ALEXANDRE GARCIA

PRESIDENTES QUE PARTEM PARA O BATE-BOCA DIFICULTAM SOLUÇÃO

lula embaixadora estados unidos

Lula criticou decisão de revogar visto de embaixadora do Brasil nos Estados Unidos

Quando chefes de Estado se xingam diretamente, isso agrava a situação e torna mais difícil chegar a uma solução. Por isso existem os departamentos de Estado e ministérios de Relações Exteriores. Lula continua batendo boca, e Donald Trump só usa a caneta. Agora, o brasileiro não resistiu a uma pergunta de um podcast ao qual ele deu entrevista, e disse que é uma atitude irresponsável do governo dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. Mas o Brasil está atrasando o agrément ao embaixador norte-americano indicado para vir para cá, tanto que quem está ocupando a embaixada aqui é o cônsul-geral de São Paulo.

Os países são parceiros. Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reconhecer a independência do Brasil; desde então, eles sempre foram aliados. O Brasil esteve presente na Primeira Guerra Mundial, com um corpo médico, e na Segunda Guerra Mundial, com 25 mil soldados e um grupo de aviação de caça. O Brasil, inclusive, reclama um lugar no Conselho de Segurança por causa disso. Como eu disse ontem, temos uma pausa no relacionamento diplomático dos dois países. Os Estados Unidos estão fazendo uma reforma gigantesca na embaixada aqui em Brasília; é uma indicação de que eles não pretendem sair do Brasil, romper relações, nada disso.

E o Brasil não está batendo boca só com os Estados Unidos. Lula andou falando em acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul; mas como, se ele está brigando também com o Paraguai e com a Argentina? Javier Milei foi questionado sobre ter chamado o presidente brasileiro de “ladrão”, e ele respondeu: “Mas ele é ladrão, foi condenado três vezes”.

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Americanos que tiveram visto negado provavelmente não conseguiriam decifrar nossa urna eletrônica

No mesmo podcast, Lula disse que os Estados Unidos “mandaram dois jovens aqui” para “interferir e fiscalizar as urnas eletrônicas”. É impossível. Eles tinham data marcada para voltar: chegariam aqui em 27 de julho e iriam embora no dia 30; ficariam aqui três dias. O PSDB passou 100 dias tentando saber como foi a contagem dos votos entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, e não conseguiu nada; chegou à conclusão de que o sistema é inauditável. Acho que os americanos não descobririam nada; nem nós sabemos como é contado o nosso voto. Não conseguimos entender bytes, kilobytes, megabytes e algoritmos. E no fim os dois diplomatas ficaram sem o visto.

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Esperança de Lula é que o brasileiro não esteja acompanhando o noticiário

Como se já não bastasse o Lulinha, apareceu um ex-chefe de gabinete de Lula, apelidado de Marcola, cujas contas eram pagas pela Roberta Luchsinger, que é a lobista ligada ao “careca do INSS” para abrir portas. Tivemos também a operação contra a família do senador Weverton Rocha, vice-líder do governo. E antes disso houve o caso do Jaques Wagner. Lula deve estar torcendo para o eleitor brasileiro não acompanhar o noticiário…

PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO XICO BIZERRA

Dia desses andei relendo esse livrinho e me encantei, de novo. 30 conversas interessantes com gente do Nordeste, tipo Dom Hélder, Manoel Bandeira, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Sivuca, dentre outros.

Como se não bastasse tem prefácio e apresentações de Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, Maciel Melo, Luiz Berto e Paulo Rocha.

Gostei e recomendo.

É só pedir pelo imeio xicobizerra@gmail.com – que eu entrego em todo o Brasil.

E custa só R$ 46,00, frete incluso.

COMENTÁRIO DO LEITOR

A MOÇA

Comentário sobre a postagem A MOÇA TRISTE

Laudeir Angelo Delmaschio:

Se eu soubesse postaria
Uma foto nesse espaço
Que fizesse jus à moça
Tão carente de um abraço

Não sou Jesus nem Dalinha
Fazer rima não consigo
Essa princesa tadinha
Deu pena da pobrezinha
Já deve estar num jazigo

DEU NO X

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

DE REVOLUTIONIBUS ORBIUM COELESTIUM

Existem momentos em que a humanidade muda de direção. Não são anunciados por trombetas. Não chegam envoltos em glória. Não costumam ser percebidos por aqueles que os testemunham. Acontecem em silêncio. Uma pena desliza sobre o papel. Uma ideia nasce. Uma página é escrita. E o mundo, sem perceber, começa a girar em uma direção diferente.

No século XVI, os homens acreditavam conhecer seu lugar no Universo. A Terra permanecia imóvel. Os céus giravam acima dela em perfeita harmonia. O Sol percorria sua rota diária. As estrelas ocupavam suas esferas cristalinas. Tudo parecia ordenado. Tudo parecia definitivo. Mas havia um problema. A realidade não tem compromisso com aquilo que consideramos confortável. Enquanto multidões se acomodavam às respostas herdadas, um homem observava o céu. Não procurava confirmar certezas. Procurava compreender.

Seu nome era Copérnico. Sua arma era a razão. Seu campo de batalha era o firmamento. E seu adversário mais poderoso não era uma instituição, uma autoridade ou uma doutrina. Era um inimigo muito mais antigo: a convicção humana de que já sabemos o suficiente. Quando De Revolutionibus Orbium Coelestium surgiu, não trouxe apenas um novo modelo astronômico. Trouxe uma afronta. Uma afronta à arrogância. Uma afronta à complacência. Uma afronta à ideia de que a verdade pode ser decretada. Pela primeira vez, em muitos séculos, alguém ousava dizer que talvez estivéssemos olhando para o Universo da maneira errada.

Não era apenas a posição da Terra que estava em jogo. Era a posição do próprio ser humano. Porque existe uma diferença profunda entre ser o centro de tudo e ser parte de algo infinitamente maior. A primeira ideia alimenta o orgulho. A segunda alimenta a sabedoria. E foi então que começou a verdadeira revolução. Não a revolução dos planetas. Não a revolução dos céus. Mas a revolução da consciência. A partir daquele momento, a humanidade iniciou uma longa jornada de descentralização. Descobrimos que a Terra não era o centro. Depois descobrimos que o Sol também não era. Mais tarde percebemos que nossa galáxia era apenas uma entre bilhões.

E então compreendemos algo ainda mais extraordinário: quanto menor parecia nossa posição no cosmos, maior se tornava nossa capacidade de compreendê-lo. Que paradoxo magnífico. Somos minúsculos. Mas somos capazes de medir estrelas. Somos efêmeros. Mas conseguimos reconstruir a história de galáxias inteiras. Somos passageiros de um pequeno mundo azul. Mas aprendemos a escutar o eco do nascimento do Universo. Talvez essa seja a maior vitória da humanidade. Não dominar o cosmos. Mas aprender a contemplá-lo.

Cinco séculos se passaram desde que Copérnico publicou sua obra. Reis desapareceram. Impérios ruíram. Fronteiras foram redesenhadas. Idiomas mudaram. Civilizações nasceram e morreram. Mas aquela ideia continua viva. Ela vive em cada observatório. Em cada telescópio. Em cada estudante que levanta os olhos para o céu. Em cada cientista que se recusa a aceitar respostas fáceis. Em cada pessoa que escolhe questionar em vez de simplesmente repetir. Porque De Revolutionibus Orbium Coelestium nunca foi apenas um livro. Foi um convite.

Um convite para abandonar o conforto das certezas. Um convite para caminhar em direção ao desconhecido. Um convite para trocar a segurança das respostas pela grandeza das perguntas. E talvez seja essa a mais bela de todas as revoluções. A revolução que não destrói mundos. A revolução que expande horizontes. A revolução que nos lembra que o Universo não existe para confirmar nossas crenças. Existe para desafiar nossa imaginação.

E enquanto houver alguém disposto a olhar para as estrelas com humildade, curiosidade e coragem, a obra de Copérnico continuará sua jornada através dos séculos. Não nas bibliotecas. Não nos monumentos. Mas no único lugar onde as grandes revoluções realmente acontecem: na mente humana.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

O DIÁRIO DE ANTHONY FAUCI E A CENSUAR AUTORITÁRIA NA PANDEMIA

Editorial Gazeta do Povo

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Anthony Fauci se negou a responder a todas as perguntas que lhe foram feitas em audiência no Senado norte-americano

As controvérsias em relação a vários aspectos da pandemia de Covid-19 ressurgiram com força na semana passada, quando o senador norte-americano Rand Paul divulgou o diário com as anotações de Anthony Fauci, que comandou o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês) até 2022 e, nessa condição, foi a principal autoridade dos Estados Unidos na definição de políticas de combate ao coronavírus. Também na semana passada, Fauci compareceu ao Senado norte-americano, mas ficou calado e não respondeu a nenhuma das perguntas que lhe foram feitas, invocando a Quinta Emenda da Constituição do país, que dá aos cidadãos o direito de não se autoincriminarem.

Nas cerca de 1,6 mil páginas, redigidas em computadores do trabalho de Fauci e armazenadas em servidores do governo – o que permitiu que elas se tornassem públicas –, o ex-diretor do Niaid manifestou dúvidas sobre a hipótese de surgimento acidental do Sars-CoV-2 (embora ela ainda fosse sua preferida); relatou uma internação por problemas pulmonares (ainda que não se possa concluir disso que fosse um efeito colateral da vacina contra a Covid) que, segundo o atual secretário de Saúde, Robert Kennedy Jr., foi ocultada do público; relatou casos em que foi chamado a aconselhar gestores públicos sobre o fechamento ou a abertura de escolas; e falou sobre o uso de máscaras como forma de reduzir o contágio. Ele ainda fez críticas ao então presidente Donald Trump, que governava os EUA quando a pandemia começou, e deixou implícita uma certa satisfação pessoal com o grau de destaque que a imprensa lhe concedia.

Não é nosso objetivo, neste momento, debater a veracidade ou a falsidade de tudo o que foi dito sobre esses assuntos ao longo da pandemia – até porque, em alguns casos, ainda há dúvidas pertinentes e faltam as evidências irrefutáveis para qualquer um dos lados. Tampouco nos interessa aqui analisar decisões de gestão tomadas por governantes que, em muitos casos, precisaram agir rapidamente com base no conjunto de informações de que dispunham no momento, diante de uma situação dramática. Mas é preciso, sim, chamar a atenção para uma situação gravíssima, que pode ter impedido decisões melhores: a completa supressão do debate, de forma autoritária, em nome de “consensos” que, como se vê agora, estavam longe de merecer tal nome.

Questionamentos legítimos – e cuja legitimidade, aliás, já existia muito antes de conhecermos o conteúdo dos diários de Fauci – a respeito da pandemia e das formas de combatê-la foram sumariamente proibidos. A defesa do isolamento dos grupos mais vulneráveis em vez de lockdowns generalizados; o alerta sobre possíveis efeitos colaterais das vacinas (um fenômeno que ocorre com todo medicamento e imunizante); a escolha pelo tratamento precoce com o uso off-label (outra prática relativamente comum na medicina) de fármacos como a ivermectina; a crítica ao fechamento das escolas e a medidas como os “passaportes de vacina”; perguntas sobre a origem laboratorial do Sars-CoV-2 – tudo isso foi desqualificado por autoridades sanitárias e parte da imprensa como “fake news”, “negacionismo”, “teorias da conspiração” e “postura anticientífica”, e associado a um determinado lado do espectro político-ideológico.

No Brasil, entretanto, esse processo foi ainda mais acentuado: as perguntas inconvenientes não foram apenas desqualificadas, mas praticamente criminalizadas, seguindo à risca o pensamento do então ministro do STF Luís Roberto Barroso, para quem “a difusão da desinformação, incentivando (…) posições anticientíficas, que levam à morte, isso não é neutro, não é protegido pela liberdade de expressão”. Em conjunto, Supremo e CPI da Covid trataram como potenciais criminosos os que promoveram – e os que prescreviam, pois os médicos também foram perseguidos – o tratamento precoce, os que manifestaram dúvidas sobre as vacinas, os que criticavam os lockdowns, e qualquer um que ousasse discordar do “consenso” sobre a pandemia: publicações e contas inteiras em mídias sociais foram censuradas, e brasileiros tiveram seus sigilos quebrados sem nenhum motivo razoável que o justificasse.

O abuso cometido durante aquela época é injustificável sob qualquer ponto de vista e não tem precedentes em nenhum outro momento da história. A crítica a políticas públicas e o direito de questioná-las sempre foram protegidos pela melhor doutrina e jurisprudência a respeito da liberdade de expressão, independentemente da existência de dados empíricos que embasem tal crítica ou da sensatez da opinião nela contida. Médicos e pacientes, de comum acordo, sempre tiveram o direito de, confrontados com uma doença para a qual não há medicamento específico, escolher de comum acordo um tratamento off label, cientes de que não há garantia de resultado. A ciência sempre foi construída no confronto de hipóteses, no teste, na tentativa e erro; pessoas geniais do passado já defenderam o que hoje é considerado “anticientífico”, enquanto o que hoje é considerado “científico” nem sempre foi visto assim. A busca da verdade – e isso inclui, evidentemente, a verdade sobre a Covid-19 – sempre exigiu o livre trânsito de ideias. Nenhuma emergência global de saúde, por mais grave que seja, é capaz de alterar essa realidade; mas políticos, magistrados, imprensa e Big Techs decidiram ignorá-la, escolhendo um lado “certo” e atropelando, de forma inconstitucional, todo tipo de liberdade e garantia democrática, inclusive por razões de antipatia político-ideológica.

Há quem trate a pandemia não apenas como a catástrofe sanitária que ela realmente foi, mas também como um grande experimento social, em que o mundo inteiro foi testado a respeito de sua capacidade de aceitar bovinamente qualquer restrição estatal. Sem chegar a esse ponto, podemos afirmar que, ao menos no que diz respeito à liberdade de expressão, de fato os censores puderam considerar a experiência bem-sucedida, tantos foram os que aprovavam e defenderam a censura, o arbítrio e a postura – esta, sim, totalmente anticientífica – de eliminar as perguntas e o debate. Entre esses houve, inclusive, profissionais como jornalistas e cientistas, cujo trabalho, na essência, exige a liberdade cuja supressão eles defenderam. É fundamental que haja um mea culpa. Não falamos de reconhecer um eventual erro sobre vacinas, tratamento precoce, lockdowns ou algum outro aspecto específico da pandemia, mas do reconhecimento de sua cumplicidade com a instauração de um ambiente de censura e perseguição, que cassou a liberdade de expressão em nosso país e legou aos brasileiros o pior “efeito colateral” prolongado que a Covid-19 poderia deixar.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PENINHA - DICA MUSICAL

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