A PALAVRA DO EDITOR

Eu costumo dizer que o Poeta Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota e um amigo muito querido, tem um imã especial pra atrair casos pra junto dele.

Como um primoroso contador de causos que é, ele vive sendo perseguido por estes mesmos causos.

As coisas mais improváveis acontecem com ele, na frente dele.

Um fenômeno interessante.

Sempre que se assucede-se um desmantelo, Jessier me liga na mesma hora pra relator o sucedido.

Três exemplos.

1) Nesta semana foi comemorado o aniversário de Itabaiana, a cidade paraibana onde vive Jessier. Uma equipe de jornalismo de João Pessoa foi contratada pela prefeitura local pra fazer uma matéria sobre a cidade.

Jessier, morador ilustre, foi escolhido pra dar um depoimento. A jornalista encarregada da matéria, ajeitou as coisas, segurou o microfone e começou o serviço dizendo assim:

– Estamos aqui para entrevistar o saudoso poeta Jessier Quirino.

Jessier se assustou-se e quase gritou: “Saudoso um caralho! Eu tô vivo!!!”.

Isto é um retrato cagado e cuspido da formação superior dos jornalistas de hoje em dia.

Não sabem nem empregar corretamente as palavras, ferramentas indispensáveis do seu trabalho.

2) A outra história assucedeu-se com um fã de Jessier, uma matuto lá do sertão que, entusiasmado após uma apresentação, lhe dirigiu este elogio:

– Jessier, você é um poeta 10%!

Jessier percebeu logo que o coitado estava querendo dizer que ele era um poeta “Nota 10”.

Nervoso de entusiasmo, o cabra rebaixou-o pra 10%.

3) Dudé é um marceneiro de Itabaina, aquele sujeito que trabalha com pau, com madeira.

Jessier ligou pra Dudé a fim de encomendar um serviço no teto do casarão onde mora.

E Dudé saiu-se com essa história:

– Doutor, eu deixei de trabalhar com pau, montei um bar e me ajuntei com uma neguinha. Fizemos um negócio de sociedade. Pois acredite, doutor, que é ela me botou chifres e ainda me deu prejuízo. Agora eu cheguei a esta conclusão: vou voltar a ser marceneiro. É melhor trabalhar com pau do que trabalhar com buceta.

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