Bom dia, Brazuela 🤡 pic.twitter.com/mz4mGqYaXd
— Eduardo 🇧🇷 (@EduQuim101) January 11, 2025
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Roberto Motta

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, durante audiência no Senado americano, em janeiro de 2024
Veículos de mídia proclamam indignação com o anúncio do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de que as redes sociais do grupo não mais usarão os serviços de “agências checadoras de fatos”. Essa expressão – checagem de fatos – sempre me causa calafrios por seu odor de totalitarismo. Ela lembra o servidor público Winston Smith, do livro 1984, cujo trabalho era reescrever notícias antigas para que elas estivessem sempre em linha com o pensamento do Partido. Essa é a “checagem de fatos” original.
A raiva que a mídia dirigiu a Zuckerberg tem uma explicação: checagem de fatos é uma estratégia da própria mídia para manter o monopólio das notícias. A “checagem” não busca a verdade; seu propósito é sufocar as redes com a mordaça da censura e garantir que apenas o pensamento “politicamente correto”, woke ou progressista tenha voz. Não é por acaso que a inclinação das agências “checadoras” é invariavelmente para a esquerda.
A velha mídia está ameaçada pelas redes. Com exceção de alguns veículos que se destacam por sua coragem e por terem abraçado as redes sociais – como a Gazeta do Povo, a Revista Oeste e a Jovem Pan – é justo dizer que, hoje, as redes sociais, incluindo as da Meta de Zuckerberg, disponibilizam uma variedade maior de notícias, mais rapidamente e com melhor qualidade que a grande mídia. Devemos isso ao trabalho de jornalistas-cidadãos, voluntários não remunerados que estão em todos os lugares com seus celulares, transmitindo informações e imagens em tempo real, relatando fatos e compartilhando opiniões.
Esse é um processo revolucionário e talvez irreversível, com evidentes consequências políticas. Tornou-se impossível para o Estado controlar a narrativa. A verdade deixou de ser monopólio dos grandes grupos de mídia. A combinação de internet, telefonia celular e redes sociais criou um mundo anti-1984, o exato oposto da distopia imaginada por Orwell. Agora todos temos voz e podemos desafiar a verdade oficial. Winston Smith ficará desempregado.
Há algumas semanas, Elon Musk fez uma postagem em que dizia: “A mídia agora são vocês”. Nós. Os usuários. Ele tem razão.
Como tudo na vida, a nova mídia tem defeitos. Da mesma forma que os jornalistas-cidadãos divulgam notícias, eles também podem divulgar mentiras. Mas não podemos esquecer que esse é um poder que a velha mídia sempre teve e sempre exerceu. Com um agravante: antes da internet era impossível um cidadão comum saber quando a mídia mentia.
Não mais. Agora tudo pode ser desmentido. A contestação pode ser feita através de postagens, de comentários ou até de “notas da comunidade”, uma invenção de Elon Musk para o X.
Poucos conhecem o algoritmo que rege as notas da comunidade. Explicando de forma resumida: o sistema conta com o trabalho voluntário de milhares de usuários. Eles recebem uma lista de postagens e notas para avaliar. O resultado da avaliação não é baseado em uma simples votação. O algoritmo atribui peso maior à avaliação feita por avaliadores com histórico de opiniões diferentes, mas que concordam na avaliação de determinada postagem. É um mecanismo tão imparcial e neutro quanto possível. Postagens de políticos famosos, de governos e até postagens do próprio Elon Musk – o dono da rede – estão sujeitas a serem desmentidas por uma nota da comunidade.
As notas são uma demonstração de que a nova mídia pode se regular sozinha, dispensando censura estatal. Mas a esquerda continuará insistindo na necessidade de regulamentação. Algumas pessoas de bem apoiam a ideia, por ingenuidade, ignorância ou doutrinação. Tenho amigos que não conseguem sair dessa prisão ideológica. Não consigo ajudá-los; foram sequestrados por Marx, Gramsci e Paulo Freire. São incapazes de detectar a fumaça ideológica no ar que respiram; para eles a fumaça se tornou o próprio ar.
Fiz uma postagem aplaudindo a decisão do Zuck. Uma moça comentou. Segurem a náusea e leiam: “Que bonito, heim? Apoiando que crimes como ofensas racistas, xenofobia e todo o tipo de ódio sejam permitidos aqui nessa rede. Os bolsonaristas NÃO SUPREENDEM!!!!!”
Racismo é crime previsto por lei. Não é preciso uma “agência checadora de fatos” para lidar com ele. O mesmo vale para xenofobia. Já a expressão “todo o tipo de ódio” demonstra que a autora foi levada a acreditar que liberdade de expressão só vale para declarações de “amor”. Liberdade sim, mas só para aquilo que me agrada. Aliás, quem usa as redes sociais conhece a ternura da esquerda. A ela tudo é permitido, inclusive a expressão máxima de ódio: pedir a eliminação física de adversários.
Me parece inevitável que a mudança da Meta de Zuckerberg seja copiada pelas outras redes sociais. O governo Trump defende a liberdade de expressão e tem instrumentos para convencê-las.
Diante disso, vejo dois possíveis cenários para o Brasil.
No cenário bom, as autoridades entendem que o mundo mudou e que não vale a pena comprar briga com o novo governo americano. Elas desistem dos projetos legislativos e judiciais de censura.
No cenário ruim, os censuradores dobram a aposta. Eles aprovam leis e emitem decisões judiciais oficializando a mordaça das redes. Nesse caso, a consequência poderia ser o fechamento das redes sociais no Brasil. Na sequência, provavelmente, seria aprovada a criação de uma rede social estatal, operada pelos Correios. Minha sugestão de nome para a nova rede é Calada. Na Calada você poderá emitir qualquer opinião, desde que ela seja favorável ao Estado Novo brasileiro.
Eu nunca perco a esperança do Brasil melhorar. Mas tenho sempre em mente a possibilidade de piorar, e muito.
Comentário sobre a postagem INTENDERAM??
Luci Oliva:
O jornalismo da FOSSA GLOBO virou coisa de maluco.
Todos dementes de tanto chupar o ovo do cachaceiro condenado.
Num tempo em que havia lua e as estrelas ouviam serenatas, quando a minha boca doida e nua passeava por todas as calçadas, vez em quando se escutava, além de tiros, uma ou outra canção de amor. Era quando a pureza vinha e se deleitava bem distante do inferno da solidão. Meu olhar lacrimoso era adoçado no bagaço de cana do engenho …
Você existia. Sua voz era ouvida.
Hoje soube de sua viagem e desacordei com a noite escura. O canto alucinado não existe mais: é só uma foto num caderno de cultura, um Purgatório numa banca de jornais. Resta o doloroso bardo do se ir, o bardo luminoso da realidade última. Eu, triste, como um bicho triste, um bando de pardais tristes, sem galos, noites e quintais.
Você ainda existe. Sua Poesia resiste.
E a vida segue, a canção insiste, feito avião brabo lá no céu sem rédea, fazendo um Paraíso cada vez mais triste, a mais profana e desumana comédia… Hoje, eu canto muito mais, sem medo. De avião e de nada. Sonha teu sonho que ele é vida.
Você permanece. Seu canto não calou.
Até qualquer dia, Poeta.
* * *
Nota:
Conheci Belchior em 1976, em Fortaleza, no Bar do Anísio, na Praia de Iracema, onde se encontravam os músicos e poetas de Fortaleza. Por ali andavam ele, Ednardo, Fagner… Belchior, admirador de Dante e de sua teológica Divina Comédia Humana, era presença constante naquele ambiente onde, meio por enxerimento, meio por não ter o que fazer, eu frequentava com regular habitualidade. Cordial e simpático, não se negava a um bom papo, quando o tempo permitia. No dia em que o cantor foi ‘visitar outro plano’ eu escrevi–lhe um bilhete, e, a seguir e com algumas adaptações, uma letra que virou canção na bela voz de Tonfil – Profana Comédia Desumana. Está no meu disco CHAMA INFINITA, e pode ser encontrada em todas as plataformas virtuais.
Há algum tempo, fiz uma pesquisa no acervo dos principais jornais brasileiros para identificar os primeiros jornalistas a falar sobre o Foro de São Paulo, a organização criada por Lula e Fidel Castro para promover ditaduras comunistas na América Latina.
Incrivelmente, descobri… pic.twitter.com/IVzqfe80Sz
— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) January 12, 2025
Editorial da Gazeta do Povo

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em audiência no Congresso dos Estados Unidos em janeiro de 2024
Uma situação classificada como “extremamente grave” pelo próprio presidente Lula motivou a convocação de uma reunião no Palácio do Planalto, realizada na sexta-feira. Que emergência seria essa? A dívida pública, que continua em trajetória de disparada? A inflação, que fechou 2024 acima do limite máximo de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional? A segurança pública, com turistas mortos à bala em favelas cariocas onde a polícia é impedida de entrar? A dengue, que deve voltar a ser uma ameaça neste verão depois dos recordes de casos e mortes em 2024? Não: o grande problema do momento é a mudança nas políticas de moderação de conteúdo de Facebook e Instagram, anunciada dias atrás pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg.
Como afirmou em seus perfis o colunista da Gazeta Roberto Motta, “se a maior preocupação de um governo é o Facebook, então ou está tudo uma maravilha, ou está tudo perdido”. Como a lista de problemas do parágrafo anterior é real, a resposta surge por eliminação. Mas Lula tem suas razões para se preocupar com as alterações, pois as redes sociais da Meta vinham sendo aliadas muito convenientes na supressão do discurso conservador e de oposição ao governo. O petismo e a esquerda identitária nunca conseguiram esconder o desejo de controlar o que pode ser dito on-line, no máximo camuflando-o sob o pretexto de “regulação” das mídias sociais.
E o destempero na reação de membros do governo e de seus apoiadores na opinião pública mostra como eles sentiram o golpe. As alusões ao “fascismo” – a que os brasileiros já estão acostumados, pois o termo é usado para designar tudo e todos de quem a esquerda não gosta – são superadas apenas por um discurso apocalíptico que não resistiria a uma boa checagem de fatos. Afinal, Zuckerberg não afirmou que as redes sociais da Meta eliminarão qualquer moderação, o que, por exemplo, deixaria o caminho livre para a publicação de mensagens criminosas; o que o bilionário prometeu foi a troca dos checadores (que não deixarão de existir e poderão continuar a fazer livremente seu trabalho) pelas Notas da Comunidade para garantir a liberdade de expressão em temas nos quais a discussão comporta inúmeras opiniões lícitas, de forma que a moderação se concentre em eliminar o que de fato viola as leis de um país, e não qualquer opinião que destoe do Zeitgeist. Essa liberdade é anátema para a esquerda, que adora criminalizar “discursos de ódio” que não passam de opiniões legítimas sobre vários temas (Zuckerberg mencionou explicitamente imigração e gênero), mas de viés conservador.
Em resumo, as mídias sociais de Mark Zuckerberg não devem se tornar “terra sem lei” com a mudança – que, em um país verdadeiramente democrático, nem deveria se tornar motivo de questionamento do Ministério Público Federal ou da Advocacia-Geral da União, já que não há lei obrigando as mídias sociais a usar agências de checagem para colaborar na moderação de conteúdo. “Terra sem lei” é uma das expressões favoritas do censor-mor do Brasil, o ministro do STF Alexa.ndre de Moraes, que também a empregou ao falar das mudanças adotadas pela Meta – e que, por enquanto, se aplicam apenas aos Estados Unidos, como afirmou Zuckerberg. “No Brasil, [as redes sociais] só continuarão a operar se respeitarem a legislação brasileira. Independentemente de bravatas de dirigentes irresponsáveis das big techs”, disse Moraes no dia 8.
Até onde se sabe, nem Mark Zuckerberg, nem o Facebook nem o Instagram estarão desrespeitando a legislação brasileira se as alterações prometidas por ele vierem a ser aplicadas no Brasil – ao menos enquanto vigorar a redação atual do Marco Civil da Internet. Mas há uma ironia perversa quando o respeito à lei é invocado exatamente por quem mais tem agido contra legem no Brasil quando o assunto é a liberdade de expressão nas mídias sociais. A Constituição brasileira veda expressamente a censura prévia como aquela aplicada nas decisões judiciais secretas de Moraes para suprimir contas inteiras em mídias sociais. A Carta Magna também veda a criação de ilícitos por vias extralegais, mas foi o que Moraes fez ao ordenar aplicação de multa a todo brasileiro que usasse VPNs para acessar o X enquanto vigorou a suspensão da rede de Elon Musk. E a Constituição, ao consagrar a tripartição de poderes, ainda garante que leis devem ser feitas pelo Legislativo, e não pelo Judiciário, embora o STF esteja prestes a usurpar mais uma vez o papel de legislador no caso do Marco Civil da Internet, o que é admitido pelo próprio presidente da corte. Em resumo, no Brasil atual é o Supremo, e não qualquer mídia social, que faz do país “terra sem lei”.
As alterações anunciadas por Mark Zuckerberg não têm data para entrar em vigor no Brasil – se é que serão adotadas por aqui algum dia –, mas a virulência do “ataque preventivo” vindo de todos os lados, de jornalistas a agentes públicos, órgãos do governo e magistrados que deveriam se pronunciar apenas nos autos, mostra que o CEO da Meta atingiu um nervo sensível no vasto organismo de censura atualmente em funcionamento no país. Ilude-se quem acredita que a repercussão negativa – ou ao menos boa parte dela – seja motivada por preocupações com a “defesa da democracia” ou com possíveis vítimas de crimes on-line. Trata-se, pura e simplesmente, de uma disputa pelo poder de definir o que é ou não verdade, decidir o que pode e o que não pode ser dito na internet. E quem se acostumou a ter esse poder não desistirá dele tão facilmente.
Dedico os vídeos desta semana ao grande acervo de amigos que tenho neste jornal.
Amigos que só conheço pelos comentários que são feitos na coluna.
Amigos que nunca ví ou ouvi pessoalmente mas, que os tenho guardado em meu peito.
Aos amigos colunistas do jornal e ao nosso editor quero mandar um abraço de quebrar costela e aos nossos leitores e ouvintes quero agradecer de coração, pois vocês são a alma deste jornal.
Obrigado!
Melô da nova Instrução Normativa de Receita Federal. pic.twitter.com/guiMPvl5Hj
— Valdemar Paiva (@valdemarpaiva1) January 10, 2025
Luís Ernesto Lacombe

Mark Zuckerberg em foto de 2019, durante audiência no Congresso norte-americano
Eles não querem largar o osso, perder o monopólio da verdade. Por conta disso, apelam para… mentiras! Quem está nessa? Os de sempre: ministros do STF, o Brasil do PT e a imprensa bajuladora dos poderosos. Claro que dá para desconfiar das reais motivações que levaram o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, a mudar o sistema de controle do conteúdo das suas plataformas digitais… Ele mesmo já foi ávido incentivador da censura, para, por exemplo, beneficiar Joe Biden, então candidato democrata nas eleições presidenciais americanas de 2020. No ano seguinte, Donald Trump foi banido do Facebook, controlado pela Meta, que, no período da Covid, impediu o debate, a exposição de teses e antíteses, base de qualquer ciência. Só que não importa se há razões financeiras, mercadológicas para a mudança nas empresas de Zuckerberg. Se houver, o que é provável, tomara que suas motivações não sejam restritas a interesses desse tipo. Tomara que ele tenha entendido que o mundo caminhava para um lugar aterrorizante, que ele era cúmplice disso e, ainda em tempo, tenha se arrependido verdadeiramente e se endireitado. O que não dá para tolerar é a quantidade de mentiras ditas pelos atuais detentores do poder no Brasil a respeito de Zuckerberg e das redes sociais.
As reações ao vídeo do CEO da Meta divulgado na semana passada deixam provas sobradas do óbvio: a mentira e o ódio não foram inventados a partir do advento da internet. E aqueles que têm faltado com a verdade, espancado os fatos, criado narrativas, historinhas tomaram mesmo, com base nesse lixo que remexem sem parar, o controle do país. Primeiro, os ministros do Supremo… Alexandre de Moraes teve a desfaçatez, na falta de espelho, de dizer que “as big techs estão a serviço do ódio”. Ele afirmou que as empresas só continuarão a atuar no Brasil se seguirem as leis do país, o que ele próprio não faz há muito tempo. Gilmar Mendes nunca mais discordou do colega e disse que “as redes sociais não são terra sem lei”. E não são mesmo; há leis de sobra para controlá-las: previsão de crimes de injúria, calúnia e difamação, crimes cibernéticos, Marco Civil da Internet, Lei Geral de Proteção de Dados… E o que os poderosos de ocasião do Judiciário defendem, mais uma vez, “para salvar a democracia”? Censura, o que a Constituição Federal proíbe. E como a promoverão? Inventando suas próprias leis, o que a Constituição Federal também proíbe… Se Moraes acusou Zuckerberg de fazer bravatas, qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico é capaz de identificar os verdadeiros bravateiros, esses que andam por aí, dizendo “ainda tem muita gente para prender e muita multa para aplicar”… Ou “perdeu, mané”, ou “nós derrotamos o bolsonarismo”.
Fechado nessa aliança com o STF, Lula aumentou na última semana sua coleção de mentiras. Disse que Mark Zuckerberg “não quer a punição por crimes cometidos com o uso de redes sociais”… Ora, o que ninguém pode querer é que as plataformas digitais sofram pressão para cumprir ordens judiciais ilegais e, pior, secretas. Repito: as leis brasileiras estão postas, e todos devem cumpri-las, sem exceção. E não há uma linha sequer sobre as redes terem de controlar seus conteúdos com o uso das farsantes “agências checadoras de fatos”. Aliás, se elas fossem sérias, teriam enquadrado o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele afirmou que o anúncio feito por Zuckerberg “passa a ideia de que liberdade de expressão inclui calúnia, mentira, difamação e tudo mais”. Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que a decisão da Meta “intensifica a desordem informacional” e ressaltou a necessidade de censurar as redes sociais no Brasil, “para evitar a disseminação de fake news e discursos de ódio”. E o secretário de Políticas Digitais, João Brant, disse que a Meta “vai deixar de proteger direitos individuais e coletivos e não vai respeitar a soberania dos países sobre seus ambientes digitais”. Para ele, as mudanças nas plataformas de Zuckerberg são “um convite ao ativismo da extrema direita”. Todos eles se incriminam inevitavelmente, ao usar expressões que não definem nem conceituam nada: “fake news”, “desinformação”, “desordem informacional”, “extrema direita”…
Por fim, o vilão mais infame, que provoca mais dor em mim: a imprensa. O que os veículos que optaram por tentativas de suicídio insistentes, diárias veicularam, mais uma vez, foram mentiras. Tudo endossado por “especialistas” escolhidos a dedo. Já faz tempo que as histórias jornalísticas passaram a ter apenas um lado. Como podem os que já foram chamados de jornalistas dizer que Zuckerberg mente, quando afirma que “países latino-americanos têm ‘tribunais secretos’ que removem conteúdo de forma silenciosa”? Como podem considerar que tal afirmação carece de fundamento, de evidências, de provas, se isso tudo é abundante e claro? Não à toa, quase todos os veículos ignoraram o caso dos arquivos do Twitter Brasil, as mensagens trocadas por assessores de Alexandre de Moraes, as confissões do ex-funcionário do Departamento de Estado americano Mike Benz. O “jornalismo profissional” insiste que só ele pode definir o que é verdade, abraçando a fraude de forma desavergonhada.
Como levar a sério veículos que juram que “Lula não deve nada à Justiça”, que “o STF salvou a democracia”, que “o Supremo agiu muitas vezes de forma ilegal e abusiva, mas por uma boa causa, e agora deve voltar à autocontenção e ao que determinam as leis”? Como dar crédito a veículos que dizem que o 8 de janeiro foi uma “tentativa de golpe de Estado”? É esse o “jornalismo profissional”, que inventa que Jair Bolsonaro e seus filhos fugiram de agentes da Polícia Federal pilotando motos aquáticas pela Baía de Angra, que chama de extremistas de direita, fascistas, nazistas, terroristas e golpistas todos aqueles que apontam essas falcatruas incansavelmente? É um bando que pede censura nas redes e a falsa sensação de liberdade para si. É um bando que jura que “as equipes de checagem de informações são o pilar da atual política de combate a fake news”, que vira tudo do avesso e publica coisas desse tipo: “Assim como a imprensa só pode prosperar na democracia, as plataformas sociais só poderão crescer na tirania”.
Nós, nós somos os coitadinhos que precisam de tutores no Judiciário, no Executivo, no Estado de um modo geral. Somos os pobrezinhos que precisam ser conduzidos pela mão por uma imprensa autoritária, mas “educativa”, “catequizadora”, que sabe exatamente o que é melhor para cada pessoa. Nós, usuários das redes, não podemos fazer uma “curadoria” dos conteúdos que nos chegam, somos incapazes de saber o que é mentira e o que é verdade, o que deve ser desconsiderado, descartado, o que deve ser investigado, aprofundado, o que é fato, o que é irrefutável. Queremos um mediador, um mentor, um orientador, um guru, um pai… Nós, os limitados, expostos a tantos perigos nas redes, precisamos dos “iluminados” que possam nos ensinar as novas definições de democracia, de liberdade de expressão… Somos vítimas potenciais, sempre. E a nossa única chance é aceitar as promessas de salvação e proteção dos tiranos maldisfarçados de heróis.
Presidente @jairbolsonaro é o PRIMEIRO da lista de convidados do Presidente Trump.
E agora, delegado universal? Está sendo noticiado no mundo todo!pic.twitter.com/9Sj7aAchhv
— Odnalda Whigson Fênix🐦🔥 (@OdnaldaW2) January 12, 2025