouquinho da minha inspiração,
a palheta pegada em minha mão,
e o baião tão saudoso sai perfeito,
que eu com ela pelejo e me ajeito,
e num instante fazer bela toada.
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
Sebastião da Silva:
É a viola que espanta as minhas dores,
é quem mata as mágoas que eu sinto,
com a minha viola em meu recinto
canto modas em músicas e tenores,
gosto muito de ouvir dois cantadores,
para o povo ficar mais satisfeito,
um poeta canhoto, outro direito,
e a cantiga bastante fermentada.
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
Moacir Laurentino:
Sem a minha viola eu vou sofrer,
mas com ela inda gozo em meu destino,
que ela segue o poeta Laurentino,
e acompanha o que eu posso dizer,
que me dá de comer e de beber,
e com ela eu não tenho preconceito,
ao contrário aumentou o meu conceito,
ela é minha eterna namorada.
Sem a minha viola eu não sou nada,
mas sou tudo com ela no meu peito.
* * *
A DUPLA IMPROVISANDO NUM QUADRÃO PERGUNTADO
DEU NO X
TUDO NORMAL NA VENEZUELA
CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA
QUEM SERÁ O BENEDITO DA BEIJA-FLOR?
O Samba Enredo de 2024 da Escola de Samba Beija-Flor, começa com o refrão cantando o coroamento de Benedito:
“Aqui é Beija-Flor doa a quem doer
Do gênio sonhador, a gana de vencer
Tá no meu peito, tá no meu grito
Escola de respeito que coroa Benedito.”
Quem será o Benedito? O próprio enredo da Beija-flor esclarece:
“Uma delícia de carnaval na Maceió de Rás Gonguila”
Com um samba para lá de animado, enaltecendo a cultura popular, a Escola de Samba Beija-Flor esse ano homenageia a cidade de Maceió e um de seus carnavalesco: Benedito dos Santos ou Rás Gonguila, um homem amado pelo povo, dedicou sua vida à cultura popular. Um líder em seu bairro, Ponta Grossa, criou e desfilava comandando o Bloco Cavaleiro dos Montes e durante as festas natalinas ele alegrava o povo com apresentação dos folguedos populares, pastoril, coco, samba de roda, guerreiro, chegança e outras danças da Soberania Popular.
Meu amigo era um ser humano especial, inesquecível. Engraxate com banca na Rua do Comércio; Rás Gonguila, negrão forte, alto, espadaúdo, tornou-se uma figura popular. Ele se dizia príncipe africano, descendente de Reis e Rainhas da Etiópia, fazia questão de ser reverenciado pelo título nobiliárquico africano: Rás (príncipe etíope). Sua ancestralidade vem da Etiópia e da República dos Palmares, onde os escravos fujões formaram uma comunidade na Serra da Barriga. O Negrão era bom, os clientes faziam fila, esperando a vez para sentar na cadeira na Rua do Comércio. Eram funcionários, poetas, amigos; ficavam na fila, conversando potocas. A cadeira de graxa de Rás Gonguila tornou-se ponto de encontro.
O Negrão, líder popular, era Rei na periferia, respeitado, ouvido e querido. Naquele tempo não havia associação de moradores, eles se reuniam em busca da sobrevivência, da melhoria de qualidade de vida e diversão de sua comunidade.
Certa vez, Theobaldo Barbosa, político sagaz, inteligente, coordenador da campanha para governador de Arnon de Mello (pai de Fernando Collor de Mello), falou para o chefe, que havia feito excelente contato a maior liderança dos bairros da Ponta Grossa e Vergel do Lago, um negro forte chamado Gonguila. Marcaram uma reunião numa noite de sexta-feira. O galpão lotou de gente, pescadores, marisqueiros da lagoa Mundaú, havia mais de 400 pessoas.
Arnon e Theobaldo desceram do carro. Arnon admirou a estatura elegante do líder, Gonguila vestido de branco. No momento ele esqueceu o nome do Negrão e perguntou em voz baixa para Theobaldo, que cochichou no ouvido de Arnon: Gonguila!
O Negão aproximou-se e estendeu a mão a Arnon, dando “boa noite”. Arnon ofereceu sua mão respondendo gentilmente: “Boa Noite, Seu GORILA”. Ao ouvir o nome GORILA, Gonguila ficou puto da vida, retrucou quase gritando: “ARNON, GORILA É O CARALHO! MEU NOME É GONGUILA, RÁS GONGUILA!,” Apesar das caras amarradas, alguém soltou uma salvadora gargalhada, que quebrou o gelo. Arnon desculpou-se várias vezes, deu um abraço no Negrão, conversou com os catadores de sururu, e catou os votos.
Em Maceió no domingo anterior ao carnaval acontecia o Banho de Mar à Fantasia na Avenida da Paz, com desfile de blocos, escolas de samba, troças. Depois do desfilar perante a Comissão Julgadora, Gonguila rumava para minha casa com o Bloco Cavaleiros dos Montes, onde estava esperando bebida e comida para os músicos. A orquestra tocava 3 ou 4 frevos, a juventude dançava e cantava no amplo terraço de minha casa. Em seguida saía e entrava outro bloco, até o anoitecer minha casa era uma festa.
Assim era o Benedito: não tinha papa na língua, nem se intimidava com figurões. Apesar de semianalfabeto, preto, pobre, impunha respeito por sua liderança e amor à cidade. Os nomes dos figurões daquela época estão nas placas de ruas, colégios, praças. O nome de Rás Gonguila ficou apenas na lembrança e nos corações dos seus amigos.
O poeta Jucá Santos e o jornalista Alves Damasceno nos legaram o belo frevo canção: “Evocação de Alagoas, que termina com esses versos saudosos:
“…os coqueirais de Altavilla…E o “Cavaleiro dos Montes”… Quero evocar sem demora…Na imagem de Rás Gonguila” .
Nesse carnaval de 2024 a Escola de Samba Beija-Flor vai cantar a cultura popular e a Soberania Popular do Benedito. Vai arrasar na Sapucaí com belíssimas fantasias inspiradas no folclore alagoano. E eu lá desfilando e cantando com emoção.
DEU NO X
CADÊ A VERSÃO 2023 DESSA MÚSICA?
Tá pegando mal, artistas. Não tem versão 2023 da música? pic.twitter.com/toKnspqszR
— Milton Neves (@Miltonneves) November 9, 2023
ALEXANDRE GARCIA
O GOVERNO QUER DAR FORÇA AOS SINDICATOS E POR ISSO DIFICULTA O TRABALHO NOS FERIADOS

O Ministério do Trabalho continua lidando com a história de abre ou não abre nos feriados. Eu não sei por que governos têm que se meter nisso. Devia deixar com as pessoas. Se eu sou dono de uma loja devia poder acertar com meus funcionários, “vamos abrir no domingo, vamos abrir no feriado, no meio da semana, porque isso vai fazer bem para todos nós. Vamos faturar, eu vou dividir com vocês, vocês vão ganhar mais, eu também vou ganhar mais”, mas não é assim. Agora é para dar força para o sindicato, que com a história do imposto sindical, da contribuição sindical, os sindicatos estão reclamando que estavam acostumados com muito dinheiro, principalmente os pelegos sindicais, aqueles que se tornaram sindicalistas por profissão.
E isso tem em toda parte, tem os sindicatos de empregadores e sindicatos de empregados. Ainda ontem eu ouvi um dirigente sindical dizer que é um absurdo receber para isso. E às vezes há lugares em que pagam muito, porque os associados do sindicato e os sindicalizados estão lá sustentando tudo. Lei do ano 2000 diz que abrir ou fechar em feriado é resultado de uma convenção coletiva de trabalho ou disciplina de lei municipal. A lei municipal regula essas coisas. Mas saiu uma portaria no ano passado, em novembro, que foi um caos. Então, está agora a Confederação Nacional do Comércio, sindicatos, Ministério do Trabalho estudando uma fórmula, porque do jeito que estava, só ia abrir em feriado farmácia e posto de gasolina. Isso é um absurdo, todo mundo sabe que num feriado, num domingo, é o único dia em que o trabalhador tem para fazer compra. Aí ele sai para fazer compra e encontra tudo fechado.
O trabalhador que também quer ir para uma churrascaria, para um restaurante, festejar num feriado. Ah, não está fechado. Como assim? É a mania do Estado de se meter na vida das pessoas. Onde o Estado menos se mete na vida das pessoas, mais há prosperidade. Estados Unidos, por exemplo, é uma questão entre trabalhador e empregador. Claro que há as unions, sindicatos que querem se meter, que querem controlar, que às vezes até adotam meios violentos para isso.
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Ramagem
Outro assunto do dia é mais uma busca e apreensão com um deputado oposicionista que é pré-candidato a eleição municipal, no caso Alexandre Ramagem, do PL, pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro. Alvo de busca e apreensão, sob a alegação de que quando era diretor da ABIN, Agência Brasileira de Informação, que estaria monitorando adversários políticos do governo. Isso aconteceu uma semana depois de uma busca e apreensão num pré-candidato à prefeitura de Niterói, o líder da oposição, Carlos Jordy. Houve muito protesto em relação a isso, inclusive porque, se é verdade que se baseou numa foto de um suposto organizador do 8 de janeiro, a foto foi forjada. É uma foto da posse de Bolsonaro, ele está na multidão, na frente do Palácio, na posse de Bolsonaro, de camisa alusiva à posse.
Mas aí foi apagada a alusão do dia da posse, para dizer que foi no 8 de janeiro, sendo que ele não estava no 8 de janeiro em Brasília. Essa é a pessoa que teria chamado o líder de líder. Mas enfim, são os abalos que tornam o Brasil parecido com a Nicarágua, porque o Ortega faz isso. Próximo à eleição começa a botar a polícia atrás dos seus adversários nas urnas. Assim que reiniciar o ano legislativo, esse assunto vai ser requentado, vai para os plenários, porque até agora a gente não ouviu, ou pelo menos não houve volume de voz na fala do presidente do Congresso e do presidente da Câmara a respeito da entrada de polícia nos gabinetes de representantes do povo, gente do poder legislativo.
DEU NO JORNAL
ESTÃO TRANQUILOS
O potencial eleitoral de Bolsonaro é reconhecido até entre medalhões do PT, como José Dirceu.
“Não subestimaria a Michelle como candidata”, declarou em entrevista o companheirão de Lula.
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Claro que eles, os medalhões do PT, têm plena consciência do “potencial eleitoral” de Bolsonaro, citado nesta nota.
Mas não perdem o sono por conta disto.
De maneira alguma.
Eles contam fielmente com os politizados eleitores eletrônicos.
VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO
ADORO QUINDIM
Uma das minhas iguarias preferidas é quindim. Aprendi a gostar com a minha saudosa mãe, dona Lia, que cozinhava muito bem e dava preferência às sobremesas que levassem coco.
O quindim é um doce, à base de açúcar, gemas e coco ralado. É de se comer, “até lamber os beiços.”
Além de gostar de quindim, minha mãe também gostava muito da canção “Os Quindins de Iaiá” (de 1941), que cantarolava, embalando o filho caçula, como se fosse uma canção de ninar.
Sem dúvida, foi dela que herdei a preferência por quindim, que conservo até hoje.
“Os Quindins de Iaiá”, da autoria de Ary Barroso (1903-Ubá-MG / 1964-Rio de Janeiro-RJ), fez muito sucesso na voz do autor, como também na voz de Carmen Miranda, Dorival Caymmi (1914–2008), Dominguinhos e outros excelentes intérpretes.
“Aquarela do Brasil”, também da autoria do grande compositor Ary Barroso, foi a música que consolidou o estilo samba-exaltação, e ajudou a elevar o gênero samba à categoria de símbolo musical nacional.
Filho do advogado João Evangelista Barroso e Angelina de Resende Barroso, Ary Barroso ficou órfão aos 6 anos de idade. Os pais foram vítimas da tuberculose.
Ary Barroso foi criado pela tia avó, a professora de piano Ritinha, que o introduziu na música. Com 12 anos de idade já trabalhava como pianista auxiliar no Cinema Ideal de Ubá (MG), acompanhando os filmes mudos. Com 15 anos, começou a compor.
Com 18 anos, recebeu uma herança do tio Sabino Barroso, ex-ministro da Fazenda, e partiu para estudar Direito no Rio de Janeiro. Morava numa pensão de luxo, frequentava os melhores restaurantes e comprava as melhores roupas.
Quando o dinheiro acabou, passou a tocar piano em cinemas e cabarés, para se sustentar. Acabou gostando da boemia carioca.
Em 1923, passou a tocar na orquestra do maestro Sebastião Cirino, na sala de espera do teatro Carlos Gomes.
Em 1926, iniciou o Curso de Direito, interrompido diversas vezes.
Em 1928, foi contratado pela orquestra do maestro Spina, de São Paulo, para uma temporada de oito meses em Santos e em Poços de Caldas.
Em 1929, Ary voltou para o Rio de Janeiro. De pensão em pensão, foi parar na Rua André Cavalcanti, 50. Gostou das acomodações e da filha da dona da pensão, Ivone Belfort de Arantes. A família não concordava com o casamento de Ivone com o pianista boêmio.
Depois de ganhar um concurso de música carnavalesca com a marchinha “Dá Nela”, Ary pode pagar as despesas, e com o diploma de bacharel em direito, conquistado em 26 de fevereiro de 1930, pode se casar com Ivone. Ainda morando na pensão, nasceram os filhos Flávio Rubens e Mariúzia.
Em 1932, Ary Barroso ingressou na Rádio Philips a convite de Renato Murse. Além de pianista, foi humorista, animador e locutor esportivo.
Em 1933, enfrentou uma grande crise pessoal, quando perdeu a esposa Ivone e a avó no mesmo ano.
Depois da Rádio Philips, Ary foi para a Mayrink Veiga, e de lá, em 1934 foi para a Cosmos, em São Paulo, época em que criou o programa “Hora H”. Exigia que os calouros cantassem apenas músicas brasileiras e que citassem o nome do compositor.
Carmem Miranda foi uma de suas principais intérpretes e também grande amiga, com quem passeava nas ruas do Rio. O sucesso de “Aquarela do Brasil” na voz da cantora, fez com que Ary Barroso se transformasse em compositor e arranjador de filmes de Hollywood.
Ary Barroso notabilizou-se pelas músicas “Aquarela do Brasil, “Na Baixa do Sapateiro”, “Os Quindins de Yaiá” “No Tabuleiro da Baiana” e outras.
Retratou em suas canções, muitos aspectos do cotidiano popular. O samba esteve presente na maior parte de suas músicas, mas também estiveram presentes o xote, o choro, o foxtrote e a marcha.
Foi convidado, em 1936, para ser locutor na Rádio Cruzeiro do Sul. Apesar de já ser um compositor de sucesso, a atividade de locutor e comentarista esportivo se tornaria uma marca registrada de sua carreira.
Seus programas de calouro ficaram famosos e em 1937 inovou com um sino, para eliminar os calouros na Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro. Quando foi para a Rádio Tupi, instituiu o gongo.
Ary Barroso, portanto, foi o precursor do gongo, imitado em programas de calouros, na televisão, tipo “A Buzina do Chacrinha” do apresentador José Abelardo Barbosa de Medeiros, mais conhecido como Chacrinha (1917-1988), que muito divertiu os telespectadores brasileiros, com seus jargões engraçados.
Os quindins de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá
Cumé?
Cumé que faz chorar
Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os zóinho de Iaiá
Cumé?
Cumé que faz penar
O jeitão de Iaiá
Me dá, me dá
Uma dor
Me dá, me dá
Que não sei
Se é, se é
Se é ou não amor
Só sei que Iaiá tem umas coisas
Que as outras Iaiá não tem
O que é?
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Tem tanta coisa de valor
Nesse mundo de Nosso Senhor
Tem a flor da meia-noite
Escondida nos canteiros
Tem música e beleza
Na voz dos boiadeiros
A prata da lua cheia
No leque dos coqueiros
O sorriso das crianças
A toada dos barqueiros
Mas juro por Virgem Maria
Que nada disso pode matar…
O quê?
Os quindins de Iaiá…
DEU NO JORNAL
ALÉM DOS MELANCIAS, VAI TER TAMBÉM OS BAITOLAS
DEU NO X


