Em vez de afastar o Líder do Governo enrolado em corrupção, Lula telefonou para se solidarizar a Jaques Wagner.
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Amigos, amigos, negócios inclusos.
Solidariedade trambiqueira é normal dentro do bando.
Luciano Trigo

A complexidade tributária nacional virou um mecanismo de intimidação permanente
Concluí meu último artigo, “Fuga para o Paraguai”, citando o “dízimo” da carga tributária, e a imagem ficou na minha cabeça. Ela merece mais reflexão.
Existe uma diferença entre pagar impostos em países desenvolvidos e pagar impostos no Brasil. Em países onde o Estado entrega segurança, infraestrutura eficiente, saúde pública e outros serviços de qualidade compatível com o valor arrecadado, os impostos fazem parte de um pacto social. O cidadão entrega uma parcela de sua renda e recebe algo concreto em troca.
No Brasil a sensação é outra. Aqui, os impostos se parecem menos com um contrato entre o contribuinte e o Estado e mais com uma espécie de dízimo obrigatório – um tributo quase religioso pago a uma estrutura gigantesca, opaca e insaciável.
A comparação com o dízimo não é exagero retórico. A lógica do nosso sistema tributário é profundamente baseada na fé. O brasileiro deve crer na promessa de que os recursos serão bem utilizados, de que os serviços públicos irão melhorar, de que o sacrifício financeiro individual é necessário para financiar o bem comum. Mas a experiência cotidiana desmente diariamente essa crença.
O trabalhador brasileiro paga impostos quando recebe salário, quando consome, quando investe, quando abastece seu carro, quando abre uma empresa, quando herda patrimônio e até quando morre. Em muitos casos, o consumidor nem sequer sabe exatamente quanto está entregando ao governo, porque o sistema foi desenhado para esconder o custo do Estado dentro dos preços. O cidadão compra um celular, um carro ou um pacote de arroz sem perceber que uma parte enorme daquele valor não remunera produção, logística ou lucro, mas a máquina pública.
Mesmo com uma carga tributária em torno de 33% do PIB, patamar superior ao de muitos países ricos, o cidadão convive com escolas públicas precárias, hospitais superlotados, estradas deterioradas e índices alarmantes de violência urbana. Quem tem condições acaba pagando duas vezes: primeiro ao Estado e depois ao setor privado, quando precisa contratar plano de saúde, escola particular ou segurança privada.
Mas o debate tributário no Brasil adquiriu um tom quase sacerdotal. Políticos e burocratas falam da arrecadação como líderes religiosos falam de oferendas. Sempre falta dinheiro. Sempre existe uma nova emergência justificando mais arrecadação. Raramente se questiona o tamanho, o desperdício ou a baixa produtividade do próprio Estado.
Na verdade, o título deste artigo é bastante injusto. Os impostos brasileiros são muito mais pesados do que o dízimo religioso que inspira a comparação. Como o próprio nome indica, o dízimo corresponde a 10% da renda do fiel. E muitas igrejas oferecem em troca um senso concreto de comunidade, acolhimento, apoio emocional e pertencimento. Para milhões de pessoas, a percepção subjetiva de retorno é real.
Já o trabalhador vê quase 30% do salário desaparecer em impostos diretos e indiretos antes mesmo de conseguir consumir ou poupar, sem experimentar qualquer sensação equivalente de benefício concreto. Pelo contrário: continua enfrentando insegurança, serviços precários e infraestrutura deteriorada.
O resultado é uma mentalidade em que o cidadão deixa de se enxergar como contribuinte racional cobrando eficiência e passa a agir como devoto involuntário, obrigado a praticar sua fé no Estado redentor. Enquanto isso, o empreendedor brasileiro não teme apenas o mercado ou a concorrência; teme o fisco. A complexidade tributária nacional virou um mecanismo de intimidação permanente.
Em países onde o contribuinte percebe retorno concreto, pagar impostos pode gerar sensação de pertencimento cívico. No Brasil, gera ressentimento. O cidadão sente que sustenta uma estrutura distante, hostil e frequentemente corrupta, já que escândalos bilionários se sucedem há décadas sem produzir mudanças profundas. A impressão dominante é que o dinheiro arrecadado desaparece em privilégios, desperdícios e corrupção sistêmica.
O fiel entrega parte de sua renda esperando bênçãos futuras. O brasileiro entrega parte expressiva de sua renda esperando serviços que chegam de forma precária, quando chegam. E, assim como em certas igrejas, a culpa por qualquer fracasso nunca recai sobre a administração do sistema, mas sobre a insuficiência da contribuição.
Ao ordenar o retorno de policiais que atuam em casos como o escândalo do Banco Master, quando as investigações chegam a seu governo, Lula (PT) repetiu o gesto de afastar o delegado que investigava seu filho Lulinha, suspeito de envolvimento no roubo aos aposentados, conforme a CMPI do INSS.
“O alvo real é só um: André Mendonça e os casos do INSS e do banco Master”, diz a deputada Carol de Toni (PL-SC).
Assim, Lula fica sujeito a denúncia de obstrução à Justiça, que rende até cadeia.
A retirada dos federais ocorreu horas antes da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve o Líder do Governo no Senado como alvo.
Amigo de Lula, o senador Jaques Wagner é suspeito de receber dinheiro e até apartamento a título de propina dos esquemas de Daniel Vorcaro.
Isso reforça a percepção de que o governo “faz o diabo” para blindar aliados e conter investigações que avançam sobre o entorno de Lula.
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A nota aí de cima termina dizendo que o governo luloso “faz o diabo”.
O Diabo já mandou dizer que é uma ofensa compará-lo com esse bando.
E repudia a afirmação.
O Cão ficou puto!!!
Editorial Gazeta do Povo

O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero
Na quinta-feira, dia 18, a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, tendo como alvo principal o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, e pegou de surpresa até mesmo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que estava com o presidente Lula na França, para a reunião do G7 – Rodrigues, recorde-se, foi uma das autoridades que participaram de uma exclusiva degustação de uísque patrocinada por Daniel Vorcaro em Londres, em 2024.
Nos endereços do senador, a PF encontrou US$ 55 mil e € 33,5 mil (quase R$ 480 mil, na cotação atual). A decisão de Mendonça que autorizou a operação ainda menciona supostos pagamentos, voos em jatinhos de empresas ligadas a Vorcaro, e até mesmo um apartamento no valor de quase R$ 2,5 milhões em Salvador (BA). Em troca, o senador teria atuado em favor de medidas que ajudassem o Banco Master no Congresso, como a emenda apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI) que elevaria o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além de uma proposta de ampliação do limite do crédito consignado, que beneficiaria a atuação do banco na Bahia para a operação de um produto conhecido como Credcesta – apontado como um dos “embriões” do esquema do Master.
Assim que a operação foi deflagrada, uma série de lideranças políticas importantes saiu em defesa de Wagner, caso do presidente nacional do PT, Edinho Silva (embora uma ala do partido defenda que o senador se afaste provisoriamente da liderança), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre – em quem o escândalo do Master também já respingou, no mínimo devido ao enorme investimento que a Amapá Previdência, à época comandada por um indicado do senador, fez no banco de Vorcaro. Lula, que já está de volta ao Brasil após a viagem à França, não mencionou o caso em seu primeiro discurso após a operação. Na Bahia, adversários de Wagner, também enroscados com o Banco Master, devem partir para um “pacto de silêncio” durante a campanha eleitoral que se aproxima.
O petista, no entanto, não é o único a ter detalhes de suas supostas relações com Vorcaro expostas nos últimos dias. Documentos cujo sigilo foi levantado por Mendonça apontam novos luxos que integravam o “tratamento privilegiado” e “diferenciado” dado a Ciro Nogueira; o banqueiro também pagou a viagem e a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para o “Gilmarpalooza”, em Lisboa; Motta confirmou a carona e o hotel de luxo, acrescentando que não via crime nisso – na verdade, ele não vê nem sequer um problema de ordem ética, mostrando como as bússolas morais em Brasília andam completamente desreguladas.
Ao contrário de alguns outros enormes escândalos de corrupção do passado, o caso do Master é bastante “ecumênico” na sua lista de envolvidos. Se é que Vorcaro tem alguma preferência político-partidária, ele certamente não a usou como critério na hora de despejar dinheiro sobre políticos e outras autoridades: esquerda, direita, centro e Centrão; Executivo, Legislativo e Judiciário – ninguém ficou de fora. Ainda que o esquema possa ter começado com algum grupo político específico (caso se confirmem, por exemplo, as suspeitas em relação ao Credcesta), em algum momento Vorcaro concluiu que era melhor cercar-se por todos os lados. E o Brasil tem o direito de saber toda a verdade sobre quem recebeu o quê do banqueiro, e quais contrapartidas eram esperadas.
A hora pede mais investigação, mais transparência, mais empenho. No entanto, uma das primeiras ações do governo na esteira da operação contra Jaques Wagner foi convocar delegados da PF cedidos a outros órgãos, o que deve tirar das investigações sobre o Master cerca de 30% dos delegados que apuram o escândalo – um deles seria Thiago Ferreira, lotado no gabinete de André Mendonça, onde cuida das investigações sobre o Master e sobre as fraudes no INSS. Interessados em abafar o caso Master há muitos; os que desejam a verdade precisam ser mais numerosos e mais incisivos, para que este não seja mais um exemplo de impunidade e de crime que compensa no Brasil.
Repercutiu até na imprensa estrangeira a fala de Lula (PT) de que ele “não é esquerdista” e que “o mundo é do caminho do meio”.
“Lula surgiu do movimento sindical”, lembrou a agência de notícias Bloomberg.
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Até a imprensa estrangeira está oficializando a condição de mentiroso do descondenado.
Seu talento de escondedor da verdade está brilhando internacionalmente.
Caso sejam genuínos, os relógios do senador Jaques Wagner (PT-BA) valem muito mais do que os dólares (66 mil) e euros (39 mil) apreendidos em espécie.
Mais de dez vezes mais, diz um especialista.
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Isso é o que se pode chamar de relógios do carai.
Só mesmo na quadrilha petralha isso seria possível.
Esbanjanjam até pra marcar o tempo.
É pra arrombar!!!
Após a desastrosa participação como um convidado bem trapalhão do G7, Lula (PT) retornou ao Brasil como a mesma fama de mentiroso que deixou na França, após afirmar lorotas como “nunca fui esquerdista”.
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“Fama de mentiroso”, conforme diz essa nota aí de cima, é uma qualidade que o descondenado carrega no lombo.
É igual o chapéu e a garrafa de 51: faz parte da imagem dele.