Arquivo do Autor: Luiz Berto Filho
DEU NO JORNAL
DEU NO X
BANANA A PRAZO
DEU NO JORNAL
OS CIRCOS
Ao chamar Javier Milei de “palhaço”, o ministro Dario Durigan não muda os números:
A Argentina saiu de recessão profunda e hiperinflação (211% em 2023) para crescer 4,4% em 2025 e projetar de 3% a 3,5% em 2026.
Números que fazem inveja ao jovem ativista da Fazenda.
* * *
Uma pequena diferença da Argentina para a nossa repúbliqueta banânica nos dias atuais:
São dois circos bem diferentes.
O “palhaço” que governa a Argentina é bem mais produtivo e eficaz que o “mágico” que desgoverna o Brasil.
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
O QUE TU ÉS… – Florbela Espanca
És Aquela que tudo te entristece
Irrita e amargura, tudo humilha;
Aquela a quem a Mágoa chamou filha;
A que aos homens e a Deus nada merece.
Aquela que o sol claro entenebrece
A que nem sabe a estrada que ora trilha,
Que nem um lindo amor de maravilha
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece!
Mar-Morto sem marés nem ondas largas,
A rastejar no chão como as mendigas,
Todo feito de lágrimas amargas!
És ano que não teve Primavera…
Ah! Não seres como as outras raparigas
Ó Princesa Encantada da Quimera!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NA CATAÇÃO
DEU NO JORNAL
AMEAÇAS
Agora candidato oficial ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro deu de ombros ao aumento de ameaças de morte.
Avisou que seguirá nas ruas: “quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo”.
* * *
O grande perigo de vida pro Flávio é o Lula soltar um peido fedorente perto dele.
Seria mortal.
Mas como os dois não vão estar juntos, não existe “ameaça” alguma.
Tudo em paz.
COMENTÁRIO DO LEITOR
O PORTA-AVIÕES
Comentário sobre a postagem SOBERANIA BRASILEIRA EM RISCO
Laudeir Angelo Delmaschio Delmaschio:
Esse Juca era gênio.
Essa marchinha crítica a compra desse navio de guerra, em 1960.
Em 2001, o porta-aviões Minas Gerais foi retirado de serviço e substituído pelo NAe São Paulo.
Na época de seu descomissionamento, era o porta-aviões operacional mais antigo do mundo e a última unidade operacional do projeto “Frota Leve”, da Segunda Guerra Mundial.
Apesar das tentativas de preservar o porta-aviões como um navio-museu e após vários leilões fracassados (incluindo uma listagem no eBay), o Minas Gerais foi vendido para sucata em 2004 e levado para Alang, na Índia, para desmantelamento.
ALEXANDRE GARCIA
GUERRA NA UCRÂNIA
Estamos vendo coisas na guerra da Ucrânia que nunca tínhamos visto em uma guerra convencional, ou então que considerávamos extintas há um bom tempo. Vi um militar ucraniano dentro de um Yak-52 – um avião a hélice, dos tempos soviéticos – caçando e abatendo drones, com o cockpit aberto e atirando com seu fuzil. Isso é coisa da Primeira Guerra Mundial (que chamavam de Grande Guerra, antes de vir a Segunda Guerra Mundial), em que os ases franceses, alemães e, depois, ingleses voavam em biplanos e atiravam uns nos outros com fuzis, até que desenvolvessem um sistema em que a metralhadora ficava atrás da hélice, mas não a acertava com os tiros; antes disso, também colocavam a metralhadora sobre a asa superior. E agora voltaram a usar esse expediente para abater drones, que são uma arma muitíssimo eficaz nas guerras modernas, principalmente porque não envolve pessoas.
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Keiko Fujimori toma posse no Peru nesta terça
Nesta terça-feira Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, toma posse como presidente do Peru. Ela já anunciou que a sua política econômica será liberal, de mercado, com ênfase na iniciativa privada e no desenvolvimento. Com ela também ressurge o sistema bicameral, que tinha sido abolido: o Peru volta a ter Câmara e Senado. Há lugares em que o parlamento é unicameral; em Portugal, por exemplo, existe a Assembleia da República; o Senado parou de funcionar há 100 anos; se um dia for ressuscitado, o espaço será ocupado. Keiko Fujimori deve terminar uma obra do pai, que fez uma limpeza no Sendero Luminoso, naqueles grupos de extrema-esquerda revolucionários que queriam implantar o marxismo no Peru. Por isso ela ganhou a eleição. Javier Milei deve estar presente à posse.
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Débora
Temos mais uma interferência do ministro Alexandre de Moraes no caso da Débora do Batom. Ele está dando prazo para o Serviço de Administração Penitenciária de São Paulo explicar por que a tornozeleira dela volta e meia sai do ar. O sinal não chega. A defesa de Débora já informou que é defeito do equipamento; ela não está foragida, está em casa porque tem de cuidar dos dois filhos. Como vocês sabem, Débora foi condenada a 14 anos de prisão pelo horrível crime de usar um batom na estátua da deusa Têmis, a deusa da justiça, de granito, para escrever uma frase pronunciada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em Nova York, na rua, para um circunstante que fez uma pergunta para ele. O batom não estragou nada no granito, mas deu 14 anos de prisão.
O interessante nisso tudo é que, como todos sabemos, Débora não tem foro privilegiado no Supremo. O caso dela poderia estar em um juizado de pequenas causas, em que ela fosse condenada, por exemplo, a limpar a estátua ou pagar uma multa de uma cesta básica. Moraes é ministro de corte constitucional, não de tribunal de pequenas causas, nem da primeira instância; no entanto, ele age como um juiz de execuções criminais. Estou dizendo tudo isso animado pela visão da Suprema Corte da Itália, berço do Direito Romano, que estranhou tudo isso – só no Brasil é que já nos acostumamos, apesar de o artigo 5.º da Constituição afirmar que não pode haver tribunal de exceção.
DEU NO JORNAL
MI, MI, MI
A máquina de propaganda do governo Lula (PT), bancada com impostos, opera sem limites neste ano eleitoral.
Quase inimputável nos tribunais superiores, Lula estendeu essa condição a seu governo, o que explica a olímpica indiferença do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fato de haver gasto entre janeiro e junho R$ 255,3 milhões, superando seu recorde de 2009, e tem R$ 584,7 milhões para torrar sem piedade até outubro.
Total: R$ 840 milhões que fazem falta em segurança, saúde, educação etc.
A linha entre publicidade legítima e promoção eleitoral se desfaz e expõe uma sofisticada operação de influência paga com dinheiro público.
Gastos abusivos da propaganda de Lula até junho de 2026 somam mais que o triplo dos gastos do governo Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.
A gastança cria relação de dependência financeira que, em ano eleitoral, suaviza notícias negativas e prioriza pautas desfavoráveis à oposição.
A bolha informativa bancada pelo pagador de impostos não disfarça o objetivo de diluir críticas e ampliar a mensagem oficial.
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É milhão que só a peste!
É o mi, mi, mi financeiro pagando o mi, mi, mi conversa mole do gunverno.
E tudo bancado por nós outros, os contribuintes.
O correto seria essa despesa ser coberta só por quem fez o L.
CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS
FENCES (2016) – UM LIMITE ENTRE NÓS
“FENCES” ou “Um Limite Entre Nós,” em tradução capenga para o português, é uma belíssima adaptação da peça de mesmo nome de August Wilson, pseudônimo do dramaturgo americano Frederick August Kittel (1945-2005), mesmo com alguns excessos. Escrita em 1983, adaptada para o cinema com direção e atuação de Denzel Washington. Pouco depois da segunda guerra mundial. “Fences” traz como protagonista Troy Maxson (Denzel Washington), um homem amargurado pelo preconceito vivido durante toda sua vida. Portanto, “Um Limite Entre Nós”, aborda a questão racial e tenta esquadrinhar o mundo interior daqueles cujos sonhos fracassam.
Troy Maxson guarda um grande rancor que alimenta durante anos por não ter tido a chance de ser um jogador profissional de baseball por falta de oportunidades devido a sua cor, mesmo com sua habilidade excepcional. Devido ao grande preconceito vivido ele se nega a aceitar que seu filho Cory (Jovan Adepo) passe pelas mesmas dificuldades que ele enfrentou durante sua vida e considera a tentativa do filho de querer ser o que ele tentou ser e foi impedido, uma perda de tempo.
Embora não o demonstre no dia a dia, Troy é um homem muito amargo. E a vida lhe contribuiu muito para isso. Ele leva a vida trabalhando em um caminhão de lixo junto com seu amigo de muitos anos Jim Bono (Stephen Henderson) e tem a ambição de se tornar motorista do caminhão, cargo esse que ele considera pertencer a homens brancos. Troy é casado há 18 anos com Rose Maxson (Viola Davis), numa interpretação memorável da atriz, na pele de uma mulher muito forte e destemida.
Fences é um filme muito forte e muito bem elaborado, mostra a história vivida na pele por Troy, a dor e coragem de Rose, a objeção e a luta de Cory. Russell Hornsby vive Lyons, o filho mais velho de Troy com outra mulher. Destaque para a atuação de Mykelti Williamson que mostra o lado problemático e perturbado de Gabe, o irmão de Troy.
Há quem diga que Denzel Washington funcione mais como ator do que como diretor e em Fences com certeza sua atuação é muito mais vista e destacada do que sua direção. Acho até por isso que sua indicação ao Oscar foi somente a de melhor ator. Foco na expressão e nos olhos de Denzel durante o filme, ele nos passa um pai de família com seus costumes e atitudes a moda antiga e consegue mostrar o quanto é grandioso o seu trabalho e elogiar as atuações de Denzel é simplesmente chover no molhado.
Sua indicação ao Oscar de melhor ator foi merecidíssima, mesmo não ganhando, e não haveria espanto nem um pouco se ele tivesse arrebatado a estatueta. Agora Viola Davis, com aquela apresentação grandiosa, maravilhosa, de encher os nossos olhos de alegria e lágrimas. Ela incorpora a Rose de uma maneira perfeita e magistral. Belíssimo trabalho entregue por essa maravilhosa e talentosíssima atriz.
“Um Limite Entre Nós” é um filme que se desenvolve de uma maneira bem interessante. O longa começa com Troy tentando parecer engraçado, quando não tem nada disso dentro dele. A história vai se encontrando na medida em ela se desenrola para os espectadores e seu cerne central encontra-se na figura de Troy, um homem que é a representação exata de uma criação dura, o produto fiel de uma realidade inóspita e que aprendeu, da maneira mais difícil, quais eram as suas responsabilidades como homem e pai de família. Na sua cegueira diante do papel que exerce, ele se impede de enxergar as mudanças ao seu redor e de ter compaixão por aqueles que mais o amam. Essa é uma lição que a teimosia de Troy não vai deixá-lo aprender, mas que vai ser de muita valia para aqueles que estão ao seu redor.
FENCES (Um Limite Entre Nós) | Crítica
