DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

Alta, branca tão bonita,
Mas quanta dor nela existe
No dourado dos cabelos
Sua nobreza persiste
Caminha com elegância
Deixando sua fragrância
No caminho a moça triste.

Nos lábios um ar de riso
No olhar tanta tristeza
Compondo sempre o semblante
Sem ofuscar a beleza
Da rapariga tristonha
Que não vive, apenas sonha,
No seu mundo de incerteza.

Pobre princesa sofrida
Que conseguiu ser rainha
Porém vive acorrentada
Mesmo se solta caminha
Em cada canto do rosto
É visível seu desgosto
Ao transportá-lo definha.

E na sua ingenuidade.
Príncipe era encantado!
Palácio sem atração,
Castelo desmoronado,
É a causa do desgosto
Tracejado no seu rosto
No fracassado reinado.

4 pensou em “A MOÇA TRISTE

  1. Se eu soubesse postaria
    Uma foto nesse espaço
    Que fizesse jus à moça
    Tão carente de um abraço

    Não sou Jesus nem Dalinha
    Fazer rima não consigo
    Essa princesa tadinha
    Deu pena da pobrezinha
    Já deve estar num jazigo

  2. Pingback: A MOÇA | JORNAL DA BESTA FUBANA

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