DEU NO JORNAL

TUDO CALADINHO

Onze dias se passaram e até agora o governo mantém constrangedor silêncio sobre o filho de Lula acusado de espancar a ex-mulher.

Nem o presidente e nem a falante primeira-dama, ou qualquer das estridentes deputadas do PT, tampouco a Comissão de “Defesa da Mulher” da Câmara, presidida pela deputada Ana Pimentel (PT-M).

Ninguém. Silêncio total até mesmo de repórteres que não incomodam suas excelências com perguntas, mantendo o caso longe das manchetes.

Medida protetiva da Justiça proíbe que Luiz Cláudio se aproxime da ex-mulher, mas não proíbe que se fale sobre o assunto, nem que o noticie.

Esta semana, a deputada Ana Pimentel se recusou a incluir na pauta da Comissão de “Defesa da Mulher” até uma simples moção de repúdio à agressão.

A mulher que denunciou as agressões já prestou depoimento.

Espera-se que o acusado não receba o tratamento de inimputável que lhe é familiar.

* * *

A lulo-petezada tá caladinha.

Tudo de cu trancado.

A expressão “o tratamento de inimputável que lhe é familiar”, se referindo ao filhote agressor, resume tudo.

Tá tudo dito aí.

E já que falaram em “inumputável”, encerro a postagem com um expressão bem educada.

Puta que pariu!!!

Que país da porra é esse nosso???

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

IGUALDADE

Se tem uma coisa que o brasileiro odeia, é a afirmação “todos são iguais perante a lei”. Ver esta idéia ser colocada em prática, então, traz um sofrimento só comparável a ver seu time perder com um gol impedido aos quarenta e sete do segundo tempo.

Para o brasileiro, a sociedade tem que ser organizada em camadas, como um bolo. Lá em cima, os ricos e famosos. Lá embaixo, pobres e putas. A grande maioria fica no meio, e está sempre tentando um jeitinho para chegar perto do andar de cima e se afastar do andar de baixo.

Todos sabem que os políticos ganham apartamento de graça, auxílio-moradia, auxílio-paletó, auxílio-escola-pros-filhos, auxílio-passagem-de-avião, auxílio-gasolina para os carros que ele também ganha de graça, com motorista incluído, e mais um monte de penduricalhos. Muitos funcionários do governo também.

Alguém acredita que se nossa sociedade fosse, DE VERDADE, contra isso, já não teria acabado? Mas quem é louco de querer que acabe, e sepultar a esperança de um dia conseguir uma boquinha dessas para si mesmo ou para um parente? Quantos brasileiros seriam contra, de verdade, se seu filho anunciasse que arranjou um emprego de assessor para ganhar muito sem fazer nada?

Uma coisa em que nós somos bons, é achar culpados. São os outros, sempre. Sempre tem um grupo que serve de bode expiatório. Um grupo que tem que pagar os pecados dos outros. E se alguém ousar sugerir que o restante de nós talvez tenha uma parcela de culpa, apanha.

Poderia continuar; poderia falar de quem acha que placa de “proibido estacionar” só vale para os outros; de quem acha que a calçada das outras casas é via pública mas a sua é garagem particular; de quem diz que a justiça é horrível mas não se constrange em empurrar seu processo à custa de recursos fajutos; de quem reclama de jeitinhos mas tem sempre à mão o telefone daquele amigo que trabalha no gabinete do deputado.

Nossa sociedade é hierárquica, não acredita na igualdade, valoriza o status e o privilégio. Isso é uma questão cultural, de raízes profundas, e coisas assim não se modificam em pouco tempo (exceto, às vezes, em situações extremas, como uma guerra). E qualquer tentativa de “mudar o país” sem levar em conta esta realidade, estará condenada ao fracasso.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

UM INEFICIENTE IMPOSTO IDEOLÓGICO

Editorial Gazeta do Povo

Fernando Haddad, ministro da Fazenda: “Só estamos pagando R$ 700 bilhões de juros porque estamos pagando R$ 600 bilhões de renúncia”.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda

Lula, o PT e alguns partidos que os apoiam têm verdadeira obsessão em aumentar tributos, de forma geral, e tentar o tempo todo elevar a tributação sobre os ricos e sobre heranças, de forma particular. A questão tributária começa com a origem do Estado e do governo. A criação e a operação de superestruturas complexas, dotadas de poder e funções executivas, derivam da necessidade de fornecer segurança e proteção contra fontes de sofrimento que superam a capacidade individual de enfrentamento e solução, como é o caso de agressões externas, segurança interna, catástrofes naturais, epidemias, pandemias etc. Adicionalmente, a experiência da vida em sociedade, sobretudo em regime de paz e liberdade, levou à necessidade de um conjunto de regras de convivência e de relação entre os indivíduos. De forma simples, a existência de problemas e demandas coletivas está na base da criação de estruturas coletivas, especialmente o Estado e o governo.

Assim, além de outras providências, tornou-se necessária a aprovação, pelos membros da comunidade, de um estatuto geral sobre a organização do país, sua estrutura territorial, os direitos e deveres individuais, as normas de conduta e as punições para suas violações. Em uma sociedade politicamente organizada, cabe ao Estado e seu braço executivo, o governo, liderar o disciplinamento e a fiscalização das relações entre os indivíduos e destes com as organizações econômicas e sociais e, inclusive, das relações com os próprios órgãos de governo, além da provisão de determinados serviços públicos.

De forma simplificada, pode-se dizer que a convivência entre os indivíduos que habitam um país e suas relações de produção, trocas, negócios e atividades de diversas naturezas impõem a existência da estrutura estatal com seus órgãos governamentais, suas funções e obrigações. Assim, cabe à população e às entidades econômicas e sociais o financiamento dos custos da estrutura estatal e dos serviços coletivos deixados a cargo dessa entidade coletiva, o Estado, o que se faz por meio do pagamento de impostos.

As dificuldades começam quando a sociedade tem de decidir o que, como e quanto tributar. A solução encontrada foi impor a extração de uma parte dos valores obtidos pela nação em forma de produção, renda, propriedade e consumo. Esse é o sentido geral do sistema tributário; porém, em várias partes do mundo, o governo foi complicando e distorcendo a ideia inicial em tal magnitude que acabou com a construção de um emaranhado de normas, processos, tipos de tributos, centenas de alíquotas e exceções à regra geral de tal ordem que levou o sistema a se tornar uma gigantesca insanidade, popularmente chamada de “manicômio tributário”.

Um tema que nunca sai de moda nos governos de esquerda é o imposto sobre grandes fortunas (IGF), geralmente proposto sob o argumento de fazer justiça social e melhorar a distribuição de renda pela retirada de dinheiro dos ricos para transferi-lo aos pobres. O argumento é brandido para soar como forma de reduzir o sofrimento das camadas de baixa renda. O problema é que esse argumento é falso pela simples razão de que, na prática, não funciona assim desde que surgiu o imposto de renda, nos Estados Unidos, em 1913, copiado pelo Brasil em 1922, no governo do presidente Artur Bernardes. Por aqui, o Imposto de Renda passou a ser cobrado a partir de 1924 com alíquotas entre 8% e 20%. Na época, a justificativa era a de que esse imposto iria para programas de saúde, educação e desenvolvimento urbano, e seria cobrado com taxas mais altas sobre as rendas mais altas.

No caso do IGF, além de não haver qualquer garantia de que o dinheiro beneficiará os pobres, esse imposto já provou ser ruim e portador de vários defeitos, a começar pela ideia disseminada pela esquerda de que acumular patrimônio e enriquecer é ruim para o país; logo, é algo a ser evitado via tributação, que é um nome bonito para “tomar o patrimônio dos outros”. Os países ricos somente geram milhões de empregos e milhões de negócios em função da pujança de sua economia e suas empresas; tal pujança existe justamente porque acumularam capitais e um gigantesco volume de propriedades pertencentes às famílias.

Nas sociedades abertas e fundadas na liberdade individual, o direito de propriedade tem base no direito do indivíduo de apropriar-se livremente dos frutos de seu trabalho, desde que realizado com respeito às leis e às regras do mercado. Ademais, todo patrimônio acumulado é realizado em um processo econômico tributado em todas as suas fases e etapas. No Brasil, a lista de tributos diretos e indiretos sobre investimentos, produção, trabalho, comércio, lucros e outras rendas é tão extensa que o patrimônio acumulado por pessoas é uma fração de todo o sistema produtivo. Além disso, deve-se ter em conta que os patrimônios acumulados em geral são aplicados em atividades que repetem o ciclo de gerar produto, renda, emprego e impostos, sobretudo porque a propriedade que não seja colocada a serviço do sistema produtivo termina por fenecer e levar seu proprietário ao definhamento econômico.

Outro defeito do IGF é ser um imposto cujos resultados vão sempre no sentido contrário do argumento que sustenta sua criação, sendo o mais grave de tais resultados a fuga de capitais. A cada discurso sobre a criação de tributos sobre patrimônio, sejam grandes fortunas ou não, e a cada proposta de lei no Congresso Nacional para instituir tal tributação, a fuga de capitais começa sua trajetória e, mesmo antes de ser aprovado, o IGF já causa mal à economia nacional. Some-se a tudo isso o fato de que ninguém sabe exatamente o que significa “grande fortuna”, acabando que o tributo seja apenas aquele desejado pelo governo e por seus apoiadores no parlamento e na sociedade – o que inclui CUT, MST, sindicatos e outros tantos movimentos que dizem representar os pobres da nação.

Trata-se de um imposto ideológico, movido por raiva dos ricos e não por teorias econômicas minimamente sensatas. No fundo, é uma proposta que segue a receita do ideólogo comunista italiano Antônio Gramsci, que orientava os comunistas a desistirem da ideia de acabar com a propriedade privada, mas ir tomando cada vez mais frações dela por meio da tributação. A carga tributária efetivamente ingressada nos cofres públicos anualmente está na faixa de 34% do Produto Interno Bruto (PIB), mas os gastos do setor público consolidado (incluindo o resultado primário e os juros nominais da dívida pública) em 2023 foram de 42,9% do PIB – isto é, os gastos superaram a arrecadação em R$ 967,4 bilhões (8,90% do PIB). Ora, se uma carga tributária elevada e gastos públicos perto de metade da renda nacional fossem a solução da pobreza, o Brasil já teria enriquecido há muito tempo.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

MALDITA TAMANCADA

Rio Capibaribe. Foto de Tarcizo Leite de Vasconcelos

Na foto vemos um momento raro em que o Rio Capibaribe se encontra com as águas do mar e interrompe sua trajetória, tornando-se, por algum tempo com aspecto de um lago; completamente sem movimentação.

A imagem apresenta o rio dividindo os bairros da Torre com as Graças.

Poucas vezes é possível se observar um momento como esse, mas o artista da fotografia, que geralmente tem olhos de águia, sabe clicar no exato momento do encontro das águas, obtendo um flagrante de raro deslumbramento artístico.

O Recife tem paisagens que somente os artistas sabem apreciar e os fotógrafos – como Tarcizo Leite de Vasconcelos – estão valorizando, notadamente aquelas imagens que dão ênfase a locais de uma cidade que se amplia para o alto, preservando seu principal rio e suas margens.

Não posso apreciar esse espelho d’água sem voltar o pensamento para a infância, tempo em que morei às margens desse mesmo rio, do lado de Afogados. Ali era a minha praia.

Já me referi aos tempos em que nadava de Afogados para as terras do inglês James Cook, atravessando o rio de u’a margem até a outra, região atualmente conhecida como Coque.

Mas esses treinos de natação me custaram caro porque, tendo apenas 12 anos, levei muito castigo, sob a ação da palmatória. E, num certo dia, por haver escondido dias antes o tal objeto para castigos mais severos que mamãe aplicava, ela ficou tão raivosa que pegou um tamanco e me aplicou uma inesperada sova.

De nada adiantou eu haver escondido a palmatória!

Virei gente e aprendi a respeitá-la sem infringir seus métodos. Jamais esquecerei, contudo, aquela maldita “tamancada”.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

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A PALAVRA DO EDITOR

QUASE NA METADE DO MÊS

Chegou a sexta-feira!!!

Tá acabando a semana e também a primeira quinzena deste mês de abril.

Hoje é o dia de Chupicleide encher o rabo no Bar dos Três Cacetes, que fica lá pras bandas de Olinda, junto com os maloqueiros da patota dela.

Ela estava feliz que só a peste com as doações feitas esta semana pelos leitores Esdras Serrano, Áurea Regina, Samuel Levi, A.J.S, Mario do Couto, Maria de Fátima e Cassio Ornelas.

E hoje cedo já fez um vale de adiantamento do salário pra  cair na gandaia.

Gratíssimo a todos vocês que nos ajudam a manter esta gazeta escrota nos ares com suas generosas doações.

Vai voltar tudo em dobro na forma de alegria, paz, saúde, vida longa e muita felicidade!!!

Vamos fechar a postagem ouvindo uma composição do genial Sivuca e sua amada Glorinha Gadelha, na qual descrevem a feira da cidade de Itabaiana, na Paraíba, lá onde mora o Poeta e colunista fubânico Jessier Quirino.

Clara Nunes interpreta a antológica composição “Feira de Mangaio”.

Abraços e um final de semana arretado pra toda a patota fubânica.

DEU NO JORNAL