“Ostra é o nome comum usado para designar um número de grupos diferentes de moluscos que crescem, em sua maioria, em águas marinhas ou salobras. As ostras verdadeiras pertencem à ordem Ostreoida, família Ostreidae. As ostras têm um corpo mole, protegido dentro de uma concha altamente calcificada, fechada por fortes músculos adutores. As brânquias filtram o plâncton da água.
A ostra tem uma forma curiosa de se defender. Quando um parasita invade seu corpo, ela libera uma substância chamada madrepérola, que se cristaliza sobre o invasor impedindo-o de se reproduzir. Depois de cerca de três anos esse material vira uma pérola. Sua forma depende do formato do invasor e sua cor varia de acordo com a saúde da ostra.” (Informações científicas extraídas do Wikipédia)
Ostra limpa criada em ambiente adequado
A lua, uma das forças determinantes da Natureza, ao aparecer grande e luminosa nos céus, deixava que os experientes homens (e mulheres) que lidam com o mar – pescadores e afins – deduzissem que o amanhecer e o resto do dia seria complicado: a famosa Maré de Sizígia, fenômeno marítimo que produz ondas de até 12 metros.
Até os mais experientes pescadores e marisqueiros enfrentam dificuldades nesses dias excepcionais. Os pescadores sofrem mais, com suas embarcações, artesanais, na maioria das vezes.
O pescado vem, em algumas oportunidades em troca de vidas humanas. O consumidor do pescado reclama o alto preço, sem saber o que aquilo custou.
Ostra aberta com sua maravilhosa beleza – sal e limão ajudam fazer a festa
Mas, se por um lado a maré anormal prejudica os pescadores, por outro lado, beneficia os marisqueiros e as marisqueiras.
A maré volta com muita força após a rebentação. Em muitos lugares da orla marítima, tem o poder de “lavar” as encostas e facilitar, principalmente a vida dos catadores de ostras, sarnambis e tariobas – o sururu depende mais dos mangues, assim como os siris e os caranguejos.
Atualmente, com a orientação e o apoio logístico da EMBRAPA, ostras estão sendo produzidas em cativeiro, ainda que em pequena escala e em caráter experimental. Mas, é um bom começo.
A demora no crescimento da ostra é o que dificulta, pelo alto custo do investimento e a burocracia brasileira – isso sem contar a poluição das águas e a necessidade do alto investimento para a despoluição.
Há, entretanto, quem ouse apostar no crescimento do setor, haja vista a produção de bons pratos pela culinária brasileira, principalmente nos estados da Bahia, Ceará e Maranhão.
No Maranhão, poucos restaurantes trabalham com essa culinária e não existe, ainda, uma variação de oferta. São poucos os restaurantes que oferecem o prato.
Mas, o consumo é alto (e tem compensado a “pesca” pelos marisqueiros) na orla marítima, onde a ostra é vendida sem fiscalização de qualidade: os ambulantes vendem, em muitos casos, com atendimento artesanal e precário.
Ostra gratinada muito vendida e procurada no Maranhão
Claro que estamos falando da ostra pescada, ou tirada pelos marisqueiros no Brasil, e com alta tendência de produção em cativeiro quando houver compensação do investimento necessário para a produção (e/ou exportação) em larga escala.
Em pesquisa efetuada, descobrimos que, em outros países e mares despoluídos já existe produção em larga escala. E, segundo respostas, tem compensado o investimento.
Existe, também, já, produção em larga escala para produção de pérolas, com variedade de tamanho e de tons de coloração. Pérolas negras, por exemplo, que alcançam alto valor comercial.
Pérola encontrada em ostra brasileira
























