DEU NO JORNAL

ELAS NÃO ME REPRESENTAM

Jocelaine Santos

A última da Janja foi colocar-se como vítima da tal “misoginia”. Em entrevista a um portal aliado do governo, a “primeira-dama” disse que sofre críticas não por suas viagens sem razão (sempre de executiva, como ela mesma frisou), por suas declarações atropeladas, gastos exagerados ou por se meter onde não é chamada, mas, sim, pasmem, por “misoginia pura”. E ainda tem gente que acredita que a tal criminalização da misoginia não tenha como propósito a censura pura e simples.

Na mesma linha, a deputada Erika Hilton, puro suco de PSOL, quer tornar o que já era ruim em algo ainda pior. É sua a ideia de endurecer ainda mais o absurdo PL da Misoginia, incluindo uma emenda determinando que o argumento de liberdade de expressão, de liberdade religiosa, de convicções filosóficas, políticas, científicas ou acadêmicas não poderia servir como justificativa para afastar a responsabilização por condutas tipificadas pela lei.

Na prática, se a proposta de Hilton passar e o PL da Misoginia acabar aprovado, nem padres, religiosos ou cientistas poderão falar algo que possa ser considerado misoginia. E, como vimos com Janja, tudo pode ser misoginia.

Um padre fez um sermão falando sobre a Carta aos Efésios de São Paulo? Misoginia! Um médico declara que o cérebro da mulher tem peso menor que o do homem? Misoginia! Alguém qualquer escreve em sua rede social que ser mãe é a maior realização de uma mulher? Misoginia! Chamou uma mulher feia de “feia”? Misoginia!

Um sociólogo diz que é comum haver mais pedreiros homens que mulheres? Misoginia! Fez uma crítica a uma mulher política, juíza ou servidora pública? Misoginia! E, principalmente, criticou a Janja, seja qual for o motivo? Misoginia!

O fato de ser mulher não faz das mulheres seres excelsos, imunes a críticas ou opiniões, mas há uma tendência estúpida no Brasil de se querer blindar grupos de críticas e do debate público, tornando crime qualquer crítica dirigida a eles. Leis frouxas, sem definições claras e cheias de vieses políticos – como a tal Lei da Misoginia – são aprovadas sob o pretexto de proteger, mas são usadas para oprimir, calar e perseguir. Isso já aconteceu com movimentos identitários de raça e gênero.

Já no caso dos ministros do STF, nem foi preciso aprovar uma lei: a maioria dos brasileiros simplesmente acha que é crime criticá-los. Mas não existem (ou pelo menos não deveria haver) pessoas incriticáveis, independentemente do gênero, da cor da pele, do cargo, da renda ou do que quer que seja.

Mulheres como Janja, que acha que, por ser mulher, não pode ser criticada por seus gastos custeados pelos impostos dos brasileiros, ou como Hilton, que quer pura e simplesmente criminalizar até convicções pessoais e religiosas sobre gênero, são um desserviço às mulheres, ao menos àquelas que reconhecem o valor da liberdade de expressão.

COMENTÁRIO DO LEITOR

É TRISTE

Comentário sobre a postagem MODERNIDADES

Tota de Dona Biga:

O mais incrível de tudo isso é que ninguém se manifesta em sentido contrário.

Além de estar “comprando gato por lebre”, ainda tem o prejuízo financeiro decorrente da pane e mal funcionamento dos veículos que obrigatoriamente funcionam com gasolina.

É triste um País que se conforma com tudo, e tem uma classe política completamente voltada aos próprios interesses.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

“UBIRUDU”

Allright!

R. G. Watkins, cidadão americano, era meu colega. Ele com elevada função no City Bank e eu, “office-boy”. Optara, a pedido, ser transferido para o Recife, a fim de conhecer melhor o Brasil.

Já trabalhara no México e driblando algumas pronúncias da língua portuguesa, entendia e dava a entender o que pretendia dizer, mesmo adotando o “processo macarrônico”, quando suprimia algumas palavras e juntava outras. Aquele desmantelo!

Falava nossa língua de forma meio confusa e embrulhada, como todo gringo. Notando seu entusiasmo pelo Brasil, logo no primeiro mês de amizade, dei-lhe de presente uma bandeirinha do Brasil, própria para as mesas de trabalho. Ficou muito satisfeito com a oferenda.

Com muito respeito, durante todo o tempo em que trabalhou no Recife, manteve nossa bandeirinha na mesa.

Ganhei, assim, a amizade de Mr. Watkins. Já iniciado no jornalismo, eu tinha facilidades em introduzi-lo em visitas a clubes de língua inglesa. Fomos almoçar no Country e dias depois participamos do “Caxangá Ágape”, no Golf Club.

Comecei o turismo por Olinda, suas paisagens e instituições ligadas à cultura. Visitamos o Mosteiro de São Bento, ficando ele deslumbrado com os cânticos gregorianos dos monges.

Num dia de folga, levei-o à casa do antropólogo Gilberto Freyre, que muito melhor do que eu, tinha conhecimento de nossa cultura e falando inglês fluente, dissertou sobre Pernambuco.

E no final da conversa, regada a Licor de Jenipapo, Dr. Gilberto fez uma análise demorada sobre cada estrofe do Hino Nacional Brasileiro, as qualidades do linguajar de seu autor – Joaquim Osório Duque Estrada – e dissertou sobre as estrofes dos versos, que considerava as mais significativas no hino brasileiro.

À despedida, cada um de nós ganhou um exemplar do livro “Casa Grande e Senzala”.

Passados alguns meses, representando os americanos durante um almoço com todos os funcionários do Banco, ocupou o púlpito para homenagear o Brasil. E ao findar sua oração, atreveu-se a cantar, talvez lembrando a referência do Dr. Gilberto Freyre ao nosso hino.

Com seu jeito de se expressar soltou a voz com o maior entusiasmo, cantando a primeira linha da estrofe do Hino Nacional Brasileiro. Um tanto “macarronizado”, é bem verdade:

“Ubirudu” Ipiranga às margens plácidas…

Na segunda-feira, os funcionários brasileiros mais gaiatos começaram a cantar entre si, uma nova versão do hino nacional brasileiro: “Ubirudu”.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

NEGOCIAÇÕES COM OS EUA FORAM SABOTADAS PELO ITAMARATY, QUE VIROU UM DIRETÓRIO ESTUDANTIL

Luís Ernesto Lacombe

Lula soltou diversos impropérios gratuitamente contra Trump e Marco Rubio, praticamente pedindo por novas tarifas

Só os ignorantes e mal-intencionados podem acreditar que o governo Lula tentou negociar com os Estados Unidos para evitar o tarifaço sobre produtos brasileiros. Quatro dos sete pontos listados pelo Escritório de Comércio americano para a adoção das sobretaxas têm relação direta com as administrações petistas. E não dá para dizer que não houve tempo para se discutir um bom acordo para os dois lados. As investigações com base na tal seção 301 começaram há cerca de um ano. E o que fez o governo? Trabalhou pelo tarifaço, de olho no processo eleitoral. Ou alguém acha normal que Lula tenha soltado tantos impropérios contra Donald Trump e Marco Rubio nos últimos meses? Ou alguém acha normal que o governo brasileiro não tenha participado das audiências públicas sobre o tarifaço? Nada disso me parece atitude de alguém que desejasse realmente uma conversa produtiva.

Indicada a adoção do tarifaço, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deu a partida em mais uma peça criminosa da campanha eleitoral de Lula. Seu discurso infantilóide, mofado era esperado. O “império estadunidense” não respeitou a nossa “soberania nacional”. O chanceler, que ignorou uma convocação para dar explicações ao Congresso e deve, por isso, responder por crime de responsabilidade, disse o seguinte: “O Brasil não se curvou às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações. Em outras palavras, exigiam a capitulação”. E, nesse clima de diretório estudantil, o governo petista não fala nada sobre as tarifas que a China impõe aos nossos produtos e podem chegar a 67%. Os malvadões são os americanos, e não os comunistas chineses, esses, sim, mestres em levar outros países à capitulação.

Os fatos sempre jogam contra a turma mentirosa e dissimulada do PT. Basta olhar os resultados alcançados pelos países que verdadeiramente sentaram para negociar com o governo Trump. O Reino Unido conseguiu uma tarifa de 10% sobre os produtos que exporta para os Estados Unidos. O Equador obteve a manutenção da taxa de 15%. O Japão ficou nessa mesma faixa. Indonésia e Filipinas trabalharam com sucesso por uma tarifa de 19%. O Vietnã garantiu a redução dos impostos de 46% para 20%. Argentina, Guatemala e El Salvador também saíram satisfeitos da mesa de negociações com os Estados Unidos. Ninguém capitulou, ninguém se entregou aos “imperialistas”. Porque governante de verdade pensa no seu país e no seu povo, e, como disse Marco Rubio, secretário de Estado americano, sobre Lula, não “coloca seu próprio ego à frente de um acordo”.

O petista acha mesmo que o tarifaço lhe trará votos. Só mesmo, como já afirmei, os dos eleitores ignorantes e mal-intencionados. Não basta gastar muito e gastar mal, produzir dívida e déficit recordes, quebrar estatais, levar a inflação e os juros às alturas. É preciso piorar a situação, jogando a culpa nos Estados Unidos, que apontaram também a atuação à margem da lei de ministro do supremo para impor ao Brasil um aumento de tarifas. Não é possível que os brasileiros não percebam que nossos problemas estão quase todos ligados às quase duas décadas de PT no poder e aos desmandos praticados por ministros. Parecem todos felizes, à beira do precipício. O problema é que não cairão sozinhos. O país inteiro será arrastado, sem clemência, para o fim anunciado desde o primeiro dia do primeiro mandato de Lula como presidente.

PENINHA - DICA MUSICAL

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