ALEXANDRE GARCIA

MAIS UMA PRISÃO NO “PROCESSO DO GOLPE”

Gilmar Mendes vivia dizendo que a Lava Jato fazia prisões para forçar as pessoas a assinar acordos de delação premiada e entregar outros membros do esquema do petrolão. E dizia que isso era errado, porque a colaboração tem de ser voluntária; o delator se oferece para ajudar a Justiça ou a polícia, e faz um acordo que o beneficie, depois de ele ter beneficiado as investigações.

Pois agora isso está em discussão no tal “processo do golpe”. Primeiro, foi Mauro Cid. Agora, Alexandre de Moraes mandou prender o coronel Marcelo Câmara, que foi assistente de Jair Bolsonaro, porque o advogado de Câmara, Eduardo Kuntz, estaria conversando no Instagram com uma conta que tinha o nome da mulher de Mauro Cid, Gabriela, e ali Cid abriu o coração, dizendo que em nenhum momento falou em golpe, que Bolsonaro não falava e nem queria dar golpe, que ele estava apenas procurando alguma fraude nas urnas – foi o que Kuntz revelou. Pois o cliente de Kuntz foi preso e o advogado está sendo investigado por ordem de Moraes, porque ele teria ido além das obrigações de advogado, porque conversou com Mauro Cid, porque divulgou as conversas. O general Walter Braga Netto está preso por causa de algo parecido, porque teria conversado com o pai de Mauro Cid.

O fato é que todos viram, no interrogatório de Cid, a ameaça implícita feita por Moraes ao pai e à filha do tenente-coronel. O caso que resultou na prisão de Gilson Machado, por exemplo, foi a viagem que familiares de Mauro Cid fizeram à Califórnia para visitar outro parente que estava fazendo aniversário. Eles tinham passagem de volta para sexta-feira, 20 de junho, mas a imprensa domesticada já correu para noticiar que eles haviam fugido do Brasil.

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Rio Grande do Sul volta a sofrer com enchentes previsíveis

As enchentes voltaram ao Rio Grande do Sul. Tudo muito previsível; era óbvio que, se não fizessem a dragagem do leito dos rios, a cada ano haveria mais detritos, mais barrancas e restos de barrancas, mais lixo, mais troncos de árvore, e o nível da água subiria. Afinal, todo ano chove.

Enquanto isso, não lembro de ver tanto frio em Brasília – e eu vivo aqui há 50 anos. Na terça-feira fez 12 graus, na quarta parecia ainda mais frio. Deve ser o tal aquecimento global, aquela lenda criada para ganharem dinheiro. O aquecimento global acontece ao longo de toda a história da Terra, desde que ela existe; o sol esquenta ou esfria os oceanos, dependendo das explosões solares. É Simples.

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Ásia domina lista de melhores companhias aéreas do mundo 

Está havendo uma grande exposição aeronáutica de Paris, e no dia 17 foi divulgado o prêmio para as melhores companhias aéreas do ano. Entre as 100 primeiras colocadas, há duas brasileiras: a Latam (que é meio brasileira, meio chilena) subiu duas colocações, estava em 45.ª posição no ano passado e foi para a 43.ª; a Azul caiu do 52.º para o 71.º lugar. Curiosamente, estou para viajar por uma que não está na lista.

Entre as dez melhores companhias aéreas do ranking só uma é europeia; todas as outras são asiáticas, do Extremo Oriente ou do Oriente Médio. A primeira da lista é a Qatar, seguida pela Singapore e pela Cathay, de Hong Kong. Depois vêm a Emirates, a japonesa All Nippon, e a Turkish, que tem um lado europeu – mas a capital da Turquia fica na Ásia, é Ancara, não Istambul. Em segunda, a Korean, e só em oitavo lugar aparece a Air France. A lista continua com a Japan Airlines em nono e a Hainan, que é chinesa, em décimo. Isso também mostra a capacidade dos países de terem bons serviços aéreos.

DEU NO X

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O NÃO DO AMOR

Uma caboca faceira
Esqueletou meu juizo
Pousou sem nenhum aviso
No corpo nu da paixão.

Uma fofinha malvada
Uma fofura morena
Uma almofada de pena
De sobre-cu de pavão.

Meu tangedor de viver
Ganhou um trote seguro
Escutando com apuro
A fala dessa mulher
Nem escura nem acesa
Água quebrada a frieza
Na fonte do bem-me-quer.

Contorniei as fronteiras
Do corpo da caboquinha
Que nem a fada madrinha
Com varinha de condão
Que mesmo dizendo NÃO
Só parecia que sim
Pois NÃO de amor é assim
Se engana com o coração.

Porque o NÃO do amor
Tem sentido diferente
Um NÃO  bem forte diz: NÃO!
Depois um NÃO displicente
Traz dez NÃOZINHOS manhosos
Pra bem juntinho da gente.

DEU NO JORNAL

NUM TEM NADA DE BOBO

Alvo de sorrisos de deboche até do “très amigo” francês Emmanuel Macron, após atrapalhar o início de reunião e até a foto com chefes de Estado e de governo, Lula (PT) virou o bobo da corte do G7.

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Na verdade, não é ele o bobo.

Ele apenas cumpriu sua rotina lulosa.

Bobo é quem vota nele.

Bobo é quem ainda acredita na torrente de mentiras que ele excreta oralmente o dia todo.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HÉLIO CRISANTO - UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

NAS CINZAS DO FIM DO MUNDO

Hoje as nuvens denunciam
Que no céu há explosão
Humanos se digladiam
Nação combate nação.
A estupidez humana
Embrutecida e insana
Do poço chegou ao fundo…
Em meio a tanto estampido
Arde o amor abatido
Nas cinzas do fim do mundo.

Cheiro de morte na esquina
Onde o amor não prospera
Cresce o ódio entre a ruína
O corpo se dilacera.
Irã ataca Israel
Línguas de fogo no céu
Assassinam num segundo…
Morre a paz de uma criança
Queima os restos da esperança
Nas cinzas do fim do mundo.

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

O FIEL VINICIUS

Comentário sobre a postagem SONETO DE FIDELIDADE – Vinicius de Moraes

João Francisco:

O Soneto mais famoso (que eu saiba) do Vinícius.

Acho que já comentei este soneto aqui (minha memória me trai), mas repito.

Vinícius era um bon vivant (aquele que sabe viver bem); nascido em berço esplêndido (nada contra), inteligente, culto, viajou o mundo (só países top) como diplomata e aderiu ao socialismo light.

Teve sete mulheres (oficiais) e outras tantas amantes e vem falar de fidelidade no amor.

Seria o mesmo que o casal Nardoni fazer um soneto declamando o amor paternal.

Ou a Suzane von Hichthofen fazer louvores aos pais.

Não dá para levar a sério.

DEU NO JORNAL

SÓ O CONGRESSO PODE PARAR A GASTANÇA DE LULA

Marcel van Hattem

contas públicas impostos iof

Fernando Haddad se reuniu com Hugo Motta, Davi Alcolumbre e líderes partidários para apresentar alternativas à alta do IOF

Foi uma vitória do povo brasileiro e uma derrota acachapante do governo Lula. A Câmara dos Deputados aprovou, por 346 votos (ou seja, mais do que o necessário para um impeachment), a urgência  para votação do projeto de decreto legislativo que suspende o aumento do IOF imposto pelo ministro Fernando Haddad via decreto. Um aumento sorrateiro, abusivo, inconstitucional e ilegal, além de ser uma agressão ao Parlamento.

É importante que o Brasil saiba: o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é, por natureza, um tributo com função regulatória, não arrecadatória. Sua utilização como ferramenta para tapar rombos fiscais evidencia o desespero de um governo que não corta gastos enquanto desperdiça o dinheiro público; quando acaba o dinheiro, vai atrás de saquear ainda mais a população brasileira. Lula e Haddad chegaram a simular recuos, mas compensaram a alteração no decreto do IOF com novos aumentos de impostos em uma medida provisória. É um governo que mente, manipula e despreza o devido processo legislativo. Mas não vai colar. Agora, o jogo virou.

Denunciamos, desde o princípio, a nulidade do decreto que aumentou o IOF. Denunciamos o desrespeito ao Congresso Nacional. Exigimos que a Câmara não se curvasse a mais uma tentativa do governo Lula de governar por decreto. No Colégio de Líderes da Câmara defendemos que se colocasse em pauta a urgência da derrubada do decreto. E assim se fez na última segunda-feira (16).

Agora, deve ser votado em plenário o mérito do projeto que suspende o aumento do IOF. É certo que o governo Lula será derrotado mais uma vez. Não há justificativa moral, jurídica ou econômica para mais esse aumento. O povo não é culpado pela gastança descontrolada do lulopetismo e não deve pagar pelos abusos de um governo perdulário, incompetente e ideologicamente hostil à responsabilidade fiscal.

É necessário frear o improviso tributário. O Brasil precisa de corte de despesas, privatizações, desburocratização e liberdade econômica. A criação de um Grupo de Trabalho na Câmara para discutir a modernização da máquina pública é um grande passo do Legislativo nesse sentido. Já que o governo Lula não faz a parte que lhe cabe, como deveria, o Congresso terá de fazer em seu lugar.

PENINHA - DICA MUSICAL