
Dünya kupası #FIFAWorldCup değil de, sanki World Beauty Cup. Taraftar kadınlar birbirinden güzel.#WorldCup2026 ‘in en güzel kızı hangisi sence. Brezilya, Almanya, İspanya, Türkiye mi yoksa başka bir ülke mi? 👇 pic.twitter.com/inJar6Sb1i
— Gül’s 🌹 (@guldefteri) June 15, 2026

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, é símbolo do “jeitinho” brasileiro
Para não dizerem que não falei de Copa, o presidente dos EUA Donald Trump cumprimentou, ainda no sábado, a equipe do New York Knicks pela vitória no torneio da Associação Americana de Basquete, a NBA. A equipe venceu por 94 a 90 o San Antonio Spurs. “Spur” é espora. E “Knicks” é uma referência àquela calça que os holandeses usavam amarrada embaixo do joelho. É o esporte favorito dos Estados Unidos. Nova Iorque parou; não foi por causa do jogo do Brasil do outro lado do rio Hudson, em Nova Jersey, mas por causa da vitória no basquete.
Em 1994, eu estava nos Estados Unidos. Acho que eu estava em alguma cidade das Montanhas Rochosas; sei que era perto do rio Colorado, pois estava descendo de Denver. Paramos bem na hora do jogo decisivo da Copa do Mundo, em que o Brasil sagrou-se tetracampeão contra a Itália. Foi zero a zero, e decidiram nos pênaltis. O Taffarel segurou um lá e ganhamos por 3 a 2. Romário foi um dos grandes nomes daquela Copa, além do Bebeto. Mas eu não conseguia entrar num bar, num restaurante ou numa lanchonete em que o jogo estivesse no telão. O que passava era um jogo de basquete que todo mundo estava vendo, exatamente no dia da final da Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Fiquei tão agoniado com aquilo que entrei num hotel e pedi um quarto só para ver o jogo. Terminada a partida, fui embora. Paguei a diária, mas pelo menos compensou, porque o Brasil foi campeão sem fazer nenhum gol em 90 minutos.
Essa é a questão do americano. Essa decisão do basquete foi no Texas. Em 48 minutos – quatro tempos de 12 minutos –, eles vibraram muitas vezes, já que foram 184 pontos: 94 a 90. Enquanto isso, durante 90 minutos em Nova Jersey, foi um ponto de um lado e um ponto do outro. Ficou 1 a 1 entre Brasil e Marrocos. Só para mostrar as diferenças entre os esportes.
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O risco do amadorismo e do “jeitinho” brasileiro
Nós estamos num país em que agora se descobre que se rouba até ponte. Houve o furto de uma ponte de ferro feita na Inglaterra. Ocorreu no município de Campos das Vertentes (MG), e a estrutura foi encontrada agora lá na Zona da Mata. Uma empresa a comprou por R$ 700 mil e disse que a adquiriu com nota fiscal, mesmo sendo uma ponte roubada.
Por falar em ponte, tivemos aquela tragédia em outra ponte de ferro, do tempo da Rede Ferroviária Federal, no interior de São Paulo, em Limeira. É a Ponte do Esqueleto, onde faziam aqueles saltos com corda. Jogaram uma estudante de educação física de 21 anos no ar e, simplesmente, esqueceram de prender a corda no equipamento da moça. Uma coisa terrível.
Com exceção do futebol, que é todo profissional e movimenta muito dinheiro, nós somos um país de amadores. Eu já vi fazerem esse tipo de salto no Chile e na África do Sul; lá, o equipamento é checado e rechecado por pessoas diferentes para garantir que está tudo ok antes do salto. Três pessoas estão na prisão por causa disso. Trata-se de um homicídio certamente culposo, mas que é fruto de um total amadorismo. É a pessoa que não aprendeu a fazer, mas se mete a fazer. É o famoso “jeitinho”. Dá-se um jeitinho sempre por aqui.
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A falta de ordem nas instituições e o escândalo de Vorcaro
E, por falar em jeitinho, parece que o senador Davi Alcolumbre está envolvido também nos esquemas de Daniel Vorcaro. Vorcaro parece ter lido “Brasil para Principiantes”, de Peter Kellemen, pois chegou aqui e deu um golpe de R$ 6 bilhões enganando as pessoas – afinal, todo mundo gosta de um jeitinho. A capa da revista diz que Vorcaro pagou, no exterior, US$ 30 milhões para Alcolumbre. Isso dá mais ou menos R$ 150 milhões. Ele ganha da família do Moraes. E a revista conta também que, desde o governo de Jaques Wagner na Bahia, com aquele programa Credcesta – ampliado em 2022 por Rui Costa, que também era governador –, Vorcaro foi muito ajudado.
Parece a repetição da história narrada por Peter Kellemen. Ele era um médico húngaro que veio para cá e, na hora de tirar o visto para o Brasil, perguntaram se ele queria atuar como médico. Ele disse que sim, mas informaram que não havia vaga na área; disseram que, se ele declarasse ser agrônomo, poderia entrar. E assim ele entrou no país. É esse o Brasil em que vivemos.
Enquanto isso, o presidente Lula está lá no G7, convidado pelo presidente da França Emmanuel Macron, embora o Brasil não faça parte do grupo. Ele tinha dito que não iria. E como acabou indo, justificou a viagem dizendo que resolveu ir “porque alguém tem que botar ordem na casa”. Meu Deus, é aqui nas três casas – do Executivo, do Legislativo e do Judiciário – que se está precisando de ordem.
A esquerda não decepciona: a candidata quer usar a polícia para ajudar o MST na invasão de terras.
É o novo conceito de garantia da ordem que eles tanto amam. pic.twitter.com/9h87pe3x3x
— Rubinho Nunes (@RubinhoNunes) June 14, 2026
A casa toda arrumada, aquela coisa chata de cada coisa em seu lugar. É sexta e eles só chegam amanhã. O riso de alegria já começa no canto do olho: sei o que é isso quando me olho no espelho, nas minhas manhãs do sábado, à espera de LEONARDO, VINÍCIUS e BERNARDO.
Neto é a maior invenção de Deus. Acho até que, impossível, eles deveriam vir antes dos filhos para nos pegar mais jovem, possibilitando melhor curtição dos risos, corre-corres e guerra de almofadas que promovem. Na segunda, Quando a casa retoma o tamanho antigo, a gente abraça a saudade rezando para que o outro fim-de-semana seja amanhã e que eles estejam de volta.
Para eles eu fiz LÉOS, VINAS e BERNARDOS, também no repertório de nosso disco de Samba, em gestação, MEU SAMBA É ASSIM. Eu digo:
o amanhã é de vocês: Léo, Vinícius e Bernardo,
voem livres, soltos, sem cordas ou cadeados
que cresçam felizes, sem medos, temores,
cantando amores, andando e sorrindo,
falando de flores, seguindo a canção,
a paz ganhadora vencendo o canhão
o vinho amargo será derramado,
presente abraçado, futuro porvir,
sabendo que o céu se escuro se vê
é um dia mais claro que está por nascer
Editorial Gazeta do Povo

Fabricação de vacina contra a dengue no Instituto Butantan
O governo federal suspendeu provisoriamente, no dia 8, a aplicação em massa da vacina Butantan-DV, contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O Ministério da Saúde investigará 42 casos de reações mais severas ao imunizante – desses, houve três casos mais graves, com duas mortes. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que “ainda não é possível estabelecer uma relação de causalidade entre tomar a vacina e estes três casos graves, e dois óbitos, mas é um sinal de alerta”. É justamente para descobrir se há relação de causa e efeito que se conduz a investigação, e por isso o governo foi prudente em suspender a aplicação.
Os ditos “eventos adversos” (incluindo efeitos graves) não são exatamente inesperados quando se passa para a última fase de testes de um novo medicamento ou vacina, envolvendo grandes grupos – a Butantan-DV havia sido aplicada em meio milhão de pessoas. Há um sem-número de situações, que vão de doenças preexistentes a características genéticas, que podem levar um indivíduo específico a ter uma reação inesperada ao receber a vacina ou remédio. Se os laboratórios e autoridades sanitárias encontram a relação de causa e efeito, ela se torna uma contraindicação – um caso clássico é o de pessoas com alergia severa à proteína do ovo, que não podem tomar determinadas vacinas.
A suspensão, portanto, não deve ser motivo de alarmismo – as 42 reações correspondem a 0,0084% do total de pessoas que receberam a vacina –, nem atestado da insegurança do imunizante. O problema, no entanto, não é esse, mas o clima de censura que, desde a pandemia de Covid-19, tomou conta do debate sobre vacinas no Brasil. Qualquer questionamento, inclusive aqueles vindos de especialistas no assunto, passou a ser tratado como “negacionismo” ou “fake news”, e quem ousa perguntar é imediatamente classificado como “anticiência”. É verdade que os “legistas de mídias sociais”, aqueles que usavam a falácia do post hoc ergo propter hoc para culpar a vacina da Covid por qualquer morte súbita de pessoas que haviam se imunizado contra o coronavírus, fizeram um grande mal ao debate. Mas igual ou maior dano fizeram aqueles que tentaram, de todas as maneiras, interditar qualquer discussão.
A própria suspensão da aplicação indica que, ao menos desta vez, não se está repetindo a neurose da pandemia. Naquela época, qualquer relato de possível evento adverso era imediatamente rechaçado como inverossímil, seguido de uma afirmação enfática e unânime, das autoridades e dos veículos de comunicação, sobre a segurança da vacina – uma atitude que, paradoxalmente, era bastante anticientífica; afinal, se absolutamente toda vacina ou medicamento tem efeitos colaterais e contraindicações, que isso não ocorresse com as vacinas contra a Covid seria uma autêntica maravilha do engenho humano. Mesmo assim, ainda que em menor escala, os ataques à liberdade de expressão já ressurgiram.
Em meados de maio, a Justiça Federal do Rio de Janeiro ordenou o bloqueio completo das contas da médica Isabel de Fátima Alvim Braga, servidora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nas mídias sociais da Meta (dona do Facebook e do Instagram). Nas publicações, ela questionava vacinas, pesquisas e outras atividades da fundação. Mesmo que algumas das críticas pudessem dar ensejo a um processo disciplinar interno (e ainda assim isso não seria isento de controvérsia), a decisão judicial, que cria censura prévia, evoca os piores dias da pandemia no que diz respeito à liberdade de expressão.
O infectologista Francisco Cardoso afirma que “o papel ético do profissional de saúde é apresentar posicionamentos, sejam favoráveis ou contrários a qualquer tratamento ou vacina, sempre com base em argumentos consistentes, sustentados por evidências técnico-científicas. Isso é o que qualifica o debate”. O combate a alegações estapafúrdias e teorias da conspiração é importante; no entanto, se ele extrapola para a perseguição e censura pura e simples contra quem apresente questionamentos técnicos, prejudica não só as liberdades básicas do cidadão, mas abala a credibilidade da própria ciência, quando a população passa a se perguntar que razões inconfessáveis estariam por trás da mordaça. “Quando as autoridades começam a se comportar como publicitárias de políticas públicas, hesitação vacinal é um dos frutos disso”, disse à Gazeta do Povo o jornalista e biólogo Eli Vieira. Só em um ambiente de liberdade a ciência pode se construir e conquistar confiança.
Roberto Motta

Fui escoteiro. Quer dizer: primeiro fui lobinho, a categoria inicial do escotismo. Minha mãe me levou a uma loja no centro de Salvador para comprar a farda azul escura, o chapéu e o lenço que usávamos em volta do pescoço. Ainda sinto o cheiro daquela farda: cheiro de aventura. Nossa Akelá – a líder do grupamento de lobinhos – era uma jovem senhora, bonita, alta, de cabelos negros e sobrancelhas grossas. No início de nossas reuniões cantávamos o hino nacional e hasteávamos a bandeira.
Quando virei escoteiro, tudo mudou: mudamos para um uniforme cinza e passei a fazer parte da Patrulha Búfalo. Nosso grito de guerra era “Búfalo, Búfalo, hurra !”. Nosso quartel-general era uma espécie de depósito que ficava no meio de uma encosta, do lado de fora do campo de futebol do Colégio Padre Antônio Vieira.
Ali fazíamos reuniões e recebíamos instruções sobre as coisas que um escoteiro deve saber, como fazer uma fogueira, dar nós e sinalizar no código das bandeiras. O líder da Patrulha Búfalo era Kelsen, um rapaz gentil, forte e decidido, que provocava suspiros nas meninas. Seu auxiliar – não sei qual era a designação oficial do cargo – era Papagaio que, como todo melhor amigo de herói, desempenhava um papel cômico.
Nosso primeiro e único acampamento foi em uma fazenda abandonada em Buraquinho, no litoral norte de Salvador. Achamos um local no meio de um descampado, limpamos o chão, montamos as barracas e esticamos os sacos de dormir. Quando escureceu, saímos andando pelo terreno da fazenda; eu, que tinha medo de fantasmas, fui contaminado pela coragem dos meus companheiros.
A única luz vinha da lua. No meio da caminhada, quando já retornávamos às barracas, encontramos uma casa abandonada, fechada e toda escura – talvez a antiga sede da fazenda. Liderada por Kelsen, a tropa se aproximou da casa e subiu na varanda. Alguns se sentaram, outros se deitaram. De repente, sem qualquer aviso, Kelsen começou a cantar. “Que falta eu sinto de um bem”, ecoou sua voz na noite. No segundo verso outras vozes se juntaram à dele: “que falta me faz um xodó”. Era uma música do sanfoneiro Dominguinhos, um sucesso da época. Eu cantei junto. Depois cantamos outras músicas. Eu não sabia que escoteiros cantavam; eu não sabia que homem cantava; eu não sabia que eu cantava. Meu Deus, que felicidade.
Era 1971, dois anos antes de nos mudarmos para o Rio. Eu ainda estava descobrindo o mundo e começando a transição para a adolescência. O Brasil estava em convulsão – como quase sempre está – mas nada daquilo afetava a minha vida. Eu nunca tinha ouvido falar de crime. Eu só tinha medo de fantasmas e dos cachorros que uivavam ao longe nas madrugadas do bairro da Pituba. Nossa casa, no Boulevard Paulo VI, número 373, era rústica para os padrões modernos. O quintal era de terra e a porta da sala vivia suja da lama que trazíamos das excursões pelos terrenos do outro lado da rua.
Quando acabou a cantoria, a Patrulha Búfalo voltou em fila indiana, nosso líder à frente, rumo às barracas e ao sono debaixo da lua.
No dia seguinte, caminhamos por uma estrada de terra até chegar a uma praia de águas claríssimas e cheia de gente. Ali, dentro da água, a Patrulha Búfalo organizou o que, segundo me disseram, era uma brincadeira tradicional dos escoteiros. Um de nós era escolhido para se afastar do grupo levando consigo a ponta de uma corda. A outra ponta era segurada pelo resto da patrulha.
Quando o escolhido chegava a uns 20 metros de distância ele segurava firme na corda e mergulhava. Esse era o sinal para que o resto da patrulha puxasse a corda com toda a força. O escoteiro sortudo atravessava a água em alta velocidade até chegar ao grupo. Era uma espécie de jet ski submarino que durava apenas alguns segundos.
Em 1973 nos mudamos para o Rio e a Patrulha Búfalo ficou para trás. Kelsen e Papagaio, onde quer que você estejam, espero que a vida os tenha tratado tão bem como vocês nos trataram.
Búfalo, Búfalo, hurra!