Quando por mim você passa Eu viro mulher feliz Tão cheiroso e provocante Que logo acendo o nariz E deixo seu cheiro entrar Só para me deleitar Pois sou mulher de raiz.
Se sempre acordo bem cedo É pra provar seu sabor O meu paladar exige Antes que eu vá ao labor Ter você sempre bem quente Alertando minha mente Provocando meu calor.
Para ter você comigo Caminho léguas o pé Vou até o fim do mundo E não perco minha fé De provar do meu neguinho Nem que seja um golinho Sou viciada em café!
Desde que foi convencido a dar entrevistas todos os dias para ocupar lugar na mídia, o presidente Lula só se desgasta, com declarações no mínimo estranhas, como esta última, de que o MST não tira terra de ninguém; quem tira terra do agricultor são os bancos. Para quem teve apoio de banqueiros, a declaração só o faz perder apoio e dinheiro de campanha. Erros simples de avaliação, cometidos por quem sempre teve a fama de intuitivo, revelam um certo cansaço, neste ano e meio de terceiro mandato. Nesses últimos dias negou, chamou de “cretinos” os que registraram o fato de que, à medida que fala sobre contas públicas, juros e Banco Central, Lula faz o dólar disparar. Chegou até a imitar Bolsonaro na crítica ao Supremo: “A suprema corte não tem de se meter em tudo”.
Aliás, o falar demais atribuído a Bolsonaro parece estar sendo superado por Lula, reclamando de mães que têm filhos demais, anunciando que não vai financiar os arrozeiros que saíram de secas para enchente recordista, e acusando o presidente do Banco Central de trabalhar para os banqueiros; mas sempre elogiando o MST, que, por sua vez, critica Lula por frustrar as expectativas dos sem-terra. Na polêmica da droga, lavou as mãos como Pilatos. Empurrou para a “ciência”, esquecendo que as famílias esperam a ação social e sanitária do Estado para evitar, tratar, reprimir e pegar o traficante – e diminuir a desgraça.
Até hoje o país lembra do presidente Itamar Franco, que afastou o ministro Henrique Hargreaves até que ele demonstrasse inocência de uma suspeita, pois um ministro precisa estar acima de qualquer suspeita. Lula não considerou o bom exemplo e mantém o ministro Juscelino Filho, mesmo indiciado por corrupção pela Polícia Federal. O que esperar de quem encara um indiciamento por corrupção como algo com que pode conviver? Quando perde no Congresso e derrubam seus vetos, culpa as lideranças, os ministros e, agora, os jornalistas e, provavelmente, seus marqueteiros. Como no Rio Grande do Sul cheio d’água o discurso ficou esvaziado pela falta de ações efetivas, um gigantesco encontro do agro gaúcho está marcado para esta quinta-feira, para tentar despertar o governo federal.
Em política externa não é diferente. Está perto de Nicolás Maduro, de Cuba, de Daniel Ortega, do Irã, do Hamas, e longe de Israel, com quem temos contratos, e da Argentina, com quem temos vizinhança. Nos Estados Unidos, está cada vez mais palpável a volta de Donald Trump, e o Brasil poderá ficar só com os amigos de Lula, já meio distanciado de Gabriel Boric, do Chile, e sem afinidade com os presidentes do Paraguai e Uruguai. Javier Milei vai estar no fim de semana em Balneário Camboriú, com Jair Bolsonaro, e não vai estar com Lula na segunda-feira, na reunião do Mercosul em Assunção. Enfim, o presidente do Brasil fala mais que Joe Biden, mas o resultado é parecido.
“Mala de pobre só presta Pra guardar conta vencida”.
Revirando a minha mala Achei alguns amuletos Mais de setenta boletos Vencidos do meu opala. Uma catinga que exala De uma camisa encardida Uma calça descosida Que não serve mais pra festa; “Mala de pobre só presta Pra guardar conta vencida”.
Hélio Crisanto
Eu vi um maço de contas Da nossa antiga *CERON Contracheques do *BERON, Um trevo de cinco pontas. Duas músicas quase prontas Sobre o tema despedida, Uma foto colorida Da derradeira seresta. “Mala de pobre só presta Pra guardar conta vencida”.
Wellington Vicente
*CERON – Centrais Elétricas de Rondônia. *BERON – Banco do Estado de Rondônia.
O que importa para esses canalhas egoístas, não é o futuro de suas nações, para eles só importa a sua imagem, o seu êxito pessoal e depois, o do seu partido.
Esses demagogos corruptos precisam ser expurgados da vida pública mundial.