DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COMENTÁRIO DO LEITOR

Comentário sobre a postagem PODEM VOLTAR AO CRIME. DENTRO DA LEI

João Francisco:

Quando o Chefão foi declarado vencedor pelos bauzinhos eletrônicos, foi a maior festa nas cadeias e presídios de todo o BR.

Agora temos uma visão do que estava previsto pelos presos.

Ainda tem mais, agora furtos, roubos e assaltos em lojas não poderão mais ser reprimidos.

Sabe aquela mulher que enche a bolsa com itens valiosos em uma pequena venda?

Pois é, vão ter que deixar passar.

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A EDUCAÇÃO QUE NÃO INTERESSA AO BRASIL

Editorial Gazeta do Povo

Brasília, DF 30/01/2024 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa do último dia da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa do último dia da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024

Se há uma questão que há décadas atormenta o Brasil e o ajuda a manter-se na posição ingrata de país do futuro que nunca chega, é a falta de uma educação de qualidade. Rankings e avaliações internacionais periodicamente nos lembram o quão atrasado o Brasil está em relação a outros países quando o assunto é educar bem – o que impacta diretamente no desenvolvimento social e econômico do país. Em todos os níveis, das séries iniciais à pós-graduação, o sistema educacional brasileiro patina desastrosamente. Trata-se de um problema sério e grave, que não vai ser resolvido com gritarias e militância política, como se viu no Conae 2024, que serviu até de palanque para Lula pedir votos para seus candidatos a prefeito e vereador.

A Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024, realizada no final de janeiro, em Brasília, reuniu representes da área educacional e de organizações de todo o país para debater as diretrizes que vão nortear o sistema educacional brasileiro pelos próximos 10 anos. Em tese, o evento serviria para discutir e aprovar (ou não) as propostas encaminhadas pelo governo Lula para o Plano Nacional de Educação (PNE), através de um debate democrático entre representantes de diversos segmentos. Na prática, serviu apenas para mostrar como o governo federal petista consegue usar seus tentáculos junto a movimentos sociais e sindicais para monopolizar os debates, calar divergentes e empurrar goela abaixo da população um plano de educação que coloca a educação em segundo plano.

Participantes relataram – a imprensa só pôde acompanhar a abertura e a cerimônia de encerramento do evento – falta de transparência na organização, ausência de espaço para debate, excesso de participantes de entidades e grupos alheios à educação e que qualquer tentativa de contrapor as propostas do governo era rechaçada. Delegados cujas ideias fugiam do viés ideológico majoritário dos participantes da conferência ouviram vaias e palavras de ordem para censurá-los. O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) publicou em sua conta no Instagram um vídeo que mostra um pouco do que foi o evento. Entre outras coisas, a gravação mostra um livreto com título Por que discutir gênero na escola? e bottoms em apoio ao Hamas, grupo terrorista da Palestina. Em outro trecho do vídeo, um rapaz que se diz representante do movimento LGBTQIA+ afirma que “a gente está formando militantes mesmo. A gente precisa manter viva a militância em sala de aula”.

No encerramento da conferência, o próprio presidente Lula evidenciou o caráter político do evento. O presidente cobrou apoio para que a esquerda consiga eleger vereadores e prefeitos nas eleições municipais deste ano. “Este ano vai ter eleição para vereador e prefeito. Qual será o nosso papel nessas eleições? Será que os professores do Brasil inteiro não têm condições de eleger um vereador em cada cidade?”, disse o presidente, que também se queixou do crescimento da “extrema-direita” e da “política de costumes tomando conta dos interesses maiores a nível nacional”.

Nos documentos que serviram de base para o Conae, o predomínio do teor político e identitário sobre o educacional já era evidente, como mostrou reportagem da Gazeta do Povo. O material propõe que o Sistema Nacional de Educação (SNE) fomente condições institucionais que permitam o debate e a promoção da diversidade “de gênero e de orientação sexual”, sugerindo a formulação de “políticas pedagógicas e de gestão específicas para este fim”. Em outro trecho, considera a necessidade de uma contraposição urgente “às políticas e propostas ultraconservadoras”, garantindo a “desmilitarização das escolas”, “o freio ao avanço da educação domiciliar (homeschooling)” e “às intervenções do movimento Escola Sem Partido e dos diversos grupos que desejam promover o agronegócio por meio da educação”. O texto também pede explicitamente a revogação de políticas como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a Base Nacional Comum Formação e a reforma do novo ensino médio, que são tratadas como “agendas neoliberais”. Há também trechos sobre políticas salariais para professores.

Sobre educação de fato, muito pouco. Especialistas que analisaram o documento mostraram preocupação com as críticas a padrões concretos de qualidade, e a falta de métricas para acompanhar o resultado e desenvolvimento dos estudantes. Em nome da uma falsa inclusão, defende-se um nivelamento por baixo, com pouca exigência acadêmica – e consumação da mediocridade educacional. Não há menção ao que poderia, de fato, impactar positivamente na qualidade do ensino brasileiro e incrementar o nível de aprendizado, as habilidades em ciências, matemática, linguagem dos estudantes brasileiros. Com base nas propostas apresentadas no Conae, o Ministério da Educação deverá elaborar o texto final do Plano Nacional de Educação que será encaminhado para apreciação do Congresso Nacional. Caberá aos parlamentares analisarem e decidirem pela aprovação ou não do plano.

É estarrecedor pensar que a educação brasileira dos próximos 10 anos poderá ser pautada por teses aberrantes como as apresentadas no Conae 2024, que priorizam a formação de militantes e discussões identitárias em vez da própria educação. Talvez interesse ao governo de Lula e seus aliados que a educação brasileira continue entre as piores do mundo, mas isso não interessa ao país. O Brasil precisa de um sistema educacional de qualidade, capaz de formar estudantes com excelência acadêmica e humana, que leve o país em direção ao desenvolvimento social e econômico e não mais um projeto de manutenção do atraso.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ARTES & MANHAS

Ônibus superlotado. Uma artimanha para a fraude

Faço nestas notas rápidos comentários sobre parte do cotidiano externo das pessoas, apenas para assinalar modos de viver e de se aplicar certas artimanhas, pelas prestadoras de serviços públicos, fraudando normas.

Quando em 1944 houve a introdução de ônibus urbanos no Recife, notadamente em serviço regular iniciado pela Pernambuco Autoviária Ltda., os passageiros somente viajavam sentados.

Havia uma placa proibindo que as pessoas viajassem de pé. O próprio motorista cuidava do controle. Respeitava-se uma norma municipal. Todavia, temos que admitir: as pessoas eram mais educadas e a população da cidade era menor.

Tempos depois, diante da necessidade e a introdução de várias empresas para esse tipo de serviço, os próprios usuários passaram a utilizar tal transporte de forma desordenada, permanecendo de pé, sofrendo infame “esfregaço”; burlando-se igualmente à norma que determina a quantidade total de passageiros por viagem.

No caso, não nos parece que houve decidida reclamação nem se “queimou pneus” nas ruas, em protesto, a respeito do preço que deveria ser diferenciado para aos que viajam em pé.

De ambas as formas, atualmente, se paga o mesmo valor. Até hoje as empresas cobram os mesmos preços para ambas as formas de acomodação; aliás, melhor dizendo, de desconforto.

Uma artimanha que se tornou uma coisa comum. Enfim, sentados ou em pé o preço da passagem dos ônibus urbanos é o mesmo. Continuam assim, beneficiadas as próprias empresas. Mas, no caso, utilizando-se um artifício oculto para se faturar mais, durante a mesma distância de viagem.

Mas, há artimanhas dosadas pela inteligência promocional. Outro dia, entrei numa loja, ao acaso, onde na vitrina havia muitas ofertas de produtos. Desejava ver se comprava um presentinho e acabei escolhendo outras bugigangas para minhas netas.

Atendido pela dona do estabelecimento fui indagado, delicadamente, qual o motivo de haver procurado sua loja. Não pude negar: o título me chamou a atenção: “Artes e Manhas!”.

Risonha, afirmou a senhora: “Foi um artifício que encontrei. Pelo que imaginamos o título chamaria a atenção e concluímos que aqui o cliente vê pela vitrina, muitas coisas diferentes. Por isso valeu a gente registrar como “Artes & Manhas! ”

Esse mundo é mesmo cheio de artimanhas! Burla-se até as leis com artifícios, que o povão vai esquecendo e aceitando placidamente. Até na divisão dessa palavrinha houve subterfúgio, pois se tornou “Artes & Manhas”.

PENINHA - DICA MUSICAL