A PALAVRA DO EDITOR

UMA HOMENAGEM À TERRA DE NASCENÇA

Texto publicado aqui no JBF em novembro de 2021

Ontem, futucando aqui nos meus arquivos, achei um texto que escrevi em 2006 e que foi publicado na extinta revista A Região, editada em Palmares.

Trata-se de uma crônica que escrevi em homenagem à minha terra de nascença.

Em 2010, este texto foi incluído no livro “Cronistas de Pernambuco“, organizado por Antônio Campos e Luiz Carlos Monteiro, e publicado pela Editora Carpe Diem.

Nesta coletânea, pra minha grande alegria, me botaram no meio de um monte de nomes ilustres, como Carlos Pena Filho, Antonio Maria, Clarice Lispector, Ariano Suassuna, Gilberto Freyre e Osman Lins, entre vários, entre muitos outros.

Ontem repassei o texto pra minha patota de Palmares pelo zap.

E hoje, só pra me amostrar e dar uma de inxirido, vou reproduzir a crônica aqui no JBF.

* * *

ANOTAÇÕES SOBRE UM CORAÇÃO E UMA TROMBETA

“ENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DO RIO'” é o título de um livro que fez sucesso há alguns anos no Brasil. É, me parece, o texto de um índio norte-americano sobre a odisséia de seu povo.

Largo essas informações assim imprecisas pelo fato simples de que não cheguei a ler o livro. O que vale para o que aqui discorro, é a profunda impressão que causou em mim este título: ENTERREM MEU CORAÇÃO NA CURVA DO RIO. Uma força enorme me atraiu para a beleza da imagem criada pela frase.

É incrível esse coração terno e arrebatado que pede para ser enterrado na curva do rio. Eis aqui o outro mistério da frase, pois nada de mais poético e encantado que uma curva. E, ainda por cima, uma curva de rio. Doce e apaixonado coração que exige não menos que a sinuosidade de uma corrente, possivelmente silenciosa, de onde fitará para sempre, em seu repouso, uma beleza que só mesmo um coração sensível e terno pode divisar.

Acho que só os nascidos ou criados às margens de um rio de interior são capazes de perceber as sutilezas que se escondem atrás do correr das águas num leito que a natureza levou milhões de anos para moldar.

Nos primeiros decênios do século passado havia uma aldeia de índios mansos – onde hoje se ergue a mui digna, leal e hospitaleira cidade dos Palmares – que caçavam em nossas matas e pescavam no Rio Una.

Essa aldeia, embrião da cidade dos Palmares de hoje, recebeu o nome de Trombetas a partir de uma determinada época. A se acreditar nos alfarrábios (e eu não vejo motivo nenhum para duvidar deles), um batalhão passou nas cercanias da aldeia por ocasião da Revolução Praieira e por lá deixou se perder na lama uma trombeta de guerra. Daí o nome do povoado.

Eu pensei nesta trombeta, enterrada por acaso em nossas terras, e me lembrei do coração do índio pedindo para ser enterrado na curva do rio. Quem sabe, a trombeta não estará plantada numa das curvas do Una?

E, pensando nisso, me dei conta de que meu próprio coração está firmemente enraizado não apenas em uma curva, mas em toda a extensão do Una que banha nossa cidade. Fui enterrando-o aos poucos, desde que nasci, nos remansos barrentos de suas margens, até que chegou o dia em que me dei conta de que, por mais longe que fosse, um pedaço de mim estaria para sempre fincado nesse misterioso chão que me serviu de berço.

Possivelmente meu coração sabe o local exato onde foi perdida a trombeta e, com toda certeza, compreende perfeitamente o desejo do coração do índio de ser enterrado na curva do rio do seu povo.

O grande romancista Hermilo Borba Filho dizia que “Palmares é minha marca para toda vida”, porém eu acho que o coração dele é que é mais uma marca plantada numa das curvas do Una. Como o meu coração. Como o coração de todos que se encantam com a magia dessa terra que recebeu um rio de presente, e de um rio que deu vida a essa cidade.

Ao contrário do índio norte-americano, poupo aos pósteros o trabalho de enterrar meu coração numa curva que dê boa vista para a paisagem e tranqüilidade para um bom repouso.

Meu coração já está plantado em algum recanto de margem desse velho Una.

A PALAVRA DO EDITOR

NO HOSPITAL

O colaborador fubânico Hélio Crisanto,  talentoso poeta potiguar e cuja coluna foi publicada hoje, é da área de saúde.

Trabalha no laboratório do hospital que atendeu o presidente Bolsonaro hoje pela manhã.

Ele me mandou uma mensagem pelo zap dizendo que estava indo pro setor de exames de urgência quando deu de cara com Bolsonaro, acompanhado por uma multidão.

E me mandou essas fotos feitas lá dentro do hospital pela equipe que atendeu o amostrado arrastador de gente.

Ô povo inxirido!!!

A PALAVRA DO EDITOR

UMA GAZETA ESCROTA NA GRANDE MÍDIA

Este postagem, com o título aí de cima, foi feita aqui no JBF há quatro anos, no dia 9 de abril de 2021. Vamos recordar.

Nos tempos em que era uma publicação séria, a revista Veja tinha dois grandes nomes entre os seus colunistas: os jornalistas Ricardo Setti e Augusto Nunes.

Naqueles tempos, tempos da primeira fase do JBF, os dois descobriram a existência desta gazeta escrota e, de vez em quando, citavam e indicavam matérias nossas em suas colunas naquela revista.

Clique aqui e veja uma postagem de Augusto Nunes na Veja, feita em março de 2015.

Esta badalação midiática fez crescer enormemente a audiência deste jornaleco e aumentou muito a nossa quantidade de fiéis leitores.

Ontem, futucando em meus arquivos, encontrei esta nota que está a seguir.

Uma postagem de Ricardo Setti em sua coluna na revista Veja, feita há quase uma década, em dezembro de 2012.

Vejam:

Pois é isso mesmo que vocês leram.

Era desse jeito que o Ricardo Setti – atualmente afastado do jornalismo e residindo em Barcelona, na Espanha -, se referia a este Editor e à sua escrotice internética.

Eu ficava ancho que só a porra!

O vídeo citado por Ricardo Setti, que ele gostou e elogiou, é este que está a seguir:

A PALAVRA DO EDITOR

SABADOU

Depois de uns dias instáveis, com chuviscos a todo instante, hoje o dia amanheceu ensolarado aqui no Recife.

Um sábado que promete ser bonito e acolhedor.

Tomara que o sol permaneça.

Chupicleide, secretária da redação, já está de dentes arreganhados, ansiosa pra encerrar o expediente e cair na gandaia.

Ela disse que hoje vai encher o rabo de cana no Bar da Caceta, lá no bairro da Mustardinha, aprazível recanto recifense.

Já fez até um vale de adiantamento do salário.

Nossa inxirida secretária manda um xêro nordestinado e um abraço especial para os fubânicos Esdras Serrano, Violante Pimentel, Luiz Leoncio, Rubens Pedroso, Marta Bianchi, Marconi Ramos e Nilza Tavares, que esta semana fizeram doações para manter esta gazeta escrota avuando pelos ares.

E, pra alegrar o nosso sábado, vamos ouvir a música Urubu Malandro, um chorinho bem gostoso, interpretado por Nilze Carvalho.

Abraços e um excelente dia pra toda a comunidade fubânica!!!

A PALAVRA DO EDITOR

UMA VISITA ESPECIAL

Este editor e o colunista Marcos Mairton

Ontem recebi uma visita muito especial, um querido amigo fubânico, colaborador desta nossa gazeta, onde assina a coluna Contos, Crônicas e Cordeis

Trata-se de Marcos Mairton, competente profissional do Direito e um cearense talentoso, cronista, compositor, cordelista, músico, blogueiro, uma figura humana muito especial.

Mairton é Juiz Instrutor no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília.

Veio ao Recife para participar da solenidade de posse da nova Mesa Diretora do TRF, um concorrido evento que contou com a presença de diversas autoridades estaduais e federais.

Ele veio aqui em casa, matamos as saudades, conversamos muito e botamos os fuxicos em dia.

Foi um prazer enorme rever você, meu talentoso amigo!

É com muita alegria que faço este registro.

Fecho a postagem com um vídeo gravado há alguns anos, onde Mairton aparece cantando a música Coração de Frango, uma criativa e irônica composição de sua autoria, no programa do Falcão.

A PALAVRA DO EDITOR

DIA BOM

Hoje cedo eu estava tomando meu café e assistindo ao noticiário do dia pela televisão.

Como faço sempre.

Aí aparece na tela uma informação que me fez ter um dia bom.

Era o resultado de uma pesquisa feita aqui na Nação Nordestina.

Peguei o celular e tirei uma foto da tela pra mostrar pros fuxiqueiros fubânicos.

Vejam que lindo:

A PALAVRA DO EDITOR

UM DIA ESPECIAL

Hoje, terça-feira, 1º de Abril, é celebrado o Dia da Mentira.

Que aqui no meu calendário-agenda, da Editora Vozes, é eufemisticamente chamado de “Dia do Trote”.

Tô tentando me lembrar de alguma figura banânica que represente este dia, mas não consigo.

Acho que tô ficando meio leso com a idade…

Que personalidade famosa deste país representaria bem esse dia de hoje?

Se algum leitor fubânico se lembrar de alguém, diga aqui pra gente.

Mas diga falando a verdade!

Conheça a história de 1º de abril, Dia da Mentira - Sertão na Hora

A PALAVRA DO EDITOR

SEXTAFEIROU

Uma bela e tranquila sexta-feira.

Tudo correndo bem.

Ao contrário da gunvernança federal de Banânia, a secretária de redação do JBF, nossa querida Chupicleide, está fazendo as coisas direitinho e dentro da lei.

Trabalha com muito dedicação para que os nossos leitores tenham um dia excelente, lendo, dando audiência e força para manter esta gazeta escrota avuando pelos ares.

Ela dedica a todos vocês esta magnífica interpretação da música Leva eu Sodade, com o grupo Cantores de Ébano.

E recomenda que não deixem de dar o clique em “Curtir” quando gostarem de alguma postagem.

Uma sexta-feira de muita paz e alegria toda para a comunidade fubânica!!!

A PALAVRA DO EDITOR

A PALAVRA DO EDITOR

HISTÓRIAS QUIRINIANAS

Uma postagem de maio de 2019

Eu costumo dizer que o Poeta Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota e um amigo muito querido, tem um imã especial pra atrair casos pra junto dele.

Como um primoroso contador de causos que é, ele vive sendo perseguido por estes mesmos causos.

As coisas mais improváveis acontecem com ele, na frente dele.

Um fenômeno interessante.

Sempre que se assucede-se um desmantelo, Jessier me liga na mesma hora pra relator o sucedido.

Três exemplos:

* * *

1) Nesta semana foi comemorado o aniversário de Itabaiana, a cidade paraibana onde vive Jessier. Uma equipe de jornalismo de João Pessoa foi contratada pela prefeitura local pra fazer uma matéria sobre a cidade.

Jessier, morador ilustre, foi escolhido pra dar um depoimento. A jornalista encarregada da matéria, ajeitou as coisas, segurou o microfone e começou o serviço dizendo assim:

– Estamos aqui para entrevistar o saudoso poeta Jessier Quirino.

Jessier se assustou-se e quase gritou: “Saudoso um caralho! Eu tô vivo!!!”.

Isto é um retrato cagado e cuspido da formação superior dos jornalistas de hoje em dia.

Não sabem nem empregar corretamente as palavras, ferramentas indispensáveis do seu trabalho.

* * *

2) A outra história assucedeu-se com um fã de Jessier, uma matuto lá do sertão que, entusiasmado após uma apresentação, lhe dirigiu este elogio:

– Jessier, você é um poeta 10%!

Jessier percebeu logo que o coitado estava querendo dizer que ele era um poeta “Nota 10”.

Nervoso de entusiasmo, o cabra rebaixou-o pra 10%.

* * *

3) Dudé é um marceneiro de Itabaina, aquele sujeito que trabalha com pau, com madeira.

Jessier ligou pra Dudé a fim de encomendar um serviço no teto do casarão onde mora.

E Dudé saiu-se com essa história:

– Doutor, eu deixei de trabalhar com pau, montei um bar e me ajuntei com uma neguinha. Fizemos um negócio de sociedade. Pois acredite, doutor, que é ela me botou chifres e ainda me deu prejuízo. Agora eu cheguei a esta conclusão: vou voltar a ser marceneiro. É melhor trabalhar com pau do que trabalhar com buceta.