2 pensou em “SIMPLY RED

  1. Um pouco da história por trás da música “HOLDING BACK THE YEARS”, conforme trechos da entrevista de MiCK HUCKNALL, a Dave Simpson, no jornal The Guardian, de 27/11/218. – “Depois que Holding Back the Years se tornou um sucesso, minha mãe me procurou, mas eu pensei: “Meu pai estava comigo todos os dias. Cozinhava minhas refeições, limpava minha bunda e onde ela estava? Você acha que pode simplesmente voltar para a minha vida e tudo ficará bem? O fato de eu estar a encontrando estava deixando meu pai infeliz. Percebi que não havia futuro nisso. – Escrevi a música em 1978, quando era adolescente. Na escola de arte, um professor disse: As melhores pinturas são aquelas em que você se perde na obra e começa a pintar num fluxo de consciência. Eu queria fazer música, não arte, então comecei a escrever letras dessa forma. A primeira música que escrevi se chamava Ice Cream and Wafers (Sorvete e Biscoitos). A segunda foi “Holding Back the Years” (Retendo os Anos). Só me dei conta do que se tratava depois de terminar de ler a composição. – É sobre aquele momento em que você sabe que precisa sair de casa e deixar sua marca, mas o mundo lá fora é assustador. Então você fica adiando o progresso. O verso “Strangled by the wishes of pater – Estrangulado pelos desejos do pai” é meu pai gritando comigo: “Quando você vai arrumar um emprego decente? Arrume a bagunça que você faz!” O verso “Hoping for the arms of mater – Esperando pelos braços da mãe” rima com “pater – pai”, mas eu não sabia o que era ter uma mãe. Minha mãe foi embora quando eu tinha três anos e meu pai nunca se casou de novo. Cantei “Holding Back the Years” pela primeira vez na minha primeira banda, Frantic Elevators. Quando os Elevators se separaram e eu comecei o SIMPLY RED, voltei à música e escrevi o refrão “I’ll keep holding on – Continuarei resistindo”. – As pessoas se esforçam para alcançar o sucesso, mas é muito solitário no topo. Agora percebo que o prêmio final é uma família. Sou casado, tenho um filho e os últimos 10 anos foram os mais felizes da minha vida. Meu pai nunca apoiou muito minha carreira pop, mas agora entendo que ele estava tentando me proteger. Um cara da classe trabalhadora que trabalhou em uma barbearia por 35 anos jamais imaginaria que seu filho venderia milhões de discos. Mesmo depois do segundo álbum, quando eu já era muito rico, ele estava um pouco bêbado depois de um show e me disse: “Você sabe que ainda vai precisar arrumar um emprego decente depois de tudo isso, não sabe?” Ah, pai.

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