COMENTÁRIO DO LEITOR

VOZ PURA

Comentário sobre a postagem NAT KING COLE

DECO:

Nat King Cole tornou-se o primeiro artista afro-americano a apresentar um programa de variedades na televisão em 1956.

Ele é mais conhecido por sua voz suave de barítono e por sucessos como “The Christmas Song“, “Mona Lisa” e “Nature Boy“.

“A voz de Nat King Cole é realmente um dos grandes presentes da natureza”, diz Daniel Mark Epstein, autor da biografia de 1999 Nat King Cole.

“Lembre-se, ele nunca foi treinado como cantor. E assim, a voz dele é absolutamente pura. Ele é um barítono com tom absolutamente perfeito. Ele canta as notas verdadeiras e acerta-as bem no centro. “

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ESTELA E NIZE – Alvarenga Peixoto

Eu vi a linda Estela e, namorado,
fiz logo eterno voto de querê-la;
mas vi depois a Nize, e a achei tão bela,
que merece igualmente o meu cuidado.

A qual escolherei, se neste estado
não posso distinguir Nize de Estela?
Se Nize vier aqui, morro por ela;
se Estela agora vier, fico abrasado.

Mas, ah! que aquela me despreza amante,
pois sabe que estou preso em outros braços,
e esta não me quer, por inconstante.

Vem, Cupido, soltar-me destes laços:
– faze de dois semblantes um semblante,
ou divide o meu peito em dois pedaços.

Inácio José de Alvarenga Peixoto, Rio de Janeiro-RJ (1742 1793)

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

CONTRATO

Primeiro, a Transparência Internacional se disse estarrecida com a inação da Procuradoria-Geral da República em relação ao contrato de R$ 129 milhões entre Daniel Vorcaro e a família de Alexandre de Moraes, além dos aportes do Tayayá, envolvendo a família Toffoli. Agora, o Centro de Liderança Pública alerta para um fato que eu já ouvi de muito advogado que trabalha com tribunais superiores em Brasília: eles perdem a corrida para os escritórios das famílias dos ministros do STF e do STJ. A nota diz expressamente que há uma vantagem de acesso, uma percepção de influência e um benefício econômico de escritórios de parentes de ministros das duas cortes, e defende que o parentesco seja motivo de impedimento automático para se atuar no tribunal quando o advogado for primo, sobrinho, filho, neto, enfim, seja parente do ministro que lá está. Isso é óbvio.

O problema é que vivemos uma crise ética. Nesta terça, fiz uma palestra, no Conselho Federal de Medicina, na abertura de dois congressos de bioética, um luso-brasileiro e um nacional. Eu disse que nosso principal mal é a decadência da moralidade, junto com a nossa falta de percepção dessa decadência. Vamos nos acostumando com a anormalidade, e nos adaptando a uma sociedade que esquece a ética. Aí vira lei da selva, lei do espertalhão, do mentiroso, do hipócrita.

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Enquanto facções tomam conta do Brasil, chanceler inventa ameaça de invasão americana

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, está no Peru para um encontro de ministros da Defesa do continente americano, e nesta quarta ele deve conversar com o subsecretário (o equivalente a um vice-ministro) de Defesa dos Estados Unidos sobre o significado, para os americanos e para as Forças Armadas dos EUA, da classificação de “terrorista” para grupos criminosos sediados no Brasil, mas presentes no mundo inteiro.

Segundo a Ana Paula Henkel, as facções estão em 15 estados americanos. E eu estava revendo uma reportagem antiga da televisão portuguesa sobre a descoberta, pela Polícia Judiciária Portuguesa, de um grande laboratório de cocaína – o maior de Portugal, talvez um dos maiores da Europa – pertencente ao PCC. Nós estamos exportando o crime; além de ocuparem as cidades brasileiras e a Amazônia, as facções estão expandindo suas posições, e há quem diga que elas já estão maiores que os cartéis mexicanos e colombianos. Há um ano ou mais, a tevê portuguesa falava em 60 mil pessoas no mundo inteiro a serviço do PCC. Isso é gravíssimo.

E aí o chanceler Mauro Vieira diz – em uma carta ao deputado Evair de Melo, do Republicanos, que pediu informações – que a classificação das facções como terroristas não trará benefícios concretos. Mas Portugal deve estar torcendo para que se corte as facções pela raiz, aqui. O que espanta na carta do chanceler é a afirmação de que há possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro. Deve ser isso que o ministro da Defesa brasileiro perguntará para seu colega americano.

Mas essa história não faz sentido: teria de haver uma declaração de guerra para os EUA invadirem o território brasileiro sem permissão das autoridades brasileiras. Nós já fizemos isso em 1991: o presidente da Colômbia autorizou um pedido do presidente brasileiro para agir na Operação Traíra, e nós entramos no território da Colômbia. Os americanos trabalham dessa forma: o DEA, que é o departamento que trata de combate às drogas, tem convênio com países sul-americanos. Se não me engano, há convênios com a Colômbia e com o Peru, e que serão ampliados agora com as mudanças de governo.

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Maus perdedores dificultam transição na Colômbia e no Peru

Aliás, os derrotados nos dois países não querem reconhecer o vencedor. O vencedor na Colômbia, Abelardo de la Espriella, chegou a dizer que Gustavo Petro está querendo dar golpe de Estado. Petro tem de entregar o poder dentro de um mês, em 7 de agosto, e está lá fazendo declarações absurdas. No Peru, onde a vitória foi de Keiko Fujimori, o perdedor também diz que não aceita o resultado e não reconhece a vitória da adversária. Aqui no Brasil, em 2022, até houve manifestações não reconhecendo o resultado, mas o governo Bolsonaro reconheceu e fez a transição, colocou a equipe de transição à disposição de Lula. Só que depois houve esse teatro, que chamaram de tentativa de golpe; mas todos viram que se tratou de teatro, e isso foi atestado inclusive nos votos do ministro Luiz Fux.

DEU NO JORNAL

SEGUIU A ROTINA

O bate-e-volta que Lula fez ao Uruguai, em 30 de junho, apesar de rápido, deixou arrasadora fatura para o pagador de impostos. Como toda viagem do petista, esta também foi marcada pelo esbanjamento do dinheiro público.

Lula chegou a Assunção, capital uruguaia, às 10h10 e, às 13h45, se mandou de volta para Brasília.

Foram 3 horas e 35 minutos que custaram, até agora, R$ 208.759,14, conforme apurado pela coluna.

Só com hospedagem, a fatura passou dos R$ 83 mil. Tem ainda a fatura das salas de reuniões, com cafezinho, por mais de R$ 70,1 mil.

Lula não dispensa os belos carrões para zanzar por aí durante os giros mundo afora. No Uruguai, a frota para o petista contou com 28 carros.

Os carrões para Lula desfilar em solo uruguaio seguiram o padrão de opulência de toda viagem do petista, a fatura: R$ 55.559,48

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Nada fora do regulamento lulo-petralha.

Tudo nos conformes.

O esbanjanjamento absurdo do suado dinheiro do contribuinte, faz parte da rotina do descondenado.

Até quem não fez L tem que pagar a conta!

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

MESSI

Eu nunca enxerguei o campo de futebol apenas como um retângulo de grama. Sempre o vi como o cenário esportivo sagrado onde certos destinos e almas humanas se encontram. Porque compreendi naquele Sarriá de 1982 que existem jogadores correndo em busca da bola, e existe aquele guerreiro silencioso que corre ao encontro da sua própria lenda pessoal.

Hoje eu tive o privilégio de ver um desses entrar em campo, carregando nos olhos a certeza dos que já cruzaram desertos emocionais.

Errou. Mas não se abateu. Como os gigantes jamais se abatem.

E quando o cansaço abraçou suas pernas, deixando-as pesadas, e parte da torcida calou na arquibancada, algo invisível o sustentou.

Não era o preparo físico de um jovem. Era uma força antiga, ancestral, um pacto com o próprio coração.

Eu digo que ele joga com a intensidade de quem sabe que a vida é curta demais para se entregar antes do apito final.

Os outros podem aceitar o placar adverso. Ele não. Para ele, cada queda em campo é apenas o prelúdio de um recomeço mais honroso. Até mais bonito. Ele cai e se levanta com a elegância de quem entende as suas próprias fragilidades, mas recusa-se a ser domado por elas. Há uma poesia quase dolorosa na sua teimosia: os músculos clamam por trégua, os adversários tentam lhe cercar, às vezes lhe caçam, mas a sua alma permanece livre, correndo em direção ao infinito dos minutos finais.

Ele não joga para ser apenas um vencedor. Ele joga para se manter fiel à sua verdade.

Hoje, quando o universo inteiro quis conspirar contra o seu time, ele fechou os olhos por um segundo, parecendo escutar o chamado do seu guerreiro interior, e continuou. Simplesmente continuou. Porque ele sabe que o pior fracasso não é perder a partida, mas sim deixar de lutar enquanto ainda houver um sopro de ar no peito, ou deixar o coração desprovido de uma palavra gigante composta pela combinação de apenas três letras: garra!

Há uma criança guerreira em seu espírito, que hoje me fez enxergar o campo de futebol como uma extraordinária universidade. Da vida.

Boquiaberto de admiração e grato a Deus por vê-lo nos ensinar sobre força, transformando os mistérios das chuteiras e o suor do cansaço, no ouro puro da persistência.

Natal, 07 de julho de 2026

COMENTÁRIO DO LEITOR

OUTROS TEMPOS…

Comentário sobre a postagem AFRESCALHOU

José de Oliveira Ramos:

Lembro de um fato (eu estava presente no Maracanã) de uma provocação durante o jogo que o Rivelino fez a um jogador.

No final, o adversário foi atrás do Rivelino que fazia ziguezagues até entrar no vestiário. Hoje alguns arrotam podre.

Também vi, o então treinador do Atlético/MG, Yustrich, metido a machão, se obrar de medo e o pior não aconteceu por que a turma do deixa disso se intrometeu: Ayrton Vieira de Morais apitava o jogo Flamengo x Atlético. Yustrich xingava a todo momento.

De repente Airton (apelidado de Sansão) parou o jogo, botou o apito no bolso e partiu para cima do valentão Yustrich.

A dois metros do túnel a turma impediu a surra que o Yustrich levaria.

Mas, o mais afrescalhado dos dias atuais, é quando os ânimos estão acirrados entre dois jogadores, o árbitro corre para apartar.

Lembro de Sebastião Rufino, então na Federação Pernambucana: deixava os dois se engalfinharem.

Terminada a briga, expulsava os dois.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A PROPAGANDA MENTIROSA

Luís Ernesto Lacombe

Lula inaugura adutora sem água no Rio Grande do Norte. Lula propaganda

Lula inaugurou adutora sem água no Rio Grande do Norte

Não há no esquerdismo nenhum apego à realidade. A verdade, para quem está nessa, deve ser mesmo relativa. Como a democracia do Lula. Não é à toa que o comunismo tem base em mentiras, que Ludwig von Mises, há muitos anos, apontou com precisão. Mas o desafio permanece, é diário, à medida que gente como Lula não sente o menor pudor em mentir descaradamente. Há poucos dias, ele disse que “o Brasil vive seu melhor momento econômico”… E o petista não ficou nem ruborizado, mesmo que os números e o sofrimento do povo e dos empresários o desmintam.

Provavelmente, ele se referia a si próprio. Em discurso recente, Lula disse o seguinte: “Nós, que somos pobres, gostamos de coisa boa”… E a pergunta inescapável é: Lula é pobre? Tendo declarado patrimônio de quase R$ 8 milhões, ele está entre a minoria mais rica do Brasil. Se pudéssemos considerar o patrimônio dos filhos, da família dele, dos tantos amigos generosos que tem, talvez saltasse para a turma do bilhão… E outro problema dos grandes é que o ocupante do Palácio do Planalto usa o dinheiro dos pagadores de impostos como se fosse seu.

Ninguém mais tem condições de sustentar uma máquina perversa como a montada pelo governo do PT. As “bondades” eleitorais de Lula este ano comprometem ainda mais a economia do país. São R$ 403 bilhões que cada um de nós vai ter de pagar… E os pobres podem até gostar de coisa boa, mas estão endividados, quebrados, assim como a classe média, assim como o país. Não tem como dar certo. E o Brasil inteiro fica refém dessa covardia que é transformar o orçamento federal em ferramenta para gerar popularidade em ano de eleição.

Nas duas últimas semanas, em campanha corrida, Lula teve 19 compromissos em sete estados. Tudo permeado pela mentira deslavada. Ele “inaugurou” o canteiro de obras da ponte que vai ligar a capital baiana à Ilha de Itaparica. E não teve vergonha de dizer: “Finalmente, saiu a ponte Itaparica”… Lula também “inaugurou” o túnel de irrigação Major Sales, no interior do Rio Grande do Norte, sem uma única gota d’água. Ele tinha pressa em fazer sua propaganda enganosa, já que a lei proíbe entregas oficiais nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições. E o que Lula acha disso? Uma “papagaiada desgraçada”.

A definição do petista poderia ser empregada para classificar o editorial da Folha de S.Paulo do último domingo. Era um “alerta” sobre como “o populismo de direita se tornou endemia”. Era um texto confuso, que misturou um pouco de tudo, das eleições municipais brasileiras em 2016 ao pleito nacional de 2018, coronavírus, eleições nos Estados Unidos e na Europa. O editorial falou em políticos “encastelados, distantes da vida do cidadão mediano, demagogos”… Falou em “rapapés, regabofes, regalias”, em “egoísmo e autoproteção”, em “narizes empinados”, numa gente com “motoristas e jatinhos particulares”… Servia direitinho ao Lula e à sua turma, mas a eleição está logo ali; não tem por que jogar contra.

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