DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

MORADORES DE RUA

morador de rua

Prefeituras de capitais querem poder mandar de volta para cidades de origem os migrantes que não conseguiram casa ou emprego

Bons exemplos arrastam. O exemplo de Florianópolis, de buscar os moradores de rua que estão por aí, drogados, alcoolizados, sem trabalho, e oferecer trabalho e condução para voltar para casa, carregou a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, uma das grandes capitais brasileiras. Os vereadores de BH aprovaram em primeiro turno, contra os votos do PT, uma lei que permite à prefeitura levar de volta para casa aquelas pessoas que saíram do interior de Minas, ou de outros estados, foram tentar a vida em BH, mas não tiveram sucesso e agora não sabem o que fazer, não têm como voltar, no desespero não têm onde viver, dormir e comer, e se tornam moradores de rua, mendigos. O projeto vai para o segundo turno de votação.

O projeto não impõe nem obriga nada; falam como se a prefeitura fosse algemar o mendigo, colocar no camburão e mandar para fora da cidade. Não é nada disso. E é muito justo imaginar que essas pessoas se desligaram dos vínculos que tinham em sua cidade de origem, família, amigos, e com o regresso poderão receber ajuda dessas pessoas mais próximas, em um ambiente conhecido, de familiaridade.

* * *

Quem pode trabalhar, mas não quer, merece benefício do governo?

Uma outra boa ideia é a do prefeito de Bento Gonçalves: ele quer saber quantas pessoas que estão ganhando Bolsa Família, sustentados pelo pagador de impostos, têm higidez física, tem saúde, podem trabalhar, mas não querem porque estão recebendo um dinheirinho com o qual sobrevivem, e preferem não fazer nada. O prefeito quer dar um jeito de cortar o Bolsa Família de quem pode trabalhar, mas não quer; mas, se a pessoa estiver com boa vontade para trabalhar, vai aprender um ofício e ter oportunidade de emprego.

É uma ideia excelente. Há oposição, claro: a Defensoria Pública, por exemplo, diz que ninguém pode obrigar uma pessoa a trabalhar. E obrigar um pagador de impostos a sustentar alguém que não quer trabalhar, isso pode? E, como o pagador de impostos é fonte do poder, é bom pensar nisso em um ano como 2026, que será de eleições. Precisamos saber quem acha válido deixar que uma pessoa capaz não trabalhe por opção, e quem prefere ensinar a pescar em vez de apenas dar o peixe.

* * *

Recondução de Gonet mostra como eleição para o Senado em 2026 será fundamental

Nesta quarta-feira tivemos uma demonstração de que a ideia de o Senado corrigir os ministros do STF que saem da Constituição não tem muita chance. O presidente Lula indicou ao Senado a recondução do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet. Todo o Brasil tem acompanhado a atuação de Gonet. Na Comissão de Constituição e Justiça, onde é realizada a sabatina, como manda a Constituição, ele recebeu 17 votos de aprovação e 10 votos de reprovação. O relator Omar Aziz foi muito elogioso; o que ele encontrou de mais significativo foi que “Gonet não é midiático”, que não atua em vista a ganhar um like aqui ou perder um like ali, e “isso é muito importante”. É esse o critério para decidir se alguém pode continuar sendo o procurador-geral da República?

Outro que defendeu Gonet foi Renan Calheiros, que aproveitou para criticar Jair Bolsonaro. O ex-presidente, disse Calheiros, “nunca fez segredo de que tentaria dar um golpe”. É assim que se escolhe o procurador-geral da República. Depois da CCJ, a indicação foi para o plenário do Senado, e Gonet foi aprovado por 45 a 26. Isso acaba com a esperança de quem acha que, como o Senado é o fiscal do Supremo, haveria alguma esperança de se corrigir os desvios da Constituição praticados no Supremo. Com esse Senado, não há; só será possível elegendo-se bem mais que dois terços dos senadores na eleição de outubro do ano que vem.

COMENTÁRIO DO LEITOR

QUEIMANDO O FILME

Comentário sobre a postagem NAUFRÁGIO

DECO:

Segundo o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”.

Já foram realizadas, antes da nossa COP30, vinte e nove edições de COPs.

E até agora nada de apresentarem algo mesmo que salve realmente o planeta, conforme os ambientalistas e outros que pensam que a terra irá ir para o beleléu num futuro próximo.

Pois é, não será da nossa COP30 que sairá a salvação do nosso universo.

A única coisa certa é que o atual governo está gastando o que não tem para se apresentar ao mundo como salvador do planeta.

O que este governo conseguirá é “queimar o filme do Brasil”, perante a sociedade mundial.

DEU NO JORNAL

NORMAL, NORMAL

Janja voltou a viralizar nas redes sociais, como quase sempre acontece quando a primeira-dama saca a agenda woke para lacrar em cima de esquerdoloides.

Dessa vez, ela inventou uma tal de “pobreza energética”.

* * *

A fala da primeira cuidadora está dentro dos conformes.

O amor voltou e trouxe junto com ele o besteirol.

Tem a “pobreza energítica” e tem também a “riqueza cagagética”.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

DEU NO JORNAL

FACÇÕES

Leandro Ruschel

É óbvio que as facções brasileiras são grupos terroristas.

A esquerda luta com todas as forças para proteger os criminosos e manipula o debate. A última desculpa para evitar a designação de terrorismo é “evitar intervenções estrangeiras”. Os bandidos sabem que a esquerda os protege; por isso votam em peso na esquerda, e a apoia de todas as formas possíveis.

Outra desculpa é que não se trata de terrorismo porque as ações das facções brasileiras não têm caráter ideológico. Errado!

Essas facções têm o “DNA” da esquerda. É público e notório que o Comando Vermelho foi formado por criminosos que tiveram contato com grupos revolucionários de extrema-esquerda, que usavam táticas de guerrilha e terror nos anos 1960 e 1970, com o objetivo de derrubar o regime militar e instituir uma ditadura comunista no Brasil.

Os manifestos do Comando Vermelho, e depois do PCC, incorporam essa lógica para justificar o crime como ato revolucionário contra um sistema “injusto”, tratando os criminosos como “vítimas da sociedade”, oprimidas pelo sistema de Justiça.

Perceba alguns trechos de manifestos do PCC que vieram a público:

“A Luta pela liberdade, justiça e paz.”

“A união da Luta contra as injustiças e a opressão dentro das prisões.”

“Nós revolucionamos o crime impondo respeito … com a nossa justiça …”

“Lutar sempre pela PAZ, JUSTIÇA, LIBERDADE, IGUALDADE e UNIÃO …”

A natureza política de sua atuação fica ainda mais evidente quando observamos a busca pelo controle de territórios por meio da ação armada e de atos de terror, como ataques indiscriminados ao transporte público, além do uso sistemático da tortura e de outros meios de coação contra os moradores desses locais.

Os brasileiros, de maneira geral, já entenderam que a esquerda não quer resolver o problema. O crime, em todas as suas esferas, é o maior problema do Brasil, e só será resolvido quando for reconhecido que apenas uma operação de guerra poderá acabar com o poder desses marginais.

Screenshot of a news article from Nexo Jornal displaying a Quaest poll result stating 73 percent of Brazilians believe criminal organizations should be considered terrorists, with details on a national survey about a bill, disagreement from the Chamber rapporteur and government, and bylines for authors Arthur Stabile, Felipe Turconi, and Gustavo Petry in São Paulo dated December 11, 2020, including social media share buttons.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO X

MAURINO JÚNIOR - SEM CRÔNICAS

COP30: O GRANDE TEATRO DO DESVIO CLIMÁTICO

Veio o grande circo. Palco da esperança ecológica, cartaz publicitário da salvação do planeta — e, no entanto, encenado com luxo, privilégio e inconsistência. A COP30 ergueu-se prometendo salvar a Amazônia, domar o aquecimento global, restaurar a justiça climática. Mas o que vemos, nas entrelinhas da propaganda, é o espetáculo dos desvios — de finalidade, de prioridades, de honestidade.

1. A hipocrisia estrutural

Os delegados chegaram para discutir emissões-zero e descarbonização enquanto as emissões globais continuavam a subir. Os anfitriões brasileiros anunciaram ser “a COP na Amazônia”, símbolo de sustentabilidade — e, simultaneamente, avalizaram leilões de exploração de óleo e expansão de infraestrutura que favorecem o agronegócio e os combustíveis fósseis.

O discurso: “Defender a floresta, proteger o clima”. A prática: reuniões em navios-cruzeiro, hotéis sobrecarregados, taxas de estadia para países pobres maiores que toda a contribuição de alguns para a própria conferência.

2. O custo da exclusão

Uma das grandes piadas desta COP30 é a ideia de “inclusão global”. Mas como incluir quando se exige das delegações diárias de US $ 700 ou mais por noite — enquanto muitos países vulneráveis têm orçamentos reduzidos à míngua?

A cidade-sede, Belém, com 18.000 leitos para estimados 45.000 participantes — problema logístico grave? Sim. Mas grave sobretudo é serem os países mais atingidos pelas mudanças climáticas aqueles que ficam de fora porque “não cabem” no orçamento do espetáculo.

Assim, a salvação do planeta vira convenção de ricos — ou convenção que só incluem aos que podem pagar.

3. Distorção da finalidade: espetáculo versus ação

O que esta COP mais entrega: painéis, discursos, compromissos que soam grandiosos, frases de efeito. Mas onde está a alocação concreta de fundos, a limitação real das emissões, a supervisão eficaz das metas? Os relatórios mostram que apenas 25 países haviam submetido suas novas contribuições nacionais (NDCs) antes da COP30.

Dito de outra forma: chegamos à COP para “salvar o clima”, mas sem que o mecanismo global tenha equilibrado de fato a balança entre promessa e execução. Enquanto isso, a energia predatória segue em ascensão, os combustíveis fósseis seguem financiados, os lucros dos grandes atores permanecem intactos.

4. Luxo, ostentação e descompasso moral

Enquanto o mundo clama por moderação de carbono, se inaugura infraestrutura própria para acomodar delegações: navios-cruzeiro como hotéis temporários, iates e barcos transformados em “soluções de alojamento” — alusão grotesca ao “vamos debater o clima enquanto navegamos no símbolo do luxo”. Para muitos, a COP30 tornou-se o palco do que o comentarista chamou de “climate greenwashing deluxe”, traduzido ao pé da letra como “lavagem verde climática de luxo.”

Não é mero detalhe: é metáfora da falência ética daquilo que deveria ser o mais sério compromisso coletivo da humanidade.

5. O resultado previsível: esperanças perdidas

Há pouco mais que retórica. O cronograma global de US $ 300 bilhões anuais até 2035 foi anunciado no COP29, mas qual o mecanismo concreto para cumprir? Tendências mostram que a ambição falha e que o cronograma será estendido ou recuado.

Enquanto isso, o relógio climático não espera.

Conclusão: O Despertar ou o Acordar Tardio

A COP30 podia ser um monumento de viragem — mas corre o risco de ser apenas mais um símbolo de impotência, com rostos famosos, discursos eloquentes e almoços nababescos, mas sem mudanças reais. A hipocrisia não está nas intenções, nem sequer sempre nos indivíduos. Está na “estrutura”. (Leia-se aqui, o desgoverno). Quando a finalidade original — “reduzir emissões, proteger os vulneráveis, reconstruir a justiça” — se transforma em “login em viagem internacional, encontro de elites, protocolo diplomático”, o resultado não podia ser diferente: espetáculo sem substância.

É hora de exigir que resumam menos, façam mais. Que não se reservem iates e navios-cruzeiro para debater justamente, modo de vida sustentável. Que países vulneráveis tenham assento de verdade, não ingresso de luxo. Que promessa signifique execução, e que metas inalcançáveis deixem de ser promessa de marketing.

Porque se o grande encontro global para “salvar o clima” não for credível, será apenas parte do problema — e não da solução.

PENINHA - DICA MUSICAL