Dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o ranking do índice de “mortes por intervenção policial” tem na liderança Estados em que o governador declarou apoio a Lula (PT).
No topo da lista está o Amapá, com taxa de 17,11 mortes a cada 100 mil habitantes. O Amapá do senador Davi Alcolumbre é governador Clécio Luís, que começou a vida política no PT, mas registra passagens por partidos como Psol, Rede e, atualmente, Solidariedade.
A Bahia, governada pelo PT desde 2007, aparece logo atrás no lamentável ranking, taxa de 10,55 mortes a cada 100 mil habitantes.
Fechando o top 3 está Sergipe, onde o neto de Lula arrumou uma boquinha no governo de Fábio Mitidieri (PSD). Taxa de 8,39.
Com menor taxa, apenas 0,5 a cada 100 mil habitantes, está a polícia do Distrito Federal, governado pelo opositor de Lula, Ibaneis Rocha (MDB).
Me formei em medicina em 1990. Na época, houve um teste piloto promovido pelo CRM-SP para tentar implementar um exame de ordem.
Fiz o teste, na época, estava bem preparada e achei fácil, consegui uma boa nota.
Já se passaram mais de 35 anos do tal exame e somente agora vejo o CFM tentar algo parecido. Já escutei algumas versões, a mais comum no nosso meio é “não temos o que fazer com os reprovados”.
Alegam que apenas a OAB tem a prova e que os formados em direito podem desempenhar outras funções ditas menores no arcabouco do judiciário, no sistema de saúde não dá para inserir médico que não seja para ser exclusivamente médico.
Também argumentam que sim, façam para a medicina, mas também para os outros cursos superiores não menos importantes que o nosso.
Eu particularmente, acho que tem que ser radical – exame em todos os anos de formação médica, tanto para os alunos, quanto para as faculdades, reprovação e fechamento da escola, respectivamente, caso não atinjam nota mínima.
Acordei querendo ser passarinho. Outra vez. Mas não fui capaz. Tentei de novo, há dois minutos, não mais, pela última vez e soltei-me a cantar. Mas ninguém ouviu. Estavam todos preocupados com a Bolsa de Valores, com a Ucrânia, com Trump e com o que está por vir. Meu canto era mais desimportante que o ditador americano ou a malvadeza dos tiranos. E eu que só queria sair a voar, que nem um curió, brincar de beijar, tal qual o beija-flor … Lembrei-me que há dois mil anos quem foi passarinho, de tanto cantar o bem, teve as asas espetadas numa cruz e ali ficou. De nada adiantou ter voado sementes e gorjeado colinas. A comparação apenas deu-me a dimensão do quanto sou pretensioso. Voei, então, dez mil anos atrás: foi quando descobri-me dinossauro, que não sabia voar. Tampouco, cantar. Mas, teimoso, vou continuar tentando, caminhando e cantando, buscando o abraço. Passarinho serei. Só peço que não me cortem as asas. Não tenho vocação para dinossauro … Nem me destinem a uma gaiola. Nunca fiz nada de mal. Fiz, isto sim, até uma cantiga, (e não é porque é minha, não, mas é bonita que só), que estará em breve nas plataformas musicais, e diz assim:
DE JARDIM EM JARDIM
Vou pedir a Deus Pra ser passarinho Sair do meu ninho Brincar de voar De jardim em jardim Cantando o amor Todo tempo, enfim, É tempo de flor
Vou pedir a Deus Pra ser colibri Viver a sorrir Brincar de beijar De Jardim em jardim De flor em flor Todo tempo, enfim, É tempo de amor
E ser Sabiá, cantar e cantar Pra te alegrar, te fazer sonhar Pra me alegrar, me fazer sonhar E ser Sabiá, cantar e cantar Me fazer sonhar, pra me alegrar Pra te alegrar, te fazer sonhar Me fazer sonhar
🚨URGENTE – Milhares de pessoas já estão na Praça do Cruzeiro, à espera da caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira pic.twitter.com/hwVi8r8Vzw
Nikolas Ferreira discursa durante a caminhada da liberdade
“Caminhante, são teus rastros/ o caminho e nada mais;/ caminhante, não há caminho,/ faz-se o caminho ao andar.” – Antonio Machado
Nikolas, meu jovem amigo,
Peço desculpas se o tom desta carta lhe parecer meio paternal; isso não acontece por alguma presunção de superioridade, mas tão somente porque eu tenho idade para ser seu pai.
Confesso que fiquei preocupado e até um pouco receoso quando você anunciou sua intenção de caminhar até Brasília. Mas logo você deixou claro que estava falando sério, e não alimentava ilusões quanto aos resultados imediatos da sua decisão. Não era uma “bala de prata”, nem um “72 horas”, nem um “eu autorizo”. Era apenas um começo. O despertar após uma longa noite.
Fiz os meus cálculos aqui: se Deus quiser, você deve chegar hoje à Praça do Cruzeiro em Brasília após 365.040 passos. Na simbologia clássica, os pés representam a alma. Esse número a que cheguei, portanto, é a imagem do itinerário de sua alma durante os últimos sete dias. Mas o que você talvez não saiba, meu irmãozinho, é que esses passos simbolizam a trajetória da alma de todo o país: pois 365 são os dias do ano e 40 é o número dos dias e dos anos que passamos no deserto. Foram necessários 365 mil passos para que o pó da BR-040 finalmente encontrasse o mármore e o concreto de Brasília.
Ouso dizer que essa caminhada não é política, e que os seus 365.040 passos não são meramente físicos. Trata-se de uma jornada que reflete a essência da vida humana: nossa existência nada mais é do que uma longa peregrinação para o encontro com Deus. Por isso, com muito acerto, você denominou seu movimento de Caminhada pela Liberdade e Justiça. Essas coisas que já existiam antes da política, como dons oferecidos por Deus, e não podem ser revogadas por ela.
Não é por acaso que a grande mídia (com a exceção da nossa Gazeta, claro) está ignorando a sua caminhada; e que esbirros e cúmplices da ditadura tentem sabotá-la ou sequestrá-la. Eles simplesmente não possuem imaginação moral para conceber possibilidade de que alguém esteja simplesmente lutando por liberdade e justiça.
A sua caminhada, Nikolas, é uma vitória sobre o nosso maior inimigo: o medo. Através do seu sacrifício, vamos exorcizar os fantasmas despertados em outro janeiro e finalmente mostrar ao sistema de poder que eles podem quase tudo, mas não podem aprisionar a nossa consciência.
Quando o escritor Václav Havel estava preso na Tchecoslováquia comunista, e só era autorizado a escrever cartas para sua esposa — cartas que eram submetidas a uma rígida censura —, ele conseguiu enganar os seus censores ao fazer uma defesa da liberdade e da justiça sem necessidade de mencionar essas palavras. Em suas antológicas “Cartas a Olga”, ele falou sobre a necessidade de caminhar ao encontro do Ser.
O Ser é Deus, nosso único objetivo. A esperança desse encontro não pode ser medida por critérios pragmáticos ou políticos, como ensina Havel: “A medida da esperança, em seu sentido mais profundo, não é a medida de nossa alegria pelo bom transcurso das coisas e nossa vontade de investir em empreendimentos que levem a um sucesso em breve, mas a medida de nossa capacidade de nos esforçarmos por alguma coisa porque ela é boa, e não por ter garantia de sucesso. Quanto mais desfavorável a situação, mais profunda a esperança”.
Havel escreveu essas palavras em 1985, após ter saído da prisão. Em 1989, ele se tornou presidente de seu país. Tenho a esperança de que o mesmo acontecerá com você, meu jovem caminhante.