Piada pronta. Antes de deixar o Ministério da Justiça, Lewandowski pediu que PF investigue Flávio Bosonaro por associar Lula ao ditador Maduro. Vai começar a censura igual a de 2022. pic.twitter.com/ke04MuSyeq
Histórico: Lula recebe Nicolás Maduro em Brasília em 2023. Com a prisão do ditador, a antiga proximidade se torna munição para a oposição e risco político para 2026
Como seu último ato no governo, Lewandowski usa o Ministério da Justiça para enviar um pedido de investigação contra Flávio Bolsonaro à Polícia Federal. No documento, deputada petista denuncia uma suposta prática de crimes contra a honra de Lula por associação com Maduro.
O Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal o pedido da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) para que a corporação investigue o senador Flávio Bolsonaro (PL) por publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao venezuelano Nicolás Maduro. Onde já se viu associar Lula a Maduro, não é mesmo?!
O pedido foi protocolado em 7 de janeiro e enviado à PF no dia seguinte. No documento, a deputada denuncia uma suposta prática de crimes contra a honra de Lula ao citar uma postagem do pré-candidato do PL à Presidência na qual ele afirma que Maduro iria delatar o petista, o que causaria o fim do “Foro de São Paulo”. A publicação ocorreu após o venezuelano ter sido capturado pelos Estados Unidos.
Vejamos: Lula é o fundador do Foro de SP ao lado de seu velho companheiro Fidel Castro. Lula desde sempre defende a ditadura venezuelana, chegando a fechar contratos suspeitos entre Petrobras e PDVSA, pressionar pela entrada da Venezuela no Mercosul mesmo sem as cláusulas democráticas e gravar vídeos de apoio direto ao ditador socialista, como este aqui, onde Lula rasga elogios ao ditador.
Durante a última eleição, o TSE vetou veículos de imprensa tradicionais, como a Gazeta do Povo, de lembrar desses elos históricos entre Lula e ditadores socialistas. Mas um dos primeiros atos de Lula após eleito foi justamente receber Maduro no Brasil, com tapete vermelho, militares prestando continência e elogios escancarados ao tirano.
O deputado Carlos Jordy comentou: “Piada pronta. Antes de deixar o Ministério da Justiça, Lewandowski pediu que PF investigue Flávio Bolsonaro por associar Lula ao ditador Maduro. Vai começar a censura igual a de 2022”. Todos sabem das ligações entre Lula e Maduro, do Foro de SP, mas como Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, agora é para fingir que Lula é um democrata que nunca bajulou o companheiro narcoditador.
À medida que a eleição se aproxima, o consórcio PT-STF começa o processo de blindagem de Lula, para que ninguém possa lembrar de suas credenciais nada democratas, de sua paixão por tiranos. Mas o povo não tem memória tão curta assim, e o momento é desfavorável para o petista, pois seus companheiros estão tendo de libertar presos políticos sob pressão de Trump. Carlos Bolsonaro comentou:
Diversos países da América Latina passaram recentemente por processos de libertação de presos políticos, conforme registrado pela imprensa internacional. Na Venezuela, opositores, jornalistas e ativistas de direitos humanos foram soltos após pressão externa. Na Nicarágua, dezenas de detidos por motivação política – entre líderes religiosos, opositores e ex-autoridades – também estão rumando à liberdade. Movimentos semelhantes ocorreram na Colômbia e na Bolívia, em contextos de revisão política e institucional. Em contraste, no Brasil, presos políticos seguem encarcerados, enquanto o país passa a ser comparado, sem exagero, a regimes fechados como a Coreia do Norte – reflexo direto da degradação institucional e da várzea em que transformaram o Estado de Direito. Então nas eleições brasileiras de 2022 o TSE proibia de citar as intimas relações entre lula, Maduro e Ortega. Agora começa a fazer sentido a iniciativa do “zeloso tribunal eleitoral brasileiro”.
Se em 2022 já houve esse esforço de proteger Lula, imagina agora! Se em janeiro, de saída do ministério, Lewandowski tenta intimidar Flávio Bolsonaro simplesmente por falar da profunda ligação entre Lula e Maduro, imagina como estaremos em julho! Que todos possam se lembrar sempre daquilo que o sistema tenta mascarar: Lula nunca foi um democrata, e sim um grande admirador dos piores ditadores do planeta!
Mais um capítulo da já conhecida novela Não Existe Esquerdista Grátis.
Desta vez, o protagonista é Wagner Moura — ator que, cada vez mais, parece confortável também no papel de militante político. Ao receber uma premiação como melhor ator pelo filme O Agente Secreto, ele decidiu usar o palco não para falar de cinema, mas para fazer propaganda política. Segundo ele, o Brasil teria vivido, durante o governo Bolsonaro, um regime fascista. Fascista, vejam só
Seria interessante, portanto, que Wagner Moura apontasse ao menos um caso concreto de censura ou perseguição política contra esquerdistas durante esse suposto “horrível regime fascista”. Um único exemplo já ajudaria. O problema é que o que se consegue demonstrar, com centenas de casos documentados, é exatamente o oposto.
Mesmo durante o governo Bolsonaro, foi a esquerda que aparelhou instituições, censurou, perseguiu e prendeu conservadores e opositores políticos. O próprio ex-presidente é hoje um prisioneiro político, acompanhado por centenas de outros brasileiros
O caso mais emblemático talvez seja o da cabeleireira Débora, condenada a 14 anos de prisão por escrever, com batom — algo que se remove com água e sabão — uma frase de protesto em uma estátua em Brasília. Uma frase irônica, sem palavrões, sem incitação à violência. Ainda assim, 14 anos de cadeia
Curiosamente, nada disso parece sensibilizar o ator. Também não houve, em seu discurso inflamado, qualquer menção ao Irã, onde centenas de pessoas são mortas e esmagadas por um regime brutal — regime, aliás, aliado do descondenado brasileiro. Descondenado este cujo governo ajudou a financiar o próprio filme, com um aporte de sete milhões e meio de reais, além de mais oitocentos mil reais liberados em janeiro para ações de promoção
Também não se ouviu uma palavra sobre a Venezuela. Nenhuma menção ao regime opressor que destrói o país. Nenhuma palavra sobre Cuba. Nenhum incentivo para que povos oprimidos se levantem contra ditaduras reais e atuais. Por que será esse silêncio tão conveniente?
Enquanto isso, Wagner Moura vive tranquilamente no “malvadão capitalista” Estados Unidos. O contraste é gritante. E o comportamento, além de cínico, além de degenerado, revela uma hipocrisia clara: a de quem se presta ao papel de garoto-propaganda de regimes autoritários enquanto posa de defensor da democracia
O ator defendeu ainda a importância de se fazer mais filmes sobre a ditadura brasileira — uma ditadura de meio século atrás. Mas fica a pergunta: não seria mais interessante, talvez até mais lucrativo, produzir filmes sobre a história recente do Brasil? Sobre um grupo político que saqueou o país, causou prejuízos bilionários e acabou amplamente anistiado pela Justiça?
Ou quem sabe um filme sobre o careca do INSS, pivô de um dos maiores roubos da história contra aposentados, desviando bilhões de reais e repassando recursos até para filhos de autoridades. Será que isso não renderia uma boa bilheteria? Ou então um filme sobre um banco responsável pelo maior rombo financeiro da história do país — mais de 40 bilhões de reais — que ainda contratou a esposa de uma das mais altas autoridades, pagando cifras astronômicas
Mas esses filmes dificilmente verão a luz do dia. Pelo menos não com dinheiro público. Porque, no fim das contas, já não estamos mais falando de arte. Estamos falando, pura e simplesmente, de propaganda política.
Assim se constrói um “grande governo”. Com narrativas tendenciosas, com dados manipulados e idéias enviesadas.
Uma equipe ilusionista que cria índices extraordinários de emprego, de fluxo de turistas, de inflação e pobreza. Economia “bombando” e desmatamento caindo.
Gaeco deflagrou a operação Tântalo II, que prendeu o prefeito e 11 vereadores de Turilândia (MA)
No Maranhão está acontecendo, com dez promotores de Justiça, algo que me lembra o que aconteceu com a força-tarefa comandada por Deltan Dallagnol na Lava Jato. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Maranhão investigava desvios de R$ 56 milhões na prefeitura de Turilândia. Encontrou R$ 5 milhões em uma casa, e foram presos todos os 11 vereadores, o prefeito, a primeira-dama, a ex-vice-prefeita, um secretário municipal, empresários, servidores, todos envolvidos no desvio de dinheiro dos seus impostos – dos seus impostos; não é dinheiro que caiu do céu, nem dinheiro que o Lula inventou ou que Fernando Haddad imprimiu na Casa da Moeda. É dinheiro do seu suor, R$ 56 milhões.
Estavam todos presos, mas a Procuradoria-Geral de Justiça deu parecer para soltar todo mundo. O que fizeram esses dez promotores? Pediram para sair desse grupo de combate ao crime organizado, porque não adianta nada. É um escândalo isso. Com a Lava Jato foi parecido, e o próprio Dallagnol foi alvo de vingança. Foi o deputado federal mais votado do Paraná e perdeu o mandato. Este é o Brasil, minha gente, é o país onde acham que o dinheiro do pagador de impostos pode ser usado por qualquer um.
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Hacker Walter Delgatti vai para o semiaberto
Lembram do hacker Walter Delgatti? Daquele caso pelo qual Carla Zambelli foi condenada a mais de 10 anos de prisão como autora mandante. Ele entrou no sistema digital do Conselho Nacional de Justiça e emitiu uma ordem de prisão para Alexandre de Moraes. Pois agora o próprio Moraes o mandou para o semiaberto. Ele pode sair da prisão e voltar à noite. Delgatti foi condenado a oito anos e três meses, e o Ministério Público avisou que ele já havia cumprido 20%, podendo passar para o semiaberto.
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Irã enforca manifestantes para tentar conter protestos
Os manifestantes presos durante os enormes protestos de rua no Irã, que continuam crescendo, serão enforcados nesta quarta-feira, pela lei islâmica. Enforcamento público, para que as outras pessoas fiquem com medo de se manifestar. É mais ou menos o que se fez aqui no Brasil com o 8 de janeiro; a diferença é que ninguém foi enforcado – apareceu até um estudo sobre enforcar um ministro do Supremo, mas ninguém passou do risquinho; no iter criminis, isso ainda nem é crime, o sujeito pode ter até comprado a corda, mas não é crime, porque não houve o movimento em si de tentativa. O filho e herdeiro do xá Reza Pahlavi, que foi deposto em 1979, tentou um encontro com Donald Trump, mas o presidente americano disse não, ele quer deixar que o povo decida. O Irã tem a segunda reserva de petróleo do mundo, a primeira é a Venezuela – e os dois estão com um problema sério. A China, que compra petróleo de ambos, está temerosa e não vai fazer nenhuma aventura com Taiwan se não tiver garantia de fornecimento de petróleo. Isso é fundamental.
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Venezuela e Estados Unidos em fase de estabilização
A nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai a Washington na quinta-feira para um encontro com Trump; certamente vão reabrir as embaixadas em Washington e Caracas. EUA e Venezuela estão em uma espécie de acomodação – melhor seria falar em estabilização, uma primeira fase depois do rompimento da captura de Nicolás Maduro. Os americanos aceitam a vice de Maduro, que, assim como ele, não ganhou a eleição; mas é um caso de pragmatismo: Delcy e o irmão Jorge são os que têm condições de pilotar a política. Diosdado Cabello, que também é procurado pelos Estados Unidos, já disse que vão reabrir a embaixada, que estão soltando presos políticos, Daniel Ortega sentiu a proximidade e está soltando presos políticos também.
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Brasil segue empenhado em apoiar o que há de pior
No meio de tudo isso, houve uma reunião do ministro de Relações Exteriores do Brasil com o chanceler do Irã, condenando os Estados Unidos em relação à Venezuela, dizendo que os EUA não têm de se meter, e que é preciso estreitar ainda mais as relações Brasil-Irã. Não há nenhum pragmatismo nisso; parece que a política externa brasileira é movida apenas a emoções ideológicas.
Também não vi ainda as feministas brasileiras apoiando os protestos, porque os aiatolás não dão direito algum para as mulheres. Não podem nem fumar, precisam cobrir o corpo todo. Uma mudança no regime seria a libertação das mulheres no Irã; elas voltariam a ser seres humanos com direitos iguais aos dos homens, como era no tempo do xá Pahlavi, herdeiro de Ciro, o Grande.