Na minha coluna de ontem, aqui no JBF, afirmei que a juventude era o 5º Poder da República.
Logo se comprovou, com a vigorosa e independente iniciativa do jovem deputado federal, Nikolas Ferreira, ao concentrar, numa longa caminhada de 240 km, incalculável multidão que se deslocou de Paracatu-MG, até Brasília, concentrando os participantes no Cruzeiro, o Marco Zero de entrada da cidade, onde se ouviu um só grito:
“Acorda Brasil!”.
O que mais enobrece o realizador é o fato de não ter planejado o que iria fazer, nem ter feito ruidosa propaganda. Ademais, não arrecadou nenhuma quantia para realização da caminhada, nem contratou marqueteiros, não utilizou a Lei Rouanet, Trios-elétricos, não teve ajuda de prefeituras nem convocou partidos. Foi tudo espontâneo.
A população não poderia mais ficar acomodada! Chegou a hora de levantar o entusiasmo, mostrar a bravura do povo e o brio de todos, para reagir e mostrar ao mundo nossa reação.
Acima de tudo considerar que haja sido um novo Grito de Independência, que se inicia com a exigência para a completa anistia de presos inocentes, dos privilégios para presos condenados, a expulsão de pessoas que se arvoram de poderes indevidos, que vêm lambuzando nossa Constituição.
Agora vamos mostrar, de forma ordeira, que fomos o valoroso Brasil, Florão da América.
Venho alertando, denunciando e combatendo há anos aquilo que, apenas agora, virou consenso na grande mídia brasileira: as ilegalidades, abusos e inconstitucionalidades de quem deveria fazer Justiça. Com exceção da Gazeta do Povo, além de outras honrosas companhias, o que estamos vendo desde abril de 2019, com a abertura do Inquérito das Fake News, é uma complacência e até mesmo um apoio aos métodos autoritários de ministros do STF, a começar por Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foram eles os grandes protagonistas daquele inquérito original, usado para censurar a Revista Crusoé, que trazia em sua capa, justamente, uma denúncia contra Dias Toffoli por recebimento de propina de Marcelo Odebrecht.
Mesmo com a cortina de ferro imposta pela mídia, segui denunciando os abusos, as relações promíscuas, o ativismo judicial e a corrosão silenciosa das instituições brasileiras promovidos pelo STF. Quem aludia à verdade foi frequentemente tratado como conspiracionista, golpista e radical. A implacável perseguição a quem ousou, nesses últimos anos, manter-se fiel à verdade e íntegro resultou em censura, multas pesadas e até mesmo prisões ilegais e arbitrárias.
Chegado 2026, a caixa de Pandora foi aberta. Ninguém pode ignorar mais o escândalo que envolve o Banco Master e enreda altíssimas figuras da outrora República — inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal e, especialmente, mais uma vez, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Enquanto a mídia brasileira desperta de seu sono profundo, é, ironicamente, a revista The Economist, um dos mais respeitados e antigos veículos internacionais, quem descreve, com frieza e método, aquilo que, até pouco tempo atrás, preferiu-se ignorar nos meios nacionais: o escândalo do Banco Master não é apenas financeiro. Longe disso: é também político e institucional, consequência das mazelas criadas pela própria Corte, que a tornaram intocável, fora do alcance de qualquer fiscalização externa. Como dizia Lord Acton: “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”.
E o que foi que tornou o caso do Banco Master o exemplo mais acabado da crise e bandalheira institucional que vivemos? O texto da The Economist escancara o que já denunciamos há anos: o Brasil vive uma teia de relações espúrias entre poder econômico, classe política e Judiciário. Quando um ministro do STF mantém relações indiretas com personagens centrais de um escândalo bilionário; quando contratos milionários são firmados com escritórios ligados a familiares de magistrados; quando há viagens em jatos privados de advogados de partes interessadas; quando processos “caem por sorteio” sempre nos mesmos colos; quando investigações são arquivadas sem explicações convincentes, não estamos mais falando de coincidências. Estamos falando de uma verdadeira captura institucional.
O caso envolvendo Alexandre de Moraes é emblemático. Um contrato de dezenas de milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, seguido de contatos frequentes com o presidente do Banco Central antes da liquidação do banco, levantou suspeitas legítimas. A reação do ministro, em lugar de esclarecer a situação, levantou ainda mais suspeitas. Partiu-se para a intimidação, inclusive com investigação contra órgãos de controle para apurar supostos “vazamentos”. É o velho método autoritário: em vez de explicar os fatos, ataca-se quem pergunta.
A situação de Dias Toffoli não é menos constrangedora. Viagens em jato privado com advogado ligado ao banco. Relatoria de processos sensíveis envolvendo o caso. Investimentos de familiares de Vorcaro em empreendimento turístico associado a parentes do ministro — o agora famoso Resort Tayayá. Pode até não haver prova cabal de dolo, ainda, mas há algo igualmente grave em uma democracia: a perda completa da aparência de imparcialidade. À esposa de César não é dado apenas ser honesta; ela deve parecer honesta também. E, assim, um novo escândalo nasce no Brasil, batizado de Toffolão.
O mais revelador de tudo é que foi preciso um escândalo financeiro bilionário, com repercussão internacional, para que parte da grande imprensa começasse a, finalmente, “perceber” o problema. A matéria da The Economist não nos surpreende. E não deveria surpreender a ninguém, pois ela apenas confirma que o Brasil precisa urgentemente de um Judiciário contido pela Constituição, de um Congresso que volte a exercer suas prerrogativas e de uma cultura política que rejeite o conluio entre Estado e interesses privados.
O sistema reagirá, como sempre reage. Mas a verdade, uma vez exposta, ainda mais ao olhar internacional, tem um efeito corrosivo sobre o arbítrio. E nós — a Gazeta do Povo, eu e tantos outros — continuaremos denunciando. Não porque agora “virou moda”, mas porque sempre foi necessário. A diferença é que, hoje, felizmente, quem jamais poderia ter dormido dá sinais de que está acordando.
Nhanhar é bom (eu sempre gostei!). E nunca gostei de preservativo. Melhor “evitar” as consequências de outra forma. Nas horas de extrema necessidade mental, até a velha e quase esquecida masturbação, resolve.
Meu pai não conhecia e jamais fez uso dessas práticas modernas que muitos usam. Com minha mãe, gerou seis filhos (cinco machos e uma fêmea). As consequências, na prática, vieram depois.
Pois, nesse período do ano, depois de gastos extras (ainda não existia o décimo-terceiro – hoje existe até o décimo-quarto) com a enganação do Papai Noel descendo pela chaminé com uma sacola de presentes, vinha a preocupação obrigatória da compra do material escolar. E, não era apenas o material didático. Muitos precisavam comprar todo ano o fardamento escolar e os calçados – os meninos cresciam e os tamanhos do vestuário mudavam.
Hoje é diferente. O Governo dá tudo e nada pede em troca, pois Ele se contenta apenas com os votos no mês de outubro. Se o estudante aprende ou não, Ele entende que não lhe diz respeito. Mas diz. Ou, pelo menos deveria dizer.
Eis que surge uma pergunta: Se o Governo dá tudo (com exceção do bom ensino), por que os alunos não aprendem nada? E, nas escolas particulares, além do pagamento das mensalidades, os pais precisam fornecer papel higiênico e outros que tais. Mesmo o(s) filho(s) sequer entre num dos banheiros.
Países do primeiro mundo já estão voltando com as castanhas, quando o brasileiro ainda está indo apanhar os cajus. Aqueles países caíram na real e entenderam que o uso da tecnologia avançada para os alunos iniciantes, retira deles o “raciocínio” prejudicando a cognição do que é ensinado.
No Brasil, quanto menos o estudante raciocinar e aprender, melhor. Desde que ele alcance a idade estabelecida para votar.
Concluindo: os seis filhos do meu pai (Chico, Didi, Zé Alfredo, João, Jandira e Jorge) estudaram em escolas públicas, no tempo que ainda não se falava em Paulo Freyre (e damos graças à Deus) e o pai comprava tudo, somando na ponta do lápis.
Disciplina e aprendizado eram obrigatórios. Cantávamos o Hino Nacional, comemorávamos o Dia do Professor, o Dia da Árvore, o Dia do Estudante e, obrigatoriamente, desfilávamos em meio aos militares no dia 7 de Setembro.
Hoje fico lembrando do Chico (Oliveira Ramos) que, durante anos, manteve 6 filhos estudando no Maristas – e ali, nada era gratuito. Precisava calcular tudo na ponta do lápis.