Arquivo mensais:junho 2025
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
DEU NO X
VÉIO DISPOSTO!
Mas quando chega na perícia do INSS, não consegue dar um ☝️ passo… 🤔🤨😁 pic.twitter.com/CJJOaISEfw
— Brasil Conservador®️🇧🇷🇺🇸🇮🇱100%SDV (@MachadoDarlon) June 24, 2025
ALEXANDRE GARCIA
BRASILEIRA MORREU POR DEMORA DO SOCORRO NA INDONÉSIA

Juliana Marins infelizmente foi encontrada sem vida
Eu duvido que o que aconteceu na Indonésia aconteceria num montanhismo na Argentina ou no Chile, na Cordilheira dos Andes. Eu já andei por lá muitas vezes e o socorro sempre está próximo e rápido. A brasileira de Niterói, Juliana Marins, de 26 anos, morreu por falta de socorro, por demora de socorro. Ela escorregou na encosta de um vulcão.
A encosta de um vulcão é muito instável, é quase uma poeira, é praticamente quase uma areia movediça. Juliana Marins foi escorregando, descendo cada vez mais. Mas no início ela estava a 150 metros. Quando chegou uma corda de 150 metros, ela já estava a 300. Demorou a se mobilizar drone, demorou muito a se mobilizar helicóptero.
As autoridades da Indonésia dizem que tiveram de descer para buscar socorro, mas não tem comunicação via rádio? Meu Deus. E aí Juliana Marins morreu por falta d’água? Temperatura de 1 grau centígrado. E eu queria fazer uma correção aqui, graças à Cristina Graeml, que, aliás, corrigiu no meu comentário na Gazeta do Povo, certamente. Eu disse que havia caído no vulcão o Alberto Torres. O Alberto Torres era um nacionalista, mas não foi o Alberto Torres, foi o Silva Jardim, que é um trisavô da Cristina Graeml.
Foi em 1º de julho de 1891, ele era republicano e abolicionista, um advogado. E ele escorregou lá no Vesúvio, porque a terra tremeu e ele caiu. O Vesúvio está em atividade até hoje. Eu subi o Vesúvio três vezes, como eu disse para vocês, e foi lá que eu aprendi que é muito perigosa a encosta. Tem que ir por alguma trilha que já esteja um pouco estabilizada.
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Gasolina “adulterada”
Eu queria perguntar para você que tem carro a gasolina ou a biodiesel, se alguém do governo perguntou para você se você aceita uma gasolina adulterada com 30% de álcool. Porque nesta quarta-feira, lá no Conselho Nacional de Política Energética, vão aprovar a adição de 30% de álcool na gasolina. Eu acho que gosto de motores, de carro, desde criancinha. E acho que até 11% de álcool seria razoável, mas 30% já é quase um terço de álcool na gasolina, ou parece que 15% no biodiesel.
Assim, o governo toma a decisão de cima para baixo, sem perguntar para os proprietários de automóveis se vai ter problema de criar uma borra no sistema de injeção de combustível, se vai ter algum problema de ferrugem no tanque de gasolina, de oxidação, porque, enfim, é álcool hidratado. É um desrespeito. O sujeito vai para o governo e acha que é o nosso tutor; não é. Ele é nosso empregador. Ou isso aqui não é uma democracia. Ou a Constituição está mentindo, dizendo que todo poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes eleitos ou diretamente. Está lá na Constituição.
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Hugo Motta
Aliás, falando em poderosos, eu fiquei chocado. Não sei, talvez eu seja conservador, mas eu fiquei chocado ao ver um presidente de poder, como é o deputado Hugo Motta, a sua excelência presidente da Câmara dos Deputados, se deixando filmar por alguém que botou na rede social, ele tomando um uísque, um Chivas no gargalo. Eu não gosto de usar adjetivos, mas vocês estão me entendendo.
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Meu INSS
Outra coisinha rápida. A dona Noris Maria Pinto Lima, de 78 anos, cardiopata, acessou o Meu INSS na internet. Aí encontrou um relatório com perguntas que ela nunca respondeu e mesmo assim descontaram para a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos. E ela ainda encontrou uma gravação de voz que não é a voz dela dizendo sim. Isso está no inquérito da Polícia Federal e certamente da Controladoria Geral da União. Essa tal de AMBEC, Associação de Aposentados, arrecadou no ano passado, R$ 231 milhões.
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
MINHA SERRA – Patativa do Assaré
Quando o sol nascente se levanta
Espalhando os seus raios sobre a terra,
Entre a mata gentil da minha serra
Em cada galho um passarinho canta.
Que bela festa! Que alegria tanta!
E que poesia o verde campo encerra!
O novilho gaiteia a cabra berra
Tudo saudando a natureza santa.
Ante o concerto desta orquestra infinda
Que o Deus dos pobres ao serrano brinda,
Acompanhada da suave aragem.
Beijando a choça do feliz caipira,
Sinto brotar da minha rude lira
O tosco verso do cantor selvagem.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)
DEU NO JORNAL
INVESTIGAÇÃO DE ROUBO
A Comissão de Segurança da Câmara aprovou requerimento do deputado Evair de Melo (PP-ES) para que a Procuradoria Geral da República (PGR) investigue a atuação de Lula (PT) no caso do roubo aos aposentados e pensionistas do INSS.
A denúncia envolve a “cautela” que o petista recomendou à Polícia Federal e à Controladoria Geral da União (CGU) na investigação de entidades beneficiadas pelo roubo. A suspeita é que Lula quis blindar o sindicato que o irmão dirige.
A recomendação de cautela, considerada suspeitíssima, foi confessada pelo próprio Lula em entrevista ao embarcar para a viagem a Paris.
Lula alegou ser necessário evitar “crucificações” de entidades.
Para os deputados, o petista praticou interferência e velado constrangimento.
O Sindicato dos Aposentados de Frei Chico, irmão de Lula, saltou do faturamento de R$ 41 milhões para R$ 149 milhões no governo Lula.
* * *
No primeiro parágrafo dessa nota aí de cima está escrito que seja investigada “a atuação de Lula (PT) no caso do roubo aos aposentados e pensionistas do INSS.”
Se inventarem de investigar todas as atuações dele em casos dessa natureza, os parlamentares não terão mais outro serviço a fazer.
A atividade do parlamento ficará reduzida a apenas isto.
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
EM CACHOEIRAS DE MACACU
Fotos desta colunista

Atrás do morro do pico
Aponta o sol radiante
A neblina derretendo
Presencio a todo instante
A beleza do horizonte
O raio do sol no monte
Ilumina o meu semblante.
Do beiral do meu alpendre
A cambaxirra cantou
No pé de jacatirão
O bem-te-vi se assanhou
O gavião sorrateiro
Abre as asas no coqueiro
Vendo que o dia raiou.
Redes de aranhas tecidas
Presas no arame farpado
Trazendo beleza as cercas
Esse trabalho rendado
Só vendo quanta beleza
Cenário da natureza
Que é por Deus elaborado.

O canto da Seriema
Ecoa ao amanhecer
Despertador natural
Canta mesmo pra valer
É ave que faz zoada
Parece até gargalhada
Pois canta sem se conter.
Canários se reproduzem
Eu vejo o bando passar
Os melros sempre em grupo
Encantam com seu cantar
E no maior zum, zum, zum
Um magote de Anum
Balburdia faz ao voar.
Quando chega o fim do dia
Volta pro ninho a trocal,
E a garça voa em bando
Num belo show, sem igual
O sol desmaia cansado
Anunciando alquebrado
De cada dia o final.
Nova fauna, nova flora
Eu vejo aqui no Sudeste
O verde é permanente
Diferente do Nordeste
Ganho mais conhecimento
Mas tenho meu pensamento
Na minha vidinha agreste.
DEU NO X
UM SALTO ARRASADOR
AI videos took over social media!
People generate WILD videos that go extremely viral
I highlighted TOP 10 recent examples👇
1) Obese woman is taking part in the Olympic Games (50M views in 24 hours). pic.twitter.com/tDYCAXhqgH
— René Remsik (@aitrendz_xyz) June 24, 2025
DEU NO JORNAL
CRIMINALIZAÇÃO DA CRÍTICA A POLÍTICAS PÚBLICAS É NOVO ATAQUE À DEMOCRACIA
Editorial Gazeta do Povo

Sergio Habib, presidente da JAC Motors Brasil, pode ficar cinco anos preso por criticar a isenção fiscal a PCDs no Brasil
“Desacreditar ou atacar medidas públicas é crime” – em janeiro, a jornalista Eliane Cantanhêde usou esta frase para criticar um vídeo do deputado Nikolas Ferreira sobre novas regras para monitoramento de movimentações financeiras. Pois Cantanhêde está fazendo escola: no país onde a liberdade de expressão vive um apagão, até o Ministério Público e a Justiça passaram a aceitar a ideia de que criticar uma lei ou uma política pública é algo que, em vez de ser um direito garantido pela Constituição, deveria levar à responsabilização legal. Um caso absurdo ocorrido em São Paulo mostra a que ponto chegou a incompreensão sobre este direito básico.
Mais de um ano atrás, em maio de 2024, o presidente da montadora JAC Motors Brasil, Sergio Habib, participou de um podcast e criticou as regras para a concessão de isenção fiscal a portadores de deficiência que compram carros. “20% das vendas de carros é para deficiente físico. Sabe o que o governo poderia fazer? Acaba com [isenção fiscal para] deficiente físico e você baixa o preço dos carros em 5%”, afirmou ele. Além de defender que o fim do benefício baratearia o produto para todos os consumidores, ele ainda argumentou que a isenção fiscal é concedida para tipos ou graus de deficiência que não criam limitações à mobilidade. “As pessoas compram carros para deficiente… É gente como a gente, não tem problema nenhum. Se é surdo de uma orelha você já é deficiente. É uma vergonha o deficiente físico no Brasil, nenhum outro país no mundo tem isso”, afirmou.
Isso bastou para a promotora Natália Rosalem Cardoso, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) do Ministério Público paulista, denunciar Habib por discriminação, e a Justiça aceitar a denúncia. O MP invocou o artigo 88 do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15), que pune o ato de “praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência”, com a agravante de crime cometido “por intermédio de meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza”, o que pode levar a penas de 2 a 5 anos de reclusão e multa.
Repare-se que Habib não defendeu que as concessionárias deixem de vender carros para portadores de deficiência, ou que façam algum tipo de triagem para fazer a venda com isenção fiscal a algumas dessas pessoas, mas não a outras. Tampouco afirmou que os portadores de deficiência que fazem uso do benefício previsto em lei deveriam ser ostracizados pelo restante da população, como se fossem eles os responsáveis pelos altos preços dos veículos. Obviamente, nem sequer insinuou que pessoas com deficiência não deveriam poder dirigir – tudo isso, sim, poderia caracterizar uma incitação à discriminação, mas nada disso está na entrevista do empresário. Nem mesmo o termo “vergonha” pode ser usado como indício de que Habib tenha cometido esse crime, pois todo o contexto da fala do empresário torna evidente que sua crítica não se dirige aos portadores de deficiência, e sim às regras estabelecidas pelo governo.
E, ao contrário do que acreditam os novos censores que proliferam na imprensa, no MP e na Justiça, criticar leis ou políticas públicas, e pedir por sua revisão ou substituição, nem de longe poderia ser considerado crime – pelo contrário: é um direito básico que está na própria essência da democracia. Como é possível que todo o poder emane do povo, como afirma a Constituição brasileira em uma de suas primeiríssimas frases, se esse mesmo povo não pode nem sequer discutir por quais leis ele quer ser regido? Quando se chega a esse ponto, a democracia já está soterrada. Só nas ditaduras é que governos e as regras por eles emitidas são considerados infalíveis, com a crítica sendo transformada em crime.
Ainda que a liberdade de expressão possa ter suas nuances e mesmo limitações, há outros aspectos dela que são essenciais, e sem os quais já não se pode dizer que se vive em um sistema democrático. A possibilidade de criticar leis e políticas públicas é um desses aspectos. A hoje abolida Lei de Imprensa (5.250/67), por exemplo, afirmava nos incisos VI e VII do artigo 27 que “não constituem abusos no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e de informação: (…) a divulgação, a discussão e a crítica de atos e decisões do Poder Executivo e seus agentes, desde que não se trate de matéria de natureza reservada ou sigilosa; a crítica às leis e a demonstração de sua inconveniência ou inoportunidade”. Ainda que esta lei em específico já não tenha validade no Brasil, o que ela contém a esse respeito faz parte da melhor doutrina sobre liberdade de expressão.
Este é o mesmo princípio, aliás, que norteia a posição da Gazeta do Povo sobre outro tema que voltou a ser discutido no STF: a Marcha da Maconha. Por mais que sejamos firmemente contrários a qualquer legalização do uso de drogas, aqueles que defendem uma revisão da lei sobre esse tema têm todo o direito de tomar as ruas e se manifestar neste sentido – desde que não haja nem a incitação ao cometimento de crimes, com o incentivo à venda ou ao consumo, nem a apologia, com o elogio a usuários ou traficantes que desafiam a lei e os órgãos de segurança. A simples crítica à lei e os pedidos por sua revisão são um direito que independe inclusive dos argumentos usados. Os defensores da legalização da maconha podem estar totalmente errados sobre o caráter “inofensivo” da droga, e Habib pode estar equivocado sobre o efeito do fim da isenção fiscal nos preços dos automóveis; isso é totalmente irrelevante, e essas alegações devem ser tratadas por meio do livre debate de ideias, sem a interferência do braço estatal.
Querer criminalizar a crítica a uma lei ou política pública que beneficia um determinado grupo ou minoria, caracterizando essa manifestação como discriminatória, é uma distorção grosseira do próprio conceito de discriminação e uma agressão não menos grosseira à garantia constitucional da liberdade de expressão – e, consequentemente, um ataque frontal a um direito básico em uma democracia. Como advertimos a respeito do julgamento no STF sobre a equiparação da homofobia ao racismo, MP e Justiça estão, aos poucos, criando uma lista de tabus, temas que não podem ser discutidos sob circunstância alguma; o processo contra Sergio Habib acaba de acrescentar mais um item a essa já extensa lista.
PENINHA - DICA MUSICAL
THE BEATLES – 3
DEU NO JORNAL

