ALEXANDRE GARCIA

DÓLAR A R$ 6, MAIS UMA REALIZAÇÃO DO GOVERNO LULA

Pacote de medidas de Haddad levou dólar a R$ 6

Mercado não engoliu pacote de Haddad e dólar bateu os R$ 6

O dólar está batendo R$ 6. Um número impensável até pouco tempo atrás, recorde histórico. Recuou um pouquinho no fim do dia, mas está ali pertinho. E por quê? Porque o mercado não acreditou nas medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda. Com mais impostos e sem corte de gastos do governo, a dívida vai subir mais ainda. Daqui a pouco o Brasil vai dever o PIB inteiro. Já vendemos uma mina de urânio para a China, e isso que temos tântalo, nióbio, 100 anos de reservas lá no meio da Amazônia.

O que fazem os países que querem se desenvolver para dar bem-estar ao povo? Lá, eles atraem riquezas, atraem os ricos. Aqui, punimos os ricos, que dão emprego, que produzem, que investem, que criam empresas. Lá, diminuem os impostos, porque a economia gira mais e os governos acabam arrecadando mais. Aqui, aumentamos os impostos até chegar ao alto da curva de Laffer, quando as pessoas ficam desesperadas e começam a sonegar, ou a trabalhar menos e vender menos, para pagar menos impostos. Lá, profissionalizam a população com excelente ensino. Aqui, não temos isso. Lá, desburocratizam para facilitar o empreendedorismo, desestatizam para fortalecer a iniciativa privada, que segue em frente sozinha. Aqui, fazemos tudo ao contrário. O serviço público fica péssimo. O Estado existe para prestar bons serviços públicos: saúde, ensino, justiça, segurança. Deveriam funcionar bem, pelo tanto de imposto que pagamos.

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Promessa de isenção de IR não vai se tornar realidade tão cedo

Como parte do pacote “dólar a R$ 6”, anunciaram que vão taxar mais quem ganha acima de R$ 50 mil. Dizem que são “ricos”, porque “classe média” para eles é quem ganha até R$ 5 mil. Sem ofender ninguém, mas quem ganha até R$ 5 mil é classe pobre; classe média é quem recebe R$ 8 mil, R$ 10 mil, R$ 12 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil, R$ 25 mil, isso é classe média. Inventam padrões para a pessoa se sentir melhor, para dizer “você está se queixando de que a comida está cara, que não comeu picanha até agora, mas você é classe média”. E vão isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Mas é só a partir de 2026, e dependendo de aprovação do Congresso; por enquanto, quem ganha de R$ 2,5 mil até R$ 5 mil ainda vai pagar IR, fora todos os impostos que paga em tudo que compra.

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Enquanto isso, a farra dos ministérios continua

E tem mais. Pensei que Lula iria se arrepender de criar mais ministérios, tinha 22, agora tem 37, Imaginei que ele fosse cancelar esses 15 ministérios que não existiam no tempo de Bolsonaro, e dos quais nunca sentimos falta; nem sabemos quem são esses ministros, o que eles estão fazendo. E cada ministro tem um chefe de gabinete, um secretário-geral, não sei mais quantas secretarias, assistentes, uma folha de pagamento inchada. Não é funcionário de carreira, é pessoal para trazer voto, comissionado, CLT, nem sei se a nomeação sai em Diário Oficial, está tudo inchado, e aí não sobra para investir. Pensei que Lula fosse cancelar isso tudo, mas não.

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Se asfaltarem o acesso à ponte, acaba a mina de ouro das balsas 

Falei ontem da ponte sobre o Rio Araguaia, entre Xambioá (PA) e São Geraldo do Araguaia (TO). Contei que Bolsonaro inaugurou a ponte, faltando só falta a cabeceira, o acesso à ponte, mas o governo Lula, em vez de completar o acesso, está asfaltando o acesso às balsas. Eu disse que passam 1,5 mil veículos diariamente por essas balsas, e um caminhoneiro me disse que pagou R$ 369 para atravessar com seu caminhão. Fiz uma conta ligeira e concluí que, por dia, as balsas faturam meio milhão de reais. Será que é por isso que estão asfaltando o acesso às balsas em vez do acesso à ponte?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

PATAQUADA

Comentário sobre a postagem CACHORRADA CADASTRAL

Sergio Rieffel:

Nesse cu de mundo nada é à toa!

Tá na cara que alguém ou alguns vão ganhar muito dinheiro com essa pataquada!

Igualzinho a história da vacina injetável para a poliomelite (paralisia infantil)!

Milhões de seringas e agulhas descartáveis na conta do contribuinte bocó brasileiro!

E essa da vacina passou levinho!

Ninguém deu um pio!

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

A CRÔNICA DA ALARI

Servi ao Exército Brasileiro por 16 anos. Dos tempos da Academia Militar das Agulhas Negras tenho ainda muitos amigos-irmãos. Hoje lendo a crônica da Alari, esposa do Coronel Rubião, meu colega de turma, me emocionei e peço licença a meus leitores para passar em minha coluna o que Alari Torres, nossa grande cronista, escreveu.

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QUE SAUDADES! – Alari Romariz Torres

Comecei a conviver com o pessoal do Exército Brasileiro em 1963. Casei-me com um Tenente do EB, vindo da Academia Militar das Agulhas Negras. Passei a morar em vilas militares e conhecer muita gente boa. Eram tios do coração dos meus filhos.

Havia no ambiente militar carinho e respeito entre as famílias. Os salários eram bons e os quartéis tinham granja, armazém reembolsável e outras vantagens. Apesar de não termos planos de saúde, éramos atendidos por médicos e dentistas dos quartéis. As festas de Natal e São João eram famosas e fartas. O que mais me empolgava era o planejamento e a organização com que as reuniões eram realizadas. Tudo muito certo, desde os lugares reservados para os participantes, até o quantitativo da comida, que nunca faltava.

As viagens de Oficiais e Praças também eram bem certinhas. Eles recebiam diárias e não havia excesso de economia para prejudicar o deslocamento dos indivíduos e suas famílias.

Tudo era muito farto e os Soldados que entravam nas Forças Armadas comiam bem. Recebiam fardas e aprendiam um ofício. Depois que cumpriam o tempo de serviço exigido por lei, sempre iam trabalhar nas empresas da cidade.

Em Garanhuns, Pernambuco, havia um bonito trabalho social, chamado MUNDICO. Trinta meninos de escolas públicas iam para o quartel no horário em que não estudavam. Aprendiam a trabalhar e recebiam aulas de Moral e Cívica. Nos dias de feira, quando ouvia alguém me chamando para ajudar, era um deles com certeza.

As famílias militares conviviam nas vilas em completa harmonia. Havia ônibus para levar as crianças nas escolas. Todas eram filhos de Praças e Oficiais, que se tornavam amigos. O esporte era praticado nas vilas e rapazes e moças viravam atletas no meio civil.

O relacionamento do pessoal militar com a comunidade local era muito bom.

Nas festas eram convidadas autoridades e todos se davam bem. Havia uma organização chamada “Amigos do Quartel”, da qual participavam pessoas selecionadas da sociedade.

O ensino militar é muito bom. Há colégios militares com um ensino qualificado. Pela primeira vez na vida, vi um filho meu terminar um programa anual antes do fim do ano, em outubro. O resto do ano era para revisar. No fim do ensino médio, os alunos eram aprovados em qualquer vestibular. Além de serem preparados para a vida.

Não posso reclamar da vida que vivi no ambiente militar: fiz bons amigos, meus filhos ganharam tios e primos. Tudo só nos trouxe felicidade.

Acho, entretanto, que militar não combina com política. Estou assustada com os acontecimentos ocorridos nos últimos tempos. Os repórteres civis xingam as autoridades militares, num completo desrespeito. De General a Praças estão envolvidos em escândalos. Alguns já foram presos. Até os salários serão retirados. Uma completa desmoralização!

As verbas dos quartéis estão sumindo. Elas são desviadas para outros Ministérios. Até a comida para os Soldados é pouca. As festas inexistem. A maioria dos jovens não pede mais para servir.

O Ministro da Defesa, que é um civil, não defende a categoria, os Oficiais estão calados, suas famílias sofrem, os direitos adquiridos são cortados, os seguros são subtraídos.

Sinto saudades do Exército do meu tempo!

DEU NO JORNAL

O PACOTE MALDDAD

O governo Lula (PT) prometeu “corte robusto de gastos”, mas passou a perna em todo mundo, provocando decepção e desânimo.

O pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, que opositores chamam de “Malddad”, inclui medidas cruéis como extinguir a isenção tributária para portadores de doenças terminais.

O governo desapontou quem espera desde a posse do atual presidente a prometida isenção de impostos para quem recebe até R$ 5 mil mensais: só começa no ano (eleitoral) de 2026.

Sobre a isenção dos R$ 5 mil, Haddad fez a alegação falsa de que será compensado taxando quem ganha mais de R$ 50 mil. Sem chances.

Investidor respeitado, Pedro Cerize disse que o número de assalariados na faixa dos R$ 50 mil é irrisório, mesmo que a alíquota seja de 100%.

Em vez de corte de gastos, o governo anunciou apenas mais um pacote tributário, confirmando a recusa de Lula de cortar seus gastos sem limite.

O governo tirou da gaveta antigo projeto da Receita esfolando quem já paga muitos impostos. Nada tinha preparado sobre corte de gastos.

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Não sei nem o que diga…

Num tô afim de me emputecer nessa manhã tão bonita.

Deixo os comentários por conta dos bem informados leitores fubânicos.

Bom dia.

DEU NO X

DEU NO X