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O LUXO DA BURGUESIA

O imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador, que teria sido negociado como propina para o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner, vale dez vezes menos que o apartamento de luxo no edifício Mansão Victory Tower, onde mora o senador.

Fica no Corredor da Vitória, metro quadrado mais caro de Salvador. Apartamento como o de Wagner pode custar mais de R$ 20 milhões.

O prédio do comuna que adora os luxos da burguesia tem píer privativo e teleférico para a Baía de Todos-os-Santos.

Difícil é explicar como um sindicalista do PT, que chegou na Bahia com a mão na frente e outra atrás, acumulou patrimônio milionário na política.

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A nota aí de cima fala do “comuna que adora luxos da burguesia”.

Acertou em cheio!

O sonho de todo comuna é viver igual burguês.

O larápio que é líder do gunverno do outro larápio, não foge dessa regra.

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ANDRÉ MENDONÇA FAZ O NECESSÁRIO CONTRAPONTO

Editorial Gazeta do Povo

editorial andre mendonça gilmar mendes

André Mendonça, relator do caso do Banco Master, durante sessão da Segunda Turma do STF

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, acostumou-se a dizer o que bem entende, sobre absolutamente tudo, sem ser contestado. Pronuncia-se a respeito de processos em curso, faz acusações, e aproveita todas as ocasiões possíveis para atacar a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil, operação essa que ele ajudou a enterrar. Mas, nesta semana, um colega de corte teve a coragem de se contrapor ao decano, defendendo o bom senso sem perder a compostura: André Mendonça, o relator do caso Banco Master no STF.

Gilmar foi o único voto, na sessão de terça-feira (dia 16) da Segunda Turma da corte, favorável ao relaxamento da prisão preventiva do pai e do primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Foi vencido por Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux (o último integrante da turma, Dias Toffoli, não votou por se declarar suspeito), mas não perdeu a oportunidade de comparar a situação dos Vorcaro com a Lava Jato, afirmando que as prisões preventivas estavam sendo meramente usadas como maneira de arrancar delações premiadas. Era mentira no caso da Lava Jato – em quase 200 acordos fechados pela operação, apenas sete investigados foram soltos, e em nenhum caso a liberdade fez parte do acordo; a soltura ocorreu apenas porque não se verificavam mais os requisitos legais para a prisão preventiva –, e também o era no caso dos Vorcaro, como argumentou Mendonça, mostrando que, soltos, eles estavam trabalhando para atrapalhar as investigações.

“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude financeira do nosso país”, disse o relator, já podando o discurso anti-Lava Jato do decano, que também preside a Segunda Turma. No debate entre os ministros, Gilmar insistiu nas críticas ao que chamou de “punitivismo inebriado”, afirmando que “juiz algum pode comportar-se como delegado de polícia” e que “todos estamos no mesmo lado no combate a criminalidade, mas é preciso que haja métodos constitucionais”. Mendonça rebateu, sem se deixar abalar: “está havendo, ministro. O que eu não vou admitir são tentativas que eu tenho visto de desacreditar, de forma indevida, seja a minha atuação como relator, seja dos investigadores”.

Diante de uma outra crítica de Gilmar Mendes, ao fato de Mendonça ter afirmado que recusou uma proposta de delação premiada, o relator também não se encolheu: “há uma perspectiva de que certos setores atuam para criar um vício. Tudo o que querem é criar um vício. Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego. Estou acompanhando e assistindo aos movimentos”, disse Mendonça. E quem tem observado com lupa os movimentos dos ministros do STF no caso Master já percebeu que o próprio Gilmar Mendes já lançou, em outros julgamentos, as sementes de uma possível nulidade futura, ao criticar a condução das investigações e demonstrar incômodo até mesmo com a intensa cobertura jornalística do escândalo.

Em excelente hora, portanto, surge uma voz dentro do próprio Supremo com a coragem de enfrentar um decano que frequentemente se porta como proprietário da corte, e tem usado sua posição para desmoralizar o combate à corrupção. O Gilmar que diz ter preocupação com “métodos constitucionais” é o mesmo que não viu problemas em todas as idas e vindas da delação premiada de Mauro Cid (esta, sim, obtida sob coação), ou que defendeu a continuação do infinito, abusivo e sigiloso inquérito das fake news. Especificamente no caso Master, Gilmar tem sido o protagonista da blindagem dos colegas enroscados com Vorcaro, principalmente ao derrubar as quebras de sigilo que poderiam esclarecer os negócios da empresa familiar dos Toffoli com os fundos ligados ao Master. Que Mendonça siga em frente, disposto a elucidar o escândalo, doa a quem doer, e que sua postura inspire muitos outros, dentro e fora do Supremo, a se contrapor a uma narrativa que já trouxe muitos prejuízos ao Brasil.

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TUDO NOS CONFORMES

A investigação da Polícia Federal (PF) identificou pagamentos que chegaram a R$ 400 mil mensais a agentes e ex-agentes da corporação ligados ao empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o relatório, o grupo buscava informações sigilosas e acompanhamento de investigações de interesse do banqueiro.

Além disso, os investigadores mapearam transferências financeiras, comunicações e movimentações que, segundo a apuração, reforçam a suspeita de uma rede estruturada para obter dados reservados.

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Normal, normal.

Tá tudo dentro dos padrões petrálhicos.

Isso é a cara da republiqueta banânica da atualidade.

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BAGUNÇA IN ENGLISH

Não tem nada de “química” a relação do governo Lula com os EUA.

Na cúpula do G7, Donald Trump afirmou que se encontrou com o petista, mas ressaltou que a relação com o Brasil é uma “bagunça”.

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Fiquei curioso…

Como é que é “bagunça” em inglês?

Algum leitor desta gazeta sabe qual foi a palavra que o Trump pronunciou?

Fico no aguardo.

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AVUANDO PELO MUNDO

O total de despesas do governo Lula (PT) com viagens foi atualizado nesta segunda (15): disparou para R$ 737 milhões, desde o início do ano.

Nos últimos 10 dias, o governo torrou R$ 61 milhões, diz a Transparência.

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Mais de 700 milhões.

Em menos de seis meses.

Daqui pra dezembro vamos ultrapassar o bilhão.

Preparem os bolsos, senhores contribuintes!!!

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MÃOS LIMPAS

Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França.

Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil.

Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial.

O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo.

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Trump estava com as mãos lavadas.

Foi só isso.

Ficou com medo de apertar a mão de Lula.

E sujar de lama seus dez dedos com os nove dedos do descondenado.

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FUGA PARA O PARAGUAI: UM BRASIL QUE EXPULSA AS PRÓPRIAS INDÚSTRIAS

Luciano Trigo

O Brasil vive um processo preocupante e cada vez mais evidente de desindustrialização. Enquanto o governo insiste em discursos sobre crescimento, inclusão social e crescimento econômico, o noticiário aponta para uma realidade bem mais sombria: cada vez mais empresas brasileiras têm migrado suas operações para o Paraguai, em uma busca desesperada por custos menores, regras mais simples e menos burocracia. Não se trata de uma migração ideológica, mas de uma decisão de sobrevivência econômica, diante de um ambiente local cada vez mais hostil para o setor produtivo.

Diversas marcas de peso já aderiram ao movimento. Na área têxtil, gigantes como Riachuelo, Lupo, Fiasul e Karsten transferiram parte de suas operações. Na indústria e metalurgia, Ambev, Tramontina e Marcopolo adotaram estratégia similar. JBS, BRF, Kidy e Oxygroup também estão entre as companhias que já buscaram no Paraguai um ambiente mais favorável para a produção.

O principal atrativo do Paraguai é a chamada Lei de Maquila. Ela simplifica brutalmente o ambiente tributário para indústrias exportadoras: permite importar máquinas e insumos sem impostos, cria um imposto único de cerca de 1% sobre o valor da exportação e concede isenção de Imposto de Renda em determinadas condições.

Enquanto o Paraguai oferece um modelo enxuto e transparente, o Brasil vive sob um sistema tributário fragmentado e cumulativo, com ICMS, IPI, PIS, Cofins, ISS, contribuições previdenciárias e uma infinidade de obrigações acessórias, que transformam qualquer atividade produtiva num campo minado fiscal. É um labirinto que sufoca quem produz, uma selva onde o empreendedor passa mais tempo interpretando regras instáveis do que investindo em inovação e expansão.

Grandes empresas são obrigadas a manter departamentos inteiros para compliance fiscal, enfrentando o risco constante de interpretações divergentes e autuações demoradas. Por sua vez, muitas empresas pequenas e médias simplesmente não suportam o peso da burocracia e fecham as portas, empurrando a economia para o atraso.

Como se não bastasse a alta carga tributária, a insegurança jurídica é outro obstáculo à competitividade. A constante mudança de regras, as diferentes interpretações em cada estado, os julgamentos contraditórios e falta de transparência criaram um ambiente onde ninguém consegue planejar com segurança. Para o investidor, o que importa não é apenas o valor que se paga hoje, mas a certeza do que pagará amanhã, e sob quais condições. O Brasil falha miseravelmente nesse quesito, fazendo com que capitais nacionais e estrangeiros prefiram o Paraguai.

A situação se agrava com os custos trabalhistas. Não se trata de negar direitos que protegem milhões de trabalhadores, mas do descompasso entre esses custos e a produtividade praticada. No Brasil, o salário do empregado é apenas uma fração do custo real para o empregador, que arca com contribuições, encargos, benefícios e obrigações legais pesadíssimas. Isso reduz a competitividade da indústria, encarece a produção e atinge diretamente o mercado de trabalho, dificultando a geração de empregos formais.

Esse cenário vem criando um ciclo perverso: quando fábricas fecham ou migram para o Paraguai, levando empregos, arrecadação e desenvolvimento tecnológico, isso enfraquece as cadeias produtivas e reduz a base tributária – o que, por sua vez, faz crescer ainda mais a pressão para aumento de impostos, ou a necessidade de incentivos, aprofundando a crise.

O Paraguai, apesar de muito menor e menos desenvolvido, compreendeu que para atrair produção é preciso oferecer condições favoráveis concretas. A Lei de Maquila criou o ambiente de negócios que o Brasil insiste em não oferecer: simples, transparente e justo. O resultado é que as empresas podem focar no que realmente importa – produção e competitividade – e não na tentativa constante de driblar a burocracia e o sistema tributário. A lógica é pragmática e eficaz: quem oferece menos custos e mais previsibilidade atrai mais investimentos.

Esse tema deveria estar entre as preocupações do eleitor, que em breve decidirá quem governará a partir de 2027. Ele deve refletir se deseja um país que mantém uma carga tributária sufocante e regulações opressivas ou um país que favorece a geração de empregos e um ambiente favorável ao empreendedorismo. Para o Brasil retomar o rumo do desenvolvimento e da justiça social, é imperativo acabar com o “dízimo” tributário que penaliza quem arrisca, inova e produz.