COMENTÁRIO DO LEITOR

VERGONHA

Comentário sobre a postagem PROMOVIDA A PULGA

Anita Driemeier:

O sentimento de “vergonha e tristeza de ser brasileira” torna-se a cada dia mais dolorido!!!

Sim, estamos reduzidos a bactéria diplomática em mãos de 9 dedos!

Mas o pior é que não podemos duvidar do ditado popular, que diz:

“Nada está tão ruim que não possa piorar”!

ALEXANDRE GARCIA

O GOVERNO LULA E A NECESSIDADE DE PROPAGANDA NAS REDES SOCIAIS

governo lula e a necessidade de propaganda

Governo Lula cancelou contratos com o “X” (antigo Twitter). O cancelamento de propaganda nas redes sociais não é inteligente

O noticiário brasileiro tem sido tomado por informações sobre o cancelamento de contratos do governo federal com as empresas de Elon Musk. Duvido, no entanto, que vá cancelar algum contrato com os satélites. As escolas e a Amazônia em si se comunicam com o restante do Brasil por meio dos satélites de Elon Musk. As informações dão conta de que os contratos cancelados têm valores de até R$ 5,4 milhões, mas que de 2023 a 2024 os gastos foram de R$ 654 mil.

Se a gente comparar com o que foi, por exemplo, por uma estação de televisão, a primeira de audiência, isso é brincadeira! Em 6 meses, a estação levou R$ 54 milhões. Muito acima da Record, que recebeu R$ 13milhões, ou do SBT, com R$ 12 milhões.

Agora eu pergunto, para quê? O governo vende o que? Qual é o produto que o governo vende? Está vendendo sabonete, automóvel?  Qual é o concorrente do governo para fazer propaganda? Todo mundo que faz propaganda é para ganhar do seu concorrente, para vender mais que o seu concorrente. O governo precisa de propaganda? Qual é a propaganda do governo?

Eu digo qual é: prestar bom serviços públicos, boa educação, bom ensino, boa segurança pública excelente, segurança absoluta, saúde pública maravilhosa. Isso é propaganda do governo. Não precisa dizer nada, basta fazer. Justiça ágil, rápida, eficaz e justa. Excelente infraestrutura em tudo, ruas limpas, bonitas, cidades sem lixo, sem mosquito da dengue. Isso é propaganda do governo.

Agora, se disser que está combatendo o mosquito da dengue, aí o pessoal tá morrendo de dengue, Isso não é propaganda do governo. Isso é tapeação, isso é mentira, é jogar dinheiro fora em propaganda falsa.

Então eu queria perguntar para vocês aí que pagam a propaganda do governo – não é o marciano que paga, nem o chinês, é o brasileiro pagador de impostos – o que o governo está vendendo? Não está vendendo nada, mas está comprando, gente. O governo está comprando a opinião da mídia. Isso é que o governo compra.

Nessa história toda não entra a propaganda do Banco do Brasil, na Petrobras, por exemplo. E esses tudo bem, precisam de propaganda. Banco do Brasil tem concorrentes, tem outros bancos. Petrobras que faz a propaganda dela também. Mas o governo em si não vende, tá comprando. Quanto mais dinheiro dá, mais compra a opinião.

Que vergonha! Eu sou jornalista, por isso eu fico com vergonha.

* * *

Tirar propaganda de rede social não é inteligente
 
E aí, estão tirando do “X” (antigo Twitter) as propagandas do governo. Meu Deus, estão perdendo tempo! A novidade é a rede social. Veja se algum jovem está vendo televisão hoje em dia? As novas gerações não veem mais.

Eu queria agradecer ao Oi Luiz, que fez uma frase maravilhosa: “Os dinossauros estão combatendo os meteoros”. Não adianta, o meteoro das redes sociais está chegando e os velhos dinossauros estão recebendo o meteoro na cabeça. Então, é um péssimo negócio!

Aqueles publicitários, que são especializados em escolher as melhores mídias, sabem muito bem do que eu estou falando – que a melhor mídia hoje em dia é a rede social. Tem algo que não vai acabar nunca, que resistiu à televisão, que se chama rádio. O rádio está na mão de todo mundo, está no carro de todo mundo. Tá fácil! Não precisa ficar sentado na frente de uma tela para ouvir rádio. Basta pendurar no galho da árvore e continuar na enxada ou no trator para ouvir rádio.

O rádio é outro que não vai acabar e é um outro meio que o governo precisa pensar. Mas ficar investindo em dinossauro que está recebendo meteoro na cabeça, só para brigar com Elon Musk, não é inteligente.

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

FAZ O ELON

Roberto Motta

Elon Musk, dono da rede social X, em evento na Itália no fim de 2023.

Eu sigo o Elon Musk no X, o antigo Twitter. Na última vez que eu conferi seu perfil ele tinha 180 milhões de seguidores. Isso é quase a população do Brasil.

Elon é um cara de muitos talentos. É uma espécie de Barão de Mauá americano, ou uma versão moderna de Thomas Edson, o grande inventor. Talvez fosse melhor dizer que Elon é uma nova versão do genial cientista Nikola Tesla – afinal, Tesla é o nome da empresa de carros elétricos que Elon Musk comprou e agora gerencia.

Eis um paradoxo: só por seu trabalho de reinventar o carro elétrico, Elon Musk deveria ser idolatrado pelos “progressistas”. Afinal, o credo progressista prega o abandono dos combustíveis fósseis, principalmente o petróleo. Os carros da Tesla são a melhor alternativa já criada até hoje para libertar a humanidade da gasolina. Por que então Musk não é um ídolo da esquerda? Por que não fabricam camisetas com seu rosto, como fazem com Che Guevara?

A resposta é simples: porque Elon Musk não se rende à pauta marxista/socialista/progressista. Ele é uma exceção em um mundo corporativo dominado pelo tal ESG, no qual bilionários e CEOs repetem slogans produzidos por “intelectuais” marxistas e disseminados pela grande mídia e pelos departamentos de marketing de praticamente todas as grandes empresas.

Por que Elon Musk quebrou esse consenso? Essa pergunta precisa de um livro para ser respondida. Mas há muito tempo ele dá os sinais dessa rebelião. Talvez o ponto crucial tenha sido quando ele comprou o Twitter e acabou com a censura que os próprios funcionários, majoritariamente de esquerda, faziam nas postagens. Elon Musk ordenou a publicação dos Twitter Files, que mostraram uma cooperação obscena e inconstitucional entre funcionários do Twitter e autoridades do governo americano. As autoridades, violando a Primeira Emenda da Constituição americana, pediam censura e banimento de usuários – de direita. E eram atendidas.

A reação dos progressistas americanos ao fim da censura foi imediata e maciça. O Twitter foi inundado de postagens pedindo a retirada de Elon Musk da empresa – como se isso fosse possível. Inúmeros ataques foram disparados contra ele nos campos intelectual, moral e até jurídico.

Depois que a censura interna acabou, algumas contas ganharam milhares de usuários de um dia para o outro – uma demonstração de que tinham sido colocadas em shadowban, que é uma espécie de limbo, um estado em que os outros usuários não conseguem achar a suas postagens e nem mesmo sua conta.

Mas nem tudo foi resolvido. Restaram, aqui no Brasil, os banimentos determinados por decisões judiciais. Muitas contas foram bloqueadas. Vários usuários não receberam qualquer aviso ou explicação. Não sabem que infração ou crime cometeram, não sabem que juiz tomou a decisão, não sabem o que devem fazer. Isso é inconstitucional.

Foi contra isso que Elon Musk se insurgiu publicamente em uma série de tuítes nos últimos dias. Os progressistas brasileiros tiveram a mesma reação que os americanos. Assistimos ao patético espetáculo de usuários do Twitter fazendo postagens no próprio Twitter para pedir providências – como sanções ou até prisão – contra o dono do Twitter.

Segundo uma reportagem do jornalista americano Michael Shellenberger, feita em conjunto com os jornalistas brasileiros Eli Vieira e David Ágape, os problemas são ainda maiores. Autoridades brasileiras teriam pedido acesso a informações pessoais de usuários do Twitter sem ordem judicial. Quando o Twitter se recusou a fornecer as informações, foi informado de que todas as outras redes sociais já tinham fornecido informações semelhantes, nas mesmas condições. Esse é um escândalo gigante. Mas esse escândalo não está sendo investigado. Quem passou a ser investigado é Elon Musk. Não se sabe muito bem por quê.

Quer dizer, olhando o histórico de Elon Musk, sabemos sim: ele cometeu o pecado de quebrar o consenso esquerdista que tenta impor uma ditadura “do bem” mundial. Isso acontece desde a Escócia, onde foi recentemente aprovada uma lei que pune com pena de prisão postagens que sejam interpretadas como discurso de ódio, até o Brasil, onde o Congresso não desiste de tentar aprovar uma lei contra “fake news”.

A batalha é global. Até pouco tempo, quem defendia a liberdade estava em desvantagem. Mas agora temos a ajuda do homem que recriou o carro elétrico, inventou o foguete que dá marcha a ré, colocou quatro mil satélites em torno da Terra (para prover acesso universal à internet) e está se preparando para levar a humanidade a Marte.

Ele é também um dos pioneiros da inteligência artificial. Para isso, ele conta com uma base de dados gigantesca: o próprio Twitter. Percebam a ironia no fato de que aqueles que se colocam como os maiores adversários de Elon Musk – e que pedem a sua prisão, falência ou coisa pior – são todos grandes usuários do Twitter, alguns com milhões de seguidores.

Percebam a ironia no fato de que as postagens feitas por essas pessoas alimentam a base de dados em cima da qual Musk aperfeiçoa seu sistema de inteligência artificial.

Para o progressista que se assustou com isso agora, fica aqui a minha sugestão:

Faz o Elon.

XICO COM X, BIZERRA COM I

A SAGA DOS BRITO’S

Sob um sol causticante de quase quarenta graus, ouvia-se, ao longe, o som de uma balada romântica bem diferente do que por ali costumeiramente se escutava, proveniente das sanfonas que habitavam aquele sertão, tocando xotes e baiões ensinados por Luiz Gonzaga. Guitarras, baixo e bateria ressoavam no lugar. Estávamos nos arredores do pé da serra do Araripe antes de aqueles meninos trelosos, que passavam o dia ensaiando, arrumarem os troços e partirem para Liverpool, em busca de dólar e sucesso. Eram conhecidos como Os Britos e moravam no Sitio Maçã Verde, de Vovô Zuza Brito – daí o nome do conjunto.

Formavam a banda o filho de Zé de Lemos, conhecido por João Lemos, Paulo Macário, sobrinho de Dr. Macário, engenheiro da RFESA, o neto de Hélrisson Relojoeiro, o Jorge de Hélrisson e o Ringo Está (assim chamado porque, em todo fim de tarde os amigos iam na casa dele convidá-lo para o ensaio da banda e gritavam: Ringo está? Como nunca estava, essa pergunta virou apelido). Naquele distante pé de serra poucos – ou quase ninguém, entendia a música que Os Britos tocavam: estranhas, esquisitas, cheias de requififes e por isso eles arribaram e foram morar na Inglaterra. Foi quando conheceram o mar e o sucesso mundial. O final da história todos conhecem. A fama e o sucesso dessa turma é de domínio público.

A prova do relato acima está nos raríssimos registros fotográficos da época em que aparecem meus 4 conterrâneos. Na primeira foto eles estão na Buchadinha de Zé Preá, Subida do Lameiro, no almoço de despedida pouco antes da viagem. Na segunda, num passeio vesperal, dia seguinte do regabofe acima referido. O jumentinho desocupado que aparece na foto é o de Praiano, filho de João da Praia – alguns o chamavam de Braiano, Empresário do grupo, que, na hora da foto, tinha ido num mato próximo se desapertar de uma dor de barriga, cantarolando música em homenagem a sua namorada Desnai, ARRASA, DESNAI, mais tarde transformada em A Hard Day’s Nigth.

DEU NO X

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

DEU NO X