🎥Saia Justa: Lula chama Janja de Marisa em discurso e corrige rapidamente
O presidente Lula trocou o nome da primeira-dama Janja com o da falecida esposa Marisa Letícia Lula da Silva, durante discurso em uma cerimônia em Mauá (SP). O erro foi rapidamente corrigido pelo petista.… pic.twitter.com/MLD6N7fzOg
Na segunda-feira o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu enviar para a Comissão de Constituição e Justiça a proposta de emenda constitucional para reduzir a jornada de trabalho no Brasil, acabando com o 6×1, como é conhecida a jornada atual. A Constituição diz, no artigo 7.º, dos direitos sociais, que a jornada de trabalho não deve exceder 44 horas semanais. Como é possível haver negociação? A média da jornada de trabalho no Brasil, segundo os entendidos, está em 38,5 horas por semana. Baixar para 36 horas significa tirar um ano e cinco meses por década.
Parece que o Brasil não precisa de trabalho. Já está faltando mão de obra, porque o pessoal fica pendurado no Bolsa Família – esse vai ser o meu assunto nos jornais nessa semana. É um absurdo. Se fosse um país que estivesse esbanjando riqueza, tudo bem, vamos trabalhar menos. É claro que quem trabalha pensa com imediatismo, pensa “muito bom, vou ter mais tempo para farra, para festa, para tomar algumas, talvez brigar até”. Sindicato já está achando bom, 66% das pessoas estão achando bom. Mas as consequências já virão em um ano. Mais inflação, porque alguém que vai pagar o mesmo salário para menos trabalho terá de cobrar no produto final. E menos emprego, porque quem ganha mais será substituído por quem aceita ganhar menos. E a produção geral do país vai diminuir.
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Partidos não têm mais projetos de verdade, estão todos iguais
Ouvi o presidente Lula dizendo que será candidato só mais uma vez e que não quer outro mandato, mas que está muito bem de saúde – e está mesmo, com 80 anos está bem, constatamos isso. Mas ele está reclamando que o partido não tem projeto para essa campanha. Qual é o projeto para estimular os jovens, os eleitores de primeira eleição, a votar no PT? Essa é uma pergunta que pode ser feita para outros partidos também. Eles estão esquecendo de programa, porque os partidos todos ficaram iguais. Todos têm o mesmo programa: combater a fome, combater a pobreza, dar segurança pública, isso e aquilo, tudo a mesma coisa. Chamem o Paulo Guedes para fazer um programa que tire o país dessa sinuca de bico, de uma dívida pública que engole, só em juros, R$ 1 trilhão por ano. Quem é que resiste a isso, gastando cada vez mais e desestimulando o trabalho com o Bolsa Família?
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Mais uma denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ
Apareceu mais uma denúncia de importunação sexual contra o ministro do STJ Marco Aurélio Buzzi – que está internado e nega tudo. Por que isso só aparece agora? Porque as pessoas ficam caladas. Segundo a primeira moça a fazer denúncia, a de 18 anos, que teria sido assediada no mar, ele teria dito a ela que fosse discreta se quisesse subir na vida. A outra estava sendo discreta, e sabe-se lá quantas estão sendo discretas para poder subir na vida, mas esta segunda denúncia foi de alguém que estava quieta, mas tomou coragem. Que escândalo! O sujeito é ministro do Superior Tribunal de Justiça, que é a última instância para assuntos criminais – assunto criminal não vai para o Supremo, só se for uma questão constitucional; mas esse Supremo de hoje aceita tudo.
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Piloto é preso na cabine de avião, acusado de pedofilia
Falamos de funcionários do Estado, mas temos um caso de um funcionário de uma empresa aérea, a Latam, preso antes da decolagem em Congonhas, já no cockpit de comando, com as quatro listrinhas de comandante no ombro. Sérgio Antônio Lopes, 60 anos, foi preso por pedofilia: ele “alugava” crianças ou meninas e as levava ao motel falsificando a identidade. Uma avó de 55 anos também foi presa; ela alugava as três netas para o piloto. Vi que ele entrou na viatura policial ainda com o uniforme da Latam, mas quando saiu já não estava mais, usava só a camiseta de baixo. Talvez os policiais tenham recomendado que ele tirasse o uniforme, que a empresa não tinha nada a ver com isso. É vergonhoso convivermos com isso.
O Ministério da Educação, neste quarto ano do governo Lula, começou o ano de 2026 sem entregar livros didáticos em Braille para mais de 45 mil alunos cegos ou com baixa visão.
A Associação Brasileira da Indústria Comércio e Serviço de Tecnologia Assistiva (Abridef) afirma que esta é a primeira vez em 40 anos que o governo federal não apresenta um cronograma oficial nem garante orçamento para o material aacessível.
THE ROCK (1996), ou A Rocha, no Brasil, é até hoje disparado o melhor filme do contestado diretor americano Michael Bay. Um cineasta que é perseguido pela crítica, mas que provou saber trabalhar muito bem naquela que é sua proposta: os filmes de muita ação. Quem assiste a esse filme dificilmente identificará Michael Bay como o diretor dos filmes Transformers.
“Um general (Ed Harris), herói na Guerra do Vietnã, e seus comandados se apoderam de poderosas armas químicas e se instalam na prisão de Alcatraz com 81 reféns e cobram US$ 100 milhões de resgate, caso contrário, ameaçam disparar as armas sobre São Francisco. Um grupo de elite é mandado à ilha para combatê-los, entre eles um jovem especialista em armas bioquímicas (Nicolas Cage) e o único homem (Sean Connery) que conseguira escapar do presídio.”
Com um roteiro muito bem elaborado, e assinado por ninguém mais ninguém menos que Quentin Tarantino, o filme consegue ter muita ação e adrenalina sem ser um filme desconexo. Um filme instigante e que prende o espectador na cadeira da primeira a última cena.
O elenco é uma verdadeira constelação, e conta com alguns dos grandes nomes do cinema na época. E todos estão muito bem no filme, diga-se de passagem.
Os protagonistas do longa são Sean Connery, o eterno James Bond e o na época requisitado Nicolas Cage, que havia acabado de vencer o Oscar por Despedida em Las Vegas (1996). Connery interpreta John Mason, um ex-agente do serviço secreto britânico, que está preso pelo governo americano por conta de ter descoberto as grandes mentiras da história americana.
Após anos de prisão a CIA precisará dele, pois o antigo Presídio de Alcatraz, conhecido como A Rocha, foi tomado por militares, liderados pelo General Francis Hummell (Ed Harris), que ameaça disparar uma arma biológica sobre São Francisco caso suas exigências não sejam atendidas, e ele é o único homem que escapou da penitenciária, então seria o único que poderia entrar lá sem ser notado, já que uma operação fora descartada por conta de 81 turistas que foram feitos reféns.
Sean nos brinda com uma grande atuação, que obviamente nos faz lembrar seu personagem mais famoso, o Espião James Bond, só que agora mais velho, mas com a mesma competência de sempre, e uma imprevisibilidade de assustar impressionante.
Nicolas Cage interpreta o Dr. Stanley Goodspeed, um químico que entrará junto com a equipe Militar em Alcatraz, com o objetivo de desarmar as armas biológicas antes que as mesmas sejam disparadas. E diga-se de passagem Cage tem uma das melhores atuações de sua carreira nesse filme, e nos faz sentir saudades dessa época, onde ele emplacava seguidamente Despedida em Las Vegas, A Rocha, Con Air e A Outra Face. Já que hoje o máximo que ele emplaca, é uma bomba atrás da outra.
Ed Harris interpreta o personagem que em tese seria o vilão, mas esse está bem longe de ser um personagem simples, pois sua complexidade está em ele ser um bom homem e um patriota, que se sente no dever de mostrar as injustiças que o governo americano cometeu com seus bravos soldados, mortos em campo de batalha, e esquecidos por seu país, que deixaram suas famílias totalmente desamparadas. Harris, como de costume, tem uma brilhante atuação, e consegue passar ao espectador todos os conflitos, éticos e morais que seu personagem passa, de forma que ao assistirmos o filme, podemos até nos compadecer do general, o que geralmente não acontece com os personagens rotulados como vilões.
David Morse e Michael Bieh são outros destaques do longa, apesar de terem papéis menores, porém de extrema importância, principalmente no caso de Morse, na amarração da trama.
Os efeitos visuais de A Rocha são um verdadeiro espetáculo, tal como a locação escolhida, que realmente nos leva para dentro de uma Alcatraz tomada por militares minuciosamente treinados, e preparados para a guerra. Em resumo, A Rocha é um grande filme, que eu sem dúvida nenhuma recomendaria a todos os que queiram assistir a um bom filme, sem se importar com o que dizem os críticos de plantão.
Presidente da Câmara, Hugo Motta, diz que outros requerimentos de CPI precisam ser analisados antes do pedido de abertura da CPI do Banco Master
Tanto governistas quanto oposicionistas estão contribuindo com assinaturas para mais de um pedido de instalação de comissões parlamentares de inquérito para investigar o escândalo do Banco Master. Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) encabeçou a coleta de apoios, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) fez o mesmo no Senado. Ainda há outros dois requerimentos para a abertura de uma CPI mista, de deputados e senadores: um deles, do deputado Carlos Jordy (PL-RS), e outro, das deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ) – até agora, apenas este último ainda não tem todas as assinaturas exigidas pela Constituição (27 senadores e 171 deputados). No entanto, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estão segurando a abertura das comissões.
Trata-se de decisão puramente pessoal da parte de Motta e Alcolumbre, pois não há empecilho nenhum para o início de investigações do caso Master em nenhuma das casas do Congresso Nacional. No caso do Senado e das CPMIs, não há limite para o funcionamento simultâneo de comissões parlamentares de inquérito – no Senado, há apenas uma aberta atualmente, a do Crime Organizado; da mesma forma, há apenas uma CPMI em curso, a que investiga o esquema que roubou bilhões de reais de aposentados do INSS. Na Câmara, existe um limite regimental de cinco CPIs simultâneas, mas a casa não tem nenhuma investigação aberta no momento.
Hugo Motta, no entanto, já jogou água fria nas expectativas de quem gostaria de ver uma CPI do Master na Câmara, e para isso sacou da cartola um novo argumento: seria preciso analisar os pedidos na ordem cronológica em que foram apresentados. “Nós temos aqui uma fila de CPIs. Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, nós tivemos em torno de 15, 16 CPIs protocoladas. Nós acabamos não instalando nenhuma e agora nós vamos fazer o debate sobre essas CPIs”, disse o presidente da Câmara. Esta é uma invenção ad hoc: nem a Constituição, nem o Regimento Interno da Câmara determinam que pedidos de CPI sejam analisados em ordem cronológica. Mas o truque se torna bastante conveniente neste momento.
O artifício de Motta pode até salvar sua pele no caso do Master, mas revela sua incompetência ao dizer que em 2025 “nós tivemos em torno de 15, 16 CPIs protocoladas” e “acabamos não instalando nenhuma”. A não ser que o presidente da Câmara tenha se tornado um adepto do plural majestático, mais honesto seria dizer “eu não instalei nenhuma”, pois a decisão cabe única e exclusivamente a ele. Ou, a bem da verdade, nem sequer esse poder ele tem: em 2021, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela abertura da CPI da Covid no Senado afirmando que, se os requisitos constitucionais (número mínimo de assinaturas, fato definido a apurar e prazo certo de duração) estão preenchidos, a “instalação de CPI não se submete a juízo discricionário do presidente da casa legislativa ou do plenário”, segundo trecho do voto do relator Luís Roberto Barroso, e que citou jurisprudência da corte no mesmo sentido.
Em outras palavras, Motta não apenas procrastinou; ao deixar os requerimentos de CPI se avolumarem a ponto de representarem o triplo do número de comissões que poderiam funcionar simultaneamente, o presidente da Câmara ainda ignorou a decisão do STF. Se tivesse feito o certo, dada a duração máxima de 120 dias com possibilidade de extensão por mais 60, várias dessas investigações já poderiam ter sido abertas, conduzidas e encerradas, abrindo espaço para outras CPIs – inclusive a do Abuso de Autoridade, uma das mais fundamentais (se não a mais fundamental) para o país.
O constituinte de 1988 estabeleceu as regras para a abertura de CPIs de forma que o desejo de parte significativa da minoria – trata-se de um terço dos parlamentares, não de um pequeno grupo – não pudesse ser abafado pela maioria. Sendo assim, é muito menos razoável que ela possa ser anulada pela vontade de uma única pessoa, mesmo que essa pessoa seja aquela escolhida pelos pares para comandar uma casa legislativa. Não há como aceitar candidamente o mais novo argumento de Hugo Motta para que a instalação de uma eventual CPI do Master – e não só dela, mas de qualquer outra – fique para o dia de São Nunca. Esse misto de procrastinação, omissão e covardia priva a sociedade de meios adicionais que poderiam ajudar a investigar escândalos e mazelas nacionais, e ofende os parlamentares que deram seu apoio aos requerimentos; especialmente estes últimos precisam reagir o quanto antes, de forma enérgica, para que invenções sem previsão legal não perpetuem práticas que só trazem prejuízo ao país.