ACORDEI EXATAMENTE ASSIM PORRA! SABADAÇO ABENÇOADO COM A GRAÇA DE DEUS, PAPAI DO CÉU NUNCA FALHA, NUNCA! #SABADOU #BOMDIA 🙏 pic.twitter.com/hfRfuhWt97
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) October 26, 2024
ACORDEI EXATAMENTE ASSIM PORRA! SABADAÇO ABENÇOADO COM A GRAÇA DE DEUS, PAPAI DO CÉU NUNCA FALHA, NUNCA! #SABADOU #BOMDIA 🙏 pic.twitter.com/hfRfuhWt97
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) October 26, 2024
Para aqueles fantasmas que passaram,
Vagabundos a quem jurei amar,
Nunca os meus braços lânguidos traçaram
O voo dum gesto para os alcançar…
Se as minhas mãos em garra se cravaram
Sobre um amor em sangue a palpitar…
– Quantas panteras bárbaras mataram
Só pelo raro gosto de matar!
Minha alma é como a pedra funerária
Erguida na montanha solitária
Interrogando a vibração dos céus!
O amor dum homem? – Terra tão pisada!
Gota de chuva ao vento baloiçada…
Um homem? – Quando eu sonho o amor dum deus!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
Brilhante, não? pic.twitter.com/jExK2Rpl5u
— Advogados de Direita Brasil®️ (@movadvdireitabr) October 25, 2024
Encantou-se anteontem em Brasília, aos 89 anos, o meu querido amigo Vladimir Carvalho, grande cineasta-documentarista brasileiro.
O governo do Distrito Federal decretou luto oficial de três dias pela morte do ilustre cidadão.
Nos anos 80, quando ainda morava em Brasília, homenageei Vladimir com uma placa, que está aqui na parede do meu escritório, em meio a várias outras com nomes de amigos queridos.
Vladimir está no Wikipédia. Cliquem aqui e vejam quão interessante é o seu trabalho.
Ele é paraibano de Itabaiana, cidade onde mora o Poeta Jessier Quirino, um grande amigo nosso.
E também cidade do mestre Sivuca, um ícone da música nordestina.
A coluna de Jessier, publicada hoje aqui no JBF, é dedicada a Vladimir.
Vladimir Caravalho com este Editor, anos 80, em Brasília
Guardo aqui nos meus arquivos uma carta que Vladimir mandou para a cineasta Tizuka Yamazaki, que foi sua aluna no curso de Cinema na Universidade de Brasília.
Uma carta – da qual ele me deu uma cópia -, enviando pra ela um exemplar do meu livro “O Romance da Besta Fubana”, fazendo uma apreciação que me deixou imensamente feliz.
A carta é esta que está transcrita a seguir:
Brasília, 9 de junho de 1988
Querida amiga Tizuka,
Quem é vivo sempre aparece.
Há muito não nos vemos, mas sigo-lhe os movimentos e atuações com grande interesse do seu torcedor fanático, como sabe.
Agora lhe escrevo para dar uma penada por um grande amigo e quase conterrâneo meu, Luiz Berto. Trata-se do autor de um romance interessantíssimo chamado justamente “Romance da Besta Fubana”. Escrito nordestinamente num estilo arisco e debochado, é, para mim, uma obra prima do picaresco, a além de tudo – e principalmente, muitíssimo cinematográfico. À época do seu lançamento obteve excepcional acolhida da crítica, conquistando prêmios importantes.
Quando li a primeira vez pensei imediatamente que poderia resultar em excelente rapsódia cinematográfica, mas também pensei num especial de TV, como fizeram com algumas coisas de Ariano Suassuna. Porém, você sabe, a ficção não é a minha praia. Por isso, tenho enorme satisfação de ajudar a encaminhar o livro do Berto à sua apreciação. Não se arrependerá de sua leitura.
Como no samba, “faça por ele como se fosse por mim”.
Com um abraço do seu admirador de sempre
Vladimir Carvalho
Tempos depois Vladimir, me ligou dizendo que Tizuka tinha lido o livro, estava empolgada e tinha planos de botar em prática um projeto de fazer um filme com o enredo.
O tempo passou e nunca mais perguntei pra ele em que pé estavam as coisas. Tenho um pudor intransponível pra vender o meu peixe e pra tratar dos meus interesses no que diz respeito à minha obra.
Desconfio que o desmantelo pra botar a Besta na tela seja infinitamente maior que o desmantelo contido no livro. Um trabalho da pesada.
Viajasse antes do combinado, Vladimir.
Descanse em paz, seu cabra arretado!
E daí de cima cuide bem da gente que estamos aqui embaixo.
Um dia iremos te encontrar.
Para tirar as ervas daninhas, da flora campeira, acaba cortando (de enxada), uma majestosa flor do campo.
Minha homenagem ao amigo Vladimir Carvalho.
Estou muito triste, de coração apertado.
Partiu para o cineminha eterno, o meu amigo e conterrâneo de Itabaiana, o cineasta Vladimir Carvalho.
Outro dia esteve lá na nossa casa em Itabaiana, e pediu para ir lá na sala do primeiro andar.
De olhos marejando, disse-me, que aos 11 anos, fazia ali na sala, recitais de poesia, com uma professora, e ao lado de um piano que havia lá em cima.
Agora há pouco, do dia 1 de Outubro passado, enviei-lhe uma foto antiga, onde aparecia seu pai.
Pedi-lhe que identificasse os fotografados. Isto, para repassar para Artur (nosso auxiliar de produção), para constar nas suas pesquisas.
Pois bem. Vladimir se emocionou com a foto, e, de mãos próprias, desenhou os personagens e seus respectivos nomes, destacando o de Luiz Martins, seu pai.
O Mestre das artes cinematográficas está, agora, ao lado do pai e do Pai.
Deus o tenha. 😢
Primeiro teste com Míssil brasileiro teleguiado. Um sucesso!! pic.twitter.com/jqaLTySXQ3
— Luiz (@LuizJuliano4) October 24, 2024
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) nos contratos para propaganda da Secretaria de Comunicação da Presidência da República revela que as despesas foram infladas em até 733% com “justificativas genéricas” e até “contraditórias”.
Auditores do TCU se debruçam sobre o orçamento de R$ 450 milhões da pasta do ministro Paulo Pimenta.
O valor gasto em propaganda da Presidência supera Petrobras, Caixa e ministérios.
* * *
Despesas infladas em até 733%.
PQP!!!
Tive que sair correndo atrás do pinico depois que li isso.
A ânsia de vômito foi muito grande.
Editorial Gazeta do Povo

FMI e IFI preveem aumento da dívida pública nos próximos anos
Os alertas sobre a caótica situação fiscal do Brasil não param de chegar, vindos de dentro e de fora do país. Na quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou sua projeção para a dívida pública e o resultado primário brasileiros, com números piores que o esperado. O superávit primário, afirma a entidade, só virá em 2027, e não mais em 2026. Antes disso, teremos de amargar déficits de 0,5% do PIB este ano, 0,7% em 2025 e 0,6% daqui a dois anos. Já a dívida pública está disparando: terminará o ano em 87,6%, chegará a 92% em 2025, e em 2029 estará em 97,6%.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, tem números ligeiramente diferentes: a dívida estará em 80% do PIB no fim deste ano, subirá para 82,2% no fim do ano que vem e chegará a 84,1% em 2026, representando um salto de 12,4 pontos porcentuais do PIB ao longo de todo o mandato, já que a dívida estava em 71,7% do PIB quando Lula subiu a rampa do Planalto em janeiro de 2023. Parte da diferença entre os números do FMI e da IFI se explica pela metodologia: o FMI inclui na conta os títulos da dívida que estão em poder do Banco Central, enquanto as estatísticas elaboradas dentro do Brasil costumam descontar esse fator. Ainda assim, os responsáveis pelo cálculo mais “benigno”, o do IFI, afirmam que a dívida brasileira, como proporção do PIB, “está na média dos países da zona do euro, inferior aos países desenvolvidos do G7, mas bem acima dos países emergentes e da América Latina e Caribe” – com a diferença de que as nações europeias e outros países desenvolvidos conseguem rolar suas dívidas pagando juros muito menores que os nossos.
E os juros aqui são mais altos porque o investidor, ciente da fragilidade fiscal brasileira, exige um prêmio maior para assumir o risco de emprestar ao governo brasileiro em vez de deixar dinheiro em outras economias mais sólidas. O desequilíbrio fiscal também ajuda a entender por que, apesar da queda dos juros norte-americanos, que em tese deixaria as moedas emergentes mais atrativas, o real continua se desvalorizando, tendo passado os últimos dias rondando os R$ 5,70 depois de ter começado o mês na casa dos R$ 5,40. Enquanto isso, os recursos estrangeiros continuam saindo da bolsa brasileira.
Nada do que o FMI e a IFI estejam dizendo é novidade; os avisos recentes são apenas mais dois entre uma série de outros que já foram feitos anteriormente. Mesmo assim, com a realidade não só batendo, mas praticamente arrombando a porta, o governo Lula só consegue entregar palavras. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, com dois anos de atraso, diz que “chegou a hora de levar a sério a revisão de gastos estrutural no Brasil”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentando os números do FMI, diz que “o fortalecimento do arcabouço fiscal é o remédio mais adequado para o momento que nós estamos vivendo” – o mesmo arcabouço fiscal que garante o aumento real na despesa pública ano após ano, e que já foi totalmente desmoralizado, tamanha a relação de gastos que não são computados na conta oficial do resultado primário.
Tebet e Haddad prometem que, depois do segundo turno das eleições, virá um pacote que poderia economizar de R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões. De realmente concreto, fala-se em combater os supersalários no setor público – uma briga poucas vezes bem-sucedida, mas que é preciso manter, tamanha a ilegalidade e a imoralidade contidas na voracidade de certa elite do funcionalismo, que insiste em abocanhar para si muito mais que lhe é de direito. Fazer cumprir a lei do teto constitucional, no entanto, garantiria uma economia não muito maior que R$ 5 bilhões. Do resto, não se sabe nada além de balões de ensaio lançados pelo governo e depois desmentidos, incluindo ideias como a tributação (que surpresa!) dos 40% do FGTS pagos como indenização a quem é demitido sem justa causa. Um outro ministério, o da Inovação e Gestão, também acena com uma reforma administrativa que seria até mais ampla que a encaminhada ao Congresso durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Difícil acreditar, no entanto, em cortes substanciais no gasto público, muito menos em reformas macroeconômicas de efeito duradouro, enquanto o chefe de todos os ministros insiste em classificar todo gasto como “investimento” e que, por isso, tem de ser preservado e exaltado. Poucos meses atrás, Lula ainda afirmava que “o problema não é que tem de cortar, o problema é saber se precisa efetivamente cortar, ou se a gente precisa aumentar a arrecadação”, insistindo na insanidade de querer fechar contas apostando apenas na elevação da receita. A recusa de Lula em enxergar o tamanho da crise fiscal tem como consequências o fortalecimento da inflação e a manutenção dos juros elevados, prejudicando os mais pobres que ele tanto diz defender.