DEU NO X

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

ALEXANDRE GARCIA

GOVERNO APOSTA EM LEILÃO NA TENTATIVA DE “RESOLVER” ALTA DO DÓLAR

O Banco Central anunciou realizar nesta quinta-feira (26) um novo leilão, com oferta de até US$ 3 bilhões. O Brasil tem uma reserva internacional de US$363 bilhões e, como ouvi em outro dia do jurista Ives Gandra, não adianta gastá-las pensando que, ao oferecer dólares no mercado, algo será resolvido.

O problema do desgaste e da desvalorização da moeda nacional é o descrédito na política econômica fiscal do governo. É o desequilíbrio fiscal e o aumento da dívida pública que arrasta o aumento de juros. O excesso de gastos é a origem de tudo: um governo que confunde investimento com gasto e vice-versa. 

O presidente Lula acha que gasto de governo não é gasto, mas sempre um “investimento”. E então acontece essa tragédia: tudo será vendido. Se leiloar US$3 bilhões, tudo será vendido porque as pessoas querem comprar dólar a fim de transferir seu patrimônio para o exterior e sair do Brasil.

Acho que uns US$12 bilhões já foram leiloados pelo Banco Central na tentativa de ofertar mais dólar e ver se baixa a cotação. A cotação fechou antes do dia 24, no dia 23, a R$6,18, mas chegou a R$6,20. Não sei como vai se comportar o câmbio nesta quinta-feira. 

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MP investiga Claudia Leitte

A maluquice que está nesse país, uma espécie de censura, ninguém pode falar mais, ninguém pode fazer uma brincadeira, ninguém pode usar certas palavras, não tem liberdade de expressão.

A cantora Cláudia Leitte está sendo processada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), a pedido de uma ação do Instituto de Defesa de Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO), porque cantou, num show, uma música do antigo Babado Novo, e mudar a letra “Saudando a rainha Iemanjá” para “Eu canto meu Rei Yeshuá” – “Yeshuá” quer dizer “Jesus” em hebraico. A canção é chamada “Caranguejo” e seus três autores não reclamaram. 

A cantora está sendo processada por preconceito religioso. Ora, isso não é preconceito religioso nenhum, ela mudou uma letra. 

Mudar uma letra sem autorização é uma discussão de direito autoral, mas não é crime de preconceito religioso, como está sendo enquadrado, equivalente a racismo. 

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Jovem atingida durante operação da PRF

O Governo Federal teve um ganho com o erro gigantesco de três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atiraram num carro onde estava uma família que iria festejar o Natal. Na operação, uma das filhas da família, Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi ferida na cabeça. 

O recente decreto do governo rasga a autonomia dos estados, dando princípios, sem ser poder legislativo, princípios de uso de armas pelas polícias. 

Esse ato, dos três agentes da Polícia Rodoviária Federal, mostrou que o governo tem bons motivos para tal, dizendo que a polícia só deve usar arma em última instância, ou seja, depois de receber um tiro é que se pode revidar. 

Nesse caso, os três agentes, por incompetência ou inexperiência, ou por não terem vocação para serem policiais, reagiram emocionalmente ao estampido de tiros que ouviram e pensaram que era de um carro que passava pela BR-040 indo em direção a Niterói para uma festa familiar de Natal. 

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

O CAOS NO CÂMBIO E O QUE O PETISMO NÃO APRENDEU

Editorial Gazeta do Povo

Focus: mercado eleva projeções para juros, dólar e inflação em 2025

O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) segura nota simbólica de dólar com imagem do presidente Lula durante votação do pacote fiscal do governo: câmbio e juros subiram com crise de desconfiança cobre contas públicas

Quando o Plano Real foi implantado, em julho de 1994, a inflação já vinha atormentando o país desde 1963 e, mesmo tendo sido combatida em alguns anos por planos econômicos naquele período de 30 anos, ela sempre reaparecia, sendo uma das causas do empobrecimento de parte da população e do sofrimento imposto às camadas mais pobres. O Plano Real teve sucesso até o início de 1999, quando a economia sofreu outro forte teste diante do fracasso da política de tabelamento da taxa de câmbio pelo Banco Central.

Percebendo que o tabelamento da taxa de câmbio caminhava para ser desmoralizado, o governo recuou e deixou o preço do dólar flutuar segundo as leis de mercado. Com isso, a taxa de câmbio saltou de R$ 1,20 no dia 3 de janeiro de 1999 para R$ 2,16 no dia 4 de março de 1999; no entanto, a flexibilização da política de tabelamento funcionou, e o dólar voltou para a faixa de R$ 1,60, em torno da qual permaneceu até a aprovação de nova política macroeconômica em julho de 1999.

A nova política implantada no início do segundo semestre de 1999 fixou o chamado “tripé macroeconômico”: metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante. Naquele momento, havia terminado o primeiro semestre do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e o presidente percebeu que, se não desse apoio firme à nova política, sua maior obra – o Plano Real – poderia ruir e pôr a perder a vitória contra a inflação. A nova matriz baseada no tripé macroeconômico funcionou bem nos primeiros anos, e as razões incluíram a crença de que o governo manteria a estrutura planejada e a credibilidade pessoal do presidente da República e do ministro da Fazenda, Pedro Malan, que ocupou o posto de janeiro de 1995 a janeiro de 2003.

Os resultados em termos de vitória contra a hiperinflação e obtenção de algum crescimento econômico com melhor distribuição de renda contribuíram para o bom momento que se seguiu, após o país ter sofrido anos de inflação renitente. Ao assumir a Presidência da República em 2003, em seu primeiro mandato, Lula nomeou Antonio Palocci como ministro da Fazenda. Os preços das commodities exportadas iniciaram um ciclo de alta; felizmente, Lula não fez o que rezava a cartilha da CUT e do PT; a equipe econômica sob liderança de Palocci não cometeu loucuras nem agrediu as leis da economia; e o país teve um bom período.

Acredita-se que o escândalo representado pela descoberta do mensalão só não fez um estrago maior no petismo, permitindo a Lula reeleger-se em 2006, devido ao bom momento que a economia brasileira atravessava. O cenário favorável prosseguiu por mais dois anos, até a explosão da crise imobiliária norte-americana de 2007/2008, que se disseminou pelo mundo e deixou expostas algumas sérias vulnerabilidades da economia brasileira. Outro fator que reduziu o impacto da crise internacional sobre o Brasil foi o bom desempenho da economia global e os aumentos dos preços das commodities, que ajudaram o Brasil a acumular US$ 350 bilhões em reservas cambiais, fazendo que as contas externas do país ficassem em situação confortável.

O conhecimento da história do mercado de câmbio e das oscilações de preços da moeda estrangeira é importante para a compreensão da situação instável de hoje, com a forte desvalorização do dólar, e deveria ajudar na formulação da política cambial e da política de juros para 2025. O mercado de dólar e de outras moedas estrangeiras é complexo, mas há um consenso mundial: nenhuma política cambial funciona bem se as contas consolidadas do setor público permanecerem deficitárias todos os anos, como vem ocorrendo no Brasil. Entende-se por “contas consolidadas” os resultados financeiros da União, estados, municípios, empresas estatais e sistema público de previdência social.

A instabilidade refletida nas altas desvalorizações cambiais, que ajudam a pôr fogo na inflação em razão dos aumentos de custos em reais dos bens e serviços importados pelo Brasil, abrem espaço para três consequências negativas: a primeira é pressionar o Banco Central para seguir elevando as taxas de juros; a segunda é aumentar o valor em reais das dívidas empresariais contratadas em dólar; a terceira é, por tudo isso, agir com um freio ao crescimento econômico nos próximos anos.

Se um cenário como esse se torna real e permanece por longo período, o país não escapa dos clássicos efeitos colaterais de aumentar o desemprego, reduzir os salários médios dos trabalhadores, manter a economia nacional atrasada e empobrecer ainda mais a população. Caso, além disso, sobrevenha agravamento dos problemas internacionais – como guerras, crises migratórias, conflitos políticos e recessões –, está formado o quadro para o que os economistas chamam “tempestade perfeita”. O Brasil tem o desafio de enfrentar as crises e os problemas que são afetos à sociedade brasileira e ao governo local.

PENINHA - DICA MUSICAL

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A NOITE DE NATAL

O NATAL é a grande festa da cristandade. Há uma Luz nessa festa, e não são luzes artificiais.

A Noite de Natal é sagrada. Noite de encanto, mistério e ternura, para crianças e adultos, principalmente aqueles que tem boas condições financeiras. Para os pobres, é mais uma noite, onde as diferenças sociais são gritantes e eles sabem que a solidariedade, típica da época natalina, é passageira.

É também uma noite de saudade dos nossos entes queridos, que já não se encontram entre nós.

O meu Pai, Francisco Bezerra Souto, se encantou na véspera de Natal (24.12.1984). A partir de então, apesar dos anos decorridos, essa data, para mim, permanece marcada e eu sofro de “uma alegria triste. Por isso, a celebração natalina me traz melancolia. Tento disfarçar a minha dor, mas a saudade e as lembranças são mais fortes.

Entretanto, na noite de Natal, o brilho das estrelas é mais intenso. Entre elas, há o brilho dos olhos dos entes queridos que nos deixaram e que, lá do Céu onde se encontram, estão a nos iluminar.

A representação mais verdadeira dessa noite é o Presépio, que revive o cenário em que Jesus nasceu. O primeiro presépio que existiu foi montado por São Francisco de Assis, no século XIII. Ele quis mostrar ao povo como aconteceu o nascimento do Menino Jesus. Depois, o presépio tornou-se uma tradição e passou a ser montado nas casas, nas igrejas e em diversos locais, durante o ciclo natalino.

No presépio, figuram a Sagrada Família, composta por Jesus, Maria e José; os três Reis Magos (Belchior, Gaspar e Baltasar), o Anjo que anunciou a Maria que ela iria ser a Mãe de Jesus, e a Estrela-guia, que iluminou o caminho para que os Reis Magos encontrassem a manjedoura.

No sentido religioso, os anjos usados na decoração do Natal remetem a São Gabriel, o anjo que teria anunciado à Maria que ela seria a mãe de Jesus.

Os três Reis Magos foram à procura do Menino Jesus, para adorá-lo e levar-lhe de presente, incenso, ouro e mirra.

Jesus nasceu em Belém, a menor cidade da Judéia, na simplicidade, humildade e pobreza.

A festa do Natal tem como figura principal o Menino Jesus, que nasceu numa manjedoura, dentro de uma gruta despojada e pobre.

Naquele momento, a gruta abrigou toda a riqueza do Céu e da terra. O Menino estava envolto em panos e deitado na manjedoura, sob o aconchego de Maria e José, seus pais, porque não havia lugar para eles na casa dos homens.

José era um homem justo e santo, carpinteiro, que acolheu o mistério da encarnação do Filho de Deus no ventre de sua esposa. Maria, a jovem mãe judia, deu à luz o Filho gerado em seu ventre, pela ação do Espírito Santo.

Nas lautas ceias de Natal, em casas de pessoas ricas e poderosas, muitas vezes, a figura do Menino Jesus é esquecida. Nessas ocasiões, o espírito cristão, simplesmente, não existe. Comemora-se o Natal como se fosse uma festa profana, e a preocupação são a comida, a bebida, os presentes trocados e a decoração.

O Menino Jesus, Maria e José são lembrados, superficialmente, salvo em ambientes religiosos.

Para os Cristãos, os presentes de Natal remetem à lembrança dos presentes que os Reis Magos levaram para o Menino Jesus: O ouro, o incenso e a mirra.

Os anjos e estrelas, usados nas decorações natalinas, remetem ao Anjo Gabriel, que anunciou à Virgem Maria, que ela daria à luz o Filho de Deus, e à Estrela-guia, que iluminou o caminho de Belchior, Gaspar e Baltasar até à manjedoura.

Pois bem. Numa noite de Natal, dois mendigos caminhavam pela escuridão. De repente, tropeçaram num cachorro vira-lata, que parecia estar faminto e abandonado. Sentiram dó do animal e viram que ele era tão pobre quanto eles. Os pobres são bons para os pobres e ajudam-se uns aos outros, dividindo entre si o pouco que conseguem para comer.

Os dois mendigos, solidários ao vira-lata, levaram-no com eles, e lhe deram para comer um pouco do pão que haviam recebido de esmola. O cachorro, depois de comer, ficou mais forte e saiu caminhando à frente deles, latindo e olhando para trás, como se os estivesse guiando, através da escuridão, até uma cabana abandonada. Na cabana, havia dois bancos e uma lareira apagada, visíveis através do clarão da lua. Os dois mendigos sentaram- se em frente à lareira.

De repente, o cachorro desapareceu. Como por milagre, as duas brasas se acenderam e tornaram-se enormes. A claridade tomou conta da cabana, e os dois mendigos sentiram seus corpos aquecidos. Ficaram certos de que tinham sido agraciados com um milagre, pois, somente o Menino Jesus teria sido capaz de se lembrar deles, naquela hora de tanto frio e sofrimento. Acreditavam, piamente, que o Menino Jesus os estava protegendo daquele frio, enviando duas brasas para acender a velha lareira. Adormeceram profundamente. As brasas brilharam até o amanhecer do dia.

Os dois mendigos acordaram, como se estivessem despertando de um lindo sonho. Tinham recebido, de presente de Natal, um verdadeiro tesouro. Mesmo por uma única noite, dormiram sob o teto de uma cabana abandonada, aquecidos por uma misteriosa lareira. Olharam em sua volta e viram o cachorro dormindo. Pobre igual a eles, o vira-lata lhes retribuiu o pão que eles lhe haviam dado, levando-os até aquela cabana encantada.

Pelo menos, naquela noite de Natal, eles dormiram sob um teto, abrigados contra o frio e o vento.

Está provado que o grande tesouro dos pobres é o sonho.

Nesta Noite de Natal, elevemos uma prece a Deus:

“Senhor, dai pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão!”

A escuridão dos nossos dias decorre da fome, da impunidade e da corrupção.

Que a Noite de Natal ilumine os corações do povo brasileiro!