Este colunista e Evandro de Castro Lima, “O Príncipe de Sabá”
Na década de 1980, no auge do jornalismo, na qualidade de Assessor de Imprensa do Clube Internacional do Recife, entrevistei, com exclusividade, o advogado, ator, figurinista, e carnavalesco baiano, Evandro de Castro Lima.
Era o tempo em que nos bailes, predominavam arte, luxo e beleza; empolgavam a sociedade nordestina os desfiles de fantasias. Senhoras e senhoritas participavam, mesmo sem desfilar, com belíssimas máscaras e arranjos-de-cabeça incomuns.
Pernambuco disputava aqueles eventos com o Rio de Janeiro, que realizava desfiles semelhantes no Teatro Municipal, no Hotel Glória e no Copacabana Palace.
O Clube Internacional realizou 75 bailes até entrar em certa decadência. Tantos foram os êxitos que, revivendo aqueles tempos, o clube vai realizar uma festa para homenagear pessoas que contribuíram para aqueles espetáculos.
Nota de mídia:
A 75ª edição do Bal Masqué, um dos eventos mais tradicionais do Carnaval brasileiro, acontecerá no dia 15 de fevereiro de 2025, presumindo-se que será uma noite de festa inesquecível, celebrando a cultura pernambucana do carnaval.
Haverá uma programação repleta de atrações, onde várias personalidades serão agraciadas com a “Medalha Burle Max”.
Mário Marinho, Diretor Social da tradicional agremiação do Benfica, informou que serão ao todo 75 nomes contemplados.
Pretende-se, assim, prestigiar essas diversas entidades e personalidades, que em suas mais diversas dimensões, continuam a contribuir para o desenvolvimento das artes em Pernambuco.
Entre esses destaques: a administradora Luciana Félix, o radialista Geraldo Freire, o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, o publicitário Walter Lins Júnior e o Paço do Frevo.
O Bal Masqué é um marco não apenas para o Recife, mas para o Nordeste, sendo reconhecido como um dos mais antigos da cidade.
Quem viveu aqueles anos – como eu que atuei intensamente no colunismo social – jamais poderá esquecer os tempos do Bal Marqué.
No sábado (14), fui agraciado com crônica a meu respeito pelo colega do JBF, Carlos Eduardo Santos. Quero retribuir ao nobre colega, dedicando-lhe os vídeos musicais desta semana.
A avaliação positiva do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) despencou 19% em 2 anos. No fim de 2022, 31% dos brasileiros consideravam o trabalho dos magistrados “bom” ou “ótimo”. Esse índice de avaliação positiva do STF caiu para 12% em dezembro de 2024. Ao mesmo tempo, o percentual dos que acham que o STF faz um trabalho “ruim” ou “péssimo” foi de 31%, em junho de 2023, para 43% em dezembro de 2024.
Não é para menos! Podemos até dizer que os 12% que ainda consideram positivo o trabalho supremo são ou alienados ou esquerdistas autoritários que aplaudem o abuso de poder contra seus adversários. Não há como o cidadão estar bem informado, ter valores republicanos, defender o Estado de Direito e ao mesmo tempo aprovar a conduta dos ministros do STF.
Prisões arbitrárias, ingerência em outros poderes, soltura de traficantes e corruptos, punições severas a trabalhadoras que não cometeram qualquer crime grave, perseguição ideológica, inquéritos intermináveis, censura: essas são as marcas da atuação do Supremo nos últimos anos. Como aprovar isso e ao mesmo tempo se dizer um democrata?
O ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade condicional ao ex-deputado Daniel Silveira, que está preso desde o começo de 2023. Silveira terá que cumprir uma série de medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais. Dá para comemorar isso? Antes tarde do que nunca, claro! Mas se trata de uma prisão absurda em todos os sentidos, um preso político, um troféu a ser exibido por sadismo.
Enquanto isso, Cármen Lúcia vai participar do “amigo secreto” do Fantástico, da Globo. Será que ela vai tirar o amigo do amigo do meu pai? Alguém consegue imaginar um justice da Suprema Corte americana participando de um amigo secreto no programa da Oprah?! O Brasil é um circo. O esteticismo brega matou o país. Os ministros supremos vivem numa bolha sem qualquer contato com a realidade do povo.
Aí vem Gilmar Mendes, aquele que demonstra ódio patológico ao trabalho da Lava Jato, a operação mais importante de combate à corrupção do país, e afirma que o povo tem orgulho de Alexandre de Moraes, que ele salvou a democracia. Que tal o teste da Paulista então? Por que os ministros não testam essa popularidade toda de quem protegeu o povo e a democracia se juntando ao povo? Por que só jatinhos da FAB, carros blindados e pencas de seguranças?
Jair Bolsonaro, quem supostamente tramou contra a democracia, está sempre no meio do povo, em voos comerciais, em padarias, aeroportos, praias. É sempre recebido com aplausos, fotos, elogios. É muito estranho que os salvadores da democracia se mantenham tão afastados do povo, enquanto aquele que queria dar um golpe no povo parece amado… pelo mesmo povo. Eis aí um paradoxo supremo que o Fantástico não tem como solucionar.
Escute bem o que esse traste fala…. O real objetivo desse Desgoverno é uma sociedade de classe média baixa ou seja pobre que dependa do governo. Entenderam!
Lula cometeu sincericídio! Ele quer o Brasil como uma sociedade de classe média baixa.… pic.twitter.com/PMPECavFzf
O saudoso cantador Valdir Teles (1956-2020) um dos maiores nomes da poesia nordestina
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Valdir Teles glosando o mote:
Quando chega o inverno Deus coloca Mais fartura na mesa do roceiro.
A matuta faz fogo de graveto Ferve o leite que tem no caldeirão Bota sal na panela do feijão E assa um taco de bode num espeto Onde a música do sapo é um soneto Mais bonito da beira de um barreiro Não precisa zabumba nem pandeiro Que o compasso da música é Deus que toca. Quando chega o inverno Deus coloca Mais fartura na mesa do roceiro.
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Dedé de Dedeca glosando o mote:
Não existe nada eterno Nesta vida de ilusão.
Mesmo o pior sofrimento Um dia vai se acabar Não vá se desesperar Pois tudo tem seu momento Um dia esse tormento Acaba de supetão O rico e o pobretão O antiquado e o moderno Não existe nada eterno Nesta vida de ilusão.
“Não há mal que sempre dure,” “Nem bem que nunca se acabe” Todo mundo hoje sabe Não há mal que Deus não cure Esse vírus não procure Pois mata qualquer cristão O juiz e o ladrão, O patrão e o subalterno Não existe nada eterno Nesta vida de ilusão.
Chico Xavier dizia Eu bem sei que “tudo passa” Orando, o bem ultrapassa Não vá pensar heresia A oração é poesia Que salva qualquer nação Deus quer nossa salvação Para nós Ele é fraterno Não existe nada eterno Nesta vida de ilusão.
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Antônio de Catarina glosando o mote:
O carão que cantava em meu baixio, teve medo da seca e foi embora.
O carão, esta ave tão profeta, habitante das matas do sertão, sentiu falta da chuva no rincão, ficou triste a sofrer como um poeta, sem cantar sua vida é incompleta, o fantasma da seca lhe apavora, pesaroso partiu fora de hora, antevendo um futuro tão sombrio; O carão que cantava em meu baixio, teve medo da seca e foi embora.
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Mariana Teles glosando o mote:
Um café com pão quente às cinco e meia Deixa a casa cheirando a poesia.
Quando o sol se despede da campina E a textura da nuvem muda a cor O alpendre recebe o morador Regressando da luta campesina Entre os ecos da casa sem cortina Corre um grito chamando por Maria… E da cozinha pra sala a boca esfria O mormaço da xícara quase cheia Um café com pão quente às cinco e meia Deixa a casa cheirando a poesia.
Meia hora antecede a hora santa Às seis horas da virgem concebida E o cálice que serve de bebida Desce quente nas veias da garganta Já o trigo depois que sai da planta Faz o pão quando a massa fica fria E o tempero da cor do fim do dia Tem mistura de terço, fé e ceia Um café com pão quente às cinco e meia Deixa a casa cheirando a poesia.
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Zezo Patriota glosando o mote:
Paguei mais do que devia, devo mais do que paguei.
Meu espírito não sossega, com dívidas eu me espanto, pago conta em todo canto e devo em toda bodega, quem deve conta e não nega topa com que me topei, tudo que tinha gastei, com bodega e padaria. Paguei mais do que devia, devo mais do que paguei.
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Júnior Adelino glosando o mote:
Sobre os trabalhos da obra Tudo eu sei ninguém me ensina.
No ramo da construção Faço ponte, creche e praça Com tijolo, cal e massa Eu ergo qualquer mansão Levanto em cima do chão Parede bem grossa ou fina Torre que não se inclina Que não se quebra nem dobra Sobre os trabalhos da obra Tudo eu sei ninguém me ensina.
Com o prumo e a colher Lápis, régua, espátula e rolo Cimento, areia e tijolo Faço o que o dono quiser Sobrado, muro ou chalé Do tamanho de uma colina Ser pedreiro é minha sina Tenho talento de sobra Sobre os trabalhos da obra Tudo eu sei ninguém me ensina.
Nasci com a vocação E aprendi de longa data Que o alicerce e a sapata São partes da fundação Numa grande construção As ferragens predomina Que a faculdade divina Me dá aula e nada cobra Sobre os trabalhos da obra Tudo eu sei ninguém me ensina.
Eu sei dizer que o concreto É quem garante o sustento Com pedra, areia e cimento Começo qualquer projeto Nunca fui um arquiteto Nada disso me domina Construo com disciplina Qualquer coisa com manobra Sobre os trabalhos da obra Tudo eu sei ninguém me ensina.
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Pedro Ernesto Filho glosando o mote:
Cada um tem seu valor, Precisa é ser descoberto.
O pequeno sanfoneiro Com arte desafinada Que de calçada em calçada Vive a ganhar seu dinheiro, Não é Alcimar Monteiro Nem Gonzagão, nem Roberto, Porém deixou boquiaberto O povo do interior. Cada um tem seu valor, Precisa é ser descoberto.
O sertanejo frustrado Vítima da sociedade, Somente vai à cidade Quando se vê obrigado, Falando pouco e errado Porque vive no deserto, Mas se houvesse escola perto Talvez que fosse um doutor. Cada um tem seu valor, Precisa é ser descoberto.
A prostituta de bar Tem na consciência um farne, Negocia a própria carne A fim de se alimentar, O bom conceito de um lar Foi pela sorte encoberto, Talvez que até desse certo Se tivesse havido amor. Cada um tem seu valor, Precisa é ser descoberto.
O bom vaqueiro voraz No mato faz reboliço, Desenvolvendo um serviço Que acadêmico não faz; Coveiro é útil demais Quando um túmulo está aberto Rico não se torna esperto Para fazer o favor. Cada um tem seu valor, Precisa é ser descoberto.
William Bonner informa no Jornal Nacional que a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que limita o aumento do salário mínimo. Percebam que ele não diz quem fez o projeto e nem o partido. pic.twitter.com/epPLEk9whP