A casa toda arrumada, aquela coisa chata de cada coisa em seu lugar. É sexta e eles só chegam amanhã. O riso de alegria já começa no canto do olho: sei o que é isso quando me olho no espelho, nas minhas manhãs do sábado, à espera de LEONARDO, VINÍCIUS e BERNARDO.
Neto é a maior invenção de Deus. Acho até que, impossível, eles deveriam vir antes dos filhos para nos pegar mais jovem, possibilitando melhor curtição dos risos, corre-corres e guerra de almofadas que promovem. Na segunda, Quando a casa retoma o tamanho antigo, a gente abraça a saudade rezando para que o outro fim-de-semana seja amanhã e que eles estejam de volta.
Para eles eu fiz LÉOS, VINAS e BERNARDOS, também no repertório de nosso disco de Samba, em gestação, MEU SAMBA É ASSIM. Eu digo:
o amanhã é de vocês: Léo, Vinícius e Bernardo,
voem livres, soltos, sem cordas ou cadeados
que cresçam felizes, sem medos, temores,
cantando amores, andando e sorrindo,
falando de flores, seguindo a canção,
a paz ganhadora vencendo o canhão
o vinho amargo será derramado,
presente abraçado, futuro porvir,
sabendo que o céu se escuro se vê
é um dia mais claro que está por nascer
