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GASTANDO, GASTANDO

Governo que só consegue conjuntar dois verbos, viajar e gastar, a gestão do petista Lula conseguiu uma “proeza” rara de se ver: apenas nos dois primeiros meses de 2024, torrou nada menos que R$ 83 milhões em viagens “a serviço” de servidores, que seguem o exemplo do chefe, que desde sua posse, em janeiro do ano passado, já passou mais de setenta dias fora do país.

Somente no primeiro ano de seu governo, Lula viajou por 62 dias no exterior, sempre se hospedando nos hotéis mais luxuosos.

De janeiro a fevereiro deste ano já foram 36.176 viagens de servidores, incluindo terceirizados e até “convidados eventuais”. Tudo à nossa conta.

Mais de R$ 12,6 milhões já foram gastos este ano com viagens internacionais. O montante representa 15% do total das despesas.

No ano passado, o governo federal superou, pela primeira vez na História, R$ 2,1 bilhões em gastos com viagens.

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Não vou comentar essa nota.

Deixo a cargo dos leitores.

Apenas vou fechar a postagem com mais uma notícia:

A gastança de Lula e Janja segue chamando atenção. Agora, o governo abriu licitação de R$ 20 milhões para “reformar imóveis” da presidência, como o Palácio da Alvorada, residência do “casal esbanja”.

ALEXANDRE GARCIA

FUGA DE PRESÍDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA ESTÁ VIRANDO MODA

Fuga ocorreu no Estabelecimento Penal Jair Ferreira De Carvalho, em Campo Grande (MS)

Fuga ocorreu no Estabelecimento Penal Jair Ferreira De Carvalho, em Campo Grande (MS)

Na mesma época em que transferem 23 detentos de alta periculosidade, incluindo Fernandinho Beira-Mar, do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) para outros presídios federais de segurança máxima, temos duas fugas de um presídio estadual de segurança máxima em Campo Grande (MS). Fugas simples, escalando corda no muro. Em Mossoró resolveram transferir porque agora – e só agora perceberam isso – a reforma está atrapalhando. Também existe um rodízio para não criar focos de comandos nos presídios. É um problema sério, que precisa ser resolvido, mas nunca foi enfrentado como se deve.

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Bolsonaro vai a feira agrícola no Rio Grande do Sul

O ex-presidente Jair Bolsonaro chega nesta terça a Não-Me-Toque (RS), bem quando o Supremo parece querer tocá-lo. Ele desembarca no aeroporto de Passo Fundo às 14 horas e de lá vai para Não-Me-Toque, onde há uma exposição agropecuária internacional, porque a cidade é a capital nacional da agricultura de precisão. Por que “agricultura de precisão”? Não vi em lugar nenhum a definição, mas suponho que tenha relação com o uso de tecnologia, computadores, drones, para medir a quantidade de defensivo, fazer o plantio, a adubação, a colheita, tudo na medida exata. Uma agricultura informatizada, digitalizada e com excelentes resultados, de fazer inveja para o Meio-Oeste americano.

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Suprema Corte libera Trump para concorrer à Casa Branca

Está aberto o caminho para Donald Trump disputar a eleição de novembro. A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou uma decisão de um tribunal do Colorado que o impedia de disputar a eleição. E essa derrubada vale para o país inteiro; ninguém pode impedir que Trump seja candidato à Casa Branca, a não ser o eleitor. E ele está vindo muito bem nas primárias. Ele teve só agora sua primeira derrota, em Washington DC, ou seja, o distrito federal americano, onde a maioria é democrata mesmo. A ex-embaixadora Nikki Haley ganhou, mas ela tem 43 delegados e Trump já está com 247.

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Direita e centro-direita devem ficar na frente em Portugal

Domingo agora temos eleições em Portugal e todas as pesquisas estão mostrando a subida do Chega!, que é a direita pura, e da Aliança Democrática (AD), uma coligação de centro-direita. Os socialistas que governaram Portugal por oito anos agora devem perder, tanto que a eleição foi antecipada porque o chefe de governo, o primeiro-ministro, socialista, foi retirado por corrupção. André Ventura, que é o líder do Chega!, já disse que está disposto a ser primeiro-ministro e governar Portugal.

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STF retoma julgamento das drogas, mas Senado já tem a resposta pronta para votação

Na quarta-feira continua o julgamento no STF sobre o porte de drogas, que já está 5 a 1 – falta um voto para a liberação total da maconha. Mas há uma reação forte no Congresso Nacional, especificamente no Senado, onde a CCJ pode votar, no mesmo dia, uma PEC que começou com Rodrigo Pacheco e teve mais de 30 assinaturas, incluindo a do presidente da comissão, Davi Alcolumbre. O relatório do senador Efraim Filho está pronto, dizendo que será crime qualquer posse ou transporte de droga, não importa a quantidade. A PEC cria o inciso LXXX em uma cláusula pétrea, o artigo 5.º – ali não se pode suprimir nem mudar nada, mas pode-se acrescentar. A única ressalva é uma diferença entre o traficante e o usuário: o usuário se torna criminoso, mas recebe penas alternativas, sem cadeia, se for primário; depois, uma lei complementar define os detalhes. Esta é uma resposta do Senado que pode ser dada no mesmo dia do julgamento no STF; mais um alerta ao Supremo feito pelo Poder Legislativo, que é o poder número um, o que tem o poder de fazer leis. O Supremo argumenta que não há lei e que por isso está decidindo, mas se faltou lei foi por vontade do Congresso, que não quis aprovar uma lei sobre esse assunto – e isso já é uma manifestação do poder popular, por meio dos representantes eleitos.

PENINHA - DICA MUSICAL

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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COMENTÁRIO DO LEITOR

PARA TODOS OS PÚBLICOS

Comentário sobre a postagem VOLTAMOS!

Laudeir Angelo:

Eta baralho ♠️

Eu achava que esse negócio de bestice fubânica era só invenção desse povo, mas depois de uma abstinência forçada eu vi que realmente esse jornal faz falta.

O JBF é um Almanaque Pós Moderno completo.

Tem música, notícias. Literatura, humor, poesia, história .

Tem resenha para todos os públicos.

Aqui a arte não tem fronteiras.

Nem na terra, nem no pensamento:

“Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria” .

Bienal. Zé Ramalho e Zeca Baleiro.

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DEU NO JORNAL

A GEOPOLÍTICA DA IMORALIDADE: A ABSURDA DECLARAÇÃO SOBRE ISRAEL FOI ERRO OU ESCOLHA?

Roberto Motta

Apoiadores de Israel agitam bandeiras em frente a uma manifestação pró-Palestina em Nova York.

Apoiadores de Israel agitam bandeiras em frente a uma manifestação pró-Palestina em Nova York

As posições assumidas por alguns políticos brasileiros de esquerda ou de extrema-esquerda em relação a Israel e aos judeus são estarrecedoras. Em todo mundo a esquerda revelou sua face antissemita. Não deveria ser surpresa: todos os regimes totalitários são antissemitas, e o socialismo (ou comunismo, ou “progressismo”) é uma ideologia totalitária que só permite a adoração de um deus: o Estado.

É evidente que não há problema em criticar o atual governo de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Mas a comparação da guerra contra o Hamas – uma guerra onde Israel luta por sua sobrevivência – com o Holocausto não encontra sustentação histórica, lógica ou moral.

Essa comparação nunca deveria ter sido apresentada como uma posição de Estado, porque ela não representa a posição da nação ou do povo brasileiro. Trata-se apenas de uma opinião pessoal – e uma opinião equivocada. Achar que o povo judeu é responsável pelas decisões do governo de Israel é como achar que o povo brasileiro é responsável pelas decisões – e declarações – do governo brasileiro. Comparar o Holocausto com uma guerra justa, de autodefesa, é ofender seis milhões de mortos. Esse episódio, ironicamente, acaba reforçando um dos argumentos centrais pela existência de Israel: Israel é a garantia de que o Holocausto nunca se repetirá.

Negar, minimizar ou trivializar a tragédia do Holocausto é trabalhar para que ele aconteça de novo. O termo “negacionista” foi originalmente criado para descrever aqueles que negam que o Holocausto tenha acontecido. Mas poucas tragédias foram tão bem documentadas.

Depois do massacre de civis inocentes pelos açougueiros do Hamas, em 7 de outubro de 2023, o mundo vem assistindo atônito ao ressurgimento do antissemitismo. Antissemitismo é o discurso de ódio contra judeus. Muitas vezes, esse ódio vem disfarçado de antissionismo – uma posição política que nega a Israel o direito de existir. Antissionismo é o antissemitismo vestido com roupas progressistas. Mas se os judeus não são bem-vindos em lugar algum e nem podem ter a sua pátria, o que acontecerá com eles? A resposta é óbvia.

Antissemitismo é o racismo mais antigo da história. Ele é sempre instigado por lideranças fracas, em busca de alguém para culpar por seus fracassos. Não há analogia possível entre o Holocausto e qualquer outro episódio da história. No Holocausto, seis milhões de homens, mulheres, crianças e idosos foram mortos a pancadas, tiros ou sufocados em câmaras de gás simplesmente por serem judeus. Foi organizado um aparato industrial de extermínio – um aparato oficial, estatal, preparado pelo governo de uma das nações mais cultas e educadas da Europa: a Alemanha.

A Alemanha é a terra de pensadores, cientistas, filósofos, escritores e artistas cujos trabalhos tiveram impacto profundo no mundo como Max Weber, Beethoven, Brahms, Einstein, Max Planck, Kant e Nietzsche, para citar só alguns. Antes de 1940, a Alemanha já havia recebido 33 Prêmios Nobel e possuía um dos sistemas educacionais mais avançados da Europa.

É preciso perguntar: como o Holocausto pôde acontecer na Alemanha? Onde estavam os homens de bem do país? Onde estavam os juristas alemães? Onde estava o resto do mundo?

No dia 19 de abril de 1943, quando tropas alemãs entraram no gueto de Varsóvia para levar mais judeus para os campos de extermínio, começou um levante. Mil e duzentos combatentes judeus, armados com apenas 17 fuzis, enfrentaram os soldados da SS nazista durante três semanas. Quando a resistência foi finalmente vencida, mais de 56 mil judeus foram capturados. Cerca de 7 mil foram assassinados a tiros ali mesmo no gueto, e o restante foi deportado para os campos de concentração. Depois da criação de Israel isso jamais se repetirá.

Eu visitei o Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Jerusalém. Ali estão registradas as vidas de alguns dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas. A parte mais dolorosa foi entrar no prédio dedicado à memória das crianças mortas no Holocausto. No escuro brilha uma única vela, refletida por milhares de espelhos. A dimensão do que aconteceu aos judeus é incompreensível. A existência de Israel é a garantia de que isso nunca se repetirá.

Am Yisrael Chai. O povo de Israel vive.