DEU NO X

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ CLAUDINO PRIMO – IPIRANGA DO PIAUI-PI

O AEROPORTO CLANDESTINO DAS “EXCELÊNCIAS”

Voos exclusivos para não terem de ter contato com os Brasileiros.

Não é incomum que o cidadão brasileiro pagador de impostos questione como o colarinho-branco se movimenta desde que o Escândalo do Mensalão e a Operação Lava-Jato revelaram como figurões transitavam pelos aeroportos oficiais com malas — e até cuecas! — recheadas de dinheiro afanado dos cofres públicos.

Pois bem… a resposta finalmente chegou! Ei-la: desde então, Suas Excelências passaram a usar um espetacular AEROPORTO CLANDESTINO na zona rural de Brasília, a exatos 35 km de distância da Praça dos Três Poderes.

Deputados, senadores, governadores, prefeitos e até magistrados de tribunais superiores fazem uso constante dessa pista pirata com 1.700 metros de extensão e que já conta com 119 hangares abrigando quase 250 jatinhos luxuosos, que custam em média R$ 20 milhões, tudo à revelia da Força Aérea Brasileira.

O aeroporto clandestino fica encravado nas terras de uma das antigas olarias utilizadas na década de 1960 para fornecer tijolos e matéria-prima para a construção da nova capital. Está localizado às margens da Rodovia Júlio Garcia (BR 251), no Núcleo Rural Capão Comprido da paupérrima Agrovila São Sebastião.

Um local afastado e bastante adequado para toda e qualquer autoridade que deseja embarcar em jatinhos particulares “na encolha”, sem passar pela fiscalização da Polícia Federal – PF no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck – Brasília/DF, ou ser obrigado a pagar os caríssimos impostos e taxas aeroportuárias, como faz o cidadão brasileiro, reles mortal.

A denúncia está nas páginas da Revista Crusoé deste final de semana, em matéria investigativa assinada pelo repórter Renato Alves, que capturou, em imagens reveladoras e depoimentos assombrosos, como políticos de grande envergadura estão utilizando diariamente a pista clandestina, conhecida como “Aeroporto Botelho”.

A matéria flagrou até um deputado e ex-ministro — filho de senador e também ex-ministro — que, enquanto sua casa e gabinete eram alvos de operação da PF, escapava com seis malas imensas no jatinho de um empresário. Tudo lá, registrado em fotos para quem quiser ver!

A quem interessar possa, clique aqui para ler a matéria na Revista Crusoé.

Quando você acha que já viu e ouviu todas as mazelas e desgraças que o Brasil é capaz de produzir, lá vem a alta roda de colarinho-branco esfregar na cara do Povo Brasileiro o quanto somos trouxas.

O Brasil é a tonga da mironga do kabuletê!

É a #BananeiraJeitinho em ação… e #ÉaLama

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

DOIS ZÉS

Este meu gosto poético
Que trago desde menino,
Fincado em tantas raízes
Do meu rincão nordestino.
Devo a dois Josés, somente:
Metade pra Zé Vicente,
Metade a Zé Laurentino.

Por Decreto do Destino,
Dois homens do interior:
Um, cantador de viola;
O outro, exímio escritor.
Quanta sensibilidade…
Sem título de Faculdade
E nem anel de Doutor.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAULO ANASTÁCIO – CAMPINAS-SP

Editor Berto:

Publique este vídeo no nosso jornal, o melhor do Brasil.

Dona Ana, minha esposa, que dá as ordens, pediu pra mandar um abraço.

Abraço!!!

Muito obrigado pela atenção.

R. Abraço retribuído, meu caro.

E diga pra Dona Ana que aqui no JBF ela também dá as ordens!

Um excelente domingo para o querido casal.

E vamos ao vídeo que você nos mandou:

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A PENUMBRA

 A penumbra do anoitecer

A luz do dia vai sumindo, tal qual água que se esconde na areia do deserto. Rápido, muito rápido.

O vento forte traz consigo a penumbra, aliada ao anúncio da escuridão noturna. Escurece, e estamos juntos, um ao lado do outro. Estamos misturados numa situação em que só a tua cabeça preconceituosa guardou a diferença – a diferença da tonalidade da nossa tez.

Por segundos, minutos e horas, a cor da nossa pele é a mesma – como na realidade é, e deveria ser. Nem era necessária a chegada da penumbra para ficarmos iguais. Apenas um coração bom e uma sensatez bastariam.

Passam segundos, passam minutos, passam horas – a penumbra desaparece e leva junto o teu raciocínio e a tua humildade. Tua cabeça volta para a mesmice e tua sensibilidade se transforma em pedra. Voltas ao teu status quo – ele é teu.

Tu és tu – e serão necessárias muitas noites transformadas em penumbra, para perceberes que temos a mesma tez. A mesma cor.

As nossas diferenças estão apenas no caráter. Não na cor da tez. Nessa particularidade, nenhum vento forte tangerá a penumbra que habita em ti. Infelizmente.

Que Deus (todo poderoso – aquele mesmo a quem recorres nos desesperos) te tire definitivamente da penumbra.

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COMENTÁRIO DO LEITOR